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Coutinho explica por que não deu certo no Barça: ‘Foi duro para mim’

Philippe Coutinho - Foto: Reprodução

Sete anos após protagonizar uma das transferências mais caras da história do futebol, Philippe Coutinho falou sobre sua passagem pelo Barcelona. Em entrevista ao programa Premier League Stories, o meia brasileiro contou sobre os altos e baixos que viveu após trocar o Liverpool pelo clube catalão em janeiro de 2018, logo depois da ida de Neymar ao PSG.

Contratado por 160 milhões de euros, Coutinho chegou ao Barça com a missão quase impossível de ser praticamente o substituto de Neymar. Ao mesmo tempo, se preparava para assumir o posto que seria deixado por Andrés Iniesta.

“Tinha esse sonho de jogar no Barcelona. Quando surgiu a oportunidade, não pude dizer não. O começo foi muito bom. Meus primeiros seis meses foram ótimos. Ganhamos um título e eu estava jogando muito bem.” revelou o jogador.

O início foi promissor, com título, boas atuações e rápida adaptação. No entanto, após a Copa do Mundo de 2018, o desempenho caiu drasticamente.

“O começo foi muito bom. Meus primeiros seis meses foram ótimos. Ganhamos um título e eu estava jogando muito bem.” confessou Coutinho.

Mudanças de posição, lesões e a falta de confiança marcaram o declínio de Coutinho no clube. A passagem ainda teve um capítulo amargo: emprestado ao Bayern de Munique, participou da goleada histórica por 8 a 2 sobre o próprio Barcelona na Champions League, em 2020.

Apesar disso, o jogador não guarda mágoas. Coutinho afirma que não tem arrependimentos e que é normal ir melhor em alguns clubes do que em outros.

“Não me arrependo. Em alguns clubes eu me saí bem, em outros nem tanto. Mas isso é futebol. Eu só tenho gratidão por cada lugar que estive. Esse período foi muito desafiador para mim, mas me apoiei em minha família e minha fé. Eu sempre acreditei em Deus. Isso me ajudou a permanecer forte.” disse Philippe Coutinho.

*Com informações de Uol

Carros encalham, preço despenca, e primeiros compradores ficam no prejuízo

Renault Kwid E-Tech segue o elétrico mais barato do Brasil, mas quem comprou antes pagou muito mais caro do se esperasse um pouco - Foto: Divulgação

Comprar um carro no lançamento nem sempre é uma boa ideia. É o que mostra os valores cobrados atualmente por alguns veículos zero-km, em especial elétricos, que viram seus preços despencarem em pouco tempo nas concessionárias e levaram seus primeiros compradores ao prejuízo.

Em agosto de 2022, o Renault Kwid E-Tech chegou às lojas como o carro elétrico mais barato do Brasil, por R$ 142.990. Mesmo estreando no segundo semestre, o E-Kwid teve 594 compradores e, àquela altura, fechou o ano como o quarto elétrico mais vendido do país.

Um ano e meio depois, entretanto, seu preço foi diminuído para R$ 123.490, com outro desconto no fim de 2024 levando o modelo para os R$ 99.990 atuais.

A desvalorização atingiu em cheio o mercado de usados. Atualmente, um Kwid E-Tech 2022/2023 é avaliado por R$ 72.021: depreciação de 49,6% em três anos. Quem pagou R$ 123.490 pelo carro em janeiro de 2024 hoje pode vendê-lo por R$ 77.352: perda de 37% no valor em questão de meses.

“Fiquei chateado, pois paguei caro e, poucas semanas depois, vi o mesmo veículo sendo anunciado por valores muito mais baixos”, disse, sob anonimato, um comprador do E-Kwid.

A Renault fez manobra parecida com outro carro elétrico: o Megane E-Tech, mais luxuoso, estreou em setembro de 2023 por R$ 279.990. Atualmente ele custa R$ 202.690, mas a própria fabricante realizou promoções ao longo do ano passado, oferecendo o Megane zero-km por R$ 199.900.

Segundo o consultor da indústria automotiva Milad Kalume Neto, os descontos agressivos podem acontecer por motivos variados, mas não é coincidência que o fenômeno se concentre em novas tecnologias.

Na visão do especialista, é claro que o custo-benefício dos carros chineses (invadindo o Brasil desde o início de 2023) tornou as opções da Renault menos interessantes no cruzamento de preço e qualidade.

Fábrica da Chevrolet em Gravataí (RS) – Foto: Divulgação / GM

Nessas horas, porém, deixar o orgulho falar mais alto e manter uma estratégia de preços errada é ainda pior, dado que manter o pátio cheio por muito só causa mais problemas às fábricas. Em casos assim, explica Milad, “a montadora tenta zerar o estoque reduzindo as margens de lucro, que, por vezes, são próximas de zero”.

Os descontos elevados e até o eventual prejuízo servem para “evitar uma situação pior, como um estoque parado por muito mais tempo”. O problema também afeta as concessionárias, que ocupam, com um carro de pouco apelo, o espaço que poderia ser dado a modelos mais lucrativos.

A Renault disse que “procura sempre oferecer produtos competitivos no mercado”, sem detalhar suas decisões. O que os dados oficiais mostram, porém, é que ela deu certo: após uma queda de 45% em 2023, as vendas do Kwid elétrico cresceram 227% em 2024. Para esse ano, haverá uma reestilização previstas que rejuvenescerá o carro e tende a manter o desempenho em alta.

Erro de cálculo?

“Pode haver também uma estratégia inicial de lançamento de um veículo como sendo de um segmento superior ao que ele se encaixa, na tentativa de torná-lo mais ‘premium'”, explica Milad Kalume Neto. “Nesse caso, o preço muito acima do que seria o ideal para aproveitar o momento do lançamento, que é um bom momento de exposição do produto”.

É algo mais raro, segundo o especialista, mas aconteceu, por exemplo, com o Jeep Compass 4xe: a versão híbrida plug-in do SUV médio estreou em abril de 2022 por R$ 349.990. Mesmo pessoas ligadas ao projeto consideravam o preço acima do ideal, mas relataram que houve o desejo de usá-lo para dar mais prestígio ao utilitário.

O risco elevado não compensou e, em janeiro desse ano, o Compass 4xe saiu de linha. Mesmo custando R$ 243.390 desde o início do ano passado, foram 76 unidades emplacadas ao longo de 2024 e 836 ao longo da sua comercialização no Brasil. “O lançamento do Compass 4xe em abril de 2022 foi um grande sucesso”, respondeu.

“Importado da Itália, ele está em um segmento de grande concorrência no mercado atual, o que fez a Jeep adequar sua política comercial em relação ao modelo”, completou a nota.

Milad ressalta que preços elevados também têm a ver com o custo de produção. Nesse aspecto, fabricantes chinesas vêm se destacando, pois produzem boa parte das matérias-primas de baterias e motores elétricos, por exemplo.

A Stellantis, por sua vez, não tinha muita margem ao lançar o Peugeot e-2008 por R$ 259.990 em novembro de 2022: foram emplacadas 249 novidades do SUV no ano seguinte. Em dezembro de 2023, a Peugeot deu um desconto de impressionantes de R$ 100.000 ao modelo, por tempo limitado, que contribuiu para um crescimento de 41% nas vendas em 2024.

Carro elétrico – Foto: FreePik

Segundo a Peugeot, “o preço praticado no final de 2023 refletia as condições competitivas do segmento SUV elétrico naquele momento, com uma bonificação de cerca R$ 40.000, que integrava nossa estratégia de gestão de ciclo de produto.”

“Nem sempre uma fabricante tem lucro na venda de seus produtos. O ciclo de desenvolvimento é longo e oneroso, e, se o veículo não pegar no gosto do consumidor, a marca precisa agir rápido”, Milad Kalume Neto

A marca realizou a promoção durante o que chamou de “período de pré-lançamento controlado” da versão atualizada do E-2008, que chegou em outubro de 2024. É uma estratégia de prazo mais amplo, que vai se adaptando à concorrência e à própria capacidade da Stellantis em oferecer mais cobrando menos.

A evolução é notável: o novo Peugeot 2008 elétrico ganhou 22 cv (158 cv no total) e ganhou 26 km extras de autonomia (261 km no total, segundo o Inmetro). Também houve retoques visuais e atualizações na lista de equipamentos. Mesmo assim, chegou custando os mesmíssimos R$ 259.990 de 2022 (que representa barateamento, dada a inflação no período).

