Parintins 2025: Barcos e lanchas se preparam para aumento de vendas com proximidade da festa dos bumbás

O 58º Festival de Parintins acontecerá este ano nos dias 27, 28 e 29 de junho. No Porto de Manaus, barcos e lanchas se preparam para o aumento no movimento de turistas e manauaras com a proximidade da festa dos bumbás, que acontece a 369 quilômetros de Manaus, na Ilha Tupinambarana. A festa promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, recebe uma série de investimentos que impactam na economia da capital.
O proprietário de embarcação Amilcar Bentes disse que, este ano, todos os camarotes já estão reservados para a viagem rumo à Ilha Tupinambarana. Segundo ele, as vagas de redes ainda estão disponíveis, mas se esgotam rapidamente com a entrada do mês de junho. Com o crescimento da festa, as vendas iniciam mais cedo a cada ano que passa.
“Todos os anos, a gente percebe uma demanda bem maior do que no ano anterior. Nossa cidade (Manaus) está organizada, tem estrutura e a capitania está preparada para receber esses turistas que vão para Parintins”, disse Amilcar Bentes.
Reforço na fiscalização
Para garantir a segurança dos passageiros e reforçar as ações para a festa deste ano, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Amazonas (Arsepam) inaugurou, em março, o novo posto de fiscalização no Porto de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus).
O espaço, cedido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), foi equipado e modernizado para reforçar a segurança e a eficiência na fiscalização do transporte hidroviário intermunicipal, garantindo mais qualidade para passageiros e operadores do modal.
Em Manaus, as abordagens acontecem no Porto de Manaus; nas balsas da Manaus Moderna, no Centro; no Porto da Ceasa, no Distrito Industrial, zona sul; e no Porto de São Raimundo, zona oeste da capital.
Investimentos
De 2022 a 2024, mais de 340 mil turistas passaram por Parintins, durante o período da festa dos bumbás, movimentando mais de R$ 438 milhões. Os números refletem os investimentos do Governo do Amazonas em capacitações, entrega de equipamentos e destinação de recursos.
Na área de sustentabilidade, criado em 2019, o Recicla Galera se consolidou como a maior iniciativa ambiental da festa, incentivando a destinação correta dos resíduos recicláveis e gerando renda para os catadores. O projeto é realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Sistema Coca-Cola Brasil. Nas últimas três edições, foram 17.020,88 quilos de resíduos destinados corretamente pelo projeto.

Os trabalhadores que fazem a festa acontecer também foram beneficiados com os investimentos, como o ‘Workshop Bem Receber’, que atua, desde 2022, na capacitação de prestadores de serviços turísticos, com cursos de recepção e orientação de turistas durante a realização de grandes eventos.
Para os tricicleiros, que conduzem o meio de transporte mais tradicional no período do Festival de Parintins, os investimentos aconteceram por meio de reformas em 200 triciclos, somando R$ 50 mil, além da entrega de kits personalizados e uniformes.
Pensando na valorização dos profissionais e dos espaços da cidade, o Governo do Amazonas realiza, desde 2022, o projeto ‘Galeria Parintins Cidade Aberta’, em parceria com o Sistema Coca Cola Brasil.
Ao todo, são mais de 20 murais com assinatura dos artistas da terra dos bumbás Caprichoso e Garantido. Um dos trabalhos de destaque é a fachada do Bumbódromo, do artista Pito Silva, nomeado de ‘Patrimônio em Festa’.
‘Missão Impossível’: as proezas do corpo humano por trás das acrobacias de Tom Cruise aos 62 anos

Ele já pulou de penhascos, se pendurou em aviões em movimento e prendeu a respiração debaixo d’água por tanto tempo que parecia um profissional de apneia. Agora, aos 62 anos, Tom Cruise volta como Ethan Hunt para sua última missão, e segue fazendo as próprias acrobacias.
Com Missão Impossível: O acerto final, a saga chega a um desfecho eletrizante. Mas por trás das cenas que desafiam a morte, se esconde uma questão fascinante: até que ponto o corpo humano pode ir para conseguir o que parece impossível? E, a que preço?
