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Bióloga brasileira vence o ‘Oscar Verde’ por proteção de onças: ‘Medo vem da falta de conhecimento’

A bióloga Yara Barros conquistou, nesta quarta-feira, 30, o 'Oscar Verde' por seu trabalho de conservação de onças - Foto: Divulgação / Projeto Onças do Iguaçu

A relação entre a bióloga brasileira Yara Barros, 59, e as onças-pintadas começou por acaso. Especialista em aves, ela recebeu um convite para assumir um projeto de pesquisa sobre os grandes felinos no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, em 2018. E foi só conhecer a onça ‘Croissant’ que foi amor à primeira vista.

“Olhando para aqueles olhos dourados, aquela coisa absolutamente encantadora, eu sabia que, naquele momento, não tinha mais nada que eu gostaria de estar fazendo.”

Passados oito anos desde o primeiro contato com Croissant e todo um trabalho desenvolvido para a proteção dos maiores felinos das Américas, Yara Barros conquistou, nesta quarta-feira, 30, o Whitley Award for Nature.

Popularmente conhecida como ‘Oscar Verde’, a premiação, sediada em Londres, na Inglaterra, prestigia ações de preservação da natureza desenvolvidas por conservacionistas de todo o mundo. Além do título, a cientista recebeu 50 mil libras (R$ 370 mil, na conversão atual) para o desenvolvimento de seus projetos ao longo do ano.

Atualmente, Yara atua como coordenadora-executiva do projeto Onças do Iguaçu, que visa à preservação das onças-pintadas como espécie-chave da biodiversidade do parque nacional.

“Costumamos dizer que onde tem onças, tem vida. Se a mata está boa o suficiente para garantir uma população de onças a longo prazo, ela também está boa para uma série de outras espécies”, disse em entrevista ao Terra.

Com as onças-pintadas no papel de protagonistas da biodiversidade, a bióloga destaca o trabalho feito em prol da conscientização coletiva sobre a relevância da espécie para o ecossistema.

“A missão do projeto é a conservação da onça como uma espécie-chave para a biodiversidade. Mas a visão é de pessoas, onças e parque prosperando juntos. Então temos um forte componente com a comunidade porque muito do medo vem justamente da falta de conhecimento sobre a espécie”, explica.

Da ararinha-azul à onça-pintada

Há 30 anos Yara trabalha com conservação, mas o início da trajetória se deu com uma espécie bastante distinta: a ararinha-azul, considerada em perigo crítico de extinção e declarada extinta na natureza pelo governo brasileiro.

A bióloga Yara Barros iniciou sua trajetória na conservação com pesquisas sobre a ararinha-azul – Foto: Divulgação / Projeto Onças do Iguaçu

“Meu primeiro trabalho de conservação foi com as ararinhas, à época em que só havia um único macho na natureza. Morei em Curaçá, no sertão da Bahia, por quatro anos, só estudando a espécie”, contou.

Com passagens pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a cientista também foi diretora técnica do Parque das Aves, em Foz do Iguaçu (PR).

Yara deixou o parque temático em 2017 e então recebeu o convite para assumir a coordenação das ações de conservação de onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu. Mesmo sem experiência de campo com mamíferos, a bióloga aceitou o desafio: “Quem é que não gosta de onça, não é mesmo?”.

Pouco após assumir o projeto, no começo de 2018, Yara participou de sua primeira campanha de captura de uma onça. Foi quando teve o primeiro contato com Croissant, um macho de onça-pintada conhecido no parque nacional. Ali, a bióloga se apaixonou pela espécie.

“Ele ganhou meu coração para o resto da vida. Eu trabalho com conservação há 30 anos, mas eu trabalho com onças, mesmo, tem 8 anos. Não comecei como especialista em onça, comecei como uma entusiasta, com bastante experiência de conservação, e isso foi crescendo”, conta.

‘A gente quer substituir o medo por encantamento’

Após reunir uma equipe de especialistas em onças-pintadas e traçar um planejamento estratégico, Yara conta que o primeiro passo como coordenadora foi mudar o nome do projeto, à época conhecido como ‘Carnívoros do Iguaçu’.