*Com informações de Uol

Cissa Guimarães sobre a morte do filho: ‘Nunca serei 100% feliz’

A artista, que completou 68 anos nesta sexta-feira (18), dedicou à busca pela felicidade ao filho caçula - Foto: Reprodução

Cissa Guimarães voltou a falar sobre a morte do filho, Rafael Mascarenhas, que morreu em julho de 2010, aos 18 anos. O jovem foi atropelado enquanto andava de skate em um túnel que estava fechado, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

“É a pior dor do mundo, é a coisa mais difícil. Tem dias que estou um pano de chão velho”, comentou a atriz, em participação no ” Sem Censura “, da TV Brasil. O programa foi ao ar nesta sexta-feira (18), dia em que foi homenageada pelo aniversário de 68 anos.

No relato, Guimarães confessou não saber lidar com a morte do filho caçula: “Não é uma coisa que ‘aprendi e está tudo tranquilo. Aliás, essa palavra, ‘superação’, me dá um pouquinho de irritação”.

“Não vou superar. Não pretendo ter a veleidade de superar a amputação que foi a passagem do meu filho. Tenho um coração amputado, sou uma mulher amputada. Tenho a certeza de que nunca mais serei 100% feliz, mas acho que posso ser 70% e vou correr pra caramba atrás disso, porque essa é minha missão aqui”, avaliou.

Essa busca pela felicidade, inclusive, é motivada e dedicada a Rafael Mascarenhas: “Meu filho me ensinou muito durante a vida dele, com seus 18 anos de idade e [ainda] me ensina. Todos os dias agradeço a ele a pessoa que eu sou. […] Não perdi nada, eu só ganhei. Ganhei 18 anos do maior amor do mundo”.

Cissa também ressaltou a importância dos filhos, João Velho e Tomás Velho, e netos, José, Aurora e Filipa, além dos amigos. O relato levou os atores Bárbara Paz e Ernesto Piccolo, também convidados, às lagrimas.

Rafael Mascarenhas foi atropelado no Túnel Acústico, que une a Gávea ao Túnel Zuzu Angel, em direção a São Conrado. O túnel foi rebatizado e hoje leva o nome do rapaz. O atropelador, Rafael Bussamra, foi condenado a três anos e seis meses por homicídio culposo, sem intenção de matar. Roberto Bussamra, pai dele, deve cumprir três anos e 10 meses por corrupção – ele pagou R$ 10 mil para corromper PMs que estiveram na cena do atropelamento.

*Com informações de IG

Encerramento do ‘Páscoa na Floresta’ atrai mais de 83 mil pessoas ao parque Gigantes da Floresta

Foto: Clóvis Miranda / Semcom

A Prefeitura de Manaus realizou, neste domingo, 20/4, o encerramento da “Páscoa na Floresta”, no parque Gigantes da Floresta, no bairro Novo Aleixo, zona Norte da capital. A programação especial na Semana Santa foi coordenada pelo Fundo Manaus Solidária (FMS) e reuniu um público rotativo de 83.634 pessoas, quebrando o recorde público do parque em um só dia, que era de 71 mil pessoas.

Com entrada gratuita, o evento teve uma programação repleta de apresentações culturais, brincadeiras temáticas e a participação especial do coelhinho da Páscoa.

A diretora-presidente do FMS, Viviana Lira, lembrou que a semana teve diversas ações da prefeitura, proporcionando momentos de diversão e solidariedade em vários bairros e comunidades da capital.

“Foi uma semana de muita gratidão, de muita felicidade, e hoje nós estamos encerrando aqui no maior parque temático da região Norte. É gratidão, é felicidade de poder ver no rosto de cada criança, de cada mãe, de cada abraço que a gente recebeu aqui e falando sobre a felicidade de hoje estar aqui celebrando a Páscoa. O nosso prefeito David Almeida sempre lembra da população, ele é sensível às crianças, às famílias e é por isso que esse evento foi pensado com todo amor e carinho”, ressaltou Viviana Lira.

A chegada do coelhinho da Páscoa gerou uma imensa comoção em toda a multidão que estava no parque Gigantes da Floresta. Uma grande parada foi realizada, com fanfarra para recepcionar o coelhinho que chegou em um carro alegórico. O evento ainda teve a presença do palhaço Lero Lero e show de Alexa Yngrid. As crianças de até 12 anos também receberam pulseiras para ganharem ovos de chocolate.

Rosenira Pedrosa é animadora no parque. Ela atua por iniciativa própria, vestida de Branca de Neve, para alegrar as crianças e na Páscoa não poderia ser diferente.