Durante as filmagens dos oito filmes de Missão Impossível, Tom Cruise quebrou o tornozelo, fraturou as costelas e lesionou o ombro. Isso nos faz refletir sobre os limites do nosso corpo e a nossa capacidade de treiná-lo para realizar algumas façanhas.
Respirar debaixo d’água
Em Missão Impossível: Nação Secreta, Hunt — personagem de Tom Cruise — invade uma câmara submarina para recuperar um livro de contabilidade roubado. O ator queria filmar tudo em uma única tomada e pediu ajuda a instrutores de apneia para prender a respiração pelo tempo necessário: mais de seis minutos!
Uma pessoa comum consegue prender a respiração entre 30 e 90 segundos. Isso, sem treinamento. Apesar disso, existe um reflexo de mergulho inato no corpo humano, que permite uma adaptação temporária à imersão debaixo d’água.
Esse reflexo diminui o ritmo cardíaco e direciona o sangue para o centro do corpo, o que permite reduzir a demanda metabólica e preservar o funcionamento dos órgãos vitais, como o cérebro e o coração.
Até aí, tudo bem. Mas pense na necessidade de nadar, além de resistir à pressão da água nos pulmões. Tudo isso enquanto se luta contra aquele impulso desesperado — causado pelo aumento de CO₂ — de respirar fundo, o que, debaixo d’água, seria catastrófico.
Se os níveis de oxigênio abaixam muito, a pessoa pode perder a consciência. Por isso, o risco de afogamento em águas rasas é real.

É aí que entra o treinamento de apneia.
Com a prática, é possível prolongar o tempo que alguém consegue ficar debaixo d’água. Uma das formas de fazer isso é pelo domínio de técnicas de respiração para reter o máximo de ar possível nos pulmões. O treinamento contínuo também pode aumentar a capacidade de armazenamento de oxigênio na corrente sanguínea.
Esse processo consegue estender o tempo de mergulho para cerca cinco minutos, mas geralmente leva meses ou até anos para ser alcançado. Ou seja, o que Tom Cruise conseguiu foi algo excepcional.
Escalada livre
Os filmes de Missão Impossível costumam começar com Ethan Hunt escalando algum prédio ou penhasco íngreme com muita agilidade. A sensação, para quem assiste, é que ele escala sem corda, e no começo de Missão Impossível 2, ele se segura com apenas uma mão. Apesar de Cruise usar cabos de segurança para se prender, a escalada era 100% real.
E como esquecer daquela cena, do Missão Impossível original, em que ele fica pendurado, a centímetros do chão, para que os alarmes não disparem?
Embora Cruise não tenha revelado qual o treinamento específico ele faz para essas cenas, fazer qualquer uma dessas façanhas requer uma força excepcional nas costas e no tronco.
Os músculos das costas mantêm a coluna reta e ereta. Alguns se estendem das costas até os membros, como o grande dorsal. Esses músculos, muito valorizados pelos fisiculturistas, também são importantes para os escaladores, porque ajudam a subir paredes rochosas.
Além desses músculos, muitos outros são necessários para fazer escaladas extremas: os que permitem uma pegada forte, os que permitem subir e tomar impulso, e os que mantêm a tensão e a sustentação. Não é de se estranhar que a escalada seja considerada um dos melhores exercícios para trabalhar todo o corpo.
Também não é surpresa que Tom Cruise tenha treinado intensamente para isso.
Para entender um pouco da dificuldade que ele enfrentou, tente fazer aquela postura do assalto ao cofre, com a barriga no chão, e veja quanto tempo você consegue aguentar.
Explosões e costelas quebradas
Hunt também já escapou de muitas explosões, desde a de um helicóptero em um túnel no Canal da Mancha, até a explosão de um aquário em Praga.

Em Missão Impossível 3, na ponte da baía de Chesapeake, um helicóptero lança um míssil que causa uma explosão, fazendo com que Hunt se choque contra um carro. Mais uma vez, Tom Cruise fez tudo sozinho, o que lhe custou duas costelas quebradas.
