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Bolsonaro se diz o “maior líder da direita” e mantém desejo de disputar eleição

Bolsonaro deu entrevista para SBT Brasil e disse que será candidato em 2026 - Foto: Reprodução / SBT

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou na noite da segunda-feira, 22, que, para ele, a população não desejaria outro candidato na direita que não seja ele próprio.

Bolsonaro ainda afirmou que, caso a inelegibilidade dele seja mantida, a eleição sem sua presença seria uma “negação à democracia”.

As afirmativas foram feitas durante a entrevista ao SBT Brasil, onde o ex-mandatário aparece na cama do Hospital DF Star. Ao ser questionado pelo apresentador Cesar Filho se tem ânimo para continuar como candidato, Bolsonaro afirma que é o “maior líder da direita” na América do Sul, e quem sabe, até “mundial”.

“Logicamente, eu sempre deixo um espaço reservado para aquela pessoa que eu tenho muita gratidão, que é o Donald Trump, que foi eleito nos Estados Unidos”. Segundo ele, até quem é da esquerda concorda reservadamente que os políticos aprenderam o que é “política e família” com a sua chegada à presidência.

“A direita veio para ficar no Brasil e o mundo todo está marchando para a direita”, declarou. Bolsonaro não perdeu a oportunidade de negar que atuou no plano golpista e afirma que o processo ao qual responde é “arbitrário” e “político”, e não técnico.

“É uma batalha difícil, estou inelegível porque me reuni com embaixadores, e por outro momento, subi num carro de som do pastor Silas Malafaia, e fui acusado de abuso de poder econômico. É um absurdo. Eu afirmo: Eleições de 2026, sem a presença de Jair Bolsonaro, é uma negação à democracia.”

Ele continua: “O quadro que está no momento é eu registro a minha candidatura no último momento. O TSE tem poucas semanas para decidir. Eu acredito que até lá, eu esteja movimentando multidões pelo Brasil. A esquerda não vai ter um nome para se apresentar como razoável candidato. Se for o Lula, pior ainda. Não tem liderança formada pela esquerda no Brasil”, afirmou.

O ex-presidente ainda diz que “há bons nomes”, caso ele não esteja elegível até o pleito, mas se recusa a mencionar um deles, e aponta que os candidatos terão que “cavar” espaço.

“Esses candidatos tem que começar a rodar pelo ]Brasil. Fazer realmente o seu trabalho para ganhar a simpatia e confiança da população. A maioria da população não quer outro nome na direita que não seja Jair Messias Bolsonaro. E ponto final.”

Negou envolvimento em trama golpista

O ex-presidente negou que esteja envolvido no golpe de 8 de janeiro e também qualquer conhecimento obre o plano golpista que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, batizada de “Punhal Verde e Amarelo”, segundo a Polícia FEderal.

Bolsonaro alega que soube do que se tratava o plano “com o vazamento da PF junto com a imprensa brasileira”, e negou também que teve participação na elaboração da chamada “minuta do golpe”, documento que previa a decretação de estado de defesa para reverter o resultado das eleições de 2022.

“Não existe minuta de golpe. Discutir e conversar, não é proibido você discutir qualquer dispositivo constitucional. Dizem que tem outra minuta de golpe, mas como a Polícia Federal me nega informações, nós não temos como responder por aquilo que sequer está comprovado a participação nossa. Nós conversamos sobre dispositivos constitucionais e não podíamos mais recorrer ao TSE, devido a multa que nós levamos”, afirma.

Em seguida, ele completa, questionando como pode “deteriorar um patrimônio se estava fora do Brasil?”. A declaração do ex-presidente contesta a denúncia apresentada contra ele pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. No relatório, o chefe do Ministério Público sustenta que Bolsonaro foi informado e deu aval ao plano.

A PF identificou a conspiração em novembro do ano passado, durante a Operação Contragolpe. O documento com o detalhamento do plano foi apreendido com o general da reserva Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Presidência no governo Bolsonaro.

Quando a prisão, Bolsonaro afirma não ter medo. “Eu não tenho preocupação nenhuma, zero. […] Tudo pode acontecer. Eu não acredito em prisão nos próximos dias, até porque não tem motivo para tal”.

Caiu ‘sem querer’ em projeto de anista

Quanto ao pojeto de anistia para os condenados pelo 8 de janeiro, o ex-presidente afirma “caiu por coincidência” nele, pois enquanto estava somente inelegível e ainda não havia se tornado réu, ele e o PL entraram em acordo para que a lei não abragesse a sua impossibilidade de se candidatar. Mas “coincidência”, se aprovado, ele será um dos beneficiários.

“O que interessa para mim é colocar na rua, dar liberdade, a esses probres coitados. Dezenas deles apenas estão presos até 17 anos de cadeia, ou se estão foragidos pelo mundo, ou se estão aguardando julgamento pelo Brasil. É de cortar o coração”.

