Astro de ‘Os Vingadores’ diz ter ‘certeza’ de que morreu após acidente

Jeremy Renner, conhecido por seu papel como Gavião Arqueiro no universo Marvel, afirmou que tem “certeza” de que morreu por alguns instantes após o grave acidente que sofreu no início de 2023, quando foi atropelado por um limpa-neves. A revelação faz parte de sua biografia, My Next Breath, na qual o ator relata, em detalhes, o que sentiu durante o momento crítico.
“Eu podia ver minha vida inteira. Eu podia ver tudo ao mesmo tempo”, escreveu Renner, segundo trechos divulgados pela revista Us Weekly. O ator descreve a experiência de quase morte como algo profundamente espiritual e fora da compreensão comum. “Na morte, não havia tempo, nenhum tempo, mas também era todo o tempo e para sempre”, afirmou.
Apesar da gravidade da situação, Renner contou ter experimentado uma sensação de profunda paz. “Estava em uma paz estimulante”, escreveu ele. Segundo o ator, havia uma energia “constantemente conectada, bonita e fantástica”, e tudo o que percebia era “uma espécie de visão elétrica, bidirecional, feita de fios dessa energia inconcebível”.
O retorno à vida, de acordo com Renner, aconteceu após uma força o instruir a não “desistir”. Na ocasião, ele havia ficado cerca de 30 minutos deitado sobre o gelo, aguardando a chegada dos socorristas. Quando foi atendido, os paramédicos informaram que sua frequência cardíaca havia caído para 18 batimentos por minuto, o que, segundo ele, o colocou em estado de morte clínica. “Eu sei que morri. Na verdade, tenho certeza disso”, reforçou.
O acidente aconteceu quando Renner tentou impedir que a máquina atingisse seu sobrinho. A tentativa quase custou sua vida: ele quebrou mais de 30 ossos e perdeu cerca de seis litros de sangue.
*Com informações de Terra
Sepet realiza castração de 300 animais em Barcelos

Com cerca de 300 cães e gatos atendidos, a recém-criada Secretaria de Estado de Proteção Animal do Amazonas (Sepet) realizou, neste fim de semana (03 e 04/05), sua primeira campanha de castração no interior do estado, no município de Barcelos (a 399 quilômetros de Manaus).
Realizada em parceria com a Prefeitura de Barcelos, a ação marcou a primeira campanha oficial de controle populacional de animais domésticos no município.
De acordo com a secretária de Estado de Proteção Animal, Leda Maia, a castração é uma das principais estratégias para o bem-estar animal e para a saúde pública. “A castração evita ninhadas indesejadas, reduz o abandono, diminui a superpopulação de animais nas ruas e previne diversas doenças, como infecções uterinas, câncer de mama nas fêmeas e câncer de próstata nos machos”, explicou.
Ainda de acordo com a secretária da Sepet, além disso, animais castrados tendem a ser mais tranquilos, vivem mais e com mais qualidade de vida. A medida também contribui para evitar acidentes de trânsito provocados por animais soltos e reduz o risco de zoonoses — doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos.
“A Sepet nasceu com o compromisso de cuidar dos animais e promover políticas públicas eficazes, e essa campanha em Barcelos é só o começo de uma atuação que vai chegar a todo o Amazonas”, finalizou a secretária.
Em 2024, 62% dos brasileiros precisaram de ajuda médica, mas não buscaram
Mais de seis em cada dez brasileiros (62,3%) que precisaram de atendimento médico no último ano simplesmente desistiram de procurar ajuda. A principal porta de entrada para o sistema público e privado de saúde —a Atenção Primária à Saúde (APS)— tem falhado em garantir o acesso inicial ao cuidado, revela o primeiro módulo da pesquisa “Mais Dados Mais Saúde”, divulgada no dia 25 de abril.
O estudo, conduzido pelas organizações Vital Strategies e Umane, em parceria com a UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e apoio do Instituto Devive e da Resolve to Save Lives, entrevistou 2.458 brasileiros adultos entre agosto e setembro de 2024.
Os motivos para não buscar atendimento, mesmo em situações de necessidade, são múltiplos e apontam tanto problemas estruturais quanto culturais.
Entre os principais entraves citados estão a superlotação e demora no atendimento (46,9%), burocracia no encaminhamento (39,2%), o hábito da automedicação (35,1%) e a crença de que o problema de saúde não era grave (34,6%).
O levantamento mostra que há uma sobrecarga no sistema, mas também um comportamento constante de recorrer a soluções não médicas, o que pode agravar quadros simples.