Para a explosão, foi usada a pirotecnia, mas, claro, não dava para usar isso para levantar o ator e arremessá-lo contra o carro. A solução? Uma série de cabos foram usados para arrastá-lo. Nunca a expressão “brace, brace” (prepare-se, prepare-se, a tradução livre para o português) fez tanto sentido.
E a título de curiosidade, quebrar as costelas não é nada divertido. Algumas pessoas descrevem como uma das lesões mais dolorosas que alguém pode ter, porque dói só de tossir, espirrar ou simples respirar.
Mesmo assim, durante as cenas, Tom Cruise se levanta, sacode a poeira e segue em frente.
Qual a motivação dele? Dizem que ele quer que o público sinta de verdade o que acontece naquele momento. Bem, parece que ele está conseguindo fazer isso.
*Com informações de Terra
Prefeitura de Manaus avança com Plano de Redução de Riscos de Desastres em parceria com Ufam
A Prefeitura de Manaus, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), avança na construção técnica e colaborativa do Plano Municipal de Redução de Riscos de Desastres em Manaus (PMARR), lançando o formulário de participação popular para que moradores possam apontar áreas onde moram que são associadas a risco de deslizamentos, erosão, alagamentos e inundações.
O grupo de trabalho está recebendo as contribuições para o PMARR, por meio de um link, com um formulário para ser preenchido com um mapa e os setores de risco geológicos e hidrológicos da área urbana Manaus no link https://forms.gle/BGtpfd2xaTgq2N5c6.
O canal de colaboração permite a inclusão de imagens. Propostas populares com foco na redução de riscos de desastres, enviando a localização do setor de risco, podem ser feitas pelos contatos do projeto: telefone/WhatsApp: (92) 98591-1962 / Instagram: @pmrr.manaus
e e-mail: [email protected]. O plano é dinâmico e contínuo, abrangendo todas as áreas do município e inclui a elaboração de projetos para mitigação.
Parceria
Para o gerente de Parcelamento do Solo (GPS) do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Cláudio Belém, o PMARR está na terceira fase do cronograma de atividades, com a participação popular e divulgação para inclusão de dados de moradores. Ano passado, a prefeitura instituiu o Comitê Gestor de Redução de Risco de Desastres (CGRRD), tendo como coordenador o diretor do Implurb, Carlos Valente.
“No comitê gestor fazemos visitas às áreas de risco, fazendo levantamentos necessários, junto com a integração da Ufam e da Defesa Civil, para o planejamento de ações para mitigar riscos, desde previsão de intervenções estruturais ou não, tendo como objetivo que a população esteja em segurança”, comentou Belém.
O doutor em Clima e Ambiente da Ufam, Rogério Marinho, faz parte da criação do plano antidesastres para Manaus, atuando na identificação das áreas prioritárias e a definição da metodologia de mapeamento. Rogério Marinho também atua como professor de Geografia Física na graduação e pós-graduação da universidade.
“Com o corpo técnico da universidade, professores, pesquisadores, alunos e profissionais das secretarias municipais estamos desenvolvendo o plano, o primeiro da capital. Aproximadamente, tem 1.600 setores mapeados e, nestas primeiras fases, focamos nas áreas de risco alto e muito alto, que a gente chama de R3 (alto) e R4 (muito alto), relacionados a processos hidrológicos (cheia, inundação, enxurradas, alagamentos), e processos geológicos, que a gente chama de deslizamentos, erosões, movimentos de massa”, explicou Marinho.

As zonas Leste e Norte da capital têm alguns dos setores de R3 e R4 prioritários, especialmente quando chega o período de chuvas. “A gente sabe que tem problema nestas regiões sempre que chove”.
Uma das próximas etapas do trabalho é dar publicidade ao mapa construído de forma colaborativa a partir do formulário disponível em link.
A gestão de riscos em Manaus visa prevenir e mitigar os impactos de desastres naturais em áreas de risco, por meio de medidas como intervenções futuras para saneamento, construção de barragens e programas de prevenção e resposta.