*Com informações de Terra

Vem aí o Festival Zero 92: música, arte e identidade cultural amazonense em destaque

Com entrada gratuita, evento celebra o orgulho de ser do Amazonas, dia 17 de maio, no Centro de Manaus. Programação inclui shows, feira criativa, oficinas e mentorias voltadas ao fortalecimento e aperfeiçoamento dos artistas do estado - Foto: Divulgação

Em maio, o Amazonas vai subir o som e a autoestima. No dia 17, a partir das 15h, o Festival Zero 92 toma as ruas do Centro Histórico de Manaus com mais de 30 atrações musicais em dois palcos simultâneos, feira criativa, praça de alimentação com gastronomia regional, intervenções artísticas e ações voltadas à sustentabilidade e à formação profissional — tudo com entrada gratuita.

Comprometido com causas socioambientais, o Zero 92 também realiza ações de conscientização em parceria com iniciativas como a Reciclo Manaós, reforçando sua responsabilidade ambiental na gestão dos resíduos produzidos durante o evento.

O projeto vai além do entretenimento. É uma ação estratégica de resgate do orgulho amazonense, com shows de artistas e atividades que estimulam o desenvolvimento do setor musical e cultural. Para a cantora, compositora e produtora cultural Márcia Novo, o festival representa um reencontro com a alma sonora do estado.

“O Festival Zero 92 nasce como um movimento de reconexão com a nossa memória sonora — porque a música, no Amazonas, sempre foi mais do que entretenimento: é identidade, história contada em forma de melodia, resistência. Vivemos num tempo em que tudo parece ditado por algoritmos e tendências que vão embora tão rápido quanto chegam. Por isso, o festival convida a gente a voltar pra casa. Voltar pros sons que marcaram gerações, pras vozes que brotaram dos igarapés e ganharam o rádio, pros artistas que enfrentaram um mercado centralizado no Sudeste e, ainda assim, fizeram ecoar o som do Norte pelo Brasil nos anos 80 e 90. Queremos que cada pessoa se sinta orgulhosa de fazer parte dessa história de resgate cultural”, afirma Márcia Novo.

A bandeira do Amazonas é o grande símbolo do festival, inspirando desde a identidade visual até o figurino dos artistas. A escolha da Rua José Clemente como palco do evento, no trecho entre a Rua Epaminondas e a Avenida Eduardo Ribeiro, é estratégica: um cenário cercado por ícones históricos como a Santa Casa de Misericórdia, o Teatro Amazonas e o Bar Caldeira.

“O conceito é apresentar a pluralidade musical e cultural do Amazonas. Utilizamos cores vivas e ícones como barcos, rios, flora e fauna, monumentos históricos de forma estilizada para traduzir nossa diversidade. Buscamos harmonizar tradição e inovação na escolha do local, refletindo o orgulho de ser daqui e mostrar que o Amazonas também pode ser tendência”, explica o sociólogo e Especialista em Gestão e Políticas Culturais, Márcio Braz, diretor artístico do festival.

Dois palcos, uma missão cultural

Serão dois palcos em pleno Centro da cidade, com uma seleção que traduz a força e a identidade musical amazonense. Entre os destaques estão apresentações dos Bois-Bumbás Garantido e Caprichoso, além de nomes como Márcia Novo, Chico da Silva, Edmundo Oran, George Japa, Márcia Siqueira, Jucynha Kero Kero, Celestina Maria, Nunes Filho, Berg Guerra, Banda Meu Xodó e Água Cristalina. A programação também inclui tributos especiais à Banda Carrapicho e a Teixeira de Manaus, reunindo gerações de artistas em performances inéditas.

Formação e futuro da música amazonense

Ao celebrar o agora, o Festival Zero 92 olha para o futuro. De 12 a 15 de maio, o evento promove uma programação formativa na sede do Sebrae Amazonas, no Centro da cidade, com mentorias e oficinas gratuitas sobre mixagem, direitos autorais, marketing digital, atendimento a artistas e criação de MEI. Com aulas em 2 turnos (tarde e noite), as atividades contam com a participação de especialistas como Julian Lepick, Ricardo Peixoto e representantes do Sebrae AM, do Escritório Central de Distribuição e Arrecadação (ECAD), e da Associação Brasileira de Música e Artes (ABRAMUS).

O evento é uma realização da Associação Cultural do Estado do Amazonas (Amazonas Cult) e da Acauã Produções & Turismo. Mais do que um festival, é um convite para redescobrir o Amazonas.

SERVIÇO:

  • O quê: Festival Zero 92: música, arte e identidade cultural amazonense em destaque

  • Quando: 17 de maio (sábado), a partir das 15h

  • Onde: Rua José Clemente, entre a Rua Epaminondas e a Av. Eduardo Ribeiro

  • Oficinas e mentorias: 12 a 15 de maio, turnos vespertino e noturno, na sede do Sebrae Amazonas (Av. Leonardo Malcher, 924, Centro)

  • Entrada: Gratuita

  • Informações: Pelo (92) 98134-5970 ou no Instagram @festivalzero92

  • Realização: Amazonas Cult e Acauã Produções & Turismo

Governo do Amazonas avança na revitalização do Ginásio Elias Assayag, principal espaço esportivo de Parintins

Obras devem ser concluídas em junho deste ano e contam com investimento de aproximadamente R$ 2,9 milhões - Foto: Tiago Corrêa / UGPE

A Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), avança nas obras de revitalização do Ginásio Poliesportivo Elias Assayag, no município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus). Com previsão de conclusão para junho deste ano, os trabalhos contam com um investimento de R$ 2,9 milhões e abrangem uma área total de 8 mil metros quadrados.

