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TCE-AM adere ao Selo Unicef e reforça compromisso com a infância no Amazonas

Foto: Joel Arthus

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) aderiu oficialmente nesta quarta-feira (23) à iniciativa do Selo UNICEF, em reunião realizada na presidência da Corte de Contas.

A adesão foi formalizada pela presidente do TCE-AM, conselheira Yara Amazônia Lins, na presença de representantes do UNICEF, do governo estadual (Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano – SEDURB e Unidade Gestora de Projetos Especiais – UGPE), além dos secretários de Controle Externo (Secex), Mário Sato, e de Administração Geral, Antônio Rosa.

Durante a assinatura do documento que oficializa a parceria, a conselheira-presidente destacou a importância do envolvimento do Tribunal na iniciativa que beneficia crianças e adolescentes.

“Essa parceria reafirma o nosso compromisso com uma atuação que vai além do controle — uma atuação que transforma realidades e contribui diretamente para o futuro da nossa sociedade”, afirmou Yara Amazônia Lins. Ela também enfatizou o papel essencial que o TCE-AM desempenhará no ciclo 2025-2028, especialmente no monitoramento e avaliação dos indicadores sociais nos municípios do interior do Amazonas.

O secretário da SEDURB e da UGPE, Marcellus Campelo, ressaltou o impacto positivo da adesão do TCE-AM, destacando o caráter pedagógico e o alcance institucional da Corte de Contas nos municípios.

“A participação institucional do Tribunal de Contas, por meio da doutora Yara Lins, vai fortalecer o sistema do Selo UNICEF aqui e aumentar os indicadores de qualidade de vida da população, principalmente dos nossos jovens e crianças”, comentou Marcellus Campelo.

O secretário da Secex, Mário Sato, também destacou o papel técnico do Tribunal na nova parceria. “A estrutura do TCE-AM permite acompanhar, de forma qualificada, os indicadores exigidos pelo Selo UNICEF. Vamos contribuir com diagnósticos mais precisos e com orientações aos municípios, para que as ações voltadas à infância e adolescência não fiquem apenas no papel, mas se traduzam em políticas públicas efetivas”, afirmou.

Rayanne França, chefe interina do escritório do UNICEF em Manaus, enfatizou que a parceria reforça significativamente as estratégias do Selo UNICEF no estado.

“Essa parceria fortalece nossos mecanismos de ação e amplia nossa capacidade de alcançar todos os municípios do Amazonas. Nosso objetivo é garantir políticas públicas eficazes que promovam saúde, assistência social, saneamento básico e participação cidadã entre crianças e adolescentes”, explicou.

O Selo

O Selo UNICEF é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância que, há 25 anos, incentiva e reconhece avanços positivos em políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes nos municípios do Semiárido e da Amazônia Legal brasileira. O objetivo principal é fortalecer as políticas públicas municipais para garantir direitos e melhorar indicadores sociais através de ações integradas e intersetoriais. No Amazonas, a meta para o ciclo 2025-2028 é alcançar a adesão de 100% dos municípios.

Os municípios que participam do Selo UNICEF assumem o compromisso de manter a infância e adolescência como prioridade nas suas políticas públicas, com monitoramento constante dos indicadores sociais, capacitações e participação ativa das comunidades. Aqueles que apresentam avanços significativos recebem o reconhecimento oficial do UNICEF, servindo como referência para outras localidades.

‘Fiz cirurgia para colocar silicone e acordei cega, surda e sem movimentos’

Luciene está em cadeira de rodas, após cirurgia - Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil do Rio investiga o caso de uma mulher de 27 anos que afirma ter saído sem enxergar, sem ouvir e sem caminhar de uma cirurgia plástica para colocar silicone. Em nota, o hospital afirma que a cirurgia foi feita por uma médica sem vínculo com a unidade. Já a médica diz que todos os cuidados foram tomados (veja mais abaixo).

Luciene de Souza estava insatisfeita com seu corpo e decidiu colocar próteses de silicone no Hospital Semiu, uma unidade particular na Vila da Penha, zona norte do Rio. Ela conta que gastou, aproximadamente, R$ 20 mil com médico, hospital, prótese e exames.

A cirurgia foi realizada no dia 26 de julho de 2024. “Quando acordei, já estava cega, surda e sem os movimentos do peito para baixo. Fiquei sete dias sem enxergar.” Ela afirma ter sido informada, depois, que teve uma parada cardíaca.

