Comunitários de unidade de conservação em Manaus são beneficiados com projeto de inclusão sociodigital
Conexão, inclusão sociodigital e impacto econômico para pessoas que vivem na zona rural de Manaus é o objetivo do projeto-piloto “Ribeirinhos Conectados”. Por meio do projeto, um laboratório de informática com acesso à internet via satélite foi entregue aos moradores da comunidade Julião, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé – unidade de conservação municipal, à margem esquerda do rio Negro, com distância aproximada de 25 quilômetros de Manaus. O evento foi realizado por meio de parceria entre Prefeitura de Manaus, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e ReUrbi Socioambiental, na terça-feira, 15/4.
O diretor do departamento de Áreas Protegidas e Mudança do Clima da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmasclima), Paulo Farias, afirmou que a iniciativa vai ao encontro da necessidade de acesso à internet em áreas rurais, para capacitação de jovens e adultos. “Precisamos estar conectados para a nova realidade de empregabilidade, vencendo distâncias e desafios”, destacou.
Uma das comunitárias que será beneficiada com o projeto é a Jucelia dos Santos. A mãe de três filhos vende produtos agrícolas e pretende fazer cursos de empreendedorismo. “Eu vendo farinha, goma, tucupi, e a internet vai facilitar para todos nós”.
O laboratório de informática ficará sob administração da Associação Comunitária de Produtores Rurais da Comunidade Julião.
Inclusão sociodigital e sustentabilidade
A ReUrbi é uma empresa que atua com logística reversa em todo o Brasil, sediada em Jacareí (SP). O coordenador de Operações, Wanderson Skrock, afirma que o modelo de negócio é comprometido com a responsabilidade ambiental e social, com a transparência e valorização dos descartes de equipamentos de TI e Telecom de empresas, pessoas físicas, organizações governamentais e do 3º Setor.
Ele explica que o projeto-piloto “Ribeirinhos Conectados” é somado à missão do Iris – Instituto ReUrbi de Inclusão Sociodigital, que já apoiou mais de 300 projetos em todas as regiões do Brasil, com a doação de quase 4 mil equipamentos seminovos. Wanderson destaca os propósitos de acesso à tecnologia e às oportunidades que elas oferecem, além da logística reversa e da economia circular.
“Materiais eletrônicos que seriam destruídos e, com certeza iriam agredir o meio ambiente, são recolhidos pela ReUrbi e transformados em novo de novo, para uso de pessoas que precisam”.
Além da Associação Comunitária de Produtores Rurais da Comunidade Julião, a São Francisco do Bujarú, também no baixo rio Negro, foi beneficiada com a ação de inclusão sociodigital.
O consultor da Unesco, Miqueias Santos, destacou que os comunitários só têm a ganhar com a iniciativa. “Estão sendo dadas oportunidades únicas para as crianças, jovens e adultos, de terem cursos a distância e se desenvolverem”, finalizou.
Detido por embriaguez, Davi Brito se pronuncia: ‘Julgado pela cor da pele’
O campeão do BBB24, Davi Brito, de 22 anos, compartilhou um desabafo na noite de quinta-feira, 17, rebatendo supostos ataques racistas que recebeu nos últimos dias. No lamento, ele afirma que pessoas negras também têm direito de vencer na vida.
Esta é a primeira manifestação pública do ex-motorista após debochar por ter sido detido por embriaguez ao volante, em Salvador (BA), nos últimos dias. Ele virou réu por ameaçar sua ex-namorada, Tamires Assis, com uma arma por meio de videochamada. Entretanto, ele não abordou diretamente nenhum desses assuntos no tal desabafo.
Em sua primeira manifestação após o caso mais recente, Davi deu a entender que está recebendo ataques justamente por ser negro e abastado. Então, quis responder à altura.
“Alô pra vocês, racistas e preconceituosos, que não suportam ver um preto vencendo, um preto no poder: saibam de uma coisa — nós não escolhemos vir ao mundo como negros. Viemos como seres humanos, iguais a todos os outros. Nenhum branco escolheu nascer branco, assim como nenhum preto escolheu nascer preto”, disse ele.
Em outro trecho, o campeão do BBB24 fala sobre racismo estrutural e afirma que, no mundo de hoje, todos devemos adotar uma postura antirracista.
