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Violência sexual infantil atinge 1 em cada 6 mulheres no Brasil, diz estudo

Foto: Agência Brasil

Um estudo inédito publicado na revista The Lancet estima que uma em cada seis mulheres (17,7%) e um em cada oito homens (12,5%) com 20 anos ou mais no Brasil tenham sofrido violência sexual na infância e/ou na adolescência.

Apesar de altos, os dados brasileiros são inferiores aos de outros países da América Latina. No Chile (31,4%) e na Costa Rica (30,9%), quase um terço das mulheres relata ter sofrido esse tipo de violência. Entre os homens, as estimativas são de 14,5% no Chile e de 19% na Costa Rica.

Este é um dos primeiros estudos a estimar a prevalência global da violência sexual na infância e adolescência em 204 países, por idade e sexo, entre 1990 e 2023. Foram analisadas diversas pesquisas internacionais e incluídos casos de relações sexuais forçadas ou toques indesejados com conotação sexual ocorridos antes dos 18 anos.

O estudo aponta que no mundo, 18,9% das mulheres e 14,8% dos homens sofreram abuso sexual na infância. Os maiores índices de violência contra mulheres foram no sul da Ásia, variando de 9,3% em Bangladesh a 30,8% na Índia. Entre os homens, as maiores taxas foram na África Subsaariana, de 7,9% no Zimbábue a 28,3% na Costa do Marfim.

Os pesquisadores destacam a dificuldade de saber se as diferenças refletem variações reais na prevalência ou se são resultado de níveis distintos de notificação. Luisa Flor, professora assistente da Universidade de Washington (nos EUA) e uma das autoras do estudo, afirma que os números podem ser ainda maiores devido à subnotificação dos casos de violência sexual.

“Quem sobrevive à violência costuma enfrentar barreiras como vergonha, estigma e medo, que dificultam a denúncia ou a busca por ajuda”, diz.

Segundo a pesquisadora, os índices do Brasil podem ser explicados pelas desigualdades estruturais e vulnerabilidades sociais presentes no país, com muitas crianças que vivem em condições de pobreza ou instabilidade.

Além disso, muitas crianças e famílias não reconhecem situações abusivas ou desconhecem seus direitos, sobretudo quando o abuso ocorre dentro de relações ou instituições de confiança. Isso pode atrasar ou impedir a denúncia, o que prolonga a exposição à violência.

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que em 2024 foram registrados ao menos 78.395 denúncias de estupro no Brasil –uma média de nove ocorrências por hora. A maioria das vítimas eram mulheres (67.820). Homens representaram 9.676 dos casos. Em 899 registros, o gênero não foi informado.

Para Flor, os dados sobre violência sexual infantil evidenciam que o problema é mais do que uma questão social ou criminal, mas também um grave problema de saúde pública, tanto no Brasil quanto no mundo, por causa dos impactos graves e duradouros na saúde física e mental.

“Essas experiências podem deixar marcas que persistem por toda a vida, afetando o bem-estar geral, as relações sociais e a capacidade de desenvolvimento pleno das vítimas.”

A pesquisa mostra que pessoas que sofreram abuso sexual na infância e adolescência enfrentam riscos aumentados de desenvolver transtorno depressivo, ansiedade, uso de substâncias e condições crônicas como asma e infecções sexualmente transmissíveis.

Muitas vítimas de abuso também desenvolvem ainda na infância dificuldades cognitivas que persistem na vida adulta, como problemas de atenção e aprendizado, segundo a psicóloga Cláudia Melo, perita em crime de pedofilia e especialista no atendimento a crianças e adolescentes.

“Em alguns casos, a dor é tão profunda que pode levar até a pensamentos suicidas. São crianças e adolescentes que crescem sem conseguir confiar nas pessoas, com sentimentos de culpa e vergonha por algo que nunca foi responsabilidade delas”, diz.

“O corpo adoece quando a dor não é expressa. Muitos buscam anestesiar o sofrimento com álcool, drogas ou compulsões, algo comum na clínica, mas nem sempre reconhecido como efeito da violência sexual.”

Para Luísa Flor, o Brasil possui marcos legais importantes para a proteção das crianças, como o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o Plano Nacional de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes e leis de notificação obrigatória. No entanto, a implementação dessas políticas enfrenta desafios.

“Em muitas áreas, especialmente nas mais remotas ou empobrecidas, os serviços de proteção à infância são insuficientes, mal financiados e com equipes reduzidas, o que compromete o apoio às vítimas.”