Principal espaço dos eventos esportivos realizados na Ilha Tupinambarana, o ginásio, inaugurado na década de 1980, conforme o secretário da Sedurb, Marcellus Campêlo, passará a contar com melhor estrutura. “Estamos recuperando um espaço tradicional e importante para a população de Parintins. Com essa revitalização, o ginásio Elias Assayag terá estrutura adequada para receber atividades esportivas, bem como culturais e sociais, promovendo bem-estar e cidadania”, afirma.

Entre os serviços executados estão a troca total da cobertura metálica, revestimento cerâmico, substituição de louças e metais, reforço nas estruturas metálicas, troca geral da instalação elétrica, manutenção do piso korodur na quadra, instalação de iluminação em LED, drenagem e recuperação da caixa d’água.

As salas de aula, a administração e os vestiários também serão completamente revitalizados, assim como as arquibancadas, o alambrado, gradil e as traves, que serão substituídas. A área externa está recebendo serviços de meio-fio, sarjeta, calçadas, pintura geral, instalação da comunicação visual e recuperação da área de recreação, com a construção de duas quadras de areia.

Após a conclusão das obras, o ginásio será destinado à Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), que utilizará o espaço para a realização de projetos voltados à promoção do esporte e da cidadania na região, por meio do Programa de Esporte e Lazer na Capital e Interior (Pelci).

“O novo Ginásio Elias Assayag vai muito além da estrutura: é um presente para o esporte e lazer de Parintins. Estamos falando de um espaço que vai acolher talentos, incentivar sonhos e fortalecer a identidade esportiva da ilha”, destacou o secretário da Sedel, Jorge Oliveira.

Investimento

Desde 2021, o Governo do Amazonas já investiu mais de R$ 23 milhões em construções, revitalizações e reformas de espaços esportivos na capital e interior do Estado. As obras são executadas pela UGPE e pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). Ao todo, 41 espaços já foram inaugurados, sendo 36 na capital e cinco no interior.

OMS chega a acordo histórico sobre como o mundo enfrentará futuras pandemias

Foto: iStock

Os membros da OMS (Organização Mundial da Saúde) chegaram a um acordo histórico hoje sobre como aprender com a covid-19, que matou milhões de pessoas entre 2020 e 2022, e preparar o mundo para futuras pandemias.

Os pontos de atrito no caminho para o acordo incluíram como compartilhar medicamentos e vacinas de forma justa entre os países ricos e os mais pobres.

O pacto juridicamente vinculante é amplamente visto como uma vitória para a agência global de saúde em um momento em que organizações multilaterais, como a OMS, foram prejudicadas por cortes acentuados no financiamento externo dos Estados Unidos.

“Após mais de três anos de negociações intensas, os Estados-membros da OMS deram um passo importante nos esforços para tornar o mundo mais seguro contra pandemias”, disse o órgão de saúde em um comunicado.

Os negociadores dos EUA deixaram as discussões depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, iniciou um processo de 12 meses para retirar o país —de longe, o maior financiador da OMS— da agência quando assumiu o cargo em janeiro. Diante disso, os EUA não estão vinculados ao pacto.

“Esse é um momento histórico e uma demonstração de que, com ou sem os EUA, os países estão comprometidos com o trabalho conjunto e com o poder do multilateralismo”, disse à Reuters Nina Schwalbe, fundadora do think tank de saúde global Spark Street Advisors.

Essa é apenas a segunda vez nos 75 anos de história da OMS que os países membros chegam a um acordo vinculante —o último foi um acordo de controle do tabaco em 2003.

O acordo, ainda sujeito à adoção pela Assembleia Mundial da Saúde em maio e à ratificação pelos membros, aborda as desigualdades estruturais sobre como os medicamentos ou vacinas e ferramentas de saúde são desenvolvidos.

Seu artigo nove exige que os governos estabeleçam políticas nacionais que definam as condições de acesso em acordos de pesquisa e desenvolvimento e garantam que medicamentos, terapias e vacinas relacionados a pandemias sejam acessíveis globalmente —pela primeira vez em um acordo internacional de saúde.

“O acordo essencialmente dá aos membros da OMS mais força em termos de preparação, resposta e prevenção de futuras pandemias”, disse à Reuters Ricardo Matute, assessor de engajamento político da equipe de governança de pandemias do Centro de Saúde Global do Instituto de Pós-Graduação de Genebra.

As medidas incluem permitir que a OMS tenha uma visão geral das cadeias de suprimentos globais de materiais médicos, como máscaras e vacinas. Isso também possibilitará uma maior produção local de vacinas e outros tratamentos durante uma pandemia.