“O Gigantes da Floresta foi uma coisa muito boa que o prefeito David Almeida fez para as crianças porque abrange tanto a zona Norte como a zona Leste. Eu vim na Páscoa para alegrar as crianças do Gigantes da Floresta. Boa Páscoa para todos nós e para todas as crianças de Manaus”, disse Rosenira.

O motoboy Demétrio Felipe estava com a filha Naira desde a abertura do parque neste domingo, grato por ter a oportunidade de prestigiar a confraternização de Páscoa.

“Esse parque aqui trouxe muito benefício para o pessoal da zona Leste, zona Norte em geral, porque tem muita gente de vários bairros. Eu, por exemplo, vim do Grande Vitória. Eu trouxe a minha filha para prestigiar o domingo de Páscoa aqui, e ela está adorando”, destacou Felipe.

O projeto “Páscoa na Floresta”, idealizado pelo FMS, contou com a parceria das secretarias municipais de Educação (Semed), de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc) e da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc).

Ibama investiga banco por suposto financiamento a desmatamento ilegal

Foto: IBAMA

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) notificou uma instituição financeira por indícios de envolvimento em financiamentos agrícolas associados à supressão ilegal de vegetação nativa no bioma Pampa, localizado no Rio Grande do Sul. A medida integra uma nova fase da Operação Campereada, ação contínua há mais de uma década e voltada à proteção dos campos naturais da região sul do país.

A investigação busca apurar se o banco cumpriu o disposto no artigo 83-A do Decreto Federal nº 6.514/2008. O artigo, desde janeiro de 2024, passou a prever sanções não apenas para os responsáveis diretos por infrações ambientais. Mas também para financiadores e fomentadores de atividades sem autorização legal. O dispositivo inclui penalidades que vão de R$ 100 a R$ 1.000 por hectare em casos de financiamento de práticas irregulares.

O Ibama intimou a instituição a apresentar documentos e justificativas técnicas que comprovem o cumprimento dos critérios legais exigidos antes de conceder crédito rural em áreas com cobertura de vegetação nativa. Com essa medida, o órgão busca reforçar a responsabilidade das entidades financeiras em assegurar que seus recursos não financiem empreendimentos que desrespeitam a legislação ambiental vigente.

Proteção ao Pampa e a Operação Campereada

Reconhecido por sua biodiversidade e importância ecológica, o bioma Pampa vem sofrendo com o avanço irregular da agropecuária e a consequente degradação de seus ecossistemas. Para conter esse cenário, a Operação Campereada atua com foco na fiscalização de supressões ilegais e na promoção da recuperação ambiental das áreas afetadas.

Entre os avanços promovidos pela operação estão a obrigatoriedade de autorização prévia, concedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), para qualquer intervenção em campos nativos. E a proibição da conversão de áreas localizadas em Áreas de Preservação Permanente (APP) e reservas legais. Essas reservas devem compor, no mínimo, 20% da extensão de cada propriedade rural.

Nos casos de infração, as autoridades aplicam multas. Aém disso, exigem que os responsáveis implementem Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), com o objetivo de restaurar os campos danificados de forma irregular.

Histórico de fiscalização de crédito rural

A atuação do Ibama na fiscalização do crédito rural não se limita à Operação Campereada. Em 2023, a autarquia deflagrou a Operação Caixa-Forte. A ação teve como objetivo impedir que os bancos concedessem empréstimos a produtores que atuavam em áreas embargadas por desmatamento ilegal.

Na ocasião, foram lavrados dez autos de infração contra três instituições financeiras com atuação nos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí. As multas aplicadas somaram R$ 3,63 milhões e envolveram o financiamento de sete propriedades rurais, com um total de 240 hectares de áreas embargadas.

Segundo o Ibama, os responsáveis pelos imóveis foram autuados por descumprirem embargos ambientais e por impedir a regeneração da vegetação nativa. O Ibama identificou as infrações ao cruzar bases de dados sobre desmatamento e registros de imóveis. Além de autorizações ambientais, imagens de satélite e informações de operações de crédito rural.

*Com informações de IG

Menos de 2% da população urbana brasileira mora em ruas com ciclovias, aponta Censo

Foto: Márcio Melo / Seminf

A população urbana que mora em ruas com sinalização para transporte de bicicletas não chega a 1,9% do total, indica uma publicação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta quinta-feira (17).