“Depois de receber doses de corticoide, minha visão começou a voltar em preto e branco. Hoje, enxergo cerca de 70%, mas, desde o momento em que acordei da cirurgia, estou sem ouvir, sem andar e com parte dos movimentos comprometida.” afirmou Luciene Souza.

Ela afirma que não teve qualquer explicação do que pode ter provocado essas sequelas. Desde então, está em busca de respostas e tentando recomeçar. Luciene é mãe de duas crianças, de 8 e 6 anos de idade.

Um laudo do hospital compartilhado por Luciene com a reportagem indica que ela teve “quadro neurológico, comprometendo audição, visão e paraplegia”. E que, durante a cirurgia, Luciene teve taquicardia e hipertensão. “Foram administradas várias medicações na tentativa de acordar a paciente”, indica o laudo.

“Não me deram explicações. Simplesmente me transferiram para um hospital público para cuidar apenas da parte das mamas e, desde então, [a médica que operou] disse que não poderia mais me ajudar. Eu não sei se foi pela anestesia, não sei se foi por causa da parada cardíaca que tive. Eu realmente não sei. Mas acredito que algo aconteceu durante a cirurgia, porque eu sempre fui uma pessoa ativa, nunca apresentei nenhum tipo de problema de saúde.” disse Luciene Souza

Ela foi transferida para o Hospital Municipal Souza Aguiar para fazer a retirada da prótese. Luciene precisou tirar um pedaço da virilha para usar de enxerto e colocar no espaço dos seios. “Quando acordei daquele jeito [no hospital Semiu], os médicos se apressaram em realizar exames para entender o que tinha acontecido, mas esqueceram do silicone. Quando retiraram o curativo, a região já estava necrosando.”

 

Luciene afirma que não está sendo acompanhada por nenhum especialista para entender o que pode ter provocado as sequelas. Ela conta, ainda, que não está conseguindo vaga na rede pública. “Minha vida está parada. Sempre fui uma pessoa trabalhadora, ativa, sempre corri atrás dos meus objetivos. Hoje me encontro em uma cadeira de rodas, sem os movimentos, com perda de 30% da visão e sem audição. Eu quero resposta. Eu quero justiça.”

Caso de polícia

Luciene fez uma denúncia na Polícia Civil e o caso está sendo investigado pela 27ª DP. “Foram solicitados documentos da unidade hospitalar, que serão analisados. Agentes realizam diligências para apurar os fatos. A investigação está em andamento”, diz a nota enviada à reportagem.

O que dizem o hospital e a médica

O Hospital Semiu informou, em nota, que Luciene foi submetida à cirurgia de colocação de prótese de silicone pela médica Sandra Gonzalez, que não tem vínculo com o hospital. “A referida médica não possuía e não possui qualquer vínculo de preposição com esse nosocômio [hospital], de modo que a referida cirurgia se deu de forma autônoma e sob exclusiva responsabilidade técnica e administrativa da dra. Sandra.”

“O hospital apenas cedeu suas instalações para a realização do procedimento.” afirmou o Hospital Semiu, em nota.

Segundo o hospital, é comum que médicos sem qualquer “relação de preposição” com hospitais utilizem os centros cirúrgicos para realizarem procedimentos médicos em seus pacientes. “Sendo esses médicos responsáveis pelo pré e pós-cirúrgico dos pacientes.”

As obrigações assumidas diretamente pelo complexo hospitalar em casos como esses ficam adstritas ao fornecimento de recursos materiais (instalações adequadas), aos quais a paciente jamais se queixou. Ressaltamos que o Hospital Semiu possui toda estrutura e suporte necessário para garantir a segurança para o tipo de procedimento que fora realizado pela paciente Luciene de Souza. Hospital Semiu, em nota

A médica Sandra Gonzalez afirmou, em nota, que todos os cuidados foram prestados, seguindo os protocolos técnicos da especialidade. “A paciente foi devidamente orientada antes da cirurgia, recebeu assistência pós-operatória contínua por mais de 30 dias e permaneceu sob acompanhamento até meu afastamento, por divergências com familiares quanto aos limites legais da atuação médica.”