*Com informações de Uol

Brasil tem 182 moedas sociais: como elas ajudam a estimular a economia?

Aratu é moeda local usada em Indiaroba (SE); moedas sociais que valem apenas em municípios começam a se espalhar pelo Brasil - Foto: Reprodução / Sebrae / Jouis Fotografia

É uma moeda, mas não é o real. Tem o mesmo valor do real, mas não tem uma onça-pintada ou um peixe estampados na célula. Só que ela faz a diferença em comunidades e até cidades inteiras, e um fenômeno que tem crescido na última década.

O Brasil tem hoje 182 moedas sociais em circulação, segundo dados da Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Pelo menos 250 mil pessoas são diretamente impactadas por essa forma de inclusão e de estímulo à economia local, que já movimentou R$ 1 bilhão só no ano passado.

A moeda social é um meio de troca alternativo à moeda oficial, criado por uma comunidade. É um instrumento de políticas públicas que pode ajudar a combater a escassez de dinheiro. Não é um programa de transferência de riqueza, mas promove a integração das pessoas ao mercado de trabalho e ao consumo de produtos daquela região.

Característica fundamental: uma unidade da moeda não deve ter valor diferente de R$ 1.

A primeira moeda social foi a Palma. Foi criada em 1998, junto com o Banco Palmas, no bairro Conjunto Palmeira, periferia de Fortaleza (CE).

Comunidades identificaram as limitações do sistema financeiro tradicional em atender regiões periféricas. “As comunidades, cada vez mais, começam a se dar conta que o sistema financeiro tradicional não as atende e, portanto, criam mecanismos próprios. As moedas sociais são, neste contexto, importante instrumento de apropriação dessas comunidades sobre o sistema financeiro e manutenção das riquezas nos territórios”, afirma Fernando Zamban, diretor de Parcerias e Fomento da Senaes.

No ano passado, essas moedas foram responsáveis por R$ 1 bilhão em movimentação nas economias locais. Conforme balanço da Senaes, mais de 12 milhões de transações foram feitas nesse período, considerando apenas nas cidades de circulação das moedas. Uma estimativa aponta que 250 mil pessoas tiveram nas mãos – ou nos celulares – uma moeda social.

Contas são geridas por Bancos Comunitários. Funcionam como um arranjo de pagamento pré-pago ou uma conta digital pré-paga com base em uma lei de 2013. Mas também há os Bancos Municipais, criados por leis das administrações.

Moeda como função social

“O objetivo principal do banco comunitário é fazer com que a economia circule dentro da comunidade para promover o desenvolvimento dentro dela”, afirma Nelsa Fabian Néspolo. Ela é coordenadora da Unisol Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários), que administra três bancos comunitários no Rio Grande do Sul: o Justa Troca, o Asa Branca, o Colina. Há também um quarto banco em implementação em Alvorada (RS), considerado o município mais pobre da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Santiago (RS) tem duas moedas sociais para chamar de comunitárias. A cidade tem 45 mil habitantes, e criou o pila verde em em 2020, com intenção de estimular a troca de “lixo por dinheiro”. A moeda pode ser usada no comércio local, onde a população compra alimentos produzidos pelas famílias rurais. O pila é adquirido por meio da troca de resíduos orgânicos em pontos de troca, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, onde cada cinco quilos de lixo orgânico valem 1 pila verde, que vale, por sua vez, por R$ 1.

Já o Pila Azul estimula a reciclagem. Você troca um determinado produto reciclável e ganha Pilas Azuis —18 latinhas dá 1 pila azul, por exemplo. O ‘dinheiro’, neste caso, é usado para compra de tempo em estacionamento rotativo, ingressos para o cinema, uso de ginásios de esporte ou inscrições em campeonatos esportivos. Há a versão digital das duas. Andriele Martins Peruffo, secretária de Meio Ambiente, afirma que a criação das duas moedas ajudou a melhorar a circulação de recursos dentro do município e mais. “No caso da Pila Azul, estimulou até a população a fazer exercícios, sem contar o acesso à cultura”, afirma.

Economia é em duas pontas. Segundo a secretária de Meio Ambiente de Santiago, a prefeitura economiza dinheiro. O lixo orgânico, que seria levado para Santa Maria (RS), a 155 km de distância, acaba virando adubo, que é “vendido” para os produtores rurais do município.

Primeiro feirante a receber um pila verde em Santiago, Mauro Batista Romio foi pego de surpresa. Ele tinha ouvido falar do lançamento da moeda, em 2020, quando, um dia, recebeu um pila verde de uma cliente na feira. “Ela queria fazer compras. Me senti na obrigação de não deixá-la ir embora sem os produtos, aceitei. Mas nem sabia quanto valia. Depois, liguei para a secretária de Meio Ambiente [a Andriele, que voltou na atual gestão], e ela me explicou. A partir daí não deixei mais de aceitar”, contou.