Em números absolutos, são 3,3 milhões de moradores em todo o país que contam com ciclovias, ciclorrotas ou ciclofaixas nas vias de seus domicílios, seja na frente da residência ou do outro lado da rua.

Os dados fazem parte do conjunto de características urbanísticas do entorno dos domicílios do Censo Demográfico de 2022. O levantamento mostra também que essas estruturas não foram registradas em 3.012 municípios do país, mais da metade dos 5.570. Todos os cálculos de proporção levam em conta a população residente em áreas urbanizadas.

As cinco concentrações urbanas com a maior proporção de moradores em vias com tipo de sinalização para bicicletas foram todas registradas em Santa Catarina: Joinville (11,2%), Jaraguá do Sul (9,8%), Itajaí-Balneário Camboriú (7,2%), Florianópolis (7,1%) e Blumenau (6,8%). Segundo o IBGE, as concentrações urbanas são municípios isolados ou arranjos populacionais que tenham mais de 100 mil habitantes. A concentração urbana de São Paulo, com 20,2 milhões de habitantes, tem proporção de 2,67%.

Comparando entre municípios com mais de 100 mil habitantes, Balneário Camboriú (SC) lidera na proporção de pessoas com sinalização em suas ruas, com 14% de seus 138.653 residentes. São Paulo chega a 3,7% de seus moradores, ou 422.492 deles, em vias com essa estrutura. Já no total de municípios, a pequena cidade catarinense de Abdon Batista, com 1.171 residentes, tem um terço deles morando em ruas sinalizadas.

Entre as unidades da federação, Santa Catarina tem a maior proporção de moradores atendidos (5,2%) por essas estruturas. Na sequência estão Distrito Federal (4,1%) e Ceará (3,2%). As menores proporções estão no Maranhão e no Amazonas, ambos com 0,5%, e no Tocantins (0,6%).

“A bicicleta sempre foi um modal muito importante na mobilidade brasileira, sobretudo nas cidades médias e pequenas, e continua sendo até hoje. Houve uma redescoberta da bicicleta nas áreas centrais das grandes metrópoles nos últimos 20 anos, por conta inclusive de um movimento internacional “, disse o professor Valter Caldana, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie. “O que falta é reconhecê-la como modal [de transporte], e com isso fazer investimento sobretudo na segurança.”

O estudo não encontrou, diz o IBGE, um padrão de concentração dessas estruturas entre as grandes regiões. A concentração tende a ser mais alta nas metrópoles (2,8% de moradores nessas áreas) e mais baixas nos centros locais (0,5%), menor nível de hierarquia urbana considerado pelo instituto.

O levantamento considera ciclofaixas, inclusive as temporárias de lazer, as ciclovias e as ciclorrotas —caracterizadas por sinalização vertical ou horizontal na pista de rolamento ou em calçadas.

No recorte por cor ou raça, a população autodeclarada amarela tem a maior proporção de moradores em vias sinalizadas (4,2%), seguida pelo segmento que se declarou branco (2,5%). Já as populações preta e indígena chegam, respectivamente, a 1,4% e 1,1% de moradores em vias com esse equipamento.

*Com informações de Folha de São Paulo

Morre Papa Francisco, aos 88 anos, anuncia o Vaticano

Foto: Getty Images

 papa Francisco morreu nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, em Roma. O falecimento foi confirmado pelo Vaticano às 2h35 no horário de Brasília (7h35 local). Jorge Mario Bergoglio liderou a Igreja Católica por quase 12 anos.

Em nota oficial, o Vaticano afirmou: “O Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja […] Recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino”.

Argentino de nascimento, Francisco foi o primeiro papa latino-americano da história. Também quebrou paradigmas ao ser o primeiro jesuíta no comando da Igreja e o primeiro pontífice da era moderna a assumir o papado após a renúncia de seu antecessor, Bento XVI.

Escolhido em 13 de março de 2013, durante o segundo dia do conclave, Bergoglio se tornou o 266º papa da Igreja Católica. Na época, disse ter aceitado o cargo com relutância.

Nos últimos meses, o estado de saúde do papa vinha gerando preocupação. Em fevereiro, ele foi internado com um quadro de bronquite e permaneceu hospitalizado por cerca de 40 dias. Após receber alta, chegou a participar de compromissos públicos, mas com limitações. Em algumas ocasiões, teve dificuldade para falar e precisou que auxiliares lessem seus discursos.