“Vivemos em um mundo onde, infelizmente, muitos ainda acreditam que pessoas pretas devem ocupar apenas posições inferiores. Acham que não podemos ter um bom carro, não podemos pegar uma carona, não podemos viver com luxo — porque, se temos, é suspeito, é ‘roubo’, é ‘tráfico’. Negativo! Nós, pessoas pretas, temos que nos unir, defender nossa raça, levantar a bandeira do antirracismo e mostrar que sim, o preto pode. O preto pode vencer. O preto pode ter um carrão. O preto pode ser doutor, pode estudar, pode conquistar o que quiser. Porque não viemos ao mundo para sermos julgados pela cor da nossa pele, mas sim pelas nossas atitudes e pelo que construímos aqui.”
Ao fim do desabafo, o influenciador convocou a comunidade negra a se unir para combater este tipo de situação. “É hora de nos unirmos, nos fortalecermos e mostrarmos ao mundo que o preto também pode estar no poder. Que o preto também pode se empoderar. E, mais do que tudo, que o preto também pode ser livre.”
Nas postagens de Davi Brito, alguns seguidores atribuíram a fala ao fato de ele ter sido parado por policiais enquanto dirigia um de seus carros de luxo. Apesar de ter afirmado que está sofrendo ataques, o campeão do BBB24 já foi pego na mentira algumas vezes.
Certa vez, por exemplo, ele mentiu para a namorada afirmando que estava doente e compartilhou, em seu Instagram, uma foto de um termômetro que retirou do Google. Em outra ocasião, ele disse ter triplicado o prêmio que ganhou da Globo, o que negou depois. Ele também já negou ter mais de R$ 60 mil em dívidas, porém, conforme o Serasa, ele está com o nome restrito por valores similares.
Em recente participação no Balanço Geral Bahia, a mãe de Davi Brito, Elisângela Brito, disse que o filho está “passando por muita coisa e que não está aguentando a pressão”.
*Com informações de Terra
‘Como vou te abraçar?’: foto do ano mostra menino que perdeu braços em Gaza
O concurso World Press Photo premiou uma imagem da fotógrafa palestina Samar Abu Elouf para o The New York Times como foto do ano de 2025. O registro mostra um menino, Mahmoud Ajjour, que teve um braço decepado e outro mutilado enquanto fugia de um ataque israelense na Cidade de Gaza, em março de 2024.
Fotografia foi escolhida entre as mais de 59 mil fotos recebidas pelo concurso. O World Press Photo é a premiação mais importante no fotojornalismo e existe há 70 anos.
Foto do Ano de 2025 faz parte de uma reportagem sobre feridos na guerra em Gaza que atualmente moram no Catar. A fotógrafa Samar Abu Elouf documentou a história dos poucos palestinos gravemente feridos que conseguiram sair de Gaza para ter tratamento médico.
O menino Mahmoud Ajjour, de 9 anos, perdeu os braços após um ataque israelense na Cidade de Gaza, em março de 2024. Em um depoimento para a World Press Photo Foundation, a fotógrafa conta que o menino, quando percebeu seu ferimento, pediu para a mãe deixá-lo para trás e levar sua irmã. “Ele temia pelas suas vidas devido à intensidade do bombardeio. Mas sua mãe se negou a ir e permaneceu ao seu lado.”
Quando Mahmoud percebeu que teria os dois braços amputados, ele disse à sua mãe: “como eu vou te abraçar agora?” Atualmente, o menino está aprendendo a usar o celular, escrever e abrir portas com os pés. Mas seu verdadeiro sonho é conseguir próteses e viver como qualquer outra criança.
“Tem algo na expressão [do menino] que é muito melancólica e triste. Quando você começa a ver isso na expressão dele, para mim, pelo menos, eu desço pela imagem e fico horrorizada ao ver que o menino não tem braços. Eu acho que essa é uma foto que você consegue entrar facilmente. E ela é incrivelmente impactante e aterrorizante, francamente. Eu acho que ela realmente fala sobre a perda de vidas civis na guerra entre Israel e Hamas.” afirmou Lucy Conticello, presidente do júri global do World Press Photo.
Samar Abu Elouf nasceu em Gaza, mas foi para Doha em dezembro de 2023. Ela mora no mesmo prédio que Mahmoud e outras famílias que também fugiram de Gaza.
“Eu fico muito feliz que minha fotografia conseguiu chegar ao mundo todo, apesar da situação em Gaza ainda ser muito difícil. Sair de Gaza não foi uma decisão fácil para mim, eu achei que meu papel como fotojornalista tinha acabado. Mas eu sabia que precisava continuar porque a guerra ainda está acontecendo, ainda não acabou. Daqui, eu comecei a pesquisar. Eu queria fazer algo por aqueles que buscam refúgio e queria contar a história deles.” disse Samar Abu Elouf.
*Com informações de Uol
Inflação faz 58% dos brasileiros reduzirem compras de alimentos, diz Datafolha
A inflação levou 58% dos brasileiros a reduzir a quantidade de alimentos que costuma comprar, segundo pesquisa Datafolha. Entre os mais pobres, o percentual sobe para 67%.
De acordo com o levantamento, 8 em cada 10 brasileiros adotaram alguma mudança de hábito em resposta à inflação, como sair menos para comer fora de casa (61%), trocar a marca de café por uma mais barata (50%) e reduzir o consumo da bebida (49%).
O Datafolha ouviu 3.054 pessoas de 16 anos ou mais em 172 municípios entre os dias 1º e 3 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa aponta também que um quarto da população diz ter menos comida do que o suficiente em casa. Para 6 em cada 10, a quantidade é suficiente; outros 13% dizem ser mais do que o necessário. Tecnicamente, não houve mudança nesses dados em relação à última pesquisa em que essa pergunta foi feita, em março de 2023 –considerando a margem de erro, não é possível dizer que houve oscilação em comparação ao início do governo.
Além das mudanças de hábitos de consumo, o Datafolha questionou quais outras medidas foram adotadas para economizar. A mais comum, segundo a pesquisa, foi diminuir o consumo de água, luz e gás –metade dos brasileiros diz ter seguido esse caminho.
Em segundo lugar, buscar outra fonte de renda foi a saída para 47%. Pouco mais de um terço (36%) diz ter reduzido a compra de remédios, 32%, que deixou de pagar dívidas, e 26%, que deixou de pagar contas de casa.
Quanto mais bolsonarista o entrevistado, maior o percentual dos que dizem ter adotado alguma dessas medidas. Quanto mais petista, menor.
O aumento de preços da comida vem sendo apontado como uma das principais razões para a baixa popularidade do governo Lula (PT).

Para 54% dos brasileiros, o governo Lula tem muita responsabilidade pela alta de preço dos alimentos nos últimos meses. Outros 29% atribuem um pouco de culpa à administração atual. Apenas 14% afirmam que o Planalto não tem nenhuma responsabilidade.
Mesmo eleitores do presidente culpam em algum grau seu governo pelo problema –para 72% dos que dizem pretender votar em Lula, ele tem muita ou um pouco de responsabilidade.
Segundo o Datafolha, 29% fazem uma avaliação positiva do governo, percentual ligeiramente acima do encontrado na pesquisa anterior, de dezembro (24%), mas ainda inferior à reprovação, que chega a 38%.
Lula chegou a anunciar medidas para conter os preços, como isenção de imposto de importação sobre certos produtos. As ações, no entanto, ainda não surtiram efeito significativo.
Os entrevistados foram questionados sobre a parcela de culpa que atribuem a cinco motivos para a alta de preços: o governo Lula, a crise climática, as guerras no mundo, a crise nos Estados Unidos e os produtores rurais.
Em todos os grupos sociais, mais da metade dos entrevistados disse que o Planalto tem grande responsabilidade. A principal divergência é que, para aqueles com renda domiciliar mensal de até dois salários mínimos, as guerras no mundo carregam tanta culpa quanto.
Nesse segmento, 55% atribuem grande responsabilidade ao governo e 54%, às guerras no mundo –percentual bem superior ao observado nas demais faixas de renda. Entre aqueles que ganham mais de dez salários mínimos, por exemplo, esse número cai para 41%.
Os mais ricos também são os que menos culpam as guerras no mundo (41%, contra 43 %-54% nos demais segmentos) e a crise nos EUA (36%, em comparação com 39%-42% nos outros grupos) pela alta de preços.
Quando separados por intenção de voto na próxima eleição presidencial, eleitores de Romeu Zema (Novo) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) são os que mais veem o atual governo como culpado: 78% e 77%, respectivamente.

Para eleitores de Lula, guerras e crise climática carregam as maiores parcelas de culpa (57% e 55%, respectivamente).
Segundo dados mais recentes divulgados pelo IBGE, a inflação foi de 5,48% nos acumulado de 12 meses até março. No mês, a alta foi de 0,56%, puxada por alimentação e bebidas. A inflação nessa categoria acelerou de 0,70% em fevereiro para 1,17% na leitura mais recente.
Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (22,55%), do ovo de galinha (13,13%) e do café moído (8,14%). Em 12 meses, a inflação desses itens foi de 0,13%, 19,52% e 77,78%, respectivamente.
