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Mais de 58 milhões de brasileiros vivem em ruas sem arborização, revela IBGE

Foto: Clovis Miranda / Semcom

Mais de 58,7 milhões de brasileiros –o equivalente a 33,7% da população residente em áreas urbanas–vivem em ruas sem qualquer arborização. O dado integra a Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios do Censo Demográfico 2022, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 17.

Outras 114,9 milhões de pessoas (66,0%) vivem em vias com presença de árvores. No entanto, esse retrato não significa uma distribuição uniforme. A pesquisa revela que 35,6 milhões de moradores (20,4%) residem em ruas com até duas árvores, enquanto outros 23,4 milhões (13,5%) estão em vias com três ou quatro. Apenas 32,1% da população urbana (55,8 milhões de pessoas) vive em trechos com cinco ou mais árvores.

Quando o assunto é densidade de arborização –ou seja, o número de árvores por trecho–, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal lideram, com 59% e 56,4% dos moradores vivendo em vias com cinco ou mais árvores, respectivamente. Já Acre e Amazonas apresentam os percentuais mais baixos nesse quesito: 10,7% e 13,7%.

Os números escancaram não apenas a carência de áreas verdes, mas também o impacto direto na qualidade de vida da população, especialmente nos centros urbanos onde o calor e a poluição se intensificam com a ausência de vegetação.

Além disso, os dados revelam disparidades marcantes entre os grupos raciais. Enquanto 80% da população que se declara amarela vive em ruas arborizadas, esse percentual cai para 70,6% entre pessoas brancas, 59,4% entre pretas, 58,5% entre indígenas e 57,3% entre pessoas pardas.

Vias pavimentadas e circulação

Outro dado de destaque é a capacidade máxima de circulação nas vias urbanas. A maior parte da população (90,8%) vive em ruas onde é possível a passagem de caminhões ou ônibus, o que demonstra uma boa cobertura da infraestrutura viária para grandes veículos. Em contrapartida, cerca de 5 milhões de pessoas (2,9%) vivem em ruas onde apenas motocicletas, bicicletas ou pedestres podem circular –vias que, em geral, também carecem de outros elementos básicos de urbanização.

Em relação à pavimentação, 88,5% da população vive em vias pavimentadas. No entanto, 19,5 milhões de brasileiros ainda residem em ruas sem pavimentação adequada. Entre a população indígena, por exemplo, esse índice é ainda mais crítico: apenas 72,2% vivem em ruas pavimentadas, o menor percentual entre os grupos analisados.

Iluminação pública avança, mas ainda há lacunas

A iluminação pública alcançou um percentual elevado: 97,5% dos moradores de áreas urbanas vivem em vias iluminadas. O índice representa um avanço em relação a 2010, quando o número era de 95,2%. Contudo, ainda existem quase 4,5 milhões de pessoas em áreas urbanas vivendo em ruas sem esse serviço essencial para a segurança pública e mobilidade noturna.

Foto: Divulgação / Semmas

A desigualdade novamente aparece no recorte por raça: indígenas (90,4%) e pardos (96,2%) têm os menores índices de cobertura, enquanto a população amarela (98,8%) e branca (98,1%) apresentam os maiores índices de iluminação pública nas áreas em que residem.

Mais calçadas e mais obstáculos

A pesquisa também mostra que 84% da população urbana vive em ruas com calçadas –um aumento expressivo em relação a 2010, quando o índice era de 66,4%. No entanto, o novo indicador do Censo 2022 –que avalia se essas calçadas estão livres de obstáculos– mostrou que apenas 18,8% dos brasileiros vivem em vias com calçadas desobstruídas.

A situação é particularmente grave entre pessoas pretas (79,2% têm calçada, mas em muitos casos com obstáculos) e indígenas (apenas 63,7% vivem em ruas com calçada). Em termos de acessibilidade, apenas 15,2% dos moradores de áreas urbanas vivem em ruas com rampas para cadeirantes — embora esse índice tenha aumentado significativamente em comparação com 2010 (3,88%).

Estrutura para transporte público

A presença de pontos de ônibus ou vans nas vias urbanas é de 8,8% entre os moradores que vivem em ruas com esse tipo de estrutura. A carência é ainda maior entre a população indígena (4,8%) e parda (7,1%), o que revela entraves à mobilidade e ao acesso a serviços básicos.