Até agora, o Vaticano não divulgou detalhes sobre o velório e o funeral. A sucessão papal será definida nas próximas semanas, em um novo conclave com cardeais de todo o mundo.

*Com informações de IG

Messi fala sobre Copa 2026 e e se derrete por Yamal: ‘Impressionante’

Foto: Reprodução / Instagram

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 está mexendo com a cabeça de Lionel Messi. Antes irredutível em sua decisão de não defender mais a Argentina na competição, o camisa 10 do Inter Miami já admite a possibilidade de estar em campo na edição de 2026 – seria a sua sexta – para “buscar o bicampeonato”. O astro abriu o coração para o canal Simplemente Fútbol, no qual ainda mostrou estar encantado com o jovem espanhol Lamine Yamal, do Barcelona.

Disposto a falar de tudo ao canal do YouTube, o meia-atacante, que fará 38 anos em junho, mostrou que tem tudo para estar na Copa dos Estados Unidos, México e Canadá.

Ele faz grande temporada e ainda se sente muito bem fisicamente, o que o fará trocar os planos anteriores. Messi havia afirmado mais de uma vez que queria ir ao Mundial para “outras funções.”

“Copa do Mundo de 2026? Este ano será crucial para ver o que decidirei sobre ela. Eu mentiria se dissesse que não estou pensando nisso”, começou a falar sobre o assunto, ainda cauteloso. Mas não se segurou quando foi questionado sobre avaliar a carreira perfeita.

“Poder dizer que conquistei tudo no futebol é algo realmente magnífico. Vencer a Copa do Mundo (em 2022 no Catar) trouxe um ânimo muito bom. Quero muito jogar a Copa ano que vem, será meu objetivo ser bicampeão mundial”, revelou, para alegria dos argentinos e dos fãs no futebol. A seleção já conquistou sua vaga com antecedência.

Yamal elogiado

Antes de erguer o troféu em 2022, Messi encarou críticas que deixaram seus filhos tristes. Com os herdeiros mais crescidos, espera buscar o bi para alegrá-los. Os filhos, por sinal, são um dos motivos para seguir acompanhando os jogos do Barcelona, onde fez história, e no qual anda encantado com Lamine Yamal, de apenas 17 anos, a quem vê semelhança com seu início de carreira.

“Com certeza (continua acompanhando o Barcelona), meus filhos gostam muito do Yamal, a gente sempre tenta assistir os jogos na liga (Campeonato Espanhol) e na Champions (Liga dos Campeões). Esse clube sempre fará parte de nós”, afirmou, antes de elogiar o novo prodígio catalão.

“Impressionante o que Lamine Yamal mostra, o que ele está fazendo e o que ele já fez. Ele já foi campeão da Eurocopa com a Espanha””, exaltou. “Ele tem apenas 17 anos, está em processo de crescimento e continuará a crescer como jogador e a acrescentar coisas ao seu jogo, assim como eu fiz. Ele tem qualidades e talento incríveis e já é um dos melhores jogadores do mundo”, seguiu. “Assim como eu, também começou na ponta direita e provavelmente acabará jogando de uma maneira diferente também.”

*Com informações de Uol

Emendas parlamentares chegam ao exterior e pagam até ONU e psicólogos nos Estados Unidos

Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em fevereiro - Foto: Charly Triballeau / AFP

Emendas parlamentares têm sido usadas até para pagar taxas obrigatórias do Brasil à ONU (Organização das Nações Unidas) e financiar colaboradores de consulados do país no exterior, incluindo psicólogos e advogados que atendem principalmente imigrantes brasileiras em cidades como Miami, Nova York e Boston.

Com uma parcela do Orçamento cada vez maior na mão do Congresso, o Itamaraty e o Ministério do Planejamento e Orçamento —responsável pelos pagamentos a organizações internacionais— também têm buscado verbas do Legislativo para ações fora do país.

Desde 2020, deputados e senadores destinaram R$ 19 milhões a essas ações, considerando os valores já pagos e corrigidos pela inflação, segundo dados da plataforma Central das Emendas. Elas foram executadas tanto na gestão de Jair Bolsonaro (PL) quanto na de Lula (PT).