“Carnívoro é uma palavra que não engaja ninguém, porque quem não é da área tem uma sensação de algo oposto a vegetariano. Eu queria uma coisa que falasse com as pessoas, porque os cientistas ficam falando entre eles e a mensagem não chega onde tem que chegar”, argumenta.

O projeto então renasceu como ‘Onças do Iguaçu’ para, segundo Yara, ‘dar um peso grande à coexistência’. Na parte de pesquisa, a iniciativa conta com a captura de animais, implementação de colares com GPS, o estudo da movimentação tanto das onças quanto das presas e coleta de amostras.

Trabalho de captura de onça-pintada no Parque Nacional do Iguaçu – Foto: Divulgação / Projeto Onças do Iguaçu

Por outro lado, a cientista volta a destacar a importância do engajamento da população local no projeto: “O parque tem 10 cidades no entorno e trabalhamos em todas elas, porque o conflito acontece exatamente quando a onça sai da mata e acaba matando algum animal de criação”.

“A gente tem esse cuidado com as onças, mas também com as pessoas que dividem essa terra com elas. Temos um programa de geração de renda alternativa, como as crocheteiras de amigurumi. Quando você compra um artesanato, está empoderando uma mulher que nos ajuda a cuidar das nossas onças”, diz.

O trabalho também é desenvolvido em escolas, feiras e outros espaços públicos no entorno do parque: “A gente quer substituir o medo por encantamento e levar a onça para o maior número de corações possível, porque muito do medo vem da falta de conhecimento”.

Yara também ressalta o trabalho de sua equipe em meio às ações de conservação: “Somos seis pessoas completamente apaixonadas, uma equipe super dedicada. Tenho a minha trajetória pessoal, obviamente, mas sem esse trabalho de equipe, esse prêmio não seria possível”.

Desafios à conservação das onças-pintadas

Entre os obstáculos com os quais se depara em seu trabalho, Yara cita a aquisição de recursos para a manutenção do projeto e a importância do prêmio para a continuidade de suas ações. Além disso, o grupo também se depara com o medo do público em relação às onças-pintadas.

“O medo é uma grande ameaça, porque, apesar de o risco real de acontecer um acidente com pessoas ser muito baixo, mas o risco percebido é muito alto e é o que faz as pessoas terem vontade de matar os bichos”, explica.

Ela exemplifica ao citar as intervenções do projeto em caso de ataques de onças em propriedades particulares: “Se uma onça entra em uma residência, mata um cachorro, um gado, por exemplo, nós ficamos ali o tempo todo para que isso não volte a acontecer. Reduzimos a vulnerabilidade da propriedade com cercas, luzes, sinos, o que for preciso”.

A cientista cita que, em oito anos junto ao Parque Nacional, percebeu uma mudança sobre a relação entre as onças e a população local.

“Essa coisa da onça como um predador que está à beira da mata, com a boca arreganhada para pular no seu pescoço, está muito enraizada no inconsciente coletivo. Por isso, nós temos alguns produtos de engajamento. Nossa equipe vai até as escolas, conversa com as crianças, pais, professores, trazemos eles para o parque”, explica.

Onça-pintada do Parque Nacional do Iguaçu – Foto: Divulgação / Projeto Onças do Iguaçu

“Eu não preciso convencer a comunidade científica de que eu tenho que salvar a onça, eu tenho é que convencer o morador que vive ali ao lado do parque e pode ter um prejuízo com o animal”.

Yara afirma que o projeto realiza cerca de 400 visitas a propriedades particulares anualmente e está à disposição, 24 horas por dia, em caso de avistamento dos felinos fora da mata.

“Temos percebido um aumento na tolerância a essa ação imediata. Por exemplo, se na sua propriedade a onça vai lá e mata um boi, nós ensinamos como você pode fazer uma medida simples para mudar o manejo. Temos manuais e, em cada fazenda onde tem predação, trabalhamos por um ano com câmera, equipamentos, para garantir que a onça não vá mais lá”, finaliza.