Especialistas dizem que as variações de preço decorrem de uma combinação de fatores. No caso do ovo, o IBGE lista uma maior demanda em razão do retorno das aulas no país, as exportações devido a problemas de gripe aviária nos Estados Unidos e os impactos do calor na produção no Brasil.
No caso do café, os problemas de safra têm levado a uma disparada das cotações no mercado internacional. A alta de preços do tomate é atribuída ao clima: produtos in natura costumam apresentar oferta reduzida durante os meses mais quentes do ano.
Segundo o Datafolha, a parcela de brasileiros que viram a economia nacional piorar nos últimos meses cresceu dez pontos percentuais desde o fim do ano passado e agora representa 55% do total. É a primeira vez no terceiro mandato de Lula (PT) que a fatia corresponde à maioria dos entrevistados.
*Com informações de Folha de São Paulo
Defesa diz que acusada de levar idoso morto a banco não tinha consciência do que fazia

O caso que ficou conhecido como “Tio Paulo”, no Rio de Janeiro, quando Erika de Souza Vieira Nunes foi presa sob suspeita de levar um cadáver a uma agência bancária na tentativa de sacar R$ 17 mil em nome do morto, completa um ano nesta quarta-feira (16). Segundo a perícia, Paulo Roberto Braga, 68, havia morrido cerca de duas horas antes.
Imagens registradas por funcionários do banco, que mostram Erika segurando a mão de Paulo e tentando forçar a assinatura do pedido de saque, viralizaram nas redes sociais.
O processo, que tramita na 2ª Vara Criminal de Bangu, encontra-se na fase de audiência de instrução e julgamento, em que testemunhas estão sendo ouvidas. Neste ano, já ocorreram duas audiências, nas quais foram ouvidas testemunhas de acusação. Erika será a última a prestar depoimento.
A defesa de Erika não respondeu os contatos da reportagem. No processo, os advogados de Erika afirmam que ela não tinha plena consciência do que fazia e que se encontrava em “estado de desorganização mental”. Foram anexados ao processo laudos médicos, receitas de psicotrópicos, atestados de ansiedade e documentos que comprovam tratamento psiquiátrico, indicando que Erika sofre de transtornos mentais, episódios de confusão, ansiedade severa e crises emocionais.
Entre os documentos, há dois atestados de uma clínica psiquiátrica que afirmam que Erika foi internada após apresentar um quadro severo de depressão, ocorrido depois do episódio, sendo a última internação em fevereiro deste ano.
Uma das testemunhas arroladas pela defesa é o médico que acompanhava a saúde da vítima, que havia recebido alta de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na véspera da morte. Segundo ele, Erika sempre atuou como acompanhante do idoso e frequentemente tirava dúvidas sobre os cuidados. No entanto, o médico ressalta que ela demonstrava dificuldade em compreender as orientações.
Erika foi presa em flagrante no dia 16 de abril de 2024, após levar o corpo de Braga —a quem tratava como tio— a uma agência do banco Itaú em Bangu, zona oeste do Rio. Câmeras de segurança e relatos de testemunhas indicam que o idoso já estava morto ao chegar ao local.
A perícia, no entanto, não determinou com exatidão o momento da morte. Duas testemunhas afirmam ter visto a vítima com vida antes de entrar no banco, onde permaneceu por cerca de duas horas antes do atendimento.
Funcionários da agência perceberam que Paulo não reagia, estava pálido e sem sinais vitais, e acionaram o serviço de emergência, que constatou o óbito no local. De acordo com a gerente da agência, Erika teria tentado forçar a assinatura do idoso para concretizar a operação de saque.
Ela foi denunciada sob acusação de furto qualificado e vilipêndio de cadáver (tratar um morto de forma desrespeitosa). A defesa pede a nulidade da acusação.
Além dos atestados médicos, constam nos autos documentos sobre a filha de Erika, uma adolescente com deficiência neurológica que depende integralmente de seus cuidados. Nas petições, os advogados afirmam que Erika estava em surto psicológico e emocional, agravado pela pressão familiar e pelas dificuldades financeiras. Atualmente, ela mora em um casa de dois cômodos com a filha, em uma favela da zona oeste.
A acusada obteve liberdade provisória no início de maio de 2024, com a condição de comparecer a todas as audiências e seguir tratamento médico. Já a Promotoria afirma que os elementos constantes no processo são suficientes para comprovar a intenção de obter vantagem ilícita.
O empréstimo de R$ 17 mil que seria contratado em nome da vítima era do tipo consignado e seria descontado de um benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ao longo de sete anos.