“Não há qualquer indício de falha médica ou condenação contra mim. Confio plenamente na elucidação dos fatos e sigo firme no compromisso com a medicina responsável, ética e transparente. Mesmo diante disso, sigo à disposição para qualquer esclarecimento, sempre respeitando o sigilo profissional e as normas éticas que regem minha profissão.” afirmou Sandra Gonzalez, médica responsável pela cirurgia de Luciene, em nota divulgada pelo advogado João Cruz

A médica, em nota divulgada pelo advogado, diz ter “trajetória consolidada em cirurgia plástica” ao longo de mais de 20 anos e 2.500 procedimentos realizados. “Conduzo minha prática com empatia, comprometimento e um profundo zelo pelo bem-estar de cada paciente.”

*Com informações de Uol

Papa Francisco abençoou Rodrigo Santoro no meio da multidão na Praça de São Pedro

Francisco deu a benção ao ator Rodrigo Santoro entre os milhares de fiéis no Vaticano - Foto: Reprodução

Em 15 de abril de 2015, Rodrigo Santoro realizou o sonho de muitos católicos: receber a benção diretamente da mão de um papa.

O ator estava na Itália para filmar o longa ‘Ben-Hur’, no qual interpretou Jesus Cristo, quando foi até o Vaticano. Teve a sorte de ficar num ponto da Praça de São Pedro onde Francisco parou para atender a alguns fiéis.

Sorridente, o papa fez o sinal da cruz na testa de Santoro. Anos depois, em entrevista ao ‘Encontro’, o ator se definiu como “espiritualizado”.

“Sempre dei valor para isso. Já vem das minhas avós. Uma avó é muito católica, que é italiana. Meu pai é italiano, nascido na Itália e veio como imigrante para o Brasil”, contou.

“Minha avó por parte da minha mãe é de religião espírita. Então sempre tive muito próximo (da espiritualidade).”

Na Globo, Rodrigo Santoro se destacou vivendo o Frei Malthus na minissérie ‘Hilda Furacão’, de 1998. O personagem enfrentava a tentação representava pela prostituta do título, papel de Ana Paula Arósio.

*Com informações de Terra

Idam leva orientações sobre regularização a 100 agricultores e extrativistas da comunidade Cantagalo

Durante visita técnica, o público teve acesso a informações sobre CPP, CAR e CAF - Foto: Divulgação / Idam

Orientações sobre regularização de documentos rurais foram prestadas a 100 agricultores familiares e extrativistas da comunidade Cantagalo, zona rural de Itamarati (985 quilômetros distante de Manaus). O trabalho informativo foi realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), na segunda-feira (21/04).

Com os comunitários foram tratados assuntos relacionados à emissão e renovação do Cartão do Produtor Primário (CPP), além dos cadastros Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e Ambiental Rural (CAR).

“Esses são documentos essenciais para o fortalecimento das atividades desempenhadas pelos trabalhadores rurais, que podem acessar políticas públicas que vão do acesso ao crédito rural a participação em iniciativas, como, por exemplo, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, observou o gerente da Unidade Local (UnLoc) Idam/Itamarati, Osmázio Rabelo.

Entre os trabalhadores que receberam as orientações estiveram agricultores familiares atuantes nas produções de banana, açaí e mandioca, além de extrativistas. “Na ocasião, foram informados, ainda, os pré-requisitos para a obtenção dos documentos. Inclusive, também foram abordados, junto ao público, assuntos relacionados ao CAF Jurídico para associações e cooperativas”, complementou o gerente.

Durante a visita técnica, também foram renovados oito CPP’s e foi garantido pela UnLoc o retorno, em breve, à localidade para a realização de um mutirão para a emissão e renovação dos documentos.

A ação contou com o apoio da Prefeitura de Itamarati e da Associação Agropec.

Rodrigo Guedes cobra que David Almeida suspenda aumento da tarifa de ônibus em Manaus

Foto: Kelvin Dinelli

Após a tarifa do transporte coletivo ser reajustada para R$ 6,00 na capital amazonense e pegar os manauaras de surpresa no último sábado, 22/04, o vereador Rodrigo Guedes (Progressitas) cobrou nessa terça-feira, 22/04, na Câmara Municipal de Manaus (CMM) que o Prefeito de Manaus suspenda o reajuste imediatamente.