*Com informações de Terra

Serviço de concessionária de energia impacta abastecimento de água no domingo (04)

Foto: Assessoria

A Águas de Manaus informa que a Estação de Tratamento de Água da Ponta das Lajes (PDL) precisará ser temporariamente desligada no próximo domingo (04), em razão de um serviço programado pela Amazonas Energia. Com isso, o abastecimento de água tratada será impactado em parte da Zona Norte e nos bairros da Zona Leste atendidos por essa unidade.

A concessionária de energia pretende realizar, nesse período, algumas mudanças nas linhas de transmissão elétrica em obras do Prosamim que ocorrem na região. A Águas de Manaus aproveitará a parada para realizar melhorias na Estação de Tratamento da Ponta das Lajes.

A manutenção está prevista para iniciar às 5h30, com término programado para 18h.

Após a conclusão da manutenção elétrica, as estações serão religadas, e o abastecimento de água será retomado gradativamente, chegando primeiro nas regiões mais baixas e, posteriormente, aos locais de áreas mais elevadas. A previsão é que o fornecimento esteja completamente normalizado em até 24 horas após a conclusão da intervenção.

Para que os moradores das regiões afetadas tenham o menor impacto em sua rotina, a concessionária Águas de Manaus recomenda que a população reserve água para o período. A empresa também orienta o uso do recurso de forma moderada, priorizando o consumo humano e atividades essenciais. A Águas de Manaus reforça que estará com equipes mobilizadas com carros-pipa, para abastecer locais prioritários, como hospitais e Unidades Básicas de Saúde.

A concessionária reforça que qualquer situação emergencial durante o período da parada deve ser informada imediatamente por meio dos canais de atendimento: 0800-092-0195 (WhatsApp e SAC), site www.aguasdemanaus.com.br e aplicativo Águas App. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia.

Filha de Arlindo Cruz desabafa sobre saúde do pai e fake news

Filha de Arlindo Cruz desabafa sobre saúde do pai e fake news - Foto: Reprodução / Instagram

Flora Cruz, filha do cantor Arlindo Cruz, usou as redes sociais para atualizar os fãs sobre o estado de saúde do pai, que está internado no Rio de Janeiro. Em um desabafo publicado em seus stories no Instagram, ela pediu respeito à privacidade da família e alertou sobre informações falsas que circulam na internet.

“Boa noite, é a primeira e única vez que falarei sobre esse assunto. Mídias, canais de comunicação, páginas de fofocas, por favor, parem de entrar em contato e serem inconvenientes e irresponsáveis nas suas falas”, disse Flora, demonstrando irritação com a exposição excessiva.

Ela tranquilizou os seguidores, afirmando que o pai está estável e recebendo todos os cuidados necessários. “Meu pai está estável, com todo o cuidado necessário e estará reestabelecido o quanto antes. Respeitem o nosso momento, pois antes de sermos figuras públicas, somos uma família”, completou.

A cantora também orientou sobre a forma correta de obter informações sobre o quadro de Arlindo Cruz, destacando que apenas a assessoria do artista fará comunicados oficiais. “Qualquer atualização no quadro clínico do meu pai será pronunciado pela sua assessoria através das suas páginas oficiais. Não acreditem em fake news. Também agradeço desde já todas as mensagens de carinho e preocupação que eu e minha mãe recebemos durante todo o dia!”, ressaltou.

Internação e estado de saúde

Arlindo Cruz foi internado após ser diagnosticado com pneumonia, conforme divulgado por sua assessoria. O comunicado oficial destacou que, embora o quadro exija atenção, o cantor está clinicamente estável, com sinais vitais preservados.

“A assessoria artística do cantor Arlindo Cruz informa que o artista encontra-se internado para a realização de exames médicos, após diagnóstico de um quadro de pneumonia. Devido à sua condição de saúde já delicada, o caso inspira cuidados redobrados, sendo acompanhado de perto por sua equipe médica”, diz o texto.