O valor total contratado seria de R$ 17.975,38, a ser pago em 84 parcelas de R$ 423,50. Ao fim, portanto, Paulo pagaria R$ 35.574 — o equivalente a um acréscimo de 98% em relação ao valor contratado.
*Com informações de Folha de São Paulo
Atriz brasileira de ‘The Chosen’: ‘Foi difícil não poder visitar o Brasil’
Lara Silva, 35, é uma atriz brasileira, nascida em Minas Gerais, que ficou mundialmente famosa ao viver Éden no sucesso “The Chosen”. Apaixonada pelo Brasil, ela lamenta ter saído do país com apenas seis anos para morar nos Estados Unidos.
“Parte meu coração que eu não tenha ido mais vezes. Eu me emociono só de falar sobre isso, porque foi difícil não poder visitar o Brasil. Nasci lá, mas saí quando tinha seis anos. Mas nós não podíamos visitar com frequência quando eu era criança, porque era muito caro. Minha mãe era mãe solo, não conseguimos voltar.” disse Lara Silva
A atriz se emocionou ao falar do país, chegando a ficar com os olhos marejados. “Quando sinto o gosto da comida, escuto a música, isso me traz muito conforto”, afirma ela, que afirma não se sentir confortável falando em português. Apesar disso, ela falou algumas frases —todas bem faladas, com sotaque mineiro.
Foi por meio de “The Chosen” que sua conexão com o Brasil aumentou. Primeiro pela relevância da série no país —que agora, com o lançamento da quinta temporada, chegou a ser a mais assistida na Netflix e no Prime Video—, e também por ter a oportunidade de visitar o Brasil para a divulgação da série em 2024. “Estava emocionada por fazer o que amo fazer e poder compartilhar isso com o nosso país.”
Sucesso da série
“The Chosen: Última Ceia” chegou aos cinemas na última semana e inicia a quinta temporada da série de drama histórico que acompanha a vida de Jesus Cristo. A produção tem ótimas marcas nos agregadores de críticas e notas: 9,3/10 no IMDb, 4,9/5 no Google Reviews e 99% no Rotten Tomatoes.
A série é um grande sucesso, com 580 milhões de visualizações em 175 países, tendo sido traduzida para cerca de 600 idiomas e arrecadado mais de US$ 100 milhões (R$ 580 mi) em financiamento coletivo para a primeira temporada.
Lara conta que não sabia o que esperar da série quando ela lançou, em 2017, mas diz que já a via como “algo incrível”. “Como atores, relutamos até em fazer o teste, porque muitas vezes os projetos de fé bíblica podem ter agendas diferentes, podem abordar o projeto de uma forma que não parece muito acolhedora.”
No entanto, ao ler o roteiro pela primeira vez, Lara conta ter “sentido algo”. “Se tornou algo pessoal entre mim e Deus. Achei incrível, e não importa o que aconteça, me sinto abençoada por fazer parte disso.”
Tudo o que fizemos foi simplesmente dar o nosso melhor, fornecendo nossos talentos e o amor das pessoas que realmente se dedicaram a isso.
O esforço rendeu frutos e, agora, a produção se prepara para iniciar as gravações da sexta temporada. Na série, Éden é a esposa do apóstolo Simão Pedro. Ela não é um personagem bíblico, mas, sim, uma criação de “The Chosen” para dar mais profundidade à história do missionário.
Segundo a atriz, viver a esposa de Pedro foi uma experiência de humildade desde o início da produção. “Quis explorar a ideia de como seria se relacionar com alguém como ele, apaixonado, impulsivo e profundamente leal. E ela também era assim, mas precisava ser igualmente forte e pé no chão. Precisei encontrar essa voz dentro de mim. A partir daí, foi simplesmente trazer sua própria voz e suas próprias experiências e como ela poderia ter se sentido casada com ele.”
Silva considerou o trabalho uma “evolução” em sua vida, mas não sem enfrentar desafios. “A logística foi difícil, afinal tanta coisa aconteceu nos últimos sete anos. Desde o primeiro dia no set da primeira temporada, quando eu era tão novata e meio assustada. E, nesse período, casei e tive um filho. Isso complica logisticamente as coisas.”
Para entrar na personagem, Lara contou com uma certa “ajuda externa”. “Fomos à Roma, fizemos pesquisas, visitamos igrejas lindas, e eu ganhei um presente, que era uma moeda de verdade daquela da época exibida na série. Tenho essa moeda, e sempre a levo comigo. A deixo no meu camarim, para que eu possa fechar os olhos e me lembrar dessas pessoas, de como elas eram incríveis e humildes. Muitos deles eram muito pobres, mas a fé deles em Jesus era tão grande, que isso me ajudou a me conectar com aquela vida.”
