Exploração de gás na Amazônia subdimensiona impactos e ignora risco climático, diz perícia do MPF

Uma perícia do MPF (Ministério Público Federal), elaborada pelo Centro Nacional de Perícia da PGR (Procuradoria-Geral da República), afirma que o empreendimento privado de exploração de gás natural e petróleo na amazônia subdimensionou danos ambientais, apontou uma área de influência irreal e deixou de prever o impacto climático do combustível fóssil explorado.
O laudo de 64 páginas, elaborado por três peritos e assinado em 28 de março, foi protocolado pelo MPF na Justiça Federal no Amazonas, onde uma ação pede a suspensão do licenciamento –feito pelo governo do Amazonas, e não pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)– e da exploração de poços sobrepostos a comunidades tradicionais.
O empreendimento na região de Silves (AM) e Itapiranga (AM), o maior na área de exploração privada de gás e óleo na amazônia, é da Eneva, empresa com faturamento bilionário que estruturou um sistema com dezenas de poços, quilômetros de gasoduto e termelétricas em uma área de floresta preservada e recursos hídricos fartos.
No campo de Azulão, a empresa busca explorar 14,8 bilhões de metros cúbicos de gás. No campo mais recente, o Tambaqui, a expectativa é de exploração de 3,6 bilhões de metros cúbicos de gás, com quase 14 milhões de barris, segundo relatórios da Eneva.
A exploração de combustível fóssil pela floresta está em expansão, com perfurações de poços novos para prospecção, distribuição de dutos em diferentes pontos da mata e formatação do gasoduto. A companhia tem BTG Pactual, BW Gestão de Investimentos, Dynamo e Partners Alpha em sua estrutura societária.
Diante dos apontamentos da perícia, o MPF pediu, na última sexta-feira (16), que Eneva e Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) –o órgão licenciador– sejam obrigados a apresentar as informações sobre os pontos levantados no laudo.
Além disso, conforme o pedido da Procuradoria da República no Amazonas, deve haver suspensão de atividades de poços de gás e óleo em área sobreposta a um território indígena, e a atividade tradicional de ribeirinhos e indígenas na região deve ser respeitada.
A Eneva afirmou que não foi notificada até o momento sobre a existência da perícia. Segundo a empresa, os procedimentos de licenciamento seguiram todas as etapas necessárias, incluindo a realização de audiências públicas e a expedição de licenças de instalação e operação conforme as exigências legais. “O projeto se limita à produção de gás natural e não envolve transporte ou produção de óleo, nem instalação de oleodutos”, diz a nota.
A exploração de gás contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa, disse a Eneva, pois abastece uma termelétrica em Roraima que substitui usinas a diesel. Nos últimos dois anos, isso evitou a emissão de mais de 300 mil toneladas de CO2, conforme a empresa.
A empesa diz ainda que não foram identificadas comunidades tradicionais indígenas ou quilombolas nas áreas de influência das operações no campo de Azulão, conforme as bases oficiais da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
O governo do Amazonas não respondeu aos questionamentos da reportagem.
A perícia do MPF afirma que a área de influência direta e indireta do empreendimento, definida no EIA (estudo de impacto ambiental), não é adequada, sem “critérios claros” e com “homogeneidade forçada”. No caso da influência direta, a faixa traçada foi de 2 km a partir dos gasodutos, segundo o laudo.
No gasoduto de Coari (AM) a Manaus, relacionado ao empreendimento da Petrobras, a área de influência direta foi estabelecida em 10 km para um dos lados, com distância variável no outro lado, limitada ao rio Solimões, compara a perícia.
“A abrangência de alguns dos impactos ambientais é dedutivelmente maior e não estaria restrita aos 2 km, a exemplo daqueles classificados como de alcance regional, especialmente os relacionados a possíveis vazamentos acidentais de óleo, condensado, graxa, produtos químicos e combustíveis”, cita o laudo.
“A contaminação eventual da rede hídrica, seja superficial ou subterrânea, teoricamente teria o potencial de dispersar o contaminante para além desses limites”, completa o documento.
O fato de a exploração de gás ocorrer numa área onde já há exploração de madeira deveria levar a um aprofundamento dos estudos, segundo os peritos.
Os impactos ambientais foram subdimensionados, e o mais significativo tem a ver com a questão territorial, conforme a perícia.
“Na delimitação da área de influência houve a exclusão da maior parte das bacias hidrográficas em que se inserem os corpos d’água diretamente afetados pelo empreendimento”, cita o laudo, que aponta o descumprimento de uma resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). “A área de influência deveria abranger essas bacias hidrográficas.”
Segundo o MPF, ao longo do Lago Canaçari há relatos de dezenas de comunidades ribeirinhas sobre contaminação da água superficial e subterrânea, além de limitação a acordo de pesca previamente acertado.
O estudo de impacto ambiental, apresentado ao Ipaam e validado pelo órgão do governo do Amazonas, não faz menção a um possível impacto climático do empreendimento, conforme o laudo. Também não houve diagnóstico climático, com inventário de gases de efeito estufa e avaliação de impactos associados ao clima, diz o documento.
O estudo levou em conta apenas a extração e escoamento do gás, sem considerar a unidade de tratamento de gás, as termelétricas, uma estação de produção e uma área de armazenamento e transferência, afirmam os peritos.
“A análise acerca do diagnóstico climático e do impacto climático seria mais apropriada se levasse em conta o contexto global em que se insere o empreendimento, ou seja: a produção de gás natural tem por objetivo, principalmente, abastecer um complexo termelétrico”, diz o laudo. Não há evidências de que o Ipaam pediu um inventário de emissões, conforme a perícia.
A Eneva afirmou que já investiu mais de R$ 8 bilhões em projetos que contribuíram para a redução na intensidade das emissões de CO2.
“Esses projetos incluem o fechamento de ciclo de usinas termelétricas que passam a gerar mais energia sem queima adicional de gás natural; substituição do uso de diesel por gás no sistema de Roraima; implantação de parques solares; e a usina de liquefação de gás do Complexo Parnaíba (MA), que está viabilizando a substituição do óleo pesado nas operações de clientes industriais”, cita a nota da empresa.
Todos os dias, entre 20 e 30 caminhões carregados com gás cruzam as rodovias da região, segundo moradores de casas e comunidades vizinhas às estradas. O destino é Roraima, principal consumidor do combustível produzido, que abastece a usina termelétrica que garante o fornecimento de energia em parte do estado vizinho ao Amazonas.
A perícia identificou indícios de fracionamento do licenciamento, em vez de uma análise conjunta, que permitisse mensurar os impactos ambientais como um todo. Os peritos identificaram 41 processos de licenciamento no Ipaam referentes ao empreendimento da Eneva no Amazonas. Eles defendem que o licenciamento ocorra na esfera federal, a cargo do Ibama.
O empreendimento segue a lei e os parâmetros definidos pelos órgãos ambientais, afirmou a Eneva. “A lei número 3.785/2012 define que os empreendimentos sejam licenciados separadamