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Roberto Cidade apresenta PL que fortalece legislação de combate a crimes virtuais

Foto: Rodrigo Brelaz

O aumento crescente das ocorrências de crimes cibernéticos no estado do Amazonas motivou o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a apresentar o Projeto de Lei nº 342/2025, que estabelece normativas quanto à obrigatoriedade de notificação das autoridades policiais a respeito do uso de números de telefone, dados e perfis utilizados para aplicar golpes e difundir fraudes.

“Infelizmente, a internet é terreno fértil para boas e para más práticas. Nosso PL chega com o objetivo de combater as más práticas e ampliar a proteção já existente no ambiente virtual. Mais do que ampliar a proteção, queremos contribuir para que o ambiente virtual seja cada vez mais saudável. Nossa iniciativa pretende acelerar a identificação e responsabilização dos autores, bem como proteger os cidadãos de novas investidas criminosas”, falou o parlamentar.

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) indicam que, entre janeiro e agosto de 2024, foram registrados 7.254 crimes cibernéticos, representando um aumento de 53,9% em relação ao mesmo período de 2023, contabilizando 4.712 casos. Entre os crimes mais recorrentes está o estelionato digital, que inclui golpes financeiros aplicados pela internet, com um crescimento de 57,4% no período analisado, passando de 2.358 registros em 2023 para 3.713 em 2024.

Conforme o PL de Cidade, ficam obrigadas a notificar as autoridades policiais competentes as operadoras de telefonia fixa e móvel; instituições financeiras e fintechs; provedores de redes sociais e de serviços de mensagens instantâneas; empresas que atuem com intermediação de pagamentos online; outras plataformas digitais que, no exercício de suas atividades, identifiquem ou recebam denúncias fundamentadas sobre tentativas ou ocorrências de fraudes e golpes envolvendo usuários.

A notificação deverá conter, sempre que possível, o número de telefone, e-mail, endereço IP, ou outro dado utilizado na prática do golpe ou fraude; a descrição do fato ocorrido, com data e hora aproximada; indícios ou evidências que motivaram a notificação; informações sobre a localização ou origem do golpe, se disponíveis.

A notificação deverá ser encaminhada à Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos ou à autoridade policial competente no prazo máximo de 48 horas após o recebimento da denúncia ou identificação da fraude. A comunicação às autoridades não exime as empresas da responsabilidade de adotar medidas imediatas para suspender, bloquear ou desativar os perfis, números ou contas utilizadas na prática criminosa.

Conforme a SSP-AM, os casos de invasão de dispositivos informáticos aumentaram 12,4%, evidenciando a sofisticação e diversidade das ameaças cibernéticas enfrentadas pela população amazonense. A Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) da Polícia Civil do Amazonas tem registrado uma variedade de golpes virtuais, como fraudes no WhatsApp, phishing, falsos leilões, perfis falsos em redes sociais, além de golpes relacionados a criptomoedas, falsas centrais de atendimento e falsos advogados.

No mês dos Povos Indígenas, projeto cultural valoriza vivências ancestrais dos Kambeba no Amazonas

Oficinas e workshops gratuitos serão realizados na Comunidade Três Unidos, às margens do Rio Cuieiras - Foto: Divulgação

O projeto ‘Preservação da Cultura Kambeba: Vivências Ancestrais na Comunidade Três Unidos’ promove, nos dias 24 e 26 de abril de 2025, uma série de oficinas e workshops gratuitos voltados para moradores ribeirinhos da Comunidade Três Unidos, localizada no Rio Cuieiras, no Amazonas. Idealizado pelas produtoras culturais e ativistas Tainara Kambeba e Moara Tuane, o projeto visa preservar e difundir as tradições culturais do povo Kambeba, durante o mês dedicado aos Povos Indígenas.

A coordenadora do projeto, Tainara Kambeba, explica que a proposta é fortalecer a continuidade de práticas tradicionais, como a música, a culinária, o artesanato e o grafismo corporal, além de aproximar o público não indígena da riqueza cultural do seu povo.

“O projeto sobre as vivências é uma imersão cultural, onde nós indígenas do Povo Kambeba, e toda essa região do Rio Negro, vamos nos envolver dentro da minha cultura. Com ele, a gente quer resgatar a nossa cultura e dar oportunidade para outras pessoas conhecerem como nós nos organizamos como indígenas e como mantemos as nossas tradições vivas”, reforça a jovem ativista.

As atividades são voltadas para crianças, jovens e adultos da Comunidade Três Unidos e arredores. O público 60+ também contará com outras atividades diferenciadas. Além disso, o projeto ainda prevê a criação de um site para a divulgação do conteúdo cultural e outras informações sobre a comercialização de produtos artesanais e etnoturismo, para fortalecer a economia criativa local.

Programação das oficinas

  • Biojoias – Regina Ramos

  • Culinária Regional – Neurilene Cruz

  • Grafismo Kambeba – Tainara Kambeba

  • Música Kambeba – Tomé Cruz

  • Artesanato – Maria Lúcia

Outro ponto alto do projeto são as ações de registro e documentação das atividades culturais realizadas na comunidade, com produções audiovisuais e a criação de um site para disponibilizar informações sobre os Kambeba na internet, já que essas informações disponíveis ainda não são suficientes.

O projeto ‘Preservação da Cultura Kambeba: Vivências Ancestrais na Comunidade Três Unidos’ foi contemplado no Edital Macro Nº 002/2024 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) Manaus, por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura).

Sobre o povo Kambeba

Originários da região de fronteira entre o Brasil e os países andinos, os Kambeba vivem atualmente em diversas áreas do Amazonas, especialmente às margens do Rio Cuieiras, afluente do Rio Negro. A Comunidade Três Unidos, situada dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista e da Área de Proteção Ambiental (APA) Aturiá-Apuazinho, é um dos principais núcleos desse povo.

Na comunidade, os Kambeba mantêm vivas suas tradições e têm no etnoturismo uma das principais fontes de renda, oferecendo hospedagem, alimentação regional e produtos artesanais para visitantes que desejam conhecer de perto a cultura indígena dos povos da Amazônia. Turistas que partem de Manaus, chegam ao local com a média de 1h30, se a viagem for via lancha ‘expresso’.

Tainara Kambeba

Indígena do povo Omagua Kambeba, Tainara nasceu na Aldeia Jaquiri, no município de Alvarães (AM), e vive desde os 8 anos na Comunidade Três Unidos. Criada pelos bisavós, aprendeu desde cedo a respeitar e preservar a floresta e a cultura do seu povo.

Tainara Kambeba – Foto: Divulgação

Participou, desde a infância, de ações promovidas pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), como o projeto Repórteres da Floresta, que proporcionou intercâmbios com outras comunidades de Manaus. Em 2021, passou a produzir conteúdo digital sobre a realidade indígena, conquistando visibilidade e fortalecendo a luta pelos direitos dos povos originários.

Convidada pela Unicef, participou da COP27, realizada no Egito, no ano de 2022, como representante dos povos indígenas brasileiros. No ano seguinte, foi nomeada ‘Jovem Ativista da Unicef’.

Ficha técnica do projeto

  • Tainara Kambeba – Coordenadora e oficineira (Grafismo Kambeba)

  • Moara Tuane – Produtora executiva

  • Neurilene Cruz – Oficineira (Culinária Regional)

  • Tomé Cruz – Oficineiro (Música Kambeba)

  • Maria Lúcia – Oficineira (Artesanato)

  • Marcelo Ramos – Fotografia e vídeo

  • Amazon Media and Checking (Edilene Mafra) – Assessoria de imprensa

Serviço

  • Oficinas e Workshops sobre a Cultura Kambeba*

  • Local: Comunidade Indígena Três Unidos, Rio Cuieiras – AM

  • Data: 24 a 26 de abril de 2025

  • Horário: Das 8h às 16h30

  • Participação: Gratuita

  • Contato: Instagram da organização: @tainara_kambeba

Vereadores discutem transporte coletivo e energia elétrica durante Sessão Plenária

Parlamentares também realizaram um minuto de silêncio em respeito ao falecimento do papa Francisco - Foto: Cleuton Silva e Eder França / Dicom - CMM

A Sessão Plenária desta terça-feira (22 de abril), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), iniciou com uma moção de um minuto de silêncio em memória de Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, que faleceu na madrugada de segunda-feira (21 de abril). A homenagem foi acompanhada por todos os parlamentares presentes no plenário Adriano Jorge.

O vereador Zé Ricardo (PT) destacou o trabalho do papa Francisco e reconheceu as qualidades e serviços prestados pelo pontífice, que ocupou o cargo máximo da Igreja Católica por 12 anos.

“O mundo inteiro está lamentando a perda dessa pessoa tão importante para o planeta, para toda a população por conta daquilo que ele defendia e preocupações que ele trazia para todas as formas de vida. O papa Francisco foi a voz contra a fome, a desigualdade, uma voz em defesa do meio ambiente, contra as guerras e pela paz”, disse o parlamentar.

Durante o Grande Expediente, diversos temas de interesse público foram levados à pauta pelos vereadores, entre eles saúde, transporte coletivo, fornecimento de energia elétrica e a situação das feiras e mercados da capital.

O vereador Eurico Tavares (PSD) chamou a atenção para os recorrentes problemas no fornecimento de energia elétrica em Manaus e na região metropolitana. O parlamentar relatou o caso de uma moradora da zona Norte da capital, cujo filho depende de um aparelho para respirar.

“É o básico. Ele precisa respirar. E teve dias em que ficou 24 horas sem energia em casa. Imagina o desespero de uma mãe que vive de rifas e doações, e não tem o mínimo para garantir a sobrevivência do próprio filho. Isso é um crime. A população está cansada e precisa de uma resposta”, afirmou o vereador.

Na sequência, o vereador Raulzinho (MDB) abordou os investimentos da Prefeitura de Manaus na reestruturação das feiras e mercados da cidade. Ele ressaltou a importância desses espaços para a economia local, especialmente para pequenos empreendedores, e elogiou os esforços da atual gestão em revitalizá-los.

“Nós vamos receber mais uma feira reformada, desta vez no bairro São Jorge”, destacou Raulzinho, ao afirmar que as reformas proporcionam melhores condições de trabalho.

Já o vereador Eduardo Alfaia (Avante) também reforçou os avanços promovidos pelo Executivo municipal. Em seu discurso, rebateu as críticas relacionadas ao recente aumento na tarifa de ônibus, afirmando que o reajuste não foi repentino, uma vez que a necessidade de correção havia sido anunciada ainda em fevereiro pelo prefeito David Almeida (Avante).

“O aumento não pode ser considerado súbito. Já vínhamos discutindo isso há meses. Houve reajustes no combustível, no salário dos trabalhadores e na manutenção da frota. Sem essa correção, corremos o risco de sucatear o sistema”, declarou Alfaia.

Segundo o parlamentar, a nova tarifa representa um equilíbrio necessário para garantir o funcionamento do transporte coletivo de forma sustentável. Ele também destacou que os usuários cadastrados no “CadÚnico” continuarão pagando R$ 4,50, e que o valor de R$ 6,00 será aplicado apenas às empresas que compram o vale-transporte para seus funcionários.

Cabras que viveram 200 anos sem água deixam ilha na Bahia

Foto: Jessyca Teixeira / ICMBio Abrolhos

Por mais de dois séculos, um rebanho de cabras resistiu como pôde no meio do nada, isolado na Ilha Santa Bárbara, no arquipélago de Abrolhos (BA). Sem água doce, sem cuidados humanos, sem trégua. Deixadas ali por navegadores coloniais como reserva de carne, elas sobreviveram ao sal, ao calor escaldante e à solidão — como se tivessem feito um pacto com o tempo.

Agora, depois de mais de 200 anos, deixaram a ilha. Mas não por conta própria. Para viabilizar a ação, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) coordenou uma força-tarefa que envolveu a Embrapa, a Uesb, a Marinha e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), integrando esforços em prol da preservação ambiental e da pesquisa científica.

As equipes realizaram três missões entre janeiro e março deste ano para retirar 27 cabras da Ilha Santa Bárbara, com apoio logístico da Marinha do Brasil. Desse total, 21 animais seguiram para o campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), em Itapetinga. Atualmente, elas permanecem em quarentena, onde se adaptam ao novo ambiente, passam por isolamento. Afinal, jamais haviam tido contato com doenças comuns fora da ilha.

A retirada marca um novo começo: o fim do impacto ambiental causado pelo pastoreio nas ilhas e o início de uma jornada científica. O solo destruído, a vegetação rarefeita e as aves marinhas impedidas de se reproduzir agora têm a chance de se recuperar.

“É como se a gente tivesse achado um tesouro no meio do mar”, diz Ronaldo Vasconcelos, professor de Zootecnia da Uesb. Para ele, o que impressiona por exemplo é a resistência dos animais. “Imaginar um material genético que se desenvolveu em uma ilha sem água é algo extraordinário.”

Estudo genético

E é justamente isso que os pesquisadores pretendem investigar: os genes por trás dessa resistência extrema. Com apoio da Embrapa, os estudos querem identificar essas características genéticas para, no futuro, multiplicar o material, conservar sêmen e embriões e distribuir para pequenos produtores do semiárido.

Num país onde a seca é uma velha conhecida, esse rebanho esquecido pode virar herói improvável da caprinocultura.

Do outro lado, a ilha respira aliviada. Com os cascos fora do caminho, a esperança é de que a vegetação volte a brotar e as aves voltem a pousar. “Que a biodiversidade floresça ainda mais nos Abrolhos e que a pesquisa científica desenvolvida por instituições públicas do mais elevado nível encontre novas respostas para o desenvolvimento da caprinocultura brasileira”, celebrou Erismar Rocha, gestor do Parque Nacional Marinho de Abrolhos.

Essas cabras, que um dia foram deixadas como estoque de carne, atravessaram os séculos com uma teimosia quase poética. Agora, seguem para sua segunda missão: ajudar o sertão a vencer a seca, onde cada pingo d’água vale ouro.

*Com informações de Agro em Campo

Manauara Shopping promove ações de conscientização sobre o Autismo com oficinas e exposição infantil

Programação inclui oficina artística e a exposição solidária de obras produzidas por crianças com TEA - Foto: Divulgação

O Manauara Shopping está promovendo uma programação especial em alusão ao Abril Azul, campanha nacional de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). As ações destacam a importância da inclusão e da valorização da neurodiversidade, com destaque para uma oficina artística e uma exposição solidária de obras produzidas por crianças autistas.

As atividades começaram na semana passada com uma oficina de pintura comandada pela artista plástica Anielle Alencar. A ação é promovida em parceria com o Instituto Abrace+ e o Instituto de Autismo do Amazonas (IAAM), e aconteceu no buritizal do shopping, com a participação de dez crianças atendidas pelas instituições.

As obras criadas durante a oficina foram reunidas em uma exposição aberta ao público em um espaço montado no Piso Castanheiras (G6), ao lado da loja M.A.C. A exposição solidária também contará com um espaço para a arrecadação de alimentos para doação às instituições e ficará disponível para a visitação do público até o dia 30 de abril.

De acordo com a gerente de Marketing do Manauara Shopping, Karla Henderson, a iniciativa reforça o compromisso do centro de compras com a inclusão. “Nosso objetivo é proporcionar momentos de acolhimento e visibilidade às pessoas autistas e suas famílias, além de contribuir para a construção de uma sociedade mais consciente e empática”, afirma.

Além dessa programação especial, o shopping mantém permanentemente diversas medidas de acessibilidade e inclusão para o público com TEA, como o empréstimo gratuito de abafadores de ruído, disponíveis no Espaço Cliente e no Espaço Família, ambos no Piso Tucumã (G4). Para utilizá-los, é necessário realizar um breve cadastro e apresentar um documento com foto. O uso é permitido por até duas horas, com possibilidade de renovação.

Outras iniciativas incluem o Crachá de Identificação, que garante mais segurança e conforto durante a visita, e vagas de estacionamento sinalizadas e exclusivas para pessoas autistas.