Principal benefício da pila verde para os feirantes e produtores rurais é poder comprar adubo orgânico. Mas não é só isso. Também é possível comprar mudas de hortaliças, frutíferas e até alevinos (peixes que acabaram de sair dos ovos) com um preço abaixo do valor de mercado, se fosse pago em Reais. A movimentação de pilas foi tão grande que foi possível até pagar máquinas que realizam patrulhas agrícolas na zona rural do município.

Lucimar Buzatta Dalenogare, outra feirante, conta que viu o movimento crescer desde a adoção do pila verde. Ela não conseguiu mensurar em porcentagem, mas disse que ganhou vários clientes fieis que retornam, semana pós semana (a feira acontece às segundas-feiras). “Acredito que o pila foi muito importante para a nossa cidade. Não apenas no ponto de vista econômico, mas pelo lixo que não é despejado no meio ambiente”, afirma.

“As pessoas tomaram consciência separando o lixo orgânico do reciclável, e vendem sabendo que não só estão recebendo pila, como estão ajudando toda a comunidade” afirmou Mauro Batista Romio, feirante de Santiago (RS)

Mumbuca, Vereda, Palma…

Aratu, que ilustra a capa desta reportagem, é a moeda social de Indiaroba (SE). O município, que tem 17 mil habitantes, viu na moeda social a oportunidade de fomentar o comércio local. Em 2022, quando o Aratu foi criado, em homenagem a um marisco comum na região, apenas 32 empreendedores adotaram de imediato. Hoje, já são 350. Iniciativa deu tão certo que a prefeitura de São Cristóvão (SE), a 100 km de distância, anunciou este mês a criação do Bricelet. A moeda digital leva o nome de um biscoito produzido no município, e que é considerado patrimônio Cultural Imaterial de Sergipe.

Como criar uma moeda social

Criação de uma moeda social municipal começa com a decisão política da gestão local, seguida pela reserva de um fundo que garante o lastro, e pela autorização do Banco Central. A moeda pode ser emitida em formato físico ou digital, por meio da plataforma E-dinheiro.

Para garantir a circulação, é fundamental estimular a conversão de recursos e uso no comércio local. Em estágios mais avançados, o banco municipal pode captar crédito de outras instituições e oferecer financiamentos com taxas mais acessíveis.

Mecanismos estão sendo integrados para estruturar o Sistema Nacional de Finanças Solidárias. Um dos avanços destacados foi a articulação com o governo federal para permitir que benefícios sociais sejam operados por bancos comunitários.

*Com informações de Uol

Prefeitura de Manaus realiza quinta operação no ano de transbordo do lixo da orla do rio Negro

Foto: Clóvis Miranda / Semcom

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), realizou, nesta segunda-feira, 21/4, a quinta operação de transbordo do lixo retirado da orla do rio Negro e das comunidades indígenas e rurais da capital. A ação aconteceu no porto Trairi, bairro Compensa, zona Oeste da cidade.

O objetivo da operação é dar destino adequado ao lixo que é recolhido mensalmente pelas equipes da Semulsp em áreas de difícil acesso, onde o acúmulo de resíduos compromete a qualidade da água, a biodiversidade e a vida nas comunidades ribeirinhas.

Até 2024, a prefeitura retirava até 800 toneladas de lixo por mês dessas regiões. Hoje, com a instalação de 11 ecobarreiras em pontos estratégicos de igarapés e afluentes, o volume foi reduzido para menos de 400 toneladas. “De 700 toneladas, já caiu para 300, 250, fica oscilando nesses números”, informou o secretário da Semulsp, Sabá Reis. “Isso é uma vitória, é uma conquista de muita luta da prefeitura”.

Segundo o secretário, a redução expressiva na quantidade de lixo recolhido está diretamente ligada à eficiência das ecobarreiras, que impedem que o material flutuante chegue ao rio Negro. “Esse material é o que as pessoas jogam nos igarapés e ele vem para o rio. Com a implantação das ecobarreiras, isso diminuiu muito”, explicou.

Sabá Reis também destacou que a meta da prefeitura é, cada vez mais, reduzir a necessidade dessas operações pesadas de transbordo, com apoio da tecnologia e da conscientização da população. “Eu quero ver um dia a nossa população participando educativamente, dando exemplo para os mais novos, para que nossa cidade possa ser uma cidade de lixo zero”.

Além da operação desta segunda-feira, a Semulsp mantém um calendário contínuo de ações ambientais, com foco em educação, recuperação de áreas degradadas e projetos de revitalização, como os que estão sendo desenvolvidos na Lagoa da Compensa e, futuramente, no Amarelinho, no bairro Educandos.

A Prefeitura de Manaus reafirma o compromisso com a preservação do meio ambiente e o bem-estar das populações ribeirinhas, e prevê novas ações integradas para ampliar a proteção dos rios e igarapés de Manaus.

Novos edifícios no Brasil querem um lugar entre os mais altos do mundo

Vita aérea de prédios em São Paulo - Foto: Paulo Whitaker / Reuters

O projeto do que promete ser o edifício residencial mais alto do mundo será lançado em 10 de maio na cidade catarinense de Balneário Camboriú, famosa por seus arranha-céus e por abrigar o metro quadrado mais caro do país.

Chamado de Senna Tower, o empreendimento deverá ter 509 metros de altura, o que vai superar os 294 metros do Yachthouse by Pininfarina, também em Balneário Camboriú, atualmente o residencial mais alto do Brasil, e os 435 metros da Steinway Tower, em Nova York, atualmente o residencial mais alto do mundo, segundo ranking internacional do Skyscraper Center.

O edifício é um projeto do grupo FG —com investimento previsto de R$ 3 bilhões— e está sendo tocado em parceria com a rede de lojas Havan, do empresário catarinense Luciano Hang. O grupo FG é controlado por Francisco Graciola e Jean Graciola, pai e filho, tradicionais empresários da construção civil de Santa Catarina.

No Senna Tower, os apartamentos poderão custar até R$ 200 milhões, segundo a FG. O prédio terá 228 apartamentos, incluindo 18 mansões suspensas de 420 a 563 metros quadrados, 204 apartamentos de até 400 metros quadrados, quatro coberturas duplex de 600 metros quadrados e duas coberturas triplex de 903 metros quadrados.

“Eu vejo que isso [verticalização] é um processo irrefreável no Brasil, [mas] é um processo atrasado se comparado com grandes cidades de referência, como Nova York, Singapura, Londres e outros grandes centros urbanos”, disse Stéphane Domeneghini, diretora-executiva da consultoria especializada em prédios altos do Grupo FG, Talls Solutions, e engenheira responsável técnica pelo projeto do Senna Tower.

De acordo com dados do Skyscraper Center, dos dez maiores arranha-céus do Brasil, oito estão em Balneário Camboriú. Na lista que reúne os maiores edifícios do mundo, dos cem maiores brasileiros, 62 foram erguidos na última década, a maioria para uso residencial.

“O processo é recente, principalmente, porque os meios legais são recentes no Brasil”, afirmou Domeneghini, citando o Estatuto da Cidade, criado em 2001, que estabeleceu diretrizes para a política urbana nacional, incluindo os Planos Diretores.

Segundo a especialista, o estatuto deu “liberdade” às cidades para atraírem investimentos a partir da ampliação do potencial construtivo —relação entre a área do terreno e a área que pode ser construída— em função do pagamento de outorgas, e Balneário foi um dos expoentes desse movimento, impulsionado por sua limitação espacial e alta demanda populacional.

Corrida aos Céus

Mas a busca por alturas maiores não está restrita a Balneário Camboriú. Em São Paulo, a incorporadora WTorre, responsável por projetos como o estádio Allianz Parque e o shopping JK Iguatemi, está construindo o que promete ser o maior edifício corporativo do estado, com 219 metros de altura, em parceria com o Carrefour Property, unidade de gestão e desenvolvimento imobiliário do Grupo Carrefour Brasil.

O prédio está sendo erguido no complexo Paseo Alto das Nações, nos arredores da Marginal Pinheiros, zona sul paulista, e tem previsão de lançamento no primeiro semestre de 2026. O empreendimento será maior que o edifício Platina 220, atualmente o maior arranha-céu de São Paulo, de 172 metros de altura, inaugurado em 2022 na região do Tatuapé, na zona leste.

Para Marco Siqueira, presidente-executivo da WTorre, fatores logísticos foram uma das razões para a magnitude do edifício, mas também o seu “diferencial” para o endereço.

“A gente sabe que construir torres altas, que oferecem vistas diferentes….são também um atrativo”, disse Siqueira. “Perto dali, nenhum tem esse diferencial de ser o mais alto”, acrescentou.

Projeto do complexo imobiliário Paseo das Nações, que está em construção na zona sul de SP – Foto: Divulgação / Carrefour Property

Mas Igor Melro, diretor comercial da construtora Porte, responsável pelo Platina 220, está tranquilo em perder a liderança em altura em São Paulo.

“A gente não tem nenhum objetivo do ponto de vista de competição”, disse Melro à Reuters. “A empresa nasceu na zona leste, escolheu desenvolver a zona leste e transformar a região… A gente tem como principal objetivo reter essas pessoas que prosperaram na região, para que a gente possa manter esse ecossistema.”

Segundo Melro, o projeto do Platina 220 foi pensado para oferecer mais opções de escritórios, residenciais de alto padrão e outros espaços de necessidade da região e ultrapassou “sem querer” em dois metros aquele que foi o maior edifício de São Paulo por quase meio século, o Mirante do Vale, no centro da cidade.

“A região precisava de cada um desses usos e a melhor solução acabou sendo essa”, disse. Atualmente, o Platina 220 está com cerca de 72% das unidades ocupadas e a Porte já planeja outros projetos para a região do Tatuapé, que incluem setores que vão da hotelaria, ao varejo, ensino e entretenimento.