A população que reside nestas regiões deve redobrar a atenção nos períodos de chuva intensa e, ao identificar qualquer situação de emergência, pode acionar a Defesa Civil pelo número 199 ou no número alternativo (92) 98802-3547.
Participe do Plano Municipal de Redução de Riscos de Desastres de Manaus:
Como colaborar:
1. Clique no link e preencha o formulário:
https://forms.gle/BGtpfd2xaTgq2N5c6
2. Envie suas propostas e sugestões de melhorias
Ala do PL defende chapa de Tarcísio como presidente e Michelle vice em 2026
Com Jair Bolsonaro inelegível, a dobradinha Tarcísio-Michelle vem ganhando força dentro do PL para concorrer à presidência e à vice-presidência da República em 2026.
Ala do PL vê a chapa Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro como preferida para a próxima eleição presidencial. Embora todos os nomes com os quais a reportagem conversou defendam que Bolsonaro seja o candidato, eles trabalham com a possibilidade de uma chapa formada pelo governador de São Paulo e a ex-primeira-dama. Fontes do PL disseram que a ala que apoia a dobradinha é “mesclada” —formada por políticos mais e menos ideológicos.
A chapa representaria para o eleitor um lado técnico e “forte nos costumes”, avaliam aliados. Tarcísio é reconhecido por ter “fácil relacionamento político” e “perfil técnico”, dizem. Já Michelle ganhou preferência de parte da legenda por representar um nome de confiança de Bolsonaro e por ela ser “ligada à pauta de costumes”. Além disso, a ex-primeira-dama organiza e participa desde 2023 de uma série de encontros em todo o país com grupos de mulheres de direita.
Michelle em evidência após PL demitir assessor de Bolsonaro por ordem dela. A ex-primeira-dama ganhou destaque na última semana, depois da repercussão de uma reportagem que dizia que ela que teria incentivado a demissão do ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, que nos últimos anos cuidou da comunicação do ex-presidente. Mensagens no celular do tenente-coronel Mauro Cid, que expunham críticas e ironias à ex-primeira-dama, revelaram que Wajngarten concordava com elas.
Episódio expôs fortalecimento da ex-primeira dama como sucessora de Bolsonaro. Nas mensagens trocadas em 27 de janeiro de 2023, Wajngarten encaminha a Cid uma notícia que Michelle era cotada pelo presidente do PL para concorrer à presidência. Cid respondeu: “Prefiro o Lula”. Wajngarten responde: “idem”.
Boa interlocução com mães e com causas sociais, diz deputada federal. “Ela tem ocupado um espaço que sempre esteve vago”, afirma Rosana Valle (PL-SP), que também é presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo. Ambas convivem desde 2023, quando Rosana assumiu a presidência da executiva.
Distância da política dura. Para a parlamentar, o trunfo político da ex-primeira-dama é o que chama de distância da postura “dura e inflamada”. “Isso tem um impacto profundo, sobretudo, entre as mulheres que se sentem deslocadas do debate público, por não se identificarem com os estilos tradicionais”, afirma. “Natural que seu nome surja com força diante do cenário de incerteza quanto à elegibilidade de Bolsonaro.”
Busca pelo voto feminino. Desde a segunda metade de 2022, Michelle passou a ter papel central na campanha do marido na busca pelo voto feminino e na quebra da resistência que ele, ainda como candidato à presidência, enfrentava junto a este eleitorado.

“Perfil técnico e bom gestor”
Identificação e trânsito com público religioso. Tarcísio, por sua vez, é tido como sucessor natural dos votos de Bolsonaro, caso ele não concorra. Recentemente, no lançamento de um programa de enfrentamento à pobreza em São Paulo, Tarcísio evocou termos bíblicos e palavras como “fé” e “crença” para um auditório lotado no Palácio dos Bandeirantes. “A gente está falando de legado, a gente está falando de galardão perante Deus porque a melhor maneira de servir ao Senhor é fazer a diferença”, afirmou.