*Com informações de Uol
Roberto Cidade cobra explicação da Eletrobras após empresa ameaçar moradores de Balbina com perda das moradias
O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), está solicitando informações e providências de quatro órgãos públicos a respeito do andamento do processo de regularização fundiária da Vila de Balbina, em Presidente Figueiredo (distante a 121 quilômetros de Manaus).
A medida se dá após denúncia da Associação de Moradores da Vila de Balbina (AMVIB) relatando que a Eletrobras/Eletronorte requer aos moradores a devolução de casas no residencial, mesmo sem solução definitiva do processo de transferência das terras da União para o município de Presidente Figueiredo e, por conseguinte, a destinação de títulos definitivos de terra aos moradores, que lá residem há mais de 20 anos.
“Apresentarei requerimento para que possam dar explicações do que está acontecendo na Vila de Balbina. Lá tem 534 casas e, quando foi construída a hidrelétrica, foram doadas aos moradores. Agora, a empresa quer retirar essas pessoas de lá. Mas como? Há décadas, essas famílias moram nessas casas. Estou apresentando requerimentos para cobrar a empresa para que eles expliquem o motivo dessa decisão tão repentina e tão injusta. Existem ações no Ministério Público Federal, tem ações em andamento, mas acredito que nós temos de pensar na população”, disse o presidente da Assembleia.
Roberto Cidade está encaminhando requerimento ao Ministério Público Federal (MPF), Prefeitura de Presidente Figueiredo, Eletrobras/Eletronorte e Superintendência do Patrimônio da União (SPU), cobrando explicações sobre o processo de regularização fundiária na Vila de Balbina e o motivo da ameaça de retirada dos moradores dos imóveis do residencial.
“Estamos solicitando à SPU que dê continuidade ao processo de transferência da propriedade da empresa para a União e em seguida seja incorporado ao patrimônio da Prefeitura de Presidente Figueiredo. Estamos pedindo também que a gestão municipal assuma esse compromisso com as três mil pessoas que residem lá”, informou Cidade.
Retirada
À equipe do presidente Roberto Cidade, o presidente da Associação de Moradores da Vila de Balbina (AMVIB), Jorge Luiz Mouzinho de Figueiredo, informou que a empresa Eletrobras/Eletronorte, responsável pela operação e manutenção da Usina Hidrelétrica de Balbina, em Presidente Figueiredo, solicitou, no fim do mês de março, que moradores da vila entregassem as residências para a empresa pública.
A vila habitacional foi erguida durante a construção da Usina Hidrelétrica de Balbina, entre as décadas de 80 e 90. Aproximadamente três mil pessoas residem nas 534 moradias da vila, há mais de 20 anos, sendo grande parte de ex-servidores da companhia.
Jorge Mouzinho diz que a notificação para retirada do imóvel, emitida em março deste ano, se choca contra uma determinação do Ministério Público Federal (MPF) que recomendou à concessionária que se abstivesse de praticar qualquer ato ou ameaça para a retirada das famílias que residem no local.
“O imóvel deverá ser entregue desocupado, nas mesmas condições em que foi recebido, incluindo bom estado de conservação e funcionamento das instalações físicas, hidrossanitárias e elétricas, além de quitação de eventuais débitos pendentes. O prazo para devolução é de 30 (trinta) dias a partir do recebimento desta notificação”, diz o comunicado emitido pela Eletrobras e assinado por Simone Reges, funcionária da empresa, no dia 25 de março de 2025.
Seu Jorge relembra que, na recomendação emitida ainda no ano de 2018, o MPF alerta para que a Eletrobras obedeça ao diálogo mediado pela Defensoria Pública da União (DPU) e pelo Ministério Público Federal (MPF) com as associações de moradores e entidades representativas para qualquer encaminhamento relativo ao tema.
“Tramita no MPF um procedimento (2017) que busca a regularização fundiária da vila, para que a terra saia da responsabilidade da Eletrobras/Eletronorte e vá para a Superintendência de Patrimônio da União (SPU). Pelo procedimento, a SPU por sua vez delegará ao município de Presidente Figueiredo a responsabilidade pela emissão do título definitivo dos terrenos aos moradores que atualmente estão na Vila de Balbina”, disse Jorge Mouzinho.