A Folha analisou esses repasses, cuja existência surpreendeu pesquisadores, técnicos e assessores parlamentares consultados que lidam diariamente com emendas. Normalmente, os congressistas costumam mandar os recursos para obras e projetos em suas bases eleitorais.

Especialistas criticam, de forma geral, a dimensão que as emendas tomaram na última década com mudanças na Constituição feitas pelo Congresso, o que gerou uma alocação fragmentada e por vezes sem critérios dos recursos federais.

As emendas usadas no exterior são uma parte pequena do total de R$ 118 bilhões pago nos últimos cinco anos, mas também quintuplicaram na comparação entre 2020 e 2024. Nesse caso, os valores são orçados em dólares, por isso a quantia paga às vezes é maior do que o previsto (empenhado).

Quase metade do montante que terminou fora do país veio das comissões de relações exteriores do Congresso. A pedido do governo, em 2023, o grupo do Senado dividiu cerca de R$ 9 milhões entre a ONU e o Tribunal Penal Internacional, enquanto o da Câmara destinou seus R$ 333 mil à Organização Internacional do Café (OIC).

Segundo o Itamaraty, os repasses se referiram à “quitação das obrigações brasileiras junto a organismos internacionais, […] que é fundamental para a atuação diplomática do Brasil no cenário internacional, evitando que o país sofra constrangimentos e sanções, entre elas a perda do direito de voto”.

O Ministério do Planejamento também afirmou que “tais contribuições são classificadas como despesas obrigatórias de caráter continuado”, mas não respondeu por que precisou de emendas para quitá-las naquele ano.

Já a outra metade das emendas usadas no exterior é individual, de 26 congressistas. Sete dos dez nomes que fizeram as maiores indicações são do partido Republicanos, estando no topo da lista os deputados Maria Rosas (SP), Rosangela Gomes (RJ, licenciada) e Gilberto Abramo (MG), líder da sigla na Câmara.

A legenda diz que recebeu uma proposta do Itamaraty para colaborar com ações no exterior e que a acatou, pedindo que parlamentares atendessem à solicitação do ministério: “Desde 2020, é graças às emendas parlamentares dos deputados do Republicanos que muitas iniciativas no exterior se mantêm”, afirma.

Entre os 309 beneficiários das emendas aplicadas em outros países, além de organizações internacionais, entidades e empresas, a reportagem identificou 75 nomes próprios de prestadores de serviços que receberam R$ 2,3 milhões no período, por meio de pessoa física ou jurídica.

Segundo o Itamaraty e o Republicanos, a maior parte desses profissionais atua nos Espaços da Mulher Brasileira, projeto que surgiu em 2017 e hoje existe em nove consulados, nos EUA, na Europa e na Argentina. Na prática, são consultoras contratadas para auxiliar imigrantes brasileiras em situação de vulnerabilidade.

Além delas, as emendas ajudam a bancar ainda psicólogos e advogados das unidades, que também atendem essas mulheres. Os profissionais passam por processo seletivo local, têm contratos temporários e recebem em dólares, por horas trabalhadas. A maioria também demonstra atuar de forma privada.

A psicóloga Virna Moretti, por exemplo, foi a sétima maior beneficiada pelas emendas no exterior.

Ela recebeu R$ 280 mil no último ano, uma média de R$ 23 mil por mês, pelo Consulado-Geral do Brasil em Miami, onde a carga horária máxima é de 40 horas semanais. Com a variação cambial, o pagamento por um mês de trabalho passou de R$ 19 mil em fevereiro de 2024 para R$ 28 mil em dezembro.

Procurada, ela afirmou que tem formação nos dois países e que costuma atender casos delicados envolvendo tráfico humano, violência doméstica e outros crimes, “trabalho de extrema responsabilidade e sensibilidade”. “O valor pago por tais serviços, ao longo desse período, se manteve nitidamente abaixo da remuneração média correspondente nos EUA”, disse.

Em Nova York, as brasileiras Danielly Ortiz e Stephanie Mulcock receberam R$ 217 mil e R$ 191 mil desde junho de 2022, respectivamente, por “serviços de consultoria para o Espaço da Mulher Brasileira”. Em Boston, a empresária de marketing Juliana Ávila Lobo recebeu R$ 180 mil por “serviços de apoio administrativo, técnico e operacional”.

Um funcionário consular que não quis se identificar diz que o orçamento disponível para a política externa brasileira é insuficiente e classifica o uso de emendas como um “puxadinho”. Para ele, porém, nesse caso o dinheiro está sendo bem utilizado.