A nota ainda agradeceu o apoio dos fãs e pediu respeito neste momento delicado. “Apesar do quadro exigir atenção, Arlindo permanece clinicamente estável, com sinais vitais preservados e sob os cuidados necessários. Agradecemos o carinho, as orações e o respeito de todos os fãs, amigos e da imprensa neste momento”.

*Com informações de IG

Oposição protocola pedido de ”CPI do Roubo dos Aposentados”

Os parlamentares de oposição realizaram uma coletiva de imprensa, no salão verde da Câmara, para anunciar o pedido de CPI - Foto: Reprodução / YouTube | TV Câmara

Deputados de oposição protocolaram, nesta quarta-feira (30), um pedido para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito ( CPI) para investigar os sindicatos envolvidos no esquema de fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ao todo, 185 parlamentares assinaram o requerimento que solicita a instalação da ”CPI do Roubo dos Aposentados”.

“No momento que eu tomei conhecimento que aposentados e pensionistas estavam sendo roubados, e quando trataram do montante de mais de 6 bilhões de reais sendo tirado dos mais pobres, do que ganha menos, não dava para eu ficar parado”, declarou o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), autor do pedido de CPI.

Para os parlamentares começarem as investigações, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), precisa instalar a comissão. Entretanto, Motta afirmou, em reunião de líderes desta quarta-feira, que existe uma fila de pedidos de criação de CPI e, por isso, não se comprometeu a autorizar o início dos trabalhos voltados às fraudes no INSS.

“O que o Hugo Motta falou é que existem doze pedidos de CPI na frente. É mais um. Ontem, eu falei pro coronel Chrisóstomo. Eu disse: ‘Coronel Chrisóstomo, eu te respeito, mas sempre quem pede assinatura, pede pra ser presidente da CPI. O senhor acha que tem mais efeito uma investigação conduzida pela Polícia Federal ou por uma CPI presidida pelo senhor?’ A gente tem muito receio de ficar naquele impasse aqui e não investigar nada”, declarou o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), após a reunião de líderes desta tarde.

De acordo com o deputado, o entendimento dos parlamentares governistas é de que uma CPI poderia atrapalhar as investigações que estão sendo conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União( CGU). “A investigação tá sendo feita de forma clara, contundente, pela Polícia Federal e pela CGU. E vai pegar todo mundo. Quem tiver envolvido em alguma coisa aí, vai ser descoberto. Eu, sinceramente, não acho que uma CPI presidida por uma liderança do PL, nesse momento, vai ajudar em alguma coisa na investigação”, disse Lindbergh.

Já o líder da oposição na Câmara, Zucco (PL-RS), disse que o presidente Motta prometeu analisar os pedidos de instalação de CPI. “Ele falou que vai analisar as CPIs que estão maduras, porque é possível iniciar até cinco CPIs. São 12 CPIs no total, e será analisado no colégio de líderes quais delas poderão ser, de fato, abertas. E essa aí [do INSS], com certeza, para a oposição, é prioridade número um”, contou.

No requerimento de abertura da CPI, os deputados colocam os sindicatos no centro da investigação. O documento cita o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi/FS) que teria recebido R$ 77,1 milhões em contribuições em 2024, sendo alvo de suspensão administrativa pela Controladoria Geral da União (CGU) e de investigações criminais.

Fraude no INSS: descontos irregulares na folha de pagamento de aposentados e pensionistas podem ter causado rombo de bilhões de reais – Foto: Agência Brasil

O Sindnapi tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A proximidade de lideranças sindicais com figuras de alto escalão do governo, como no caso do Sindnapi, reforça a necessidade de transparência e imparcialidade na apuração”, argumentaram os deputados no requerimento.