Além da desistência, a dificuldade em conseguir atendimento mesmo após a procura também é expressiva.
Entre os entrevistados, 40,5% afirmaram ter buscado ajuda médica sem sucesso. As razões vão desde o tempo de espera excessivo (62,1%) até a falta de equipamentos (34,4%), ausência de profissionais qualificados (30,5%) e falta de atenção durante o atendimento (29%).
“Como porta de entrada do SUS e em seu papel de ordenadora do cuidado, a Atenção Primária à Saúde deve estar organizada de modo a garantir que a maioria das questões de saúde da população sejam preveníveis e tratáveis, sem que evoluam para quadros mais complexos. Fortalecer estes mecanismos para que a população busque cuidado oportunamente quando necessário e receba o atendimento que precisar é fundamental para termos um sistema de saúde mais eficiente e resolutivo, afirma Thaís Junqueira, superintendente-geral da Umane.

Para os especialistas envolvidos, os dados evidenciam que existem importantes pontos de melhoria para que a APS cumpra integralmente seu papel de prevenir, tratar precocemente e coordenar o cuidado.
Ainda assim, a qualidade percebida por quem conseguiu ser atendido apresenta nuances positivas. A maior parte dos respondentes avaliou bem o respeito à privacidade (79,2%) e a clareza das explicações fornecidas (75,1%).
Também receberam avaliações favoráveis a confiança no profissional (67,8%), a possibilidade de fazer perguntas (64,4%) e a participação nas decisões sobre o tratamento (59,8%).
No entanto, o tempo de espera e a dificuldade de encaminhamento continuam sendo pontos críticos —foram mal avaliados por 57,6% e 51,5% dos entrevistados, respectivamente.
“Esses achados sugerem que, embora a maioria dos usuários do sistema de saúde público e privado relate experiências positivas em suas consultas, persistem desafios importantes e estruturais que dificultam o acesso e a qualidade da Atenção Primária à Saúde. São necessárias melhorias que garantam investimentos contínuos e aprimoramento dos serviços para promover maior equidade no cuidado à saúde da população, afirma Luciana Sardinha, diretora-adjunta de doenças crônicas não transmissíveis da Vital Strategies
Toda a coleta foi realizada online, com anúncios segmentados para alcançar uma amostra nacional representativa —ajustada segundo dados do Censo 2022 e da PNS 2019. O formato permitiu a coleta de dados em tempo recorde, com baixo custo e grande capilaridade.
“Esse é um passo importante para modernizar a vigilância em saúde e responder rapidamente a contextos emergenciais”, avalia Pedro de Paula, diretor-executivo da Vital Strategies.
Além de fornecer um diagnóstico sobre o acesso à APS, o inquérito tem também uma função internacional. O questionário utilizado está sendo testado em diversos países, com o objetivo de validar uma nova escala global de avaliação da atenção primária.
*Com informações de Uol
Peixe gigante da Amazônia invade rios e leva perigo a SP e mais regiões; saiba onde

O pirarucu, um peixe gigante da Amazônia, já ocorre em rios de cinco Estados fora de seu bioma natural. Além de São Paulo e Bahia, pescadores capturaram o peixão em águas de Minas Gerais e em rios do Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os registros mostram que o peixe amazônico está se espalhando pelo País. Fora de seu habitat, a espécie, que atrai pescadores e turistas, é considerada exótica e põe em risco a fauna nativa.
Em Minas, além do Rio Grande, na divisa com São Paulo, houve registros do pirarucu no Lago de Furnas, no município de Guapé, no interior mineiro.
O peixe amazônico invadiu também a Bacia do Prata, no Pantanal, tendo sido encontrados exemplares nos rios Cuiabá e Paraguai. Há criações do peixe em cativeiro nessas regiões. O Paraguai é o principal rio pantaneiro.
No Mato Grosso, o peixe foi fisgado em rios que não compõem seu bioma natural, como o Teles Pires e o Juruena. Em 2024, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) deu aval à pesca do pirarucu nesses rios, onde este peixe é considerado exótico.
Na Bahia, o peixe gigante foi pescado este mês no município de Dom Basílio e no povoado de Pau d’Arco, em Malhada. Embora situadas na mesma região, no sudoeste baiano, as duas cidades ficam distantes 260 quilômetros, o que indica que o peixe pode ter se espalhado por rios da bacia do São Francisco. O espécime maior pesou 87 quilos.
Em Cardoso e Mira Estrela, cidades paulistas banhadas pelo Rio Grande e seus afluentes, a pesca do pirarucu atrai turistas e há relatos quase diários da captura de grandes peixes.