Desafio Sorocabano

Em Sorocaba, no interior de São Paulo, o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), diz querer construir na cidade o maior prédio do mundo, superando o Burj Khalifa, nos Emirados, com um edifício de 1 km de altura e investimentos de R$ 2 bilhões.

“Além de reavivar o centro, vai se tornar uma rota turística nacional, porque quem não vai querer conhecer o maior prédio do mundo, que fica no interior de São Paulo?”, disse Manga à Reuters. O município aprovou no final do ano passado novo Plano Diretor que revoga limites construtivos no centro expandido de Sorocaba, viabilizando a construção do edifício de 170 andares.

“[Antes] tinha um limite de até quatro vezes o tamanho do terreno, e o preço… era uma outorga que tornava inviável para o empreendedor fazer qualquer tipo de construção nesse sentido. Hoje não tem limite”, afirmou o prefeito, acrescentando que o investimento bilionário viria da iniciativa privada.

Cerca de 25 empresas demonstraram interesse em assumir o projeto e estão em conversas com a Secretaria de Planejamento do município, disse Manga, sem revelar nomes.

Ainda que não haja construtora ou investidores definidos para o projeto almejado, o prefeito afirma que quer começar as obras ainda este ano. “A ideia nossa é que essa construção já comece em 2025.”

É uma tendência no mundo, mas para nossa característica aqui do Brasil, precisaríamos ajeitar a maneira de planejar a cidade para que o edifício alto de fato funcione para o que ele deveria estar sendo proposto, que é aglomerar pessoas e adensar os locais

Villanova acrescenta que um bom planejamento urbanístico é importante para evitar que os projetos fiquem “soltos” e se tornem um “elefante branco” nas cidades. “Isso tanto na base, que é a escala humana, quanto na compatibilização de alturas, no escalonamento, que ajudam até no sombreamento”, afirma, citando como exemplo de desafio o bloqueio da luz solar sobre construções vizinhas.

“Tudo isso tem como ser mitigado. Tanto é que cidades europeias e dos Estados Unidos, muito mais frias e com ângulos solares mais bruscos que os nossos, produzem edifícios altos sem problema nenhum… O que a gente precisa é adaptar.”

Villanova também destacou desafios de infraestrutura na construção desses espigões.

“O edifício mais alto sempre vai gerar mais gastos energéticos do que qualquer outro, justamente porque ele tem esse poder de aglomerar mais pessoas dentro dele”, diz. Entre as soluções, ele menciona o reaproveitamento da água da chuva, painéis solares e vegetação na fachada.

“Esse edifício precisa estar contextualizado nessa cidade que já existe e suprir questões ambientais.”

*Com informações de Folha de São Paulo

Antonio Fagundes revela motivo de saída da Globo

Antonio Fagundes - Foto: Reprodução / Instagram

O ator Antonio Fagundes revelou o motivo por encerrar o contrato com a Globo, após 44 anos na emissora. Segundo o artista, a decisão veio após a emissora recusar um esquema especial de gravações. O ator de 74 anos não aceitou a nova exigência imposta durante a renegociação do vínculo, encerrado oficialmente em 2020.

A declaração foi dada em entrevista à colunista Mônica Bergamo. Fagundes contou que pretendia continuar trabalhando na emissora, mas com um formato que permitisse manter as apresentações teatrais em paralelo.

“Quando a emissora disse que eu não teria mais esse esquema de gravar segunda, terça e quarta para fazer as minhas peças, eu falei: ‘Não faço mais’”, afirmou o artista. O ator conciliava as gravações com turnês nos palcos desde os anos 1980.

Na avaliação de Fagundes, a Globo perdeu ao romper com profissionais experientes. “Eu levei 44 anos para me especializar. Quando atingi o auge da minha especialização, eles mudaram o processo de produção. Perderam o investimento deles. Perderam o patrimônio deles.”

Ele também criticou a demissão em massa do antigo elenco fixo. “A Globo jogou a criança fora junto com a água da bacia”, disse. “Tem uma turma que está lá agora, de jovens extraordinários, mas que não têm 40 anos de experiência.”

*Com informações de IG

Papa Francisco deixa legado ambiental que reforça defesa da Amazônia

Virgilio Viana e Papa Francisco - Foto: Assessoria

Uma das vozes mais influentes na defesa do meio ambiente e na luta contra a crise climática, o Papa Francisco faleceu nesta segunda-feira, 21 de abril, aos 88 anos, no Vaticano. Desde o início de seu pontificado, demonstrou um olhar atento à Amazônia, com uma série de ações, eventos e pronunciamentos voltados à sua proteção.

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) contribuiu para as atividades desenvolvidas pelo Papa Francisco em prol do meio ambiente, por meio de seu superintendente-geral, Virgilio Viana, que, em 2021, tornou-se o primeiro brasileiro nomeado para integrar a Pontifícia Academia de Ciências Sociais (PACS) do Vaticano. Virgilio passou a fazer parte de um seleto grupo de especialistas de confiança do Papa, com a missão de aconselhar sobre a conservação da natureza e da Amazônia, além de apoiar na formulação de estratégias de enfrentamento ao aquecimento global.