Papa Francisco tem herança? Veja com quem fica a ‘fortuna’ do pontífice

Papa Francisco - Foto: Getty Images

O papa Francisco morreu nesta segunda-feira, 21, aos 88 anos, no Vaticano. O primeiro pontífice latino-americano se recuperava de uma pneumonia que o manteve internado durante fevereiro de 2025. Desde o início do dia, autoridades de Estado, personalidades e celebridades começaram a prestar homenagens e enviar mensagens de pesar.

Com a partida do primeiro papa latino-americano, surgiram diversas dúvidas: quem será o próximo pontífice? Como funciona o conclave, o rito centenário que escolhe o sucessor do argentino? Quanto ganha um papa? E, claro, papa Francisco deixou alguma fortuna ou herança para seus familiares?

O Papa Francisco tem herança ou fortuna?

Não há nenhum comunicado oficial afirmando que o papa Francisco deixou alguma herança ou fortuna. No entanto, é de conhecimento público que ele pertencia à Companhia de Jesus, ordem dos jesuítas, e todo jesuíta, ao ser ordenado, faz três votos: pobreza, castidade e obediência.

Segundo Rodrigo Coppe, historiador e doutor em Ciências da Religião, cada ordem religiosa, como a dos jesuítas, carmelitas ou franciscanos, tem suas particularidades, mas os princípios fundamentais costumam ser os mesmos.

“O voto de pobreza [feito por Francisco] é um dos três votos que um homem ou uma mulher faz ao entrar numa ordem religiosa. Há a pobreza, a castidade e a obediência [ao Papa]. Todas as ordens, até onde sei, seguem esses três votos. No caso específico da pobreza, trata-se da renúncia voluntária a bens materiais. Qualquer bem que você possua não é seu, mas da comunidade. Claro, há objetos pessoais [de uso cotidiano], mas, após a morte, tudo retorna à congregação.”

Papa escreveu livros; para quem vai o dinheiro dos direitos autorais?

Durante sua vida, o papa Francisco escreveu e participou de algumas obras literárias, como um livro sobre Memórias e Reflexões sobre a Vida Apostólica e Diálogos entre João Paulo II e Jorge Bergoglio. A regra geral é: tudo o que foi escrito durante o papado pertence à Igreja; o que foi produzido antes pode ser considerado patrimônio do religioso. Esse foi o caso de Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI.

Após sua morte, em 2022, os bens deixados por Bento XVI foram repassados a cinco primos. Na época, seu secretário particular, Georg Gänswein, informou que o dinheiro seria dividido entre os familiares, conforme as orientações do testamento.

No caso de Francisco, ele tem uma irmã viva, Maria Elena Bergoglio — seus outros dois irmãos já faleceram — e dois sobrinhos, um deles seu afilhado. No entanto, como jesuíta ordenado, mesmo após sua morte, ele não possui bens para serem repassados. O habitual é que seus objetos retornem à comunidade religiosa. O mesmo deve ocorrer com os direitos autorais de suas obras.

O papa Francisco rezando na Basílica de Santa Maria Maggiore – Foto: Divulgação / Vaticano

“Em casos muito particulares, já ouvi relatos de objetos pessoais, como roupas, sendo devolvidos à família por seu valor sentimental. Não há uma regra específica, mas não é incomum que nada retorne aos familiares, pois tudo o que um religioso ordenado possui ou produz é da comunidade. Talvez itens muito pessoais, como um diário, possam ser exceções, mas já há registros de ordens que mantêm até textos de seus membros.”

Portanto, é pouco provável que, mesmo com testamento, os familiares de Francisco recebam qualquer remuneração sobre seus direitos autorais devido a seu voto de pobreza. Para o especialista, o voto de pobreza do falecido papa é um forte símbolo de contracultura, principalmente em um mundo tão consumista.

“Nem todo padre é obrigado a fazer voto de pobreza, então acredito que isso é um sinal. Não há nada mais contracultural hoje do que alguém renunciar a todos os bens, não possuir nada, doar tudo aos pobres, abandonar uma vida de luxo e viver entre os mais necessitados.”