Afastamento do ministro

Os parlamentares de oposição realizaram uma coletiva de imprensa, no salão verde da Câmara, para anunciar o pedido de CPI. Na ocasião, os deputados pediram o afastamento do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

“Eu não sei o que o presidente da República está esperando para afastar o ministro Lupi, para que a investigação aconteça. Um governo sério é um governo que, quando há suspeita sobre um ministro, esse ministro é afastado”, criticou o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Na terça-feira (29), Lupi foi à Câmara prestar esclarecimentos, na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família (Cpasf), para prestar esclarecimentos sobre o escândalo no INSS. Na audiência, o ministro admitiu que sabia das denúncias de fraude desde 2023 e que “levou-se tempo demais” para que providências fossem tomadas.

“Em junho de 2023, se começou, dentro do INSS, uma autarquia independente, a se fazer a verificação de todas as denúncias apresentadas, que não era a primeira vez. Eu pedi à época, para que o INSS, que é a instituição responsável pela ação dessa política pública, começasse a apurar essas denúncias apresentadas. Levou-se tempo demais”, afirmou Lupi.

Diante disso, para os signatários do requerimento de CPI, manter Lupi no cargo atrapalha as investigações. “Mantê-lo no cargo é querer manter alguém que, no mínimo, foi comunicado há dois anos e não fez nada. Há dois anos, prevaricou no cargo por não fazer nada. E o que nós estamos aqui, só com o início dessa CPI, é esperando que o governo, o mínimo que deve fazer é, imediatamente, afastar para que se investigue”, pediu Sóstenes.

*Com informações de IG

Governo começa operação para expulsar garimpeiros da Terra Indígena Kayapó, no Pará

Imagens de satélite, feitas em janeiro e julho de 2024, respectivamente, mostram avanço das áreas de garimpo na Terra Indígena Kayapó - Foto: Greenpeace Brasil / Divulgação

O governo Lula fará, a partir de hoje sexta-feira (2), uma operação para expulsar garimpeiros da Terra Indígena Kayapó, no sul do estado do Pará.

A duração prevista da desintrusão, como é chamada a retirada de invasores do território tradicional, é de 90 dias. A ação do governo federal atende a uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que ordena, desde o governo Jair Bolsonaro (PL), essa retirada.

O garimpo é ilegal dentro dos territórios. A região também enfrenta problemas com outras atividades criminosas como grilagem de terras, pecuária irregular e extração ilegal de madeira.

Além disso, cerca de 274 hectares de mata nativa já foram destruídos pela mineração ilegal.

A operação que começa nesta semana está sendo coordenada pela Casa Civil da Presidência e pelo Ministério dos Povos Indígenas. Ao menos 20 órgãos deverão participar incluindo Funai, Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e Abin.

O governo afirma que está em contato com as comunidades indígenas da região para informar sobre o andamento da operação e sobre quais atividades serão realizadas.

Entre as ações, está prevista a fiscalização, destruição de máquinas utilizadas no garimpo, varredura do território e monitoramento aéreo.

De acordo com Nilton Tubino, assessor da Casa Civil e coordenador da operação, também serão montadas bases estratégicas permanentes, com a presença de agentes da Força Nacional, para evitar que os garimpeiros retornem após a expulsão.

Incêndios florestais de grandes dimensões atingem a Terra Indígena Kayapó, no Pará – Foto: Marizilda Cruppe / Greenpeace Brasil / Divulgação

“Uma etapa da operação ocorre dentro do próprio território, mas também existe a operação nos arredores, fora do território. Combater as atividades que dão suporte ao garimpo ilegal. Combater transporte irregular, [venda] de combustível irregular.”

A demora para iniciar a expulsão dos garimpeiros, diz, ocorre devido a complexidade da operação. São vários territórios indígenas e seria inviável fazer ações simultâneas diante da extensão das áreas.

Segundo ele, até setembro serão finalizados os processos de desintrusão acordados com o STF.

“O garimpo aumentou [no território Kayapó]. Está maior que o garimpo no [território] Yanomami. Existem quatro garimpos grandes, são cerca de 18 mil hectares, pelo monitoramento que foi realizado”, diz.

Na terra kayapó, há um cerco a aldeias, cooptação de uma minoria de lideranças indígenas e conivência com escavadeiras, que precisam pagar uma taxa para adentrar o território.