Ares de pré-campanha. O lançamento do programa paulista de combate à pobreza, na última terça, marcou um contraponto às políticas sociais do governo Lula (PT). Na ocasião, Tarcísio e sua equipe disseram ter se inspirado nos mais importantes projetos de erradicação à pobreza do Brasil e do mundo, sem citar o Bolsa Família, programa retomado pelo governo Lula 3.
Tarcísio disse que “não olha para grupos políticos”, mas enfatizou diferenças em relação ao modelo petista. O governador usou termos como “prosperidade”, repetidos por candidatos de direita que buscam se aproximar de trabalhadores com um viés diferente daquele utilizado pelo campo da esquerda.
Grupo unido em 2026, diz Tarcísio. Em evento de filiação do secretário da segurança pública, Guilherme Derrite, ao PP, na quinta-feira, o governador afirmou que há uma ampla união de partidos por uma candidatura em 2026; “Esse grupo vai estar unido ano que vem”, afirmou ele a Valdemar Costa Neto (PL), Renata Abreu (Podemos), Gilberto Kassab (PSD), Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP).
Falta posição contra STF, diz vereador bolsonarista. “É um grande gestor, mas, como homem de Estado, peca em não tocar no principal problema do Brasil hoje, que é a ditadura do Judiciário”, afirmou Adrilles Jorge (União Brasil), vereador da Câmara Municipal de São Paulo.
Força nos “costumes” e excessos de Bolsonaro suavizados
Michelle não nega possível candidatura a vice. Fontes próximas à ex-primeira-dama dizem que o apoio ao nome dela para substituir o marido cresceu. Aliadas ressaltam que ela não nega mais publicamente quando é questionada se irá concorrer à vice-presidência. “Funcionariam muito bem juntos”, afirmou uma fonte próxima à ex-primeira-dama em São Paulo.
Apelo religioso consolidado junto às lideranças femininas da direita. A presença de Michelle em articulações se intensificou com cursos de capacitação. Nos encontros, ela convida as mulheres da plateia a refletir sobre “onde a figura feminina se encaixa no significado de política”. Segundo aliadas próximas de Michelle, “esses são trunfos relevantes no cenário político”.
Retórica de Michelle pode suavizar imagem excessivamente incisiva de Bolsonaro, diz Adrilles Jorge. “Mas não sei se isso basta para chegar à presidência. Ela nunca ocupou nenhum cargo público”, afirma o vereador. Outra fonte próxima a Michelle diz que ela precisaria se aprofundar em temas técnicos e estratégicos como economia, política internacional e segurança pública.
Para políticos de outros partidos de direita, como o PP, chapa é uma construção estratégica que ganha espaço e visibilidade. A dupla tem potencial de agregar diferentes tipos de eleitores e teria capacidade de comunicação com as bases, dizem aliados. Enquanto Tarcísio se destacaria pela imagem fortalecida em São Paulo e pela “boa gestão”, Michelle é apontada pela presença forte nacionalmente —a ex-primeira-dama tem viajado o país com o objetivo de capacitar lideranças de direita.

Demora para definir apoio incomoda partido aliado. Um político da sigla do governador relatou uma irritação por parte de alguns aliados com a demora de Bolsonaro para oficializar seu apoio, mas disse que apoiadores estão acostumados com a “imprevisibilidade” do ex-presidente. O político disse ainda que Tarcísio precisará se tornar mais “político e menos gestor” para a corrida presidencial. Fontes negaram que ele deva deixar o Republicanos em 2026.
“Grande chapa”, avalia deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP). O parlamentar diz que o partido “ainda luta” pela candidatura de Bolsonaro, mas vê com bom potencial o nome do governador paulista. Já Michelle, segundo ele, além dos “valores”, tem demonstrado “potência” e “inteligência até mesmo para ocupar o cargo do próprio presidente”. Oficialmente.