Outro desafio importante, diz a pesquisadora, é a falta de articulação entre os setores responsáveis: saúde, educação, assistência social e segurança pública. “O enfrentamento eficaz do abuso sexual infantil exige um sistema integrado, que assegure atendimento médico, apoio psicológico e jurídico às vítimas, além de responsabilização dos agressores”, destaca.

Itamar Gonçalves, gerente de advocacy da Childhood Brasil, responsável por articular políticas públicas e influenciar mudanças legislativas, considera que o país ainda não possui uma política nacional efetiva de enfrentamento à violência sexual infantil.

“Estamos em 2025 e seguimos sem um plano coordenado. Os municípios não sabem como agir. Mesmo com um decreto de regulamentação da Lei da Escuta Protegida, ainda há muitas dúvidas sobre os fluxos e protocolos a seguir”, afirma.

A legislação estabelece diretrizes para o atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, a fim de evitar a revitimização durante a apuração dos casos. É necessário garantir um ambiente protegido, com o apoio de profissionais capacitados, e impedir o contato com o agressor.

Segundo Gonçalves, a falta de padronização e integração entre os órgãos dificulta o monitoramento e a resposta. “Se você for até a segurança pública, vai encontrar um número. Na saúde e no conselho tutelar, outro. Isso impede uma resposta articulada e eficaz”, conclui.

*Com informações de Folha de São Paulo

Após denúncias de Rodrigo Guedes, Prefeitura realiza nova obra na Av. Mário Ypiranga

Foto: Assessoria

Após denúncias feitas pelo vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) sobre a má qualidade da obra realizada na avenida Mário Ypiranga, devido à cratera na via abrir novamente, mesmo depois dos serviços de infraestrutura do Executivo municipal, a Prefeitura de Manaus iniciou novos servidos de recuperação na via na terça-feira (20).

Em novembro do ano passado, um desbarrancamento de terras atingiu a avenida Mário Ypiranga. Na época, o prefeito David Almeida esteve no local acompanhado do vice-prefeito e secretário municipal de Infraestrutura, Renato Junior, que garantiram a segurança da obra, porém, após seis meses a via voltou a ceder. A denúncia foi feita pelo vereador no último domingo (18).

Na terça-feira, a Prefeitura de Manaus enviou equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) ao local para iniciar as obras de recuperação da via.

Nessa quinta (22), o vereador Rodrigo Guedes esteve no local para fiscalizar o serviço.

“Chega de obras meia boca em Manaus. Não adianta jogar a responsabilidade só para os trabalhadores. Se não tiverem instrumentos, engenharia, cálculo, não vai funcionar! Está na hora do TCE, MPAM e CREA-AM começarem a fiscalizar a qualidade das obras públicas. Não vou ficar calado e ser culpado por omissão, chega de serviço porco”, declarou.

‘Leão 14 nos colocou no mapa’, dizem moradores de povoados visitados por Prevost no Peru

Pessoas assistem à missa na capela dedicada ao Divino Nino del Milagro (Menino Divino do Milagre), no distrito de Eten, região Lambayeque, norte do Peru - Foto: Ernesto Benavides / AFP

No centro da cidade, os cartazes comemorando a escolha de Leão 14 e o chamando de “o papa de Chiclayo” agora não estão somente na praça principal, em frente à catedral e perto do prédio da Cúria no qual Prevost morou. Eles estão também no calçadão, na avenida principal e na porta da rodoviária.

A cidade de 600 mil habitantes, no noroeste do Peru, parece dar os primeiros passos para se tornar um centro de visitação de católicos.

“Acho mesmo que Chiclayo e toda a nossa região vão virar pontos de peregrinação. Pelo menos deveria ser assim. As pessoas vão querer conhecer o lugar que o papa mencionou em seu primeiro discurso para o mundo”, diz a agente de turismo Aneli Capris, 36.

Nesta segunda-feira (12), a prefeitura da cidade e empresários locais se reuniram para organizar uma visita de órgãos de imprensa a vilas de pescadores e pequenas povoações que Leão 14 frequentava quando era bispo de Chiclayo (2014-2023).

Um deles é a capela do colégio de San Agustín, uma das principais instituições privadas de ensino da cidade e também frequentada por Prevost durante seus anos no país.