A tarifa do transporte coletivo em Manaus subiu de R$ 4,50 para R$ 6,00 com o novo valor entrando em vigor no último domingo (20). A medida foi anunciada pela Prefeitura de Manaus através de decreto com o reajuste do valor da passagem de ônibus, publicado no Diário Oficial do Município (DOM) em edição extra no último sábado, 19/04.

O reajuste pegou todos os manauaras de surpresa, além de preocupar os representantes do comércio tendo em vista que o aumento do custo com as passagens do transporte coletivo pode resultar em demissões de funcionários no comércio. Vale destacar que o aumento representa 33% do valor anterior, que era de R$ 4,50.

Para conter os prejuízos do novo valor, Rodrigo Guedes cobrou que o Prefeito de Manaus suspenda o reajuste e mantenha o valor anterior da passagem de ônibus, de R$ 4,50.

“Aumentar a passagem de ônibus para R$ 6,00 é um verdadeiro golpe com a população! O Prefeito está tentando argumentar que algumas pessoas vão continuar pagamento menos que o reajuste, mas a verdade é que os empresários vão cobrar esse aumento dos trabalhadores, logo, até quem não anda de ônibus vai pagar por esse reajuste imoral. Por isso, eu exijo que o Prefeito David Almeida volte atrás nessa decisão e suspensa imediatamente o aumento da passagem de ônibus”, declarou.

Rodrigo Guedes solicitou ainda que o presidente da Câmara Municipal, David Reis permita que os representantes do comércio manauara se manifestem na sessão plenária dessa quarta-feira, 23/04. Porém, o presidente não se pronunciou sobre a autorização aos representantes.

Contra a maré do presencial, empresas seguem apostando no home office

Foto: Freepik

Com 94% dos profissionais afirmando que o trabalho remoto melhorou suas vidas, segundo pesquisa da FIA Business School e da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, nem todos conseguem seguir atuando neste formato, uma vez que o presencial voltou a ganhar força no último ano.

Em 2021, 57,5% das empresas nacionais adotaram o modelo remoto. No ano seguinte, esse percentual diminuiu para 32,7%, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). Já em 2024, a modalidade permaneceu apenas em 13% das empresas, com 33% operando totalmente de forma presencial e 32% híbrida, de acordo com levantamento da Swile em parceria com a Leme Consultoria.

Embora pareçam nadar contra a maré, as companhias que seguem defendendo o home office afirmam que o modelo traz uma série de vantagens não só para o profissional, mas para a própria empresa. Para a SysMap Solutions, focada em transformação digital, além de ter se mostrado um diferencial competitivo na atração e retenção de talentos, aderir ao trabalho remoto permitiu diversificar o time, o que tem enriquecido a troca de conhecimento dentro da companhia e contribuindo para ideias fora da caixa.

“Este formato nos possibilitou acessar talentos que antes estavam fora do nosso radar, trazendo não apenas expertise técnica, mas também novas formas de pensar e resolver problemas. Essa diversidade se tornou um dos motores de inovação dentro da empresa. Fora isso, a autonomia e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional resultam em maior engajamento e produtividade, refletindo diretamente na qualidade das entregas e no desenvolvimento criativo dentro dos projetos”, afirma Daves Souza, CEO da SysMap Solutions.

A Lerian, startup brasileira especializada em soluções de core banking, segue a mesma linha, e adota o home office como parte fundamental de sua estratégia organizacional, não apenas como um benefício, mas como um pilar para inovação, inclusão e bem-estar. Ao manter sua operação 100% remota desde a fundação, a startup reforça seu compromisso com um modelo de trabalho que valoriza a liberdade e a produtividade individual.

“O futuro do trabalho não deve ser encarado de forma inflexível ou unilateral. Por isso, buscamos moldar esse futuro com base na confiança, no respeito às escolhas individuais e no reconhecimento do valor único de cada colaborador”, afirma Camila Shimada, gerente de marketing & RH na Lerian.

Além de ampliar a captação de talentos sem barreiras geográficas, essa abordagem fortalece a cultura organizacional e o senso de pertencimento, desmistificando a ideia de que a colaboração e a inovação dependem do ambiente físico. Camila explica que, “para a Lerian, o futuro do trabalho não está no retorno ao presencial, mas na construção de uma cultura sólida baseada na confiança, transparência e no uso de tecnologias que aproximam as equipes, provando que o trabalho remoto é, acima de tudo, uma vantagem competitiva”.