*Com informações de Uol
CNJ afasta juízes por ‘negligência’ e ‘morosidade’ no Rio e no Amazonas
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu na última semana colocar em disponibilidade os juízes Cláudio Cardoso França, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e Cleonice Fernandes de Menezes Trigueiro, do Amazonas. Ambos foram punidos por morosidade na condução de processos e, no caso do magistrado do Rio, “reiterada negligência”. Na prática, a disponibilidade significa o afastamento das funções.
O Estadão buscou contato com os dois juízes, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Os autos disciplinares contra França indicam cerca de 3 mil processos represados em cartório, aguardando remessa para conclusão. O volume representa 30% do total de ações em curso na 5.ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes, região Norte do Estado, onde o magistrado atua.
‘Fraudar fluxo’
Segundo informou o CNJ, França também foi acusado de “fraudar fluxo” em ambiente virtual para omitir processos conclusos – quando os autos são encaminhados ao juiz para que tome alguma decisão, despacho ou sentença. Por meio desse expediente, ele poderia pleitear uma transferência para outra comarca.
Cláudio Cardoso França já havia recebido sanções de censura do Tribunal de Justiça do Rio em três ocasiões. O CNJ decidiu impor o afastamento “após repetidas condutas relacionadas à morosidade”. A decisão foi tomada em revisão disciplinar instaurada pelo próprio conselho. O procedimento pretendia agravar a sanção ao juiz, após as três censuras anteriores.
Inspeções realizadas na 5.ª Vara Cível de Campos mostraram que “o processamento do cartório seguia organização interna de acordo com planejamento e método traçados pelo próprio magistrado”. Ficava a cargo do gabinete de França definir quantos e quais tipos de processos seriam levados para a 5.ª Vara.
“É nítida a reiteração de condutas em total desprezo às ordens da Corregedoria local (do Tribunal de Justiça do Rio), o que comprometeu sobremaneira a atividade jurisdicional e os direitos do jurisdicionado em relação à tramitação razoável a tempo e modo do processo”, afirmou o conselheiro Pablo Coutinho. A decisão do CNJ contra França se deu por maioria de votos.
Manaus
Processos “paralisados” na 7.ª Vara de Família de Manaus levaram ao afastamento da juíza titular Cleonice Fernandes de Menezes Trigueiro. Por unanimidade, o plenário do CNJ decretou a disponibilidade da magistrada no âmbito de processo administrativo disciplinar.
O processo que alija Cleonice da toga também foi relatado por Pablo Coutinho.
A investigação sobre a conduta da magistrada amazonense foi iniciada em 2023 pela própria Corte estadual, que constatou a existência de inúmeros processos paralisados no foro da 7.ª Vara de Família.
Em ocasião anterior, Cleonice já havia sido afastada de suas funções por decisão do Conselho Nacional de Justiça.
Inspeção
Durante inspeção realizada pelo próprio TJ amazonense e pelo CNJ, foi verificado o descumprimento de um plano de ação firmado anteriormente e que previa a realização de nove audiências por dia pela 7.ª Vara da Família de Manaus, “a fim de sanar a pauta” represada.
Segundo Coutinho, Cleonice solicitou a convocação de cinco juízes para atuação na vara de sua titularidade. Ela teria sugerido que a chamada dos colegas decorreria de um grande volume processual ante a escassez de pessoal.
O relator destacou, porém, que “não houve empenho (da juíza titular) no cumprimento do plano de trabalho”. Ele constatou que o efetivo de pessoal da 7.ª Vara superava o estabelecido em tabela de lotação, “compondo, portanto, uma boa força de trabalho”.
“Essa situação, por si só, evidencia a violação do dever do magistrado previsto na Lei Orgânica da Magistratura Nacional de determinar providências necessárias para que os atos processuais se realizem nos prazos legais”, afirmou.
*Com informações de Terra
Segunda edição do ‘Amazon On’ abordará soluções tecnológicas e sustentáveis para a Região Amazônica

O ‘Amazon On Connectivity & Sustainability 2025’ é um espaço para apresentar e debater soluções que combinam tecnologia e sustentabilidade para expandir a conectividade, a infraestrutura e a inclusão digital na Amazônia e no mundo, buscando promover transformação social com preservação socioambiental. Com esse objetivo, a segunda edição do evento trará para a capital do estado do Amazonas especialistas em tecnologia e sustentabilidade, empresas multinacionais e locais, autoridades públicas e entidades internacionais.