Tubino afirma que mesmo máquinas pertencentes a indígenas serão destruídas ou removidas, caso se constate a utilização para a mineração. “O garimpo é ilegal no território, independente de quem pratique.”

Em agosto do ano passado, três das terras indígenas mais invadidas por garimpeiros ilegais na Amazônia sofreram com os danos causados por queimadas, entre elas a terra kayapó.

O território foi o que registrou maior número de queimadas na Amazônia em agosto de 2024, quando fogo e fumaça se espalharam por boa parte da região, intensificadas pelas condições climáticas.

De acordo com o Governo Federal, a Terra Indígena Kayapó é a segunda mais impactada pela mineração ilegal, atrás apenas da Terra Indígena Sararé.

Ao todo, no território vivem 6.365 indígenas em 67 aldeias. Os kayapós, assim como os yanomamis, sofrem pressões devido ao garimpo de ouro ilegal, de forma consistente, desde a década de 1980.

Em outros locais, como na terra mundurucu, são frequentes casos de crianças e mulheres com doenças neurológicas, o que deve estar conectado a intoxicações por mercúrio, segundo avaliações de equipes médicas que acompanham a evolução dos casos. A substância é utilizada na prática de mineração.

A operação no território kayapó será a oitava do governo Lula. A expulsão de invasores da terra Yanomami, iniciada em fevereiro de 2023, segue em curso.

O caso de garimpo ilegal na maior terra indígena do Brasil ganhou repercussão nacional diante de uma emergência de saúde pública vivenciada pelos yanomamis, com grande quantidade de casos de desnutrição e malária.

Desde 2023, segundo dados do governo, já foram realizadas ações nas terras Alto Rio Guamá (PA), Apyterewa (PA), Trincheira Bacajá (PA), Karipuna (RO), Munduruku (PA).

As operações nas terras Yanomami (RR) e Araribóia (MA) estão ainda em execução.

*Com informações de Folha de São Paulo

Roberto Cidade cobra negociação entre entidades em greve para evitar prejuízos à economia do Amazonas

Foto: Herick Pereira

Com as atividades aduaneiras suspensas há cinco meses, o movimento grevista dos auditores fiscais da Receita Federal começa a causar transtornos à Zona Franca de Manaus (ZFM). Diante do impasse que prejudica o Polo Industrial de Manaus (PIM), o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), solicitou, via requerimentos, à Receita Federal, ao Ministério da Fazendo e ao Governo Federal para que abram mesa de negociação com a categoria.

“É importante que esse impasse seja resolvido o quanto antes. Nossa economia não pode ser prejudicada, ainda mais, por uma falta de entendimento que se arrasta desde novembro do ano passado. Entendo o pleito dos auditores e meu pedido é para que se forme uma mesa de negociações que dê fim à greve. Essa paralisação já começa a prejudicar o nosso PIM. Mais uma vez, o Amazonas está pagando um alto preço por aquilo que não provocou”, declarou o deputado presidente.

A paralisação dos servidores da Receita tem causado lentidão nos portos, aeroportos e nos terminais alfandegários. “Já são cinco meses de insumos presos, de linhas de produção interrompidas e de prejuízos se acumulando. Quem paga essa conta, no final, é o trabalhador do Polo Industrial, o lojista, o comerciante amazonense”, completou.

A preocupação de Cidade vai ao encontro do que os representantes da indústria do Amazonas vêm falando há meses. O presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, alertou que a greve ameaça o funcionamento das indústrias e pode resultar em demissões em massa. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Manaus), Ralph Assayag, o comércio já começa a sofrer com a falta de mercadorias nas prateleiras.

E o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Júnior alertou que o sinal vermelho já acendeu para as empresas de ar condicionado, que começam a sofrer com falta de insumos como o gás, além de fabricantes de TV e micro-ondas, que sofrem com a “operação padrão”, que faz com que as mercadorias sejam liberadas com 30 dias de atraso.