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), através da Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia, diz que a espécie é considerada exótica no Estado de São Paulo, o que caracteriza um risco para as espécies nativas. “Uma vez capturados, os peixes não devem ser devolvidos ao ambiente natural”, alerta. A pasta recomenda o envio do pescado para cativeiros autorizados e instituições de pesquisa.
A introdução de uma espécie não nativa, que se alimenta de outros peixes e de animais aquáticos, desperta a preocupação de pesquisadores. O risco é de impacto na população local de peixes e no ecossistema aquático, já que, nesses rios, não há predadores naturais do pirarucu, como alerta a pesquisadora Lidiane Franceschini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Ela pesquisa a espécie e seu avanço em rios não amazônicos desde 2022, quando o peixão passou a ser pescado com mais frequência no Rio Grande. “Na ausência de predadores naturais ou espécies concorrentes, o pirarucu pode causar a extinção local de espécies de peixes invertebrados e competir por recursos ambientais com outras espécies. A presença dele pode causar a diminuição de espécies importantes para a pesca regional”, diz.
O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce do planeta, podendo ultrapassar três metros de comprimento e pesar até 200 quilos. Com a coordenação da professora Lilian Casatti, Lidiane desenvolve um projeto de pesquisa para investigar as consequências da presença desse predador amazônico nas águas da região Sudeste. Até agora, o pirarucu tem sido encontrado principalmente entre as barragens da usina hidrelétrica de Marimbondo e da hidrelétrica de Água Vermelha, em um trecho de 120 quilômetros do Rio Grande.
Ela aponta que o pirarucu é uma espécie de perfil carnívoro generalista ou onívoro (come de tudo), que costuma ocupar o topo da cadeia alimentar.
Uma vez introduzido no ambiente aquático, reverter essa situação é quase impossível, segundo a pesquisadora. “Atualmente, a principal medida de contenção dessas espécies é a liberação da pesca esportiva e artesanal profissional durante todo o ano, mas é medida insuficiente para conter essas invasões biológicas.”
Para a pesquisadora Lidiane Franceschini, só a pesca não está dando conta de controlar a população de pirarucu no Rio Grande. “Com base nos avistamentos de cardumes e a contínua e alta frequência de captura de espécimes de diferentes tamanhos por pescadores da região, acreditamos que não (dá conta).” Ela defende a necessidade de ampliar a fiscalização e o monitoramento das comunidades aquáticas para a rápida detecção de espécies não nativas, a fim de controlar as populações.
A liberação da captura desses peixes em todos os tamanhos e durante o ano todo pode ajudar, no entanto, há leis que limitam a quantidade e tamanho dos peixes que podem ser capturados, mesmo sendo não nativos, segundo ela.
O pesquisador Igor Paiva Ramos, docente da Unesp de Ilha Solteira e colaborador do projeto de pesquisa, lembra que, junto com o pirarucu, houve a introdução de parasitos que também conseguiram se estabelecer, mantendo seu ciclo biológico na nova área de distribuição. “Os potenciais riscos para a população que consome esse pescado e para o meio ambiente, relacionado à possibilidade de transmissão destes parasitos a outros peixes silvestres do reservatório, estão sendo avaliados e em breve serão divulgados”, diz.
O problema das introduções está relacionado ao fato de que muitas vezes a espécie é produzida em sistemas de cultivos com estrutura inadequada para contenção de escapes. Isso e outros fatores como a aquariofilia jumbo (aquários com peixes de grande porte), além de outras formas de vendas não controladas da espécie vêm expandindo sua distribuição rapidamente nos últimos anos, o que é preocupante para a biodiversidade.
Os pesquisadores lembram que as áreas de ocorrência natural do pirarucu abrangem planícies de inundação de rios das bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e Essequibo, em cinco países – Brasil, Colômbia, Peru, Equador e Guiana. Devido ao declínio dos estoques naturais da espécie como efeito da sobrepesca em áreas de distribuição natural, o pirarucu passou também a ser cultivado em pisciculturas distribuídas em todo país, e atualmente apresenta alto potencial produtivo e econômico.

A espécie tem características biológicas que a tornam atrativa para produção comercial, incluindo seu rápido crescimento, rusticidade, capacidade de suportar altas densidades de armazenamento em viveiros, além de apresentar carne de excelente qualidade e desprovida de espinhas.
A pesquisa sobre o pirarucu invasor é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e conta com a colaboração do Laboratório de Ictiologia da Unesp de São José do Rio Preto, do Laboratório de Ecologia de Peixes de Ilha Solteira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade de Valência, na Espanha.
À beira da extinção
Nos anos de 1990, os cientistas que estudavam o pirarucu chegaram a vislumbrar a completa extinção da espécie devido à pesca descontrolada. O peixão vive em lagos da região amazônica e são raros nos cursos dos rios.
Apesar de ter brânquias com os outros peixes, a espécie apresenta uma bexiga natatória modificada, o que faz com que os espécimes precisem subir à superfície da água em intervalos de dez minutos em média para respirar. É quando se tornam presas dos pescadores, mas o hábito também serviu para ajudar o estudo e garantir a sobrevivência da espécie.
O alerta se acendeu e vários projetos de pesquisa e de manejo sustentável passaram a desenvolver a criação sustentável do pirarucu. A ação mobilizou órgãos do governo, empresas e organizações ambientais com o objetivo de envolver as comunidades ribeirinhas, organizações de pescadores e povos indígenas no socorro ao pirarucu. Houve até casos de formação de sentinelas para vigiar os lagos e impedir a pesca predatória.
Um dos projetos, o Gosto da Amazônia, trabalha com o Coletivo do Pirarucu, uma organização que, desde 2018, reúne pescadores, representantes de organizações de base, técnicos de extensão, pesquisadores e agente governamentais para fortalecer o manejo do pirarucu nas bacias dos rios Purus, Negro, Juruá e Solimões. O projeto tem ligação direta com restaurantes em algumas das principais capitais do país.
No último dia 25, quando recebeu o presidente Lula recebeu o presidente do Chile, Gabriel Boric, o prato servido no almoço oficial foi à base de pirarucu do Médio Juruá, produto de manejo sustentável do Gosto da Amazônia. A carne saborosa do peixe apelidado de ‘bacalhau brasileiro’ foi grelhada na manteiga de sálvia.
Em 2022, a Associação de Produtores Rurais de Carauari (Asproc) conseguiu a abertura de um frigorífico na cidade para processar, embalar e comercializar a carne de pirarucu. As receitas vão diretamente para os associados, que fazem a divisão dos valores de acordo com as regras de cada comunidade. Atualmente, são mais de 2,5 mil famílias envolvidas no manejo do peixe.
Em fevereiro deste ano, o Ibama lançou o Programa Arapaima para estimular práticas comunitárias de proteção dos ambientes aquáticos onde ocorrem naturalmente as populações de pirarucu, bem como fomentar a organização coletiva dos pescadores envolvidos no manejo e apoiar a geração de benefícios socioeconômicos para as comunidades envolvidas na conservação dos ecossistemas de várzea amazônica.

Da época dos dinossauros
Embora as lendas amazônicas atribuam a origem do pirarucu a um índio perverso, castigado por Tupã e transformado no peixe de cauda avermelhada que vive nas profundezas das águas, o peixão é considerado um fóssil vivo. Segundo o Portal Embrapa, o gigante da Amazônia já estava no planeta muito antes de surgir o primeiro ser humano e chegou a conviver com os dinossauros. Há registros de fósseis que datam de mais de 100 milhões de anos.
*Com informações de Terra
Corrida kids e práticas de saúde levam grande público e alegria ao mirante Lúcia Almeida, neste sábado
Um dia intenso de atividades marcou o encerramento, neste sábado, 3/5, da programação de práticas e serviços de saúde da corrida de rua “Manaus em Movimento”, promovida pela Prefeitura de Manaus. As ações, que atraíram um grande público, ocorreram desde as 8h30 no mirante Lúcia Almeida, no centro histórico da capital, onde a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) recebeu o público para o segundo e último dia de distribuição dos kits de corrida. No local também foram oferecidas, até as 16h, aulas de yoga e tai chi chuan, rodas de conversa, avaliações físicas, orientação do Samu 192 sobre primeiros socorros, vacinação e terapias como auriculoterapia e massoterapia.
No final da tarde, entre as 17h e as 18h, foi a vez da Corrida Kids, que mobilizou crianças e adolescentes de 2 a 12 anos para percursos de 100 metros e 200 metros no entorno do mirante, sob o pôr do sol.
A programação foi um esquenta para a corrida de 5 km e 10 km, que agora será realizada no próximo sábado, 10/5, a partir das 17h30, no complexo turístico Ponta Negra.
“Em respeito às vítimas do acidente ocorrido durante a corrida pelo Dia do Trabalhador, o prefeito David Almeida orientou o adiamento das provas dos adultos, que seriam realizadas neste domingo, dia 4. No entanto, seguimos com a corridinha das crianças e com a programação de serviços, reunindo pessoas de todas as idades para mostrar a importância da atividade física para uma vida com mais qualidade e mais felicidade”, explicou a secretária da Semsa, Shádia Fraxe.