A cerimônia oficial de sua nomeação ocorreu em 29 de abril de 2022, na simbólica Sala do Consistório, localizada no terceiro andar do Palácio Apostólico, no Vaticano. Desde então, Virgilio Viana participou de diversos eventos e iniciativas no Vaticano, compartilhando a perspectiva da realidade amazônica com a cúpula da Igreja.

Mais recentemente, em maio de 2024, a FAS participou do evento “Da Crise Climática à Resiliência Climática”, promovido pela PACS. Na ocasião, Virgilio palestrou sobre “Soluções Baseadas na Natureza”, e a coordenadora da Agenda Indígena da FAS, Rosa dos Anjos, do povo Mura, entregou um presente dos povos originários ao Santo Padre.

“Depois de um momento de muito júbilo e alegria com a celebração da Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, no último domingo, recebemos a notícia do falecimento do Papa. Essa notícia foi muito impactante, pois tive a oportunidade de estar com o Papa Francisco algumas vezes e, nos últimos anos, trocamos algumas ideias particulares. Ele sempre teve uma memória muito generosa, uma grande sabedoria e uma energia cativante e cheia de luz. Agora, refletindo, acho que é o momento de rever tudo o que ele escreveu, assistir aos vídeos que nos deixou e, principalmente, permitir que cada pessoa explore, à sua maneira, os ensinamentos do Papa. Devemos seguir a direção que ele nos apontou: cuidar das igualdades, das justiças sociais e da natureza — que anda maltratada pela ganância humana —, além de enfrentarmos as mudanças climáticas, um dos maiores perigos à humanidade. Cada pessoa pode refletir sobre como um pequeno gesto pode se somar a uma grande multidão em prol do futuro da humanidade”, comenta Virgilio Viana.

O Papa Francisco reforçou esse compromisso com a defesa da Amazônia por meio da encíclica Laudato Si’, na qual convocou o mundo à responsabilidade ecológica. Posteriormente, em sua exortação Querida Amazônia, destacou a importância da floresta, dos povos indígenas e do papel essencial da região amazônica na sobrevivência do planeta.

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 17 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares famílias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em áreas atendidas.

Operação Cheia 2025: Ajuda humanitária do Governo do Amazonas chega a Manicoré

Cerca de 2 mil famílias serão beneficiadas com remessas enviadas de alimentos, água e purificadores de ar - Foto: Divulgação

A ajuda humanitária enviada pelo Governo do Amazonas, como parte das ações para garantir o atendimento da população afetada pela cheia no interior do estado, chegou a Manicoré (a 332 quilômetros de Manaus), na manhã desta segunda-feira (21/04). As remessas de alimentos, água e purificadores de ar atenderão cerca de 2 mil famílias do município que se encontram em Situação de Emergência.

Essa é a primeira parte da assistência, por meio da Operação Cheia 2025, programada pelo governador Wilson Lima, no dia 16 de abril, com o envio de ajuda humanitária para municípios da calha do rio Madeira. Além de Manicoré, Humaitá e Apuí serão as primeiras cidades a receberem a ajuda do estado.

“Nossas equipes seguiram trabalhando durante o feriado para que as famílias já atingidas pela cheia dos rios recebessem a ajuda humanitária de forma rápida e adequada. Todo o nosso trabalho de antecipação da ajuda visa exatamente isso, dar uma pronta resposta e amenizar os impactos da subida dos rios. Nosso objetivo é garantir que nenhuma família afetada fique desassistida”, disse o governador Wilson Lima.

O município de Manicoré recebeu do Governo do Amazonas 40 toneladas de alimento, em 2 mil cestas básicas, 9 mil copos de água purificada, dois kits de purificadores do projeto Água Boa, além de 100 caixas d’água de 500 litros.

O secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, explicou como a logística de distribuição tem sido planejada. “Estamos com nossas equipes em campo, monitorando a situação e coordenando as entregas com as prefeituras para atender, com eficiência, a população impactada. Essa ajuda é mais do que material, é um gesto de cuidado do governador Wilson Lima com quem mais precisa”, destacou o secretário.

Até o momento, mais de 23 mil famílias foram afetadas em todo o Amazonas, o equivalente a 92,4 mil pessoas impactadas diretamente. As nove calhas de rios do Amazonas seguem em processo de cheia, tendo picos variados que começaram em março e vão até julho.

Nesse primeiro envio emergencial, foram encaminhadas 160 toneladas de cestas básicas, contendo alimentos de primeira necessidade para garantir a segurança alimentar das famílias atingidas, além de 600 caixas d’água com capacidade para armazenamento em residências sem acesso ao abastecimento regular.

O pacote emergencial inclui ainda 33 mil copos de água potável e seis purificadores de água do projeto Água Boa, com capacidade para tratar e distribuir água limpa em comunidades isoladas.

Pelos decretos municipais, dos 62 municípios do Amazonas, 9 estão em Situação de Emergência; 17 em Alerta e 36 em Atenção.

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