“Quero deixar claro que respeito a luta dos auditores fiscais. Reconheço o direito de greve. Entendo a pauta por valorização salarial. No entanto, o país e, principalmente, o Amazonas não pode ficar refém desse impasse. É preciso que o Governo Federal sente à mesa com a categoria e resolva essa situação com urgência. Estamos diante de um colapso logístico que pode paralisar o coração da economia amazonense. Não podemos ficar calados diante disso”, reafirmou.

Carolina Dieckmann diz que perdeu papel por ser ‘bonita demais’

Carolina Dieckmann - Foto: Reprodução / Instagram / @loracarola

Carolina Dieckmann, de 46 anos, já defendeu vários papéis em novelas, filmes e séries. De mocinhas às vilãs, a loira colecionou personagens marcantes, mas a “cara de rica” e ser “bonita demais” já fizeram com que ela perdesse oportunidades no mercado audiovisual, segundo conta a intérprete de Leila em “Vale Tudo”.

Durante participação no videocast “Conversa Vai, Conversa Vem”, ela detalhou a situação. “Já perdi papéis. Tem uma história ótima de um teste que eu ia fazer para uma personagem que seria uma cozinheira da comunidade, mas o autor falou: ‘não, não tem cara’ [de cozinheira]”.

“Eu pintei o cabelo de castanho, coloquei uma lente, botei um aplique, tentei ir para algum estereótipo para fazer outro, mas ele falou ‘não’. Por que não tenho cara de cozinheira de comunidade? Por que não pode ter uma pessoa como eu na comunidade? Então, sim, já me fechou portas ser ‘bonita demais’.”, ressaltou.

Muito se engana quem pensa que a situação se restringiu ao início da carreira de Dieckman. A artista conta que lidou com isso há pouco tempo. “Recentemente, teve outro papel, que não posso falar, mas era isso. [Disseram]: ‘Você é colorida demais, a gente quer uma pessoa menos colorida’. Falei: ‘Não tem nada que a gente possa fazer?’. Responderam: ‘Não, porque aí complica, você é muito colorida'”.

“Então, sim, beleza fecha portas e abre outras. Mas é muito preconceituoso ter cara de rica. Olhar para mim e falar: ‘ela tem cara de rica’. O que quer dizer com isso? Que rico tem que ser loiro de olho azul, ter nariz arrebitado? Nesse mundo que a gente está vivendo, onde tudo é visto e são muitos preconceitos, isso também é um preconceito”, argumentou.

*Com informações de IG

Após sair da UTI, Bolsonaro tem melhora progressiva, diz boletim

Jair Bolsonaro, no hospital, no momento em que recebe a intimação da oficial de Justiça - Foto: Reprodução / Redes Sociais

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, na tarde da última quarta-feira (30), e segue registrando melhora no quadro clínico, segundo o boletim médico da instituição divulgado nesta quinta-feira (1º).

Bolsonaro encontra-se sem dor ou febre, e com pressão arterial controlada. Ele foi internado em 13 de abril com complicações intestinais em decorrência da facada que sofreu na campanha eleitoral de 2018.

Bolsonaro foi internado depois de passar mal em um evento do PL no interior do Rio Grande do Norte.

Já no Hospital DF Star, a equipe médica decidiu operar o ex-presidente para tratar uma suboclusão intestinal.

*Com informações de IG

Estudante é resgatado de montanha, volta para buscar celular e precisa ser salvo novamente

Estudante retornou ao Monte Fuji para pegar o celular, entre outros objetos, mas sentiu mal-estar - Foto: Flickr / Matthias Harbers / Flipar

As autoridades japonesas resgataram o mesmo alpinista duas vezes no intervalo de apenas cinco dias no Monte Fuji, a montanha mais alta e simbólica do Japão. O jovem, um estudante universitário chinês de 27 anos que vive no país, enfrentou condições extremas ao escalar fora da temporada oficial e teve que ser salvo após sofrer mal-estar nas duas ocasiões.