Mesmo em estabelecimentos de ensino e saúde, os números são baixos: apenas 16,6% e 17,7%, respectivamente, estão em vias com ponto de ônibus ou van.

Apesar do crescimento do uso da bicicleta como meio de transporte, o Censo 2022 mostrou que apenas 1,9% dos moradores de áreas urbanas vivem em vias com sinalização para bicicletas. A ausência de ciclovias e ciclofaixas é mais evidente entre pretos (1,4%) e indígenas (1,1%), o que evidencia a falta de incentivo à mobilidade ativa e segura nessas comunidades.

Presença de bueiros

A infraestrutura de drenagem urbana –fundamental para o escoamento de água das chuvas– está presente em vias onde vivem 53,7% dos brasileiros. Embora o número represente um avanço em relação a 2010 (39,3%), ainda há 80,6 milhões de pessoas vivendo em ruas sem bueiros ou bocas de lobo. Isso representa um risco direto de alagamentos, especialmente nas áreas periféricas das grandes cidades.

*Com informações de Terra

Sábado é dia de rodízio de peixe com feijoada em restaurante de Manaus

Foto: Divulgação

Em Manaus, um restaurante está ressignificando a experiência gastronômica ao trazer uma fusão imperdível para os sábados de quem ama a culinária brasileira e a riqueza dos sabores amazônicos. Localizado no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, ao lado do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o Caboclo Culinária Amazônica oferece uma experiência única com sua feijoada completa, que se une ao rodízio de peixe, proporcionando um verdadeiro banquete gastronômico para seus clientes.

Por apenas R$69,90, o público pode saborear as duas iguarias e ainda ganhar uma caipirinha de cortesia na primeira rodada, com as demais saindo por apenas R$8,00. O cardápio inclui ainda cervejas de 600ml (Heineken e Original) por R$13,90 e long necks a R$9,90.

“A gente pensou nessa combinação para agradar tanto quem ama a culinária amazônica quanto quem não abre mão de uma feijoada no fim de semana. É um almoço para reunir a família, os amigos, curtir, comer bem e ainda aproveitar um preço justo”, destaca José Joaquim Neto, proprietário do Caboclo.

Programação especial aos sábados

Para quem busca mais do que uma simples refeição, todo sábado, o Caboclo oferece música ao vivo para embalar o almoço. A novidade agora é que a cada último sábado do mês o restaurante deve preparar programações especiais. Neste mês de abril, no dia 26, quem marca presença é o grupo de samba Couro Velho, tradicional banda de samba raiz de Manaus, formada por antigos membros da escola de samba Vitória Régia. A atração promete dar um toque especial à experiência, tornando o almoço ainda mais animado.

Sobre o restaurante

Conhecido por sua proposta de valorizar os sabores autênticos da Amazônia em pratos que trazem o poder dos ingredientes regionais, o Caboclo Culinária Amazônica é um convite para quem busca saborear a gastronomia local em um ambiente descontraído, com música ao vivo e variedade.

Do peixe assado à caldeirada, passando por cortes especiais de carnes para os fãs de churrasco, o restaurante oferece uma experiência culinária diferenciada e diversificada. A casa funciona todos os dias, das 11h às 16h, e o rodízio de peixes é servido aos sábados (junto à feijoada), domingos e feriados, das 11h às 15h30.

SERVIÇO:

  • O quê: Rodízio de Peixe + Feijoada aos sábados por R$69,90

  • Onde: Caboclo Culinária Amazônica

  • Endereço: Av. Santos Dumont, 1350 – Tarumã (ao lado do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes)

  • Quando: Todo sábado, das 11h às 15h30

  • Mais informações: Pelo Instagram @cabocloculinariamazonica

Projeto de lei em tramitação na Câmara quer proibir exploração de petróleo e gás na Amazônia

O deputado Ivan Valente (PSOL) tenta, via projeto de lei, barrar a exploração de petróleo na Amazônia - Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 1725/25 proíbe a oferta de novos blocos para exploração de petróleo e gás natural na Amazônia e obriga a recuperação ambiental das áreas com projetos de exploração em andamento na região. A Câmara dos Deputados analisa a proposta, que altera a Política Energética Nacional (Lei 9.478/97).

Autor do projeto, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) cita desastres ambientais recentes envolvendo vazamentos de óleo no País – Baía de Guanabara (2000), Campo de Frade (2011) e costa brasileira (2019) – e argumenta que a abertura de uma nova fronteira na região amazônica contraria alertas climáticos emitidos pelo próprio Brasil e abre caminho para degradar ainda mais a área da floresta.

“Áreas de exploração ainda são ofertadas ou estudadas na Amazônia brasileira por meio de leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Alguns blocos têm sido ofertados na Bacia da Foz do Amazonas e na Bacia do Parecis e há blocos em estudo na Bacia do Solimões, na Bacia do Amazonas, na Bacia do Tacutu e em outras bacias brasileiras”, sustenta o deputado.

Ele lembra que a suspensão da exploração de óleo e gás já é realidade na Antártica e na Costa Rica, com discussões em andamento no Equador e na Colômbia, e suspensões temporárias nos Estados Unidos durante o governo Joe Biden.

Transição

A proposta prevê ainda um plano de transição para as operações em curso nas áreas proibidas, incluindo prazos para redução e encerramento das atividades, requalificação de trabalhadores, recuperação ambiental, incentivos a energias renováveis e o monitoramento de todas as etapas com participação popular.

Pelo texto, empresas que já possuem concessão para explorar as áreas proibidas ficam obrigadas a executar um plano de recuperação ambiental, aprovado pelo órgão competente.

Para financiar as operações de transição, poderão ser usados recursos de compensações ambientais pagas pelas concessionárias, fundos regionais, aportes de organismos internacionais, bancos de desenvolvimento e da criação de um Fundo Nacional de Transição Energética para a Amazônia, com recursos de royalties, multas ambientais e investimentos governamentais.

Tema em alta

O tema está em alta em Brasília desde que a Petrobras teve uma série de pedidos para explorar a foz do rio Amazonas negados pelo Ibama. O caso se tornou um verdadeiro conflito interno no governo. De um lado estão entusiastas da medida, entre eles o próprio presidente Lula (PT). Do outro, uma ala liderada por Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, tenta frear o projeto da petrolífera na área.

A disputa está centrada no debate ambiental e diz respeito não apenas aos riscos de um desastre na região, mas também aos acordos internacionais acionados pelo país que objetivam reduzir a produção e consumo de combustíveis fósseis. Lula e outros defensores da ideia, no entanto, argumentam que o Brasil ficaria para trás do ponto de vista econômico se abrisse mão das riquezas da região e alegam que os lucros da exploração poderiam ser usados, justamente, para financiar a transição energética.

Caberá ao Ibama, que está pressionado, a palavra final. Se o texto de Valente avançar no Congresso, porém, a empreitada da Petrobras, que ainda nem começou, pode estar com os dias contados.

*Com informações de Carta Capital

David Almeida entrega 5 mil tambaquis no bairro Compensa e reforça segurança alimentar em Manaus

Foto: João Viana / Semcom

A Prefeitura de Manaus segue promovendo uma grande ação de solidariedade e segurança alimentar durante a Semana Santa, com a distribuição gratuita de 120 toneladas de pescado em todas as zonas da cidade. Nesta quinta-feira, 17/4, o prefeito David Almeida, acompanhou pessoalmente a entrega de 5 mil tambaquis no bairro Compensa, dentro da programação da “Páscoa na Floresta”, realizada por meio da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e do Fundo Manaus Solidária (FMS).

A ação visa beneficiar 45 mil famílias manauaras, garantindo alimento de qualidade à mesa dos que mais precisam neste período de celebração e reflexão. A entrega no bairro Compensa foi realizada no “Prato do Povo” da rua Belo Horizonte, zona Oeste, e contou também com a presença do secretário da Semasc, Saullo Vianna.

“São 120 toneladas de peixe que nós estamos entregando desde a última terça-feira. A nossa meta é chegar a 45 mil famílias beneficiadas com essa ação. Com isso, a prefeitura fomenta a pesca, os criadores locais, a piscicultura, adquirindo esse pescado diretamente dos produtores da nossa terra. É peixe de qualidade chegando às mesas das famílias manauaras”, afirmou o prefeito David Almeida.

Além do bairro Compensa, as entregas ocorreram simultaneamente nos “Pratos do Povo” localizados nos bairros Jorge Teixeira, Colônia Antônio Aleixo, Grande Vitória e Nova Vitória. A iniciativa contempla também instituições sociais e comunidades da zona rural, devidamente credenciadas.

De acordo com o secretário Saullo Vianna, a ação reafirma o compromisso social da gestão. “É mais um ato de solidariedade realizado em conjunto, a Semasc e o Fundo Manaus Solidária, levando pescado para todas as regiões da cidade e até mesmo para a zona rural. Aproveito para desejar uma feliz Páscoa a todos os manauaras”, declarou.

Moradora do bairro Compensa, a vendedora de brinquedos Andresa Gláucia, de 44 anos, foi uma das beneficiadas. Com sorriso no rosto, ela agradeceu pela ação. “Essa distribuição de peixes está ótima. Vou comer meu tambaqui amanhã, na Sexta-Feira Santa. Graças a Deus pela vida do prefeito, e que não falte alimento na mesa de nenhuma família, amém”, disse.

Programação

A “Páscoa na Floresta” teve início na segunda-feira, 14 de abril, no Parque das Tribos, bairro Tarumã, com a distribuição de chocolates para cerca de 2 mil crianças. Já na terça-feira, 15 de abril, começou a entrega das 120 toneladas de pescado destinadas à Semana Santa, que beneficiarão 45 mil famílias em situação de vulnerabilidade social.

As entregas dos tambaquis já alcançaram milhares de famílias assistidas pela Prefeitura de Manaus, por meio da Semasc e do Fundo Manaus Solidária, residentes em comunidades ribeirinhas e em diversos bairros da cidade, como: Cidade de Deus, Comunidade Novo Milênio, Viver Melhor 1 e 2, Comunidade Minpindiaú, Terra Preta (zona rural), Parque São Pedro, Santa Etelvina, Comunidade Fazendinha, Japiim, São José, Comunidade Indígena Nova Esperança, Comunidade São Sebastião do Cuieiras, Parque Solimões, Comunidade da Sharp, Armando Mendes, Planalto, Compensa, Jorge Teixeira, Colônia Antônio Aleixo, Grande Vitória e Nova Vitória.

O encerramento da programação acontecerá no domingo de Páscoa, 20 de abril, no parque Gigantes da Floresta, localizado no bairro Novo Aleixo, zona Leste da capital, com uma grande festa repleta de atividades lúdicas, culturais e recreativas. É o cuidado da gestão David Almeida com quem mais precisa, transformando a solidariedade em política pública.

Governo federal prevê salário mínimo de R$ 1.630,00 em 2026

Foto: Divulgação / Casa da Moeda

O governo Lula, por meio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026, apresentou a previsão de que o salário mínimo será ajustado para R$ 1.630,00 no próximo ano. O valor é baseado na correção pelo INPC(Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais um aumento real de 2,5%.

O PLDO também traz as estimativas para o salário mínimo nos anos seguintes. Em 2027, o piso salarial será de R$ 1.724,00, passando para R$ 1.823,00 em 2028 e R$ 1.925,00 em 2029.

Essa projeção segue a lógica de manter a correção do salário mínimo de acordo com a inflação, com uma adição de ganho real.

A projeção do aumento do salário mínimo está inserida no contexto de um superávit primário estimado de R$ 34,3 bilhões, o que representa 0,25% do PIB, e de um total de despesas que atingirá R$ 2,430 trilhões em 2026.

O governo também prevê um crescimento nominal da massa salarial de 7,54% no ano que vem, que é impulsionado, em grande parte, pelo aumento do salário mínimo.

BPC e outros gastos entrarão no debate

O aumento do salário mínimo também afeta outras áreas da economia. De acordo com o PLDO, o valor dos benefícios previdenciários e assistenciais será impactado. O BPC (Benefício de Prestação Continuada), por exemplo, tem seu valor atrelado ao salário mínimo.

Em 2026, a projeção para os “Benefícios de Prestação Continuada da LOAS/RMV” é de R$ 140,1 bilhões, e o valor deve crescer para R$ 151,5 bilhões em 2027.

Esse aumento nos gastos está relacionado diretamente à elevação do piso salarial, que é a base para a definição de diversos benefícios sociais.

A proposta do governo será discutida e analisada pelo Congresso Nacional nas próximas semanas, com as previsões de impacto econômico sendo um dos temas centrais do debate.

*Com informações de IG

Temer diz que Moraes é ministro moderado e não guarda rancor

Michel Temer - Foto: Cesar Itiberê / PR

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta quarta-feira, 16, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é uma figura moderada e sem ressentimentos. A declaração foi feita pelo ex-presidente quando comentava a possibilidade de a Corte rever a dosimetria das penas fixadas para pessoas condenadas pelo 8 de Janeiro.

Temer foi o responsável pela indicação de Moraes para o STF em 2017, quando era presidente da República. Para o emedebista, a discussão sobre a anistia aos golpistas no Congresso é válida, mas seria melhor se o próprio Supremo revisasse as penas, para evitar atrito entre os Poderes.

“Moraes é um ministro moderado, sensível e que sabe o que fazer. Não é um sujeito cheio de rancores”, disse Temer ao jornal O Globo. O ex-presidente afirmou que defende uma mediação para a situação.

“É possível fazer uma nova dosimetria. Punição houve, tinha de haver, mas também a pena deve ser de menor tamanho. É uma solução conciliatória.”

Na semana passada, a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), foi criticada ao dizer que uma discussão no Congresso sobre a revisão de penas para quem não participou ativamente da depredação dos prédios públicos era “plenamente defensável”.

A declaração irritou ministros do Supremo, que julga os casos relativos aos ataques às sedes dos Três Poderes, e a ministra precisou esclarecer que a fala havia sido “mal colocada”.

“Cabe ao Congresso fazer o debate, como vem fazendo, e tentar uma mediação, como Hugo Motta vem tentando. Mas qualquer revisão criminal cabe ao Judiciário e ao STF”, afirmou então, em referência ao presidente da Câmara.

O pedido para que o projeto de lei da anistia seja votado em regime de urgência foi apresentado na segunda-feira, 14, pelo líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Mesmo fazendo parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o MDB, partido de Temer, teve 20 assinaturas de parlamentares no requerimento.

O PL pressiona o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o assunto, mas o deputado não demonstrou intenção de colocá-lo em pauta no plenário. Ele busca um acordo costurado entre os Poderes como como solução alternativa para o impasse e defendeu que é são os líderes dos partidos que definem as votações do plenário.

“Democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar. Em uma democracia, ninguém tem o direito de decidir nada sozinho”, afirmou, acrescentando que é preciso ponderar o impacto das pautas para a estabilidade institucional do país.

*Com informações de Terra

Cientistas encontram indícios de vida em planeta alienígena

Foto: NASA/ESA/CSA/STScI/Janice Lee (STScI)/Thomas Williams (Oxford)/PHANGS team

Cientistas obtiveram nesta quarta-feira, 17, o que eles consideram ser os mais fortes sinais de vida em outro planeta além do sistema solar.

Os especialistas usaram informações coletadas pelo telescópio espacial James Webb para identificar a produção de gases químicos oriundos de organismos vivos, principalmente de vida microbiana, como o fitoplâncton marinho.

Segundo os pesquisadores, isso sugere que o planeta pode estar repleto de vida microbiana, no entanto, não é ainda uma descoberta de organismos vivos, mas é uma possível bioassinatura e que os resultados devem ser vistos com cautela, sendo necessárias mais observações.

O planeta, denominado K2-18 b, é 8,6 vezes mais maciço que a Terra e tem um diâmetro cerca de 2,6 vezes maior que o do nosso planeta. Ele orbita em torno de uma anã vermelha menor e menos luminosa que o nosso Sol, localizada a cerca de 124 anos-luz da Terra, na constelação de Leão.

“O único cenário que atualmente explica todos os dados obtidos até agora pelo JWST (James Webb Space Telescope), incluindo as observações passadas e presentes, é aquele em que o K2-18 b é um mundo oceânico repleto de vida”, disse Madhusudhan, o astrofísico do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, principal autor do estudo publicado no Astrophysical Journal Letters.

Desde a década de 90, os cientistas levantaram a hipótese da existência de exoplanetas cobertos por um oceano de água líquida habitável por microorganismos e com uma atmosfera rica em hidrogênio — os chamados mundos oceânicos.

A hipótese é que seus oceanos sejam mais quentes do que os da Terra. Questionado sobre possíveis organismos multicelulares ou até mesmo vida inteligente, Madhusudhan disse: “Não poderemos responder a essa pergunta neste estágio. A suposição básica é de vida microbiana simples”.

*Com informações de Terra

Vereadores aprovam reestruturação do Conselho de Educação e discutem melhorias no uso de IA

Sessão desta quarta-feira contou com deliberações acerca do uso de inteligência artificial dentro das escolas da capital - Fotos: Cleuton Silva e Eder França / Dicom - CMM

A reestruturação do Conselho Municipal de Educação, a inteligência artificial e o transporte público foram alguns dos temas apresentados pelos vereadores durante a Sessão Plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Esta foi a 25ª Sessão Plenária da 19ª Legislatura (2025–2028).

Com a inversão da pauta, o primeiro assunto da Ordem do Dia foi a votação do Projeto de Lei, de autoria do Poder Executivo, que reestrutura o Conselho Municipal de Educação. O projeto já havia tramitado pelas 2ª, 3ª e 4ª Comissões, tendo parecer favorável. Com a aprovação em plenário, o projeto segue agora para a sanção do prefeito de Manaus.

“A aprovação do conselho [hoje] dá maior celeridade a um órgão da educação tão importante, que vai acompanhar todas essas ações da Secretaria Municipal de Educação. Não temos ainda a educação que seria ideal no município, mas temos hoje uma educação bem melhor nos últimos quatro anos”, disse o vereador Eduardo Alfaia (Avante), líder do prefeito na CMM.

Um dos principais assuntos do dia foi o transporte público. Os vereadores Jaildo Oliveira (Partido Verde) e Rodinei Ramos (Avante) apresentaram um Projeto de Lei que insere novos dispositivos aos artigos 8.º e 21 da Lei n.º 2.898, de 09 de junho de 2022, estabelecendo punições às empresas de transporte coletivo que circulam em Manaus com ônibus sem cobradores.

“A lei não penaliza a empresa, por isso fizemos duas alterações, penalizando a empresa que não cumprir a lei, que determina que o transporte coletivo tem que ter cobrador. São três tipos de penalidades: multas de R$ 100 mil, R$ 200 mil, R$ 300 mil para cima; e, na quarta penalização, tem que se cassar a concessão dessa empresa. Tem que ser expulsa de Manaus caso não queira cumprir a lei”, afirmou o vereador Jaildo Oliveira (Partido Verde).

Inteligência artificial nas escolas de Manaus

Ainda durante a votação, outro Projeto de Lei apresentado busca a implantação da Inteligência Artificial (IA) nas escolas municipais de Manaus, para fins educacionais e administrativos. De autoria do vereador Diego Afonso (União Brasil), a proposta visa à modernização do processo de ensino-aprendizagem na capital.

“Manaus e este poder precisam sair na vanguarda, e a inteligência artificial veio para isso — claro que com a devida segurança, como o projeto prevê”, destacou o vereador Diego Afonso (União Brasil).

Prefeitura avança na elaboração do novo Plano de Saneamento Básico de Manaus

Foto: Henrique Miranda / Semmasclima

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmasclima), realizou, na terça-feira, 15/4, uma reunião com os consultores técnicos que participam da elaboração do novo Plano Municipal de Saneamento Básico de Manaus (PMSBM). Na ocasião, os membros do Conselho Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Comdema) receberam atualizações sobre o andamento das ações da fase de Diagnóstico. A reunião aconteceu na sede da Semmasclima, localizada no bairro Vila da Prata.

O novo Plano de Saneamento Básico de Manaus deve ser apresentado no segundo semestre de 2025, contemplando dois novos componentes: manejo de águas pluviais e drenagem; limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos – além dos que já constam no atual: serviços de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário. “Este é um momento importantíssimo, onde serão tomadas decisões muito significativas para a qualidade de vida dos cidadãos de Manaus”, informou a conselheira do Comdema, Luciana Oliveira.

A reunião foi realizada para compartilhar o andamento das ações em curso, colher contribuições que possam enriquecer o processo de diagnóstico e a construção de estratégias voltadas à melhoria da política de saneamento ambiental na cidade, bem como levantar dados da percepção da sociedade, além de propor uma cooperação institucional e engajamento do Comdema nas ações do plano.

“Nós entendemos que esse conselho é chave no processo de elaboração e revisão do Plano, pelo perfil dos seus conselheiros, na representatividade não só das instituições, mas também de outros segmentos da sociedade civil. Entendemos que para que ele possa ser efetivo, é necessário que tenha a participação da sociedade. Esperamos alavancar e fortalecer essa agenda fundamental para a cidade de Manaus”, explicou o coordenador do segmento de Diagnóstico do PMSBM, Neliton Marques.

Além da reunião com o Comdema, a equipe de consultores já esteve em visitas técnicas junto às empresas e concessionárias que atuam no setor de saneamento básico; com a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman); secretarias municipais de interface com a política de saneamento – como as de Infraestrutura, Limpeza Pública e Meio Ambiente; bem como houve reuniões e articulações com cooperativas e associações de catadores de resíduos.

Próximos passos

Além do estudo técnico, abrangendo os quatro componentes – manejo de águas pluviais e drenagem, limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos, serviços de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário – está previsto o trabalho de mobilização social, com a realização de reuniões comunitárias e audiência pública. O documento final, com previsão de entrega para outubro de 2025, servirá como instrumento de planejamento de curto, médio e longo prazo, alinhado às necessidades atuais e futuras de infraestrutura sanitária da cidade de Manaus.

Inscrições para Open Internacional de Luta Livre Profissional vão até 22/04 (terça-feira)

Foto: Assessoria

As inscrições para o Open Internacional de Luta Livre Profissional 2025 estão na reta final e os atletas e academias precisam correr, literalmente, para não perder os prazos de participação no campeonato que acontecerá no dia 27 de abril, no ginásio da Assembleia Legislativa do Amazonas.

De acordo com as entidades que organizam a competição – a Federação Internacional de Luta Livre Esportiva Profissional e Grappling (FillePro) e a Federação Amazonense de Luta Livre Esportiva e Submission (Fasub) – o segundo lote de inscrições vai somente até o dia 22/04 (terça-feira).

Segundo as federações, as inscrições estão abertas e podem ser feitas somente pela modalidade on line por meio do site www.soucompetidor.com.br. Outra forma é acessar o portal www.emanuelsports.com.br e procurar o banner de direcionamento para a página oficial de inscrições.

O segundo lote do Open Internacional está com os seguintes valores: R$ 80 (somente categoria de peso, Kids, isto é, atletas até 15 anos), R$ 110 (somente peso, a partir de 16 anos, ou seja, Juvenil, Adulto e Máster) e R$160 (categoria de peso + absoluto).

Quem pode participar

A competição é aberta para atletas e paratletas de todas as idades, faixas e pesos, representando academias, associações, institutos, empreendimentos privados e projetos sociais da capital e interior do Amazonas. O Open Internacional deve contar ainda com lutadores de estados da Região Norte e país que fazem fronteira com o Amazonas.

O evento distribuirá premiações em dinheiro para as melhores academias e para os campeões do absoluto (conforme o edital). Os atletas também receberão medalhas de ouro, prata e bronze, além de cinturões personalizados.

Patrocinadores e apoiadores

O Open Internacional de Luta Livre Profissional conta com as seguintes parcerias: Masterfrigo, Dr.Guaraná, FA Grandes Prêmios, Truda Kimonos, 3D Alarmes, Majestic, Urocenter, FJ Funilaria e Pintura, Emanuel Sports & Marketing, CJP, Ilha Gelada Bebidas Diversas, Prefeitura de Manaus/Fundação Manaus Esporte, Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado estadual Roberto Cidade, deputado estadual Delegado Péricles e vereador Coronel Rosses.

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