O que há no testamento do papa Francisco?

Na tarde de segunda-feira, 21, foi divulgado pelo Vaticano o testamento do pontífice. Em seus últimos desejos, Francisco pede simplicidade em sua despedida e respeito ao luto.

Veja abaixo alguns dos pedidos feitos em testamento pelo argentino.

Local de Sepultamento

  • Que seus restos mortais repousem na Basílica Papal de Santa Maria Maior

  • Motivo: Sua devoção à Virgem Maria, a quem sempre confiou seu ministério

  • Posição Exata do Túmulo: no lóculo da nave lateral, entre a Capela Paulina (da Salus Populi Romani) e a Capela Sforza

Características do Túmulo

  • Deve estar “na terra”, enterrado, não elevado

  • Simplicidade: sem ornamentos especiais

  • Inscrição única: apenas “Franciscus”

Financiamento

  • As despesas serão custeadas por um benfeitor já designado

  • Os fundos serão transferidos para a Basílica conforme instruções dadas a Monsenhor Rolandas Makrickas

Pedido Espiritual

  • Solicita orações contínuas por sua alma

  • Oferece seu sofrimento final pela paz mundial

  • Não menciona bens materiais ou heranças.

Confira o comunicado oficial da Santa Sé:

Em Nome da Santíssima Trindade. Amém.

Sentindo que se aproxima o entardecer da minha vida terrena e com viva esperança na Vida Eterna, desejo expressar minha vontade testamentária apenas quanto ao local da minha sepultura. Confiei sempre minha vida e o ministério sacerdotal e episcopal à Mãe de Nosso Senhor, Maria Santíssima. Por isso, peço que meus restos mortais repousem, à espera do dia da ressurreição, na Basílica Papal de Santa Maria Maior.

Desejo que minha última viagem terrena se conclua justamente neste antiquíssimo santuário Mariano, onde costumava rezar no início e no fim de cada Viagem Apostólica, confiando com fé minhas intenções à Mãe Imaculada e agradecendo-Lhe pelo cuidado dócil e materno. Peço que minha tumba seja preparada no lóculo da nave lateral, entre a Capela Paulina (Capela da Salus Populi Romani) e a Capela Sforza da referida Basílica Papal, como indicado no anexo em anexo.

O sepulcro deve estar na terra; simples, sem ornamentos especiais, e com a única inscrição: Franciscus. As despesas para a preparação da minha sepultura serão cobertas com a quantia de um benfeitor que designei, a ser transferida para a Basílica Papal de Santa Maria Maggiore conforme instruções que providenciei entregar a Mons. Rolandas Makrickas, Comissário Extraordinário do Capítulo Liberiano.

Que o Senhor conceda a merecida recompensa àqueles que me quiseram bem e continuarão a rezar por mim. O sofrimento que esteve presente na parte final da minha vida, ofereci ao Senhor pela paz no mundo e pela fraternidade entre os povos.

*Com informações de Terra

Operação Rota Segura: Manaus está há cinco meses sem registro de roubos à rotas do Distrito Industrial

Ação da Polícia Militar do Amazonas atua no reforço do policiamento ostensivo nas vias onde as rotas trafegam - Foto: Arquivo / Secom

A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) vem atuando no reforço do policiamento ostensivo para coibir assaltos nas rotas no Distrito Industrial. Por meio da Operação Rota Segura, Manaus alcança a marca de cinco meses sem registro de roubos no transporte utilizado pelos trabalhadores das empresas.

A Operação Rota Segura atua com as Companhias Interativas Comunitárias (Cicom’s) dos Batalhões Leste e Norte e com o efetivo das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), nas principais vias da capital amazonense por onde as rotas trafegam.

As ações policiais utilizam informações de inteligência, dados georreferenciados e análises estatísticas, que identificam os pontos mais críticos e horários com maior incidência. Com isso, a operação inibiu a prática desse crime, reduzindo os índices desde novembro do ano passado.