Nesse contexto, a Impulso, people tech especializada na atração, contratação, desenvolvimento e retenção de equipes de tecnologia, adota uma abordagem Remote First, priorizando o trabalho remoto em suas operações. Com mais de uma década de experiência nesse modelo, a empresa acredita que o trabalho remoto não se trata apenas de produtividade, mas também de criar relações em que os profissionais se sintam pertencentes, desafiados e engajados.

“O trabalho remoto não é apenas uma questão de conveniência, mas de estratégia. Ele permite que as empresas atraiam os melhores talentos, independentemente da localização, e criem times mais diversos e eficientes”, destaca Sylvestre Mergulhão, CEO da Impulso.

Essa abordagem possibilita à empresa formar equipes altamente alinhadas às necessidades dos clientes, reforçando que o futuro do trabalho vai além da presença física, mas sim na flexibilidade e na valorização do talento global.

Dessa forma, para todas, este modelo de atuação é mais do que uma adaptação, é uma escolha que potencializa a inovação e a diversidade. Ao abraçá-lo, elas estão redefinindo a cultura organizacional e criando uma ponte para um mundo mais conectado, onde o sucesso não depende do lugar, mas da confiança e do talento.

*Com informações de Terra

CMM realiza palestra em conscientização ao Dia Nacional do Autismo

Palestra busca promover diálogo, sensibilização e informação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) - Foto: Cleuton Silva / Dicom - CMM

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) realiza, nesta quinta-feira (24 de abril), uma palestra em Conscientização ao Dia Nacional do Autismo. Coordenada pela Diretoria de Saúde da Casa Legislativa, a atividade é aberta ao público e acontecerá na Sala de Cinema da CMM, a partir das 8h30.

Com o tema “Entender para apoiar: uma conversa sobre o autismo”, a palestra irá promover o diálogo, a sensibilização e a disseminação de informações relevantes sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A atividade foi pensada com carinho para mães, pais e responsáveis de crianças com TEA.

De acordo com a psicóloga da CMM Sandra Reis, que também é uma das organizadoras do evento, o intuito da ação é divulgar informações científicas para a população, em especial aos pais e pessoas que têm algum familiar com autismo, principalmente na infância e na adolescência.

“Temos que ter mais políticas públicas para que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico, ao tratamento, ao acolhimento, ao desenvolvimento das terapias que são necessárias, como a fisioterapia e outros profissionais, porque o tratamento é multiprofissional. Então, esses eventos ajudam, além da informação científica, a iniciativa para que as pessoas busquem esses tratamentos”, explicou.

A palestra contará com a presença do médico psiquiatra Dr. Hélio Melo; da psicóloga Etelma Brito, que abordará sobre “Diagnóstico e intervenção do TEA na adolescência”; e da psicóloga Vanisleia Amorim, que irá falar sobre “Diagnóstico e intervenção no TEA na infância”.

Papa Francisco será homenageado em novo estádio do San Lorenzo

Papa Francisco era torcedor do San Lorenzo - Foto: Reprodução / Instagram

O nome do novo estádio do San Lorenzo, da Argentina, será dado em homenagem a Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, que faleceu nesta segunda-feira (21), aos 88 anos.

A informação foi revelada pelo presidente do clube, Marcelo Moretti, que afirmou que a ideia foi aprovada pelo próprio Papa, em 2024.

“Fui visitá-lo em setembro de 2024 como representante institucional. Nessa visita, levei muitos presentes do clube e pedi Sua autorização para que o novo estádio que vamos construir no bairro de Boedo levasse o nome de Papa Francisco. Sua resposta foi aceita e ele o fez com grande emoção”, revelou Marcelo.

“Ele autografou uma camisa simbólica do clube para nós, uma peça de roupa que guardamos em segurança. Quando o estádio for inaugurado, vou exibi-la no salão central para todos os torcedores do nosso time”, contou o presidente do San Lorenzo.

Papa Francisco x San Lorenzo

A relação do pontífice com o clube argentino vem de longe. O pai de Jorge, Mario Giuseppe, chegou a jogar basquete pela equipe do San Lorenzo, o que fez com que o ex-líder da igreja católica crescesse já com suas raízes ligadas ao clube argentino.