Em outras ações em que a própria Eletrobras solicitou para que os moradores entregassem as residências, a DPU recomendou, em 2020, aos comunitários pela não assinatura de contratos de comodatos que colocassem em risco a moradia dos comunitários.
Mais casas
O presidente da Associação, Jorge Mouzinho, ressaltou que a Eletrobras se antecipou ao processo de desmembramento da terra, e pediu casas dos moradores, alegando que quer ficar com 90 imóveis da vila para manter sob o regime de concessão da hidrelétrica.
“Se a destinação das 90 casas for para a Eletrobras, dentro do processo de regularização fundiária, as pessoas que ocuparem estas 90 casas dentro da vila jamais serão donas das casas. Que a Eletrobras siga com a hidrelétrica, como já tem a concessão, e mais 20 casas de visitas de operação da própria Eletrobras. Não há moradores nesses imóveis. As casas de visitas são disponibilizadas exatamente para os trabalhadores em trânsito se hospedem na vila de Balbina. A Eletrobras tem um hotel na Vila, que se encontra em pleno abandono. Eles podem recuperar essa propriedade e assim terão mais espaço para a ocupação temporária”, comentou Mouzinho.
Mais de 58 milhões de brasileiros vivem em ruas sem arborização, revela IBGE
Mais de 58,7 milhões de brasileiros –o equivalente a 33,7% da população residente em áreas urbanas–vivem em ruas sem qualquer arborização. O dado integra a Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios do Censo Demográfico 2022, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 17.
Outras 114,9 milhões de pessoas (66,0%) vivem em vias com presença de árvores. No entanto, esse retrato não significa uma distribuição uniforme. A pesquisa revela que 35,6 milhões de moradores (20,4%) residem em ruas com até duas árvores, enquanto outros 23,4 milhões (13,5%) estão em vias com três ou quatro. Apenas 32,1% da população urbana (55,8 milhões de pessoas) vive em trechos com cinco ou mais árvores.
Quando o assunto é densidade de arborização –ou seja, o número de árvores por trecho–, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal lideram, com 59% e 56,4% dos moradores vivendo em vias com cinco ou mais árvores, respectivamente. Já Acre e Amazonas apresentam os percentuais mais baixos nesse quesito: 10,7% e 13,7%.
Os números escancaram não apenas a carência de áreas verdes, mas também o impacto direto na qualidade de vida da população, especialmente nos centros urbanos onde o calor e a poluição se intensificam com a ausência de vegetação.
Além disso, os dados revelam disparidades marcantes entre os grupos raciais. Enquanto 80% da população que se declara amarela vive em ruas arborizadas, esse percentual cai para 70,6% entre pessoas brancas, 59,4% entre pretas, 58,5% entre indígenas e 57,3% entre pessoas pardas.
Vias pavimentadas e circulação
Outro dado de destaque é a capacidade máxima de circulação nas vias urbanas. A maior parte da população (90,8%) vive em ruas onde é possível a passagem de caminhões ou ônibus, o que demonstra uma boa cobertura da infraestrutura viária para grandes veículos. Em contrapartida, cerca de 5 milhões de pessoas (2,9%) vivem em ruas onde apenas motocicletas, bicicletas ou pedestres podem circular –vias que, em geral, também carecem de outros elementos básicos de urbanização.
Em relação à pavimentação, 88,5% da população vive em vias pavimentadas. No entanto, 19,5 milhões de brasileiros ainda residem em ruas sem pavimentação adequada. Entre a população indígena, por exemplo, esse índice é ainda mais crítico: apenas 72,2% vivem em ruas pavimentadas, o menor percentual entre os grupos analisados.
Iluminação pública avança, mas ainda há lacunas
A iluminação pública alcançou um percentual elevado: 97,5% dos moradores de áreas urbanas vivem em vias iluminadas. O índice representa um avanço em relação a 2010, quando o número era de 95,2%. Contudo, ainda existem quase 4,5 milhões de pessoas em áreas urbanas vivendo em ruas sem esse serviço essencial para a segurança pública e mobilidade noturna.

A desigualdade novamente aparece no recorte por raça: indígenas (90,4%) e pardos (96,2%) têm os menores índices de cobertura, enquanto a população amarela (98,8%) e branca (98,1%) apresentam os maiores índices de iluminação pública nas áreas em que residem.
Mais calçadas e mais obstáculos
A pesquisa também mostra que 84% da população urbana vive em ruas com calçadas –um aumento expressivo em relação a 2010, quando o índice era de 66,4%. No entanto, o novo indicador do Censo 2022 –que avalia se essas calçadas estão livres de obstáculos– mostrou que apenas 18,8% dos brasileiros vivem em vias com calçadas desobstruídas.