Práticas
O movimento foi intenso durante todo o dia. A primeira atividade do evento foi uma aula de yoga, nas proximidades do píer, conduzida pela médica Marina Mota, que desenvolve a prática de forma regular na Unidade de Saúde da Família (USF) Dr. José Rayol, como atividade complementar de promoção da saúde.
A seguir, o educador físico Lucas Wiggers e o nutricionista Luís Rocildo Vieira e Silva promoveram, no auditório do mirante, um bate-papo sobre Nutrição, Alimentação e Atividade Física. Eles deram dicas práticas sobre como preparar o corpo, aliando alimentação e exercícios, garantindo a melhor performance possível e evitando problemas nutricionais e lesões.
Para o coordenador técnico do evento esportivo, médico Daniel Oliveira, a programação de práticas de saúde da corrida “Manaus em Movimento” gera um impacto significativo junto à população. Segundo Oliveira, a oferta dos serviços reforçou a mensagem principal da corrida, que é a incorporação de hábitos saudáveis à rotina, que por sua vez, criam um ciclo virtuoso, gerando uma boa qualidade de vida.
“Ano a ano percebemos um interesse maior na corrida. Seja direta ou indiretamente, a população quer marcar presença. E aproveitando esse movimento, divulgamos e ofertamos uma série de ações que reforçam que saúde não é apenas ausência de doença, mas a união de uma série de fatores que precisam estar em equilíbrio”, salientou o coordenador.

Na parte de práticas integrativas o movimento foi grande em todos os estandes. O industriário Fagner Matos escolheu o período da tarde para buscar seu material para a prova e ficou feliz ao encontrar uma rede de serviços à disposição do público. Após ser imunizado contra a febre amarela e influenza, ele fez bioimpedância, que sinalizou a necessidade de alguns cuidados a serem seguidos.
“Foi muito bem fazer essa checagem, porque eu achava que estava bem, mas vi que estou com o nível de gordura um pouco acima do parâmetro ideal para minha idade, que é de 33 anos, mas por outro lado, a massa magra está bem. Gostei muito dessa programação. Já fiz ventosa e vou buscar mais coisas para fazer”, afirmou o industriário.
Superação
A roda de conversa “Histórias de Superação e Inspiração” contou com a participação da triatleta Bianca Guedes, do maratonista Pedro Panilha e da corredora cadeirante Marleide Sales e com um público expressivo, que lotou o auditório do mirante Lúcia Almeida. O encontro foi mediado pela secretária Shádia Fraxe, que destacou o poder de superação física e emocional por meio da atividade esportiva.
A corredora cadeirante Marleide Sales falou que sua grande conquista foi superar condições que a impossibilitavam de caminhar. Vítima de paralisia infantil, ela precisou passar por 10 cirurgias para “andar um pouquinho, lentamente”. Mas com muito esforço, a desesperança foi dando espaço à vontade de viver.
“Passei a andar de muletas e mesmo depois, na cadeira de rodas, nunca desisti. Nesse ponto, as competições de rua deram um incentivo muito grande porque mostraram que consigo me superar e ser reconhecida. Esse é o verdadeiro ganho numa corrida”, destacou Marleide.
Pedro e Bianca contaram como incorporaram o esporte em suas vidas, evidenciando a necessidade de disciplina, boa alimentação e bom sono. Eles incentivaram a plateia, destacando que não é necessário ter as condições ideais para começar, sendo indispensável apenas a determinação de levantar e ir.
Corridinha
A programação foi encerrada no final da tarde, com a Corrida Kids, realizada em várias baterias de acordo com a faixa etária. As crianças de até 6 anos correram 100 metros na lateral esquerda do mirante. E as de 7 a 12 anos correram 200 metros na ponte do píer turístico sobre o rio Negro.
Como atividade física preparatória, as crianças participaram de uma sessão adaptada de tai chi chuan com o educador físico Lucas Wiggers e depois fizeram um aquecimento animado que também contou com a participação de animadores, caracterizados como personagens infantis e como o palhaço Tiririca de Manaus.
A comerciária Ana Regina Santos Silva estava orgulhosa da filha Ágata, de 6 anos, que participou pela primeira vez da Corridinha. “Eu gostei demais de ver minha filha participando. Foi a primeira vez dela e ela está muito feliz. Ano que vem, ela vem de novo”, ressaltou.