Uma das questões curiosas sobre a relação do Papa com a equipe é o fato de Francisco ter uma carteirinha de sócio do San Lorenzo, que foi concedida pelo clube após a celebração da missa do centenário do time, em 2008.

No ano em que Jorge Mario foi eleito Santo Padre, o San Lorenzo quebrou um jejum de sete anos sem títulos, e conquistou o Torneio Apertura. No ano seguinte, a equipe levou o título da Libertadores. Após a conquista, toda delegação do clube viajou para o Vaticano e levou a taça do torneio para apresentar ao Papa.

*Com informações de IG

David Almeida vistoria obras de duas UBSs na zona Oeste e anuncia entregas até setembro

Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom

O prefeito de Manaus, David Almeida, realizou, na manhã desta terça-feira, 22/4, uma nova rodada de vistorias em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que estão em obras na zona Oeste da cidade. Acompanhado por equipes técnicas, o chefe do Executivo municipal conferiu de perto o andamento das intervenções nas UBSs Dom Milton, no bairro Santo Agostinho, e Leonor de Freitas, no bairro Compensa.

No bairro Santo Agostinho, está sendo construída uma UBS de porte 4 com 1.200 metros quadrados de área total. A unidade contará com 59 ambientes distintos e já atingiu 70% de execução física. A previsão da Prefeitura de Manaus é entregar a estrutura entre os meses de agosto e setembro.

“Estamos aqui na zona Oeste, no bairro Santo Agostinho, onde estamos construindo essa grande UBS porte 4. Com isso, a gente melhora a qualidade dos serviços prestados à população. Essa unidade é ampla, moderna e vai garantir mais dignidade para quem busca atendimento básico de saúde”, destacou o prefeito.

Durante a agenda, o prefeito David Almeida também vistoriou a UBS Leonor de Freitas, localizada na avenida Brasil, no bairro Compensa, que passa por reforma e ampliação. A obra está em fase final, com mais de 95% dos serviços concluídos. A entrega está prevista para até o dia 15 de maio.

“Fazemos essas visitas continuamente, para acompanhar a execução da obra e nos programarmos para entregar essas estruturas com responsabilidade, até porque precisamos fazer a inserção no sistema, tanto dos equipamentos quanto dos profissionais, antes da inauguração. A UBS Leonor de Freitas está sendo totalmente reformada, ampliada e, acima de tudo, muito melhorada para atender com excelência a população do bairro Compensa e adjacências”, completou o prefeito.

As ações fazem parte dos investimentos robustos da Prefeitura de Manaus na reestruturação da rede de atenção básica, com foco na ampliação do acesso, humanização do atendimento e descentralização dos serviços de saúde.

Produção de uvas e vinhos se adapta para enfrentar mudanças climáticas

Casa Zottis Vinhos e Uvas utiliza várias tecnologias na produção de uvas, incluindo irrigação, plasticultura, variedades BRS e cobertura vegetal do solo - Foto: Divulgação

As oscilações entre estiagem e enchentes têm sido frequentes no Rio Grande do Sul nos últimos anos, ameaçando a agricultura gaúcha. Na produção de uvas e vinhos, pesquisadores estudam soluções para enfrentar esses desafios climáticos.

As práticas adotadas por vinícolas e produtores da Serra Gaúcha buscam garantir resistência a diferentes cenários. Especialistas destacam técnicas que podem minimizar os impactos e que tendem a ganhar mais espaço nos vinhedos nos próximos anos.

Atualmente, cerca de um terço do estado enfrenta deficiência hídrica. No entanto, a redução do volume de chuvas não afetou a Serra Gaúcha, principal região produtora de uvas e vinhos. Enquanto outras áreas do campo sofreram perdas, o Rio Grande do Sul registrou uma safra de uvas excepcional, com alto volume e qualidade. A colheita, inclusive, foi encerrada em 20 de fevereiro, um mês antes do habitual.

A partir de agora, a planta se despe das folhas e se prepara para os rigores do inverno. “Em agosto começa um novo ciclo, com a brotação, o florescimento, o desenvolvimento da fruta e a colheita”, diz Enio Ângelo Todeschini, engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul. A maturação uniforme e a ausência de podridão indicam que a estiagem leve acabou beneficiando a produção.