O coordenador do evento, Moisés Moreira, explica que entre as principais metas do encontro estão: promover soluções digitais sustentáveis para a Região Amazônica; aumentar a conectividade em comunidades isoladas; estimular o debate sobre a importância da inovação para a preservação ambiental; e a criação de uma rede de colaboração entre ONGs, governos, centros de pesquisas, startups e grandes empresas.
“Nosso objetivo é debater tecnologias que promovam o desenvolvimento econômico sustentável na Região Amazônica. Queremos mostrar iniciativas e ideias efetivas que já estão sendo colocadas em prática, e mostrar como essas novas tecnologias podem trazer benefícios para as populações amazônicas, especialmente as ribeirinhas, indígenas e quilombolas”, destacou Moisés Moreira.
Reunindo os principais atores de setores estratégicos para discutir o cenário atual e apresentar soluções de sustentabilidade para a Amazônia, o ‘Amazon On 2025’ mostrará o quanto a tecnologia sustentável auxilia na busca de soluções inovadoras, quer em fase de desenvolvimento ou já em prática, que são capazes de minimizar o impacto ambiental sobre a biodiversidade e as comunidades da região.
Entre os temas que serão abordados pelos palestrantes estão as tecnologias voltadas para a sustentabilidade, proteção ambiental e enfrentamento às mudanças climáticas, fontes renováveis de energia, inteligência artificial e o impacto da COP30 sobre o mercado digital na Amazônia.
Segundo ano de Amazon On
O ano de 2025 marca a segunda edição do Amazon On Connectivity & Sustainability. A primeira aconteceu em setembro de 2024 e contou com a presença de gestores de instituições públicas, entidades internacionais e empresas nacionais e internacionais ligadas aos setores tecnológico, de comunicação e energético.
Neste ano, o evento reunirá 400 pessoas por dia em um novo espaço: o Amazon On 2025 acontecerá no Centro de Convenções Vasco Vasques, na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona oeste de Manaus. Além do espaço mais amplo, o Amazon On contará com novas áreas de relacionamento, como espaços para reuniões bilaterais, estandes de relacionamento e locais exclusivos para o networking.
Informações sobre o evento:
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Amazon On Connectivity & Sustainability 2025
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Data: 20 e 21 de agosto de 2025
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Local: Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques
Deputado João Luiz destaca políticas públicas de prevenção ao suicídio entre indígenas do Amazonas
O presidente da Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção à Depressão, Suicídio e Drogas (Fenapred) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado estadual João Luiz (Republicanos) destaca que ao longo dos mandatos no Poder Legislativo tem desenvolvido políticas públicas para prevenir casos de suicídios entre indígenas no Estado.
Dados do Atlas da Violência 2025 revelam que o Amazonas é o segundo estado com mais registros de casos de suicídio indígena no país nos últimos dez anos. Segundo o documento, o estado teve um total de 466 casos entre os anos de 2013 e 2023, ficando atrás apenas de Roraima, que lidera o ranking com 551 ocorrências. A variação dos casos entre esses anos é de 25,5%, e o ano que teve mais registros foi em 2017 com 56 suicídios. Já 2014 foi o ano com menos casos registrados: 25 ao todo.
“Na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas temos trabalhado com o Núcleo de Atendimento do Basta Autolesão, Depressão e Suicídio, ao longo dos anos realizamos o Simpósio Prevenção é Solução, além de outros trabalhos desenvolvidos para os povos indígenas para amenizar essa problemática”, disse o deputado João Luiz.
PEC
João Luiz também indicou na Assembleia Legislativa a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Nº 01/2023, que acrescenta ao o artigo 250-A à Constituição do Estado do Amazonas, onde o estado contribuirá, no âmbito da sua competência, para o reconhecimento aos indígenas de sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, sua demarcação, proteção e o respeito a todos os seus bens, obedecendo-se ao que dispõe a Constituição da República Federativa do Brasil.