O frei José Luis Romero explica que a vida em comunidade é parte do que significa ser agostiniano. “Nós não vivemos sozinhos, como os jesuítas. A vida em comunhão constante é muito importante para nós. Por isso o papa leva o lema ‘In Illo unum uno’ [No único Cristo, somos um]. Lembro que ele fazia questão de tirar fotos com os freis ordenados, não deixava ninguém sem uma palavra de carinho.”

Perto dali, ao sul de Chiclayo e a caminho de um antigo porto construído para escoar o açúcar, os fiéis de Ciudad de Eten se reúnem todos os anos para celebrar o milagre do “Divino Menino”, um fenômeno sagrado ainda não reconhecido pelo Vaticano.

Conta a tradição que, durante a festa de Corpus Christi de 1649, uma imagem do menino Jesus apareceu para os fiéis em uma hóstia consagrada. Eles relatam uma segunda aparição, em 22 de julho do mesmo ano, durante a missa oficiada em homenagem à padroeira de Ciudad Eten, Santa Maria Madalena.

Com a escolha de Leão 14, ex-bispo de Chiclayo de 2014 a 2023, para ser o novo papa, os fiéis da pequena paróquia agora esperam o reconhecimento oficial e a construção de um santuário para celebrar o milagre eucarístico, o único desse tipo registrado no Peru.

O caminho até a igreja de Santa Maria Madalena é guardado por duas estátuas representando dançarinos de marinera —uma dança típica da costa peruana, em que os bailarinos marcam seus movimentos com lenços. Os restaurantes de ceviche agora estão fechados, após o fim do verão.

“Agora poderemos ficar abertos o ano inteiro”, projeta David Peña, filho do dono de um estabelecimento e que estuda para ser tradutor.

Na igreja, uma construção com uma torre branca vazada de dois sinos, o agora papa Leão 14 costumava realizar missas ou era um dos principais convidados da festa anual. Os moradores guardam de Prevost a imagem de um homem discreto, mas sempre disposto a ouvir e a aconselhar.

“A nossa região é uma terra de pessoas simples, que gostam de receber e cuidar dos amigos. Mas gostamos, sobretudo, das pessoas com quem podemos contar nos bons e maus momentos, como é o caso de Prevost”, diz o pároco Daniel Principe Venegas.

“Na pandemia, quando o nosso país foi um dos que mais sofreu na região, ele fez o impossível para ajudar o nosso povo, conseguiu mobilizar pessoas e recursos. Acredito que tenha salvado muitas vidas. O mesmo ocorria quando ia visitar bairros pobres atingidos por um desastre natural.”

“Lembro de quando a nossa igreja precisou resolver uma burocracia, estávamos sendo cobrados pelo serviço de internet sem termos pedido e a companhia pedia que o responsável pela diocese (Prevost) assinasse uma carta explicando a situação. Agora, esse contrato virou um documento histórico”, lembra Christian Puican Farroñay, 50.

O engenheiro conta que o papa conseguia ser marcante de um jeito discreto. “Dizia muito sem falar tanto. Ele deve ter as orelhas cansadas, pois é um homem que escuta muito antes de falar e que sempre evita opinar sem refletir”, diz.

*Com informações de Folha de São Paulo

102 milhões: conheça o cavalo Mangalarga Marchador mais valioso do Brasil

Foto: Reprodução / Instagram

O Mangalarga Marchador acaba de escrever seu nome na história do agronegócio brasileiro. Durante o IV Leilão Elite Ouro Preto, realizado entre quinze e dezessete de maio em Ouro Preto (MG), o garanhão Esteio de Três Corações atingiu uma avaliação recorde de cento e dois milhões de reais após ter dois e meio por cento de sua propriedade negociados por dois milhões e quinhentos e cinquenta mil reais (em trinta parcelas de oitenta e cinco mil reais).

Considerado um “divisor de águas” da raça, Esteio reúne morfologia perfeita, marcha excepcional e genética de elite, sendo fruto de anos de seleção criteriosa pela Origem do Marchador. Além do recorde em venda de cotas, ele também foi destaque na comercialização de embriões, contribuindo para o total arrecadado no leilão: vinte e três milhões e oitocentos mil reais (sendo oito milhões e cem mil reais apenas em embriões).

Por que esse recorde é tão importante?

  • Maior valorização da história da raça Mangalarga Marchador

  • Confirmação da excelência genética brasileira no mercado equino

  • Reflexo do crescimento do setor, que movimenta trinta bilhões de reais por ano no Brasil

Por que comprar uma porcentagem de um cavalo?