Marina Atoji, da ONG Transparência Brasil, afirma ser “surpreendente que representações consulares não tenham recursos suficientes” e também tenham que contar com emendas. “Tem se tornado comum algumas ações ou programas ficarem dependentes de emendas”, diz.

Questionado sobre por que teve que recorrer a essas verbas, o Itamaraty respondeu que as emendas apenas “reforçam a dotação orçamentária ‘assistência a brasileiros no exterior’ e permitem a ampliação e diversificação do apoio prestado às brasileiras no exterior por profissionais especializados”.

As duas deputadas que mais enviaram recursos também defendem a importância do projeto e dizem que a verba está em linha com sua atuação em defesa das mulheres.

Maria Rosas é 1ª Procuradora Adjunta da Mulher na Câmara e Rosangela Gomes, hoje secretária estadual de Assistência Social no RJ, foi presidente do grupo parlamentar de amizade Brasil-EUA e da rede de mulheres da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

*Com informações de Folha de São Paulo

Elefanta africana Pupy chega ao Brasil

Foto: SEB

Após mais de três décadas vivendo em cativeiro no antigo zoológico de Buenos Aires, a elefanta africana Pupy iniciou uma nova etapa de sua vida no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. Aos 36 anos, Pupy chega ao Brasil para se tornar a primeira representante de sua espécie no habitat destinado a fêmeas africanas no SEB. E marcando um avanço importante na promoção do bem-estar animal e na reabilitação de elefantes em situação de vulnerabilidade.

A transferência foi possível graças à atuação da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ela viabilizou a importação do animal diretamente do Ecoparque de Buenos Aires. A inspeção sanitária ocorreu no dia 15 de abril, na unidade da Vigiagro em Foz do Iguaçu (PR). Os técnicos avaliaram a documentação sanitária, o cumprimento das exigências previstas no Certificado Veterinário Internacional e autorizaram a entrada do animal em território brasileiro. Após a vistoria, a equipe emitiu a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que acompanha Pupy até o destino final.

A operação também contou com a autorização de embarque e a emissão da Licença de Importação pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal (SISA/MT). A logística de transporte envolveu um complexo procedimento de segurança. No dia 14 de abril, Pupy foi içada por um guindaste e acomodada em uma caixa própria sobre um caminhão. No dia seguinte, cruzou a fronteira rumo ao Brasil. A viagem, de aproximadamente 2.700 quilômetros, deve durar cinco dias e concluir-se no fim de semana.

Trajetória complicada

Pupy nasceu na natureza e foi levada ainda jovem para o Parque Nacional Kruger, na África do Sul. De onde foi transferida para o zoológico argentino em 1993. No local, compartilhou espaço com a elefanta Kuky, sua companheira por mais de 30 anos, falecida em outubro de 2024. Sua história agora se cruza com a do SEB, reconhecido por oferecer condições adequadas à recuperação física e emocional de elefantes resgatados de situações de confinamento inadequado.

No novo lar, Pupy viverá em amplos espaços naturais, com liberdade para se deslocar e expressar seus comportamentos naturais. Em breve, deverá receber a companhia de Kenya, outra elefanta africana solitária, o que contribuirá para sua socialização e bem-estar, uma vez que elefantes são animais altamente sociáveis.

A chegada de Pupy ao Santuário representa mais do que um deslocamento físico. Trata-se de uma mudança de paradigma sobre o tratamento de animais silvestres em cativeiro. Assim como ocorreu com Mara, elefanta asiática transferida para o SEB em 2020, a iniciativa reforça o papel do Brasil na reabilitação de animais vítimas de longos períodos de confinamento.

O Santuário de Elefantes Brasil abriga atualmente cinco elefantes e segue os protocolos da Global Sanctuary for Elephants (GSE), organização internacional dedicada à conservação desses animais. A estrutura oferece assistência veterinária, alimentação adequada, monitoramento constante e, sobretudo, respeito ao tempo e às necessidades de cada indivíduo.

A mudança de Pupy simboliza um novo começo, com mais liberdade, dignidade e qualidade de vida. A operação, fruto da colaboração entre instituições brasileiras e argentinas, fortalece os compromissos internacionais com o bem-estar animal e a conservação da fauna silvestre.

*Com informações de Agro em Campo

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