A situação é particularmente grave entre pessoas pretas (79,2% têm calçada, mas em muitos casos com obstáculos) e indígenas (apenas 63,7% vivem em ruas com calçada). Em termos de acessibilidade, apenas 15,2% dos moradores de áreas urbanas vivem em ruas com rampas para cadeirantes — embora esse índice tenha aumentado significativamente em comparação com 2010 (3,88%).
Estrutura para transporte público
A presença de pontos de ônibus ou vans nas vias urbanas é de 8,8% entre os moradores que vivem em ruas com esse tipo de estrutura. A carência é ainda maior entre a população indígena (4,8%) e parda (7,1%), o que revela entraves à mobilidade e ao acesso a serviços básicos.
Mesmo em estabelecimentos de ensino e saúde, os números são baixos: apenas 16,6% e 17,7%, respectivamente, estão em vias com ponto de ônibus ou van.
Apesar do crescimento do uso da bicicleta como meio de transporte, o Censo 2022 mostrou que apenas 1,9% dos moradores de áreas urbanas vivem em vias com sinalização para bicicletas. A ausência de ciclovias e ciclofaixas é mais evidente entre pretos (1,4%) e indígenas (1,1%), o que evidencia a falta de incentivo à mobilidade ativa e segura nessas comunidades.
Presença de bueiros
A infraestrutura de drenagem urbana –fundamental para o escoamento de água das chuvas– está presente em vias onde vivem 53,7% dos brasileiros. Embora o número represente um avanço em relação a 2010 (39,3%), ainda há 80,6 milhões de pessoas vivendo em ruas sem bueiros ou bocas de lobo. Isso representa um risco direto de alagamentos, especialmente nas áreas periféricas das grandes cidades.
*Com informações de Terra
Sábado é dia de rodízio de peixe com feijoada em restaurante de Manaus
Em Manaus, um restaurante está ressignificando a experiência gastronômica ao trazer uma fusão imperdível para os sábados de quem ama a culinária brasileira e a riqueza dos sabores amazônicos. Localizado no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, ao lado do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o Caboclo Culinária Amazônica oferece uma experiência única com sua feijoada completa, que se une ao rodízio de peixe, proporcionando um verdadeiro banquete gastronômico para seus clientes.
Por apenas R$69,90, o público pode saborear as duas iguarias e ainda ganhar uma caipirinha de cortesia na primeira rodada, com as demais saindo por apenas R$8,00. O cardápio inclui ainda cervejas de 600ml (Heineken e Original) por R$13,90 e long necks a R$9,90.
“A gente pensou nessa combinação para agradar tanto quem ama a culinária amazônica quanto quem não abre mão de uma feijoada no fim de semana. É um almoço para reunir a família, os amigos, curtir, comer bem e ainda aproveitar um preço justo”, destaca José Joaquim Neto, proprietário do Caboclo.
Programação especial aos sábados
Para quem busca mais do que uma simples refeição, todo sábado, o Caboclo oferece música ao vivo para embalar o almoço. A novidade agora é que a cada último sábado do mês o restaurante deve preparar programações especiais. Neste mês de abril, no dia 26, quem marca presença é o grupo de samba Couro Velho, tradicional banda de samba raiz de Manaus, formada por antigos membros da escola de samba Vitória Régia. A atração promete dar um toque especial à experiência, tornando o almoço ainda mais animado.
Sobre o restaurante
Conhecido por sua proposta de valorizar os sabores autênticos da Amazônia em pratos que trazem o poder dos ingredientes regionais, o Caboclo Culinária Amazônica é um convite para quem busca saborear a gastronomia local em um ambiente descontraído, com música ao vivo e variedade.
Do peixe assado à caldeirada, passando por cortes especiais de carnes para os fãs de churrasco, o restaurante oferece uma experiência culinária diferenciada e diversificada. A casa funciona todos os dias, das 11h às 16h, e o rodízio de peixes é servido aos sábados (junto à feijoada), domingos e feriados, das 11h às 15h30.
SERVIÇO:
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O quê: Rodízio de Peixe + Feijoada aos sábados por R$69,90
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Onde: Caboclo Culinária Amazônica
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Endereço: Av. Santos Dumont, 1350 – Tarumã (ao lado do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes)
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Quando: Todo sábado, das 11h às 15h30
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Mais informações: Pelo Instagram @cabocloculinariamazonica