Segundo a polícia da província de Shizuoka, ele foi resgatado pela primeira vez na terça-feira, após chegar ao cume do monte, a 3.776 metros de altitude, e ser acometido por sintomas do mal da montanha — uma reação comum à altitude elevada. Conforme a CNN, no sábado seguinte, retornou à trilha para tentar recuperar objetos que havia deixado para trás, entre eles o telefone celular, mas voltou a passar mal e teve de ser socorrido novamente, desta vez a mais de 3.000 metros de altitude.

As autoridades confirmaram que a vida do alpinista não corre risco, mas o episódio chamou atenção para os perigos do Monte Fuji fora da temporada oficial de escalada, que vai de 10 de julho a 10 de setembro. Nesse período, trilhas, placas de orientação, cabanas de apoio, banheiros e estações de primeiros socorros são retirados ou desativadas, tornando a subida significativamente mais arriscada.

A escalada em baixa temporada também desrespeita orientações das prefeituras de Shizuoka e Yamanashi, que compartilham a jurisdição do monte. Em resposta ao crescente número de visitantes e problemas de superlotação, as autoridades anunciaram, em março, uma série de medidas mais rigorosas para a temporada de 2025.

Entre elas, estão a obrigatoriedade de reservar o passeio com antecedência pela internet e o limite diário de 4.000 alpinistas. Além disso, será necessário pagar uma taxa de 4.000 ienes (cerca de 157 reais) por pessoa — o dobro do valor cobrado em 2024, quando a contribuição se tornou obrigatória. Até então, a taxa era apenas uma doação sugerida de 1.000 ienes (40 reais).

*Com informações de Terra

Programação da Festa do Trabalhador 2025 anima público na Ponta Negra

Foto: Clóvis Miranda / Semcom

O primeiro dia da Festa do Trabalhador 2025, o “Sunset do Trabalhador”, na quarta-feira, 30/4, reuniu shows de pagode e bandas alternativas na Casa de Praia Zezinho Corrêa, no complexo turístico Ponta Negra, zona Oeste da cidade. A programação é promovida pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), em alusão ao Dia do Trabalhador, comemorado neste 1º de maio.

A programação iniciou com o cantor Mikael e Banda e, na sequência, a apresentação da banda regional Chora Cachorro. Segundo o titular da Semtepi, Alonso Oliveira, o principal objetivo desta edição é valorizar o artista local e promover entretenimento aos trabalhadores.

“Nós não podemos deixar de fazer os agradecimentos aos nossos convidados trabalhadores que vieram prestigiar este momento de muito lazer e cultura em um só lugar. A Casa de Praia abriu as portas mais uma vez para esta festa que celebra e valoriza a categoria. Neste dia 1º, teremos mais, venham e aproveitem, ao máximo, cada atividade”, destacou Alonso.

Para o casal Isaías dos Santos e Regiane Dantas, frequentadores assíduos da tradicional Festa do Trabalhador, promovida pela Prefeitura de Manaus, o evento é uma oportunidade de celebração.

“Eu acho maravilhoso, porque, em Manaus, a maioria dos eventos é fechado e, quando tem na Ponta Negra, a gestão pública demonstra preocupação com os trabalhadores da cidade. Este evento valoriza o cantor, o trabalhador e o empreendedor, porque nós trabalhamos muito e precisamos tirar um dia para curtir também”, concluiu Isaías.

O segundo dia de programação vai acontecer a partir das 15h desta quinta-feira, 1°/5, e vai trazer várias atividades voltadas à educação física, ao esporte e à cultura.

Programação:

No Calçadão da Ponta Negra:

  • 15 – Campeonato de skate;

  • 16h – Torneio de Beach Tênis, vôlei nas quadras de tênis e aulão de ritmos;

  • 17h – Feira de Economia Solidária e Criativa.

  • Na Casa de Praia Zezinho Corrêa:

  • 17h – apresentação especial dos bois Garantido e Caprichoso.

No Anfiteatro da Ponta Negra:

  • 17h – DJ;

  • 18h – Uendel Pinheiro e convidados.

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