Ao comprar uma porcentagem de um animal de alto nível, o comprador vai ter direito proporcional à sua cota da produção de semen, possibilitando ter produtos em seu criatório do reprodutor. Desta forma, ele garante uma criação de alto padrão com as qualidades do cavalo escolhido.

Mangalarga Marchador: a raça número um do Brasil

Com mais de setecentos mil animais registrados na Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), a raça se destaca por:

  • Marcha confortável (ideal para cavalgadas e provas funcionais)

  • Docilidade e resistência

  • Alta demanda no mercado nacional e internacional

O sucesso de Esteio de Três Corações reforça o potencial econômico da criação de cavalos no Brasil, setor que gera três milhões de empregos diretos e indiretos.

Segundo a ABCCMM, o Brasil tem o maior rebanho de Mangalarga Marchador do mundo. O agronegócio equino é responsável por seis por cento do PIB do agro brasileiro (Cepea/USP). A raça é a segunda mais exportada do país, com vendas para EUA, Europa e Oriente Médio.

Este recorde não só consagra Esteio de Três Corações como um fenômeno genético, mas também fortalece o Brasil como potência no mercado equino global.

*Com informações de Agro em Campo

Endrick está fora de primeira convocação de Ancelotti pela Seleção

Endrick no banco de reservas do Real Madrid na final da Supercopa da Uefa - Foto: Jose Breton / Getty

O atacante Endrick está fora da Seleção Brasileira na primeira lista de Carlo Ancelotti. O jogador do Real Madrid, que está entre os pré-convocados, sofreu uma lesão no tendão da perna direita no jogo contra o Sevilla, no último domingo. Assim, ele não terá condição de participar dos jogos contra Equador e Paraguai pelas Eliminatórias e corre risco de ficar fora do Mundial de Clubes.

Endrick saiu de campo aos 13 minutos do segundo tempo da vitória por 2 a 0 do Real, em Sevilla. Após realização de exames nesta quarta-feira, o clube confirmou a lesão do atacante. Não será possível, no entanto, a recuperação. Há agora expectativa sobre o tratamento, se há necessidade de cirurgia ou se é possível seguir o modelo convencional.

Carlo Ancelotti divulgará sua primeira convocação na próxima segunda-feira, às 15h (de Brasília), em hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele estreará à frente da seleção brasileira no próximo dia 5, em Guayaquil, contra o Equador, pelas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo, às 20h (de Brasília). Cinco dias depois, às 21h45, o Brasil encara o Paraguai na Neo Química Arena.

Por fim, o Mundial de Clubes da Fifa se inicia em 14 de junho. O Real Madrid está no Grupo H, que também conta com Pachuca (México), Al-Hilal (Arábia Saudita) e Salzburg (Áustria).

*Com informações de Terra

Estilo Star Wars: moto voadora pode chegar a 200km/h

Volonaut Airbike - Foto: Reprodução / Youtube

A Volonaut, startup da Polônia, revelou neste mês a Airbike, uma moto voadora sem hélices capaz de flutuar a alguns metros do solo. Diferente dos eVTOLs (carros voadores) em desenvolvimento ao redor do mundo, o veículo mantém dimensões semelhantes às de uma motocicleta convencional e transporta apenas um ocupante.

A existência do protótipo foi comprovada através de um único vídeo divulgado pela empresa. Tomasz Patan, inventor do produto, garantiu ao site Robb Report a autenticidade das imagens: “O vídeo é tão real quanto pode ser, não tem trucagem e nada de IA”.

O primeiro voo bem-sucedido da Airbike ocorreu em maio de 2023, após tentativas anteriores com protótipos que não funcionaram como esperado. Atualmente, o projeto conta com um site oficial que exibe algumas fotos e o vídeo promocional, mas sem informações sobre preço ou previsão de lançamento.

Embora não seja a primeira hoverbike anunciada no mercado – outros modelos como a XTurismo e a Razor Flying Motorcycle já foram apresentados – a Airbike pode se tornar a primeira a efetivamente chegar ao público consumidor.

Tecnologia e especificações

Segundo informações da startup, o veículo poderá atingir velocidade máxima de 200 km/h utilizando um motor especial, cujas especificações técnicas permanecem em sigilo. “Quero manter algum mistério e deixar tudo mais mágico e empolgante por um tempo”, declarou Patan sobre a tecnologia empregada.