Requerimentos
O parlamentar fez indicativos e requerimentos para a reforma e construção de escolas, encontro cultural de povos indígenas, fornecimento de água potável em comunidades, serviços de tapa-buracos, implantação do programa Luz para Todos, Olímpiadas dos Povos Indígenas e instalação do Projeto Esporte e Lazer na Capital e Interior (Pelci) em aldeias.
Emendas parlamentares
Ao longo dos mandatos na Aleam, o deputado João Luiz destinou R$ 1 milhão em emendas parlamentares, que contemplaram a aquisição de veículo para a Secretaria Municipal dos Povos Indígenas (Humaitá), de geradores de energia, kits de casa farinha para mais de 16 comunidades (São Gabriel da Cachoeira), construção do Centro Cultural Maloca (Rio Preto da Eva), além de rabetas, roçadeiras e geradores de energia para Associação Indígena para o Desenvolvimento Comunitária (São Gabriel da Cachoeira) e dentre outros.
‘Não ficamos com medo’: como MasterChef segue a vida sem Ana Paula Padrão?
O MasterChef 2025 tem estreia confirmada para o dia 27 de maio, na tela da Band, com um trio de apresentadores. Sem a jornalista Ana Paula Padrão, que deixou o canal em dezembro passado, a emissora chegou a sondar o mercado em busca de reposição, mas optou em transformar os jurados em apresentadores para a 12ª edição da temporada com amadores.
Existe vida sem Ana Paula Padrão?
A resposta de Henrique Fogaça, um dos veteranos na atração ao lado de Erick Jacquin, é sim! O chef de cozinha afirma que está sendo proveitoso se envolver com a produção do reality gastronômico, além da antiga função de só avaliar os pratos.
“A Ana teve um papel muito importante, mas a gente consegue assumir esse palco e fazer esse trabalho. Era a Ana quem fazia a cerimônia, por exemplo. Agora, temos esse acesso rápido a eles. Está bem gostoso apresentar as provas e fazer o que ela fazia” disse Henrique Fogaça, em conversa com a imprensa no lançamento do MasterChef 2025.
Helena Rizzo, que entrou no MasterChef no lugar de Paola Carosella, em 2021, destaca que a nova função exige um maior envolvimento com a pré-produção dos episódios. “Tivemos que mergulhar muito mais no roteiro e se envolver com as dinâmicas das provas. Antes, a gente não se inteirava tanto sobre as regras, por exemplo. E isso está sendo legal, exige mais atenção de nós.”
O contato direto com os participantes ajuda a criar laços, mas, segundo Rizzo, existe uma separação clara dos papéis de jurado/apresentador na relação com os amadores. “Prestamos mais atenção nos participantes, vamos conhecendo e investigando eles. Obviamente, no momento da avaliação dos pratos, nosso foco é a comida, justamente para manter a imparcialidade.”
Érick Jacquin fez coro ao discurso de Fogaça ao dizer que o trio de jurados é capaz de segurar a pressão de comandar e avaliar pratos no MasterChef. “Esse MasterChef vai ser bem diferente. Já para a seleção dos competidores e também vai ser só nós três, sem a Ana Paula. Mudou um pouquinho o dinamismo do programa, mas conseguimos fazer. Vocês sabem que sou apaixonado pela Ana Paula Padrão, adoro ela.”
Marisa Mestiço, diretora-geral do MasterChef, explica que o reality gastronômico não perderá a sua característica sem Ana Paula Padrão. Ela, inclusive, agradeceu a jornalista pelo empenho de 11 anos no programa e garantiu que o trio de jurados está se saindo bem na condução do programa.
“Não ficamos com medo, porque nosso diferencial é a dinâmica no palco, a brasilidade da culinária. Quando decidimos que a figura da Ana não existiria mais, foi natural, e, não, não perdemos nossa característica.” afirmou Maria Mestiço.