Novidades

A Embrapa tem focado na instalação de unidades de referência tecnológica dentro de microbacias da Serra Gaúcha para testar ajustes e estratégias. O objetivo é mapear áreas de risco e alinhar soluções com os produtores, incluindo a escolha da vegetação mais adequada para cada tipo de parreiral.

Essas áreas experimentais estarão localizadas junto às propriedades mais impactadas tanto pelo excesso de chuvas, como pela seca, vivenciado no último ciclo, para analisar as melhores soluções em relação aos efeitos climáticos e a preservação do meio ambiente.

Em regiões afetadas pela seca, há estudos sobre a viabilidade de reservatórios. “Nem todo local pode ter um reservatório de água. É preciso avaliar a parte técnica, proteger nascentes e testar espécies de reflorestamento mais adequadas para áreas de encosta, garantindo maior resistência ao deslizamento”, explica Henrique Pessoa dos Santos, pesquisador-chefe adjunto da Embrapa Uva e Vinho.

Os levantamentos feitos também auxiliam na redefinição do uso da paisagem e na formulação de políticas públicas para cultivos de baixo impacto ambiental. “Vamos adotando cultivares que exigem menos pulverização e horas-máquina, promovendo um melhor balanço de carbono. Essas ações podem gerar selos de produção sustentável, agregando valor, fortalecendo o turismo e toda a cadeia produtiva da região”, acrescenta Henrique.

Recomendação

Organização do parreiral e do sistema produtivo. A Embrapa recomenda o uso de cultivares híbridas, que oferecem maior resistência a doenças e menor necessidade de defensivos. “Elas exigem menos tratamento fitossanitário e garantem maior resiliência, mesmo em condições adversas. Já dispomos de material geneticamente adaptado”, destaca. De acordo com o pesquisador, esta é uma tendência global, uma demanda de consumidores que desejam produtos com menos impacto no ambiente. “Elas exigem menos tratamento fitossanitário e garantem maior resiliência na produção, mesmo em condições adversas. Já dispomos de material geneticamente adaptado”, completa.

Iniciativas implementadas com sucesso. O uso de plantas como azevém, aveia e leguminosas nos vinhedos tem ajudado a manter o equilíbrio entre nutrição e proteção. “Isso reduz perdas, melhora a infiltração da água e previne a erosão. Cerca de 30% da vitivinicultura da Serra Gaúcha – cerca de 9 mil hectares – está em áreas inclinadas, as mais afetadas pelo excesso de chuvas em 2024, resultando em deslizamentos”, diz Henrique.

Sistema lira modulável. Essa técnica permite dobrar a produção da espaldeira (que consiste em conduzir as videiras verticalmente, em fileiras paralelas), mantendo maior qualidade, sustentabilidade econômica e ambiental. O sistema é aplicado em terrenos mais adequados, respeitando o relevo e otimizando o espaço.

Irrigação. Atualmente, um terço da área de vinhedos do estado conta com algum sistema de irrigação, essencial para garantir a produtividade em períodos de estiagem. “A videira precisa de um bom volume de água na fase inicial. O ideal é que a irrigação seja instalada já na implantação do vinhedo, especialmente em áreas mais vulneráveis, como solos rasos, arenosos ou pedregosos”, explica Todeschini.

Sistemas antigranizo. Tecnologia inovadora, já adotada em 15 municípios de Santa Catarina, utiliza iodeto de prata para reduzir ou eliminar pedras de granizo antes que atinjam as plantações. A queima do iodeto é feita por geradores, acionados com base em monitoramento meteorológico.

Adaptação para o futuro

O cenário climático segue desafiador, mas as inovações e práticas adotadas sinalizam um caminho promissor para a vitivinicultura gaúcha. Enóloga e sócia proprietária da Casa Zottis Vinhos e Uvas, localizada no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, Daniela Chesini Zottis diz que utiliza várias tecnologias na produção de uvas, incluindo irrigação, plasticultura, variedades BRS (cultivares produtoras de grãos desenvolvidas pela Embrapa) e cobertura vegetal do solo.

“As necessidades surgiram devido a estiagens passadas e à enchente. Com as soluções implementadas, conseguimos manter a produtividade sem perda de nutrientes ou erosão. Não tivemos fendas no solo nem doenças, mesmo com o excesso de chuva”, diz.

*Com informações de Uol

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