A Airbike foi projetada para flutuar automaticamente e, por não possuir cabine fechada, proporcionará ao piloto uma visão completamente desobstruída do ambiente. Esta característica reforça a experiência imersiva de pilotagem, aproximando-a de cenas de ficção científica.

Um dos diferenciais destacados pela Volonaut é o peso reduzido do veículo, supostamente sete vezes menor que o de uma motocicleta tradicional. Este resultado seria obtido “graças ao uso de materiais avançados de fibra de carbono, impressão 3D e abordagem minimalista” na construção.

Questionamentos e ceticismo

O projeto tem gerado debates na internet. Embora a autenticidade do vídeo não seja contestada, críticos apontam que as imagens não mostram momentos cruciais como decolagem e pouso, que possivelmente não ocorrem na vertical e exigiriam plataformas específicas.

A falta de informações sobre o sistema de propulsão também levanta dúvidas. Não há confirmação se a moto é elétrica, levando a especulações sobre o uso de motor a combustão, o que implicaria em problemas como autonomia limitada, peso adicional dos tanques de combustível e ruído excessivo.

Tomasz Patan não é novato no desenvolvimento de veículos voadores. Ele também criou o Jetson One, um eVTOL individual anunciado em 2022 que começou a realizar seus primeiros voos de teste este ano, demonstrando capacidade técnica para transformar conceitos em protótipos funcionais.

O histórico do inventor sugere que seus projetos têm base real, ainda que apresentem limitações práticas. Resta saber se a Airbike conseguirá superar os desafios técnicos, regulatórios e de segurança para se estabelecer como um produto viável no mercado de transporte pessoal aéreo.

*Com informações de IG

Polícia Civil apreende haxixe e maconha avaliados em R$ 24 milhões escondidos em “caleta submarina”

Essa foi a primeira vez em que a PC-AM encontrou drogas escondidas em um compartimento do tipo em uma embarcação - Foto: Erlon Rodrigues / PC-AM

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM), da Delegacia Fluvial (Deflu), da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru e da Receita Federal, realizou, na quinta-feira (22/05), a apreensão de mais de uma tonelada de haxixe e maconha avaliados em R$ 24 milhões. Na ocasião, a carga foi encontrada escondida em um compartimento chamado de “caleta submarina” de uma embarcação.

Essa foi a primeira vez em que a Polícia Civil encontrou drogas escondidas em um compartimento do tipo em uma embarcação. Na ocasião, foi efetuada a prisão em flagrante de Kaleby Ramos dos Santos, 24, que já estava sendo investigado pelo Denarc por tráfico de drogas.

O delegado-geral da PC-AM, Bruno Fraga, destacou que essa é a quinta apreensão de enfrentamento ao tráfico de drogas no Amazonas realizada nos últimos 10 dias.

“A inteligência estratégica do Departamento de Narcóticos permitiu que a “caleta submarina” fosse localizada, sendo possível apreender mais de uma tonelada de haxixe e de maconha. A Polícia Civil vai continuar intensificando esse trabalho de apreensão às drogas, provando para a nossa sociedade que nós estamos engajados e empenhados em combater o tráfico de drogas, não só na nossa capital, mas no Estado como um todo”, enfatizou o delegado-geral.

Conforme o delegado Rodrigo Torres, diretor do Denarc, essa apreensão é desdobramento de outras que o Departamento realizou e, desta vez, a investigação iniciou há aproximadamente 20 dias.

“A equipe de investigação do Denarc descobriu que a embarcação estava vindo de Japurá (a 744 quilômetros de Manaus), transportando essa grande quantidade de drogas. Então passamos a monitorar a descida dos entorpecentes e identificamos que o material ilícito chegaria nas proximidades da feira da Panair, no bairro Educandos, zona sul”, falou o delegado.

Segundo o delegado, a equipe policial realizou diligências durante três dias no local e o barco não foi localizado na área. De pronto, logo nas primeiras horas de quinta-feira, os policiais civis avançaram por meio fluvial e encontraram a embarcação nas proximidades de Manaus.

“Durante a abordagem, foi possível localizar o alvo dessa investigação, que seria o Kabely. Ele já estava sendo investigado e era responsável por fazer o transporte da droga. Ao realizar buscas na embarcação, foi possível encontrar mais de uma tonelada de haxixe e maconha escondidos na “caleta submarina”, resultando em um prejuízo de R$ 24 milhões ao crime organizado”, contou o delegado.

Além das drogas, a embarcação e a “caleta submarina” também foram apreendidas.

Procedimentos

Kaleby Ramos dos Santos responderá por tráfico de drogas e está à disposição da Justiça.

Municípios tiveram mais de R$ 700 bilhões de prejuízos devido a desastres naturais entre 2013 e 2024

Prefeitura de Porto Alegre a esquerda e o Mercado Municipal a direita, alagados, após chuva intensa - Foto: Gilvan Rocha / Agência Brasil

Um relatório publicado pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) revelou que entre 2013 e 2024 os municípios do país tiveram mais de R$ 700 bilhões em prejuízos causados por fenômenos naturais.

Segundo as informações, a maior parte delas foi consequência da seca e da estiagem, mas há diversos casos de danos por chuvas e deslizamentos, por exemplo, além de queimadas e doenças.

De acordo com os dados da CNM, foram 70.361 decretos de emergência ou estado de calamidade, apresentados por 5.279 municípios, o que representa uma média de 13 ocorrências para cada uma dessas prefeituras.

“Podemos dizer que todos os municípios do Brasil tiveram problemas com desastres, mais de 6 milhões de pessoas tiveram que abandonar suas casas e quase 3 mil pessoas morreram, no período analisado, é alarmante. Os municípios não conseguem resolver isso sozinhos, e precisam lidar com as consequências. É urgente a adoção de ações integradas de prevenção de desastres e gestão de riscos”, afirma o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, em material publicado no site da confederação.

A entidade afirmou ainda que entre os orçamentos aprovados, estava previsto o investimento de R$13,4 bilhões nesse período para gestão de riscos e prevenção de desastres. No entanto, menos de 40% desse montante foi efetivamente repassado aos municípios.

“O governo federal só repassou R$ 5,3 bilhões aos Municípios para ações de proteção e defesa civil, o que representa somente 39,8% prometido. Não adianta fazer um inventário, ir atrás do dinheiro, porque não vem nada, é zero. Dos decretos de situação de anormalidade, só 48% dos Municípios preencheram os danos causados e mesmo assim de forma muito elementar, porque os prefeitos não acreditam mais no governo federal”, afirma Ziulkoski.

Ano a ano os números de casos de crises naturais nos municípios têm crescido, desde casos de seca, como enchentes, queimadas e doenças. Todos têm aumentado anualmente.

O movimento climatológico do El Niño, assim como a falta de manutenção e cuidado, são apontados como as principais causas do aumento das fatalidades e dos prejuízos financeiros.

*Com informações de Terra

Boi Garantido é destaque na quarta edição do programa ‘Câmara & Toada’ 

Na CMM, membros do Boi da Baixa do São José falam sobre a torcida encarnada e composições - Foto: Cleuton Silva / Dicom-CMM

A Câmara Municipal de Manaus (CMM), por meio da Diretoria de Comunicação (Dicom), exibe neste sábado (24 de maio), a quarta edição do “Câmara & Toada”. Desta vez, o programa será dedicado ao Boi-Bumbá Garantido.

Nesta edição, o apresentador Michael Douglas entrevistará membros do Boi da Baixa do São José. A Dicom recebe o diretor de eventos do Movimento Amigos do Garantido (MAG), Rivaldo Pereira, que apresentará detalhes dos próximos eventos do Bumbá em Manaus – como a Feijoada do MAG e o Curral do Boi Garantido.

O coordenador do Comando Garantido, Diogo Santana, contou um pouco de sua experiência comandando a torcida encarnada e tudo que envolve o item 19 do Festival – desde a preparação até os dias de apresentações.

O levantador de toadas Felipe Junior, convidado do programa de estreia, retorna desta vez para apresentar uma nova versão de um dos hits do Festival deste ano, enquanto o também levantador Leonardo Castelo apresentará detalhes de sua estreia como compositor nesta temporada, já que ele assina a toada ‘Pode Remar’, que fecha o álbum ‘Boi do Povo, Boi do Povão’.

Desde sua estreia, no início de maio, o programa tem sido bem recebido pelo público nas redes sociais da CMM. No primeiro programa, Caprichoso e Garantido dividiram as atenções, enquanto a segunda edição foi voltada apenas para os Bois de Manaus – Garanhão, Corre-Campo e Brilhante. Já a edição mais recente foi dedicada apenas para o Boi-Bumbá Caprichoso.

O episódio desta semana estará disponível a partir das 12h, neste sábado (24 de maio), na TV Câmara (Canal 6.3) e nas plataformas digitais da CMM. O programa reafirma o compromisso da CMM com a promoção da cultura popular, ao mesmo tempo em que se conecta com temas que fazem parte da identidade e do cotidiano do povo manauara.

Nova carta da Presidência da COP30 renova esperança em meta sobre o fim do desmatamento global até 2030

O Greenpeace defende que florestas, comunidades tradicionais e povos indígenas ocupem o centro das negociações climáticas na COP30 - Foto: Pedro Guerreiro / Agência Pará)

Em uma terceira carta da Presidência da COP30, divulgada à imprensa nesta sexta-feira (23), o embaixador André Corrêa do Lago incluiu apelos globais para “deter e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030 e para acelerar a transição energética global”. Diante deste novo documento, o Greenpeace Brasil espera que sejam impulsionadas ações concretas contra o desmatamento global e a proteção das florestas já nas reuniões dos órgãos subsidiários da UNFCCC, em Bonn, Alemanha, que ocorrerão em junho.

“Com essa nova carta, a Presidência da COP30 coloca a bola no chão e convoca os países a construírem resultados significativos nas negociações do clima em Bonn para os temas de adaptação, transição justa e a implementação do Balanço Global, alguns dos tópicos mais importantes das negociações atualmente. Esse chamado é importante, porque os países têm pouco tempo juntos para realizar conversas difíceis e que sejam de fato significativas”, diz a especialista em política internacional do Greenpeace Brasil, Camila Jardim.

O Brasil também mostra liderança ao dar destaque nesta nova carta a duas das principais decisões que resultaram do primeiro Balanço Global do Acordo de Paris, na COP 28, mas que ainda não ganharam um plano de ação: acabar com o desmatamento e a degradação ambiental até 2030 e caminhar para longe dos combustíveis fósseis de forma justa, ordenada e equitativa até 2050.

“O Brasil, como país megabiodiverso e presidência da COP30, tem uma posição estratégica em liderar a agenda florestal com ambição e coerência. Paralelamente, a transição justa para longe dos combustíveis fósseis precisa ocupar um papel central nos debates climáticos — nas NDCs, na implementação nacional e nas negociações multilaterais. No entanto, para que seja possível adotar decisões na COP30 que ajudem a direcionar globalmente os compromissos, prazos e responsabilidades de cada país nas agendas florestais e energética, é preciso avançar nas reuniões em Bonn”, afirma a especialista em política climática do Greenpeace Brasil, Anna Cárcamo.

Agenda florestal

“O Brasil tem mostrado liderança importante principalmente na agenda de florestas, com resultados nacionais significativos na redução do desmatamento na Amazônia e, internacionalmente, na apresentação da proposta do TFFF, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que propõe remunerar países florestais e seus povos pelo seu trabalho de conservar florestas tropicais”, explica Jardim.

Para frear o desmatamento e eliminá-lo ainda nesta década, países membros da UNFCCC precisam garantir financiamento direto para povos indígenas e comunidades tradicionais. Também é preciso dar condições aos países florestais de conservarem e restaurarem suas florestas, por meio de mecanismos globais que redirecionem os estímulos financeiros da destruição para conservação das florestas, como o TFFF.

“Teto de vidro”

Diante dos desdobramentos recentes da política nacional, especialmente com o avanço no licenciamento para pesquisa de petróleo na Foz do Amazonas e a “tratorada” do PL da Devastação no legislativo – que busca facilitar o licenciamento ambiental em detrimento dos riscos à população e ao meio ambiente-, a presidência da COP tem um desafio cada vez maior nas mãos.

“Enquanto, internacionalmente, o Brasil busca garantir liderança e legitimidade para facilitar acordos e conversas difíceis, domesticamente, o país enfrenta a possibilidade do maior retrocesso ambiental desde a constituição de 1988, orquestrada pelos setores que lucram com a destruição dos nossos ecossistemas e que atualmente tem maior representação no legislativo federal. O congresso mostrou que tem disposição suficiente para fazer o Brasil fracassar em seus compromissos ambientais e climáticos. A presidência da COP30, por sua vez, tem em suas mãos um desafio cada vez maior: manter sua liderança internacional nesses temas mesmo com esse vexame doméstico ”, ressalta Camila Jardim.

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