Com o planejamento estratégico, a atuação das unidades operacionais garante mais segurança para os motoristas e passageiros que utilizam diariamente as rotas para empresas do Distrito Industrial.

O comandante-geral da PMAM, coronel PM Klinger Paiva, reforçou o empenho das unidades envolvidas na Operação Rota Segura, garantindo a eficácia da ação policial e trazendo o resultado que a sociedade precisa.

“Essa demanda tem sido tratada com bastante atenção pela Polícia Militar do Amazonas e estamos apresentando um bom resultado. São cinco meses sem registro de roubo à rotas, e isso é fruto do comprometimento dos policiais militares e do planejamento operacional que estamos empregando em cada ação que estamos deflagrando nas ruas de Manaus e no interior”, afirmou o comandante-geral.

Participação das empresas do Distrito

Como parte do planejamento das ações de policiamento ostensivo, a PMAM tem realizado reuniões dos comandantes das Cicom’s dos Batalhões Leste e Norte com os representantes e gerentes das fábricas do Distrito Industrial.

As reuniões fortaleceram o canal de comunicação entre o efetivo policial e os trabalhadores, auxiliando com informações utilizadas pela Polícia Militar do Amazonas para a implementação das medidas de patrulhamento e abordagens necessárias para garantir a eficácia da Operação Rota Segura.

Denúncia

A Polícia Militar do Amazonas orienta a população a informar imediatamente qualquer ação criminosa, por meio do disque denúncia 181 ou pelo 190. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

Prefeitura de Manaus realiza seletivas para 26ª Municipíada na zona Norte

Foto: Divulgação / Semed

Aproximadamente 400 estudantes do ensino fundamental iniciaram, nesta terça-feira, 22/4, as seletivas da Divisão Distrital Zonal (DDZ) Norte, nas modalidades de handebol, voleibol e futsal, para a 26ª edição da Municipíada, evento realizado pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Os jogos acontecem ao longo de toda a semana em quatro unidades de ensino: as escolas municipais Engenheiro João Braga, Carmem Guimarães Hagge, Gilberto Rodrigues dos Santos e o Centro Integrado Municipal de Educação (Cime) Viviane Estrela, com a participação de 36 equipes de 19 escolas.

Para o assessor de educação física da DDZ Norte, Nildemar Oliveira, a realização das seletivas em polos próximos às escolas das crianças contribui para o aumento da participação dos estudantes, já que eles não precisam se deslocar para regiões mais distantes.

“Fica mais fácil se inscrever e participar aqui, e assim conseguimos a adesão de um número maior de alunos para a realização dos jogos. Por isso, é muito importante manter as seletivas próximas aos estudantes”, acrescentou Nildemar.

Essa segmentação por zonas permite que jovens como Gabriel Rocha Dias, do 5º ano, da escola municipal Carmem Guimarães Hagge, localizada no bairro Colônia Terra Nova, possam participar das competições. “Significa muito para mim, porque sempre quis entrar no time e participar das competições. Daqui, posso jogar na arena Amadeu Teixeira, que é muito legal”, completou o estudante.

Municipíada

As seletivas são realizadas, semanalmente, em cada DDZ, nas modalidades de handebol, futsal e voleibol. Os resultados dos jogos são encaminhados para a Coordenação de Esportes (Coordesp), da Semed, que organiza as finais da Municipíada, previstas para acontecer entre os dias 4 e 20 de junho.

O responsável pela Coordesp, Ronnie Melo, contou que as expectativas para os jogos deste ano estão bastante elevadas.

“Esse momento é muito esperado por todos os estudantes da rede, especialmente, agora, que o esporte vem crescendo dentro da educação municipal. No ano passado, atendemos aproximadamente 15 mil estudantes com projetos esportivos e, este ano, pretendemos ampliar esse número”, finalizou Ronnie.

Onde é o telhado em que Ilze Scamparini faz as entradas na Globo?

Ilze Scamparini - Foto: Reproducao / Globo

A morte do papa Francisco aumentou a frequência com que a correspondente internacional Ilze Scamparini aparece na Globo — e, com isso, as dúvidas do público sobre o cenário de suas entradas ao vivo.
O que aconteceu

Ilze costuma buscar locais elevados para as entradas na Globo. Isso inspirou memes comparando a jornalista a personagens como o Batman ou Ezio, do jogo “Assassin’s Creed” — ambos frequentemente vistos em telhados.

O cenário mais comum tem vista para a basílica de São Pedro, em Roma. Ao vê-la no local, muitos se questionam: como ela chega ali?

A resposta é mais simples do que parece. O “telhado” na verdade é o terraço do apartamento em que Ilze mora.

Ela mostrou os bastidores em reportagem do Fantástico em 2023. Na ocasião, Sabrina Sato visitou o imóvel e Ilze explicou que passou a fazer mais entradas no local durante a pandemia. Sabrina questionou se ela já fez festas no local, e a jornalista respondeu que já comemorou o Carnaval no terraço três vezes.

*Com informações de Uol

Como o papa Francisco atuou no combate às mudanças climáticas

Foto: Vatican News

Conhecido por levantar pautas sobre desigualdade social, pobreza e inclusão de populações excluídas, o papa Francisco, que morreu nesta segunda-feira, 21, era também uma forte voz sobre os problemas ambientais e as mudanças climáticas. Ele, inclusive, assinou dois documentos oficiais chamando a atenção para a urgência da crise climática.

“O papa, desde o início do pontificado dele, se destacou como uma das vozes mais fortes e influentes sobre as mudanças climáticas”, disse Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, à Rádio Eldorado.

Um dos documentos assinados por Francisco foi o Laudato Si (Louvado Seja), um marco na posição da Igreja Católica sobre o meio ambiente. Lançado em 2015, na época da Conferência do Clima de Paris, teve grande repercussão no evento mundial. O papa fala em “Casa Comum”, em referência ao planeta Terra, como um lar compartilhado por todos e que precisa ser cuidado.

“Pela primeira vez, um papa dedicou uma encíclica inteiramente a essas questões ambientais”, lembra Astrini.

A visão integrada do papa entre os problemas ambientais e sociais foi um ponto forte do documento. “Ele descreveu um conceito de ecologia integral, era assim que a encíclica chamava, e ela considerava todas essas circunstâncias ambientais, econômicas, sociais e culturais como interconectadas no mesmo problema”, afirma Astrini.

“O papa mesmo dizia que não tem como separar a crise ambiental de questões como pobreza, desigualdade social e justiça”, completa.

Francisco também apontou o ser humano como “guardião da criação”, invertendo o que se entendia, até então, na tradição cristã, em que o ser humano é passivo, um mero espectador em relação ao que acontece no mundo, especialmente na agenda climática, explica Astrini.

“Ele mudava esse comportamento, colocava todos nós como guardiões responsáveis pela proteção do que ele mesmo classificava como a criação divina, então essa agressão ambiental não era algo que chegava até nós, mas era algo que era criado por nós”, diz o secretário-executivo a respeito da atuação do papa Francisco.

Outro documento, lançado em 2023, o Laudate Deum (Louvai a Deus), reforça a responsabilidade humana em relação à crise climática, pontuando a demora para soluções dos problemas ambientais e cobrando líderes mundiais, principalmente na véspera de conferências climáticas.

“Ele falou muito de África, do Brasil, da Amazônia, do desmatamento, da questão indígena, da necessidade de reconhecer, inclusive, o direito dessas populações. Falava de transição energética. Realmente é um papa que fez muita diferença nessa questão do clima, deixou um legado muito grande”, afirma o especialista.

Além dos documentos oficiais, o líder da Igreja Católica também reforçou seu posicionamento a favor do meio ambiente ao tratar deste tema em discursos voltados a líderes globais. No primeiro mandato de Donald Trump, o papa pediu que o presidente americano reconsiderasse a saída do Acordo de Paris.

Neste ano, o Brasil sedia em novembro a COP-30, em Belém, no Pará. O foco do evento global é a discussão, entre líderes de diversos países, sobre como fortalecer a resposta global à crise climática, implementar metas ambientais e garantir financiamento para países em desenvolvimento.

*Com informações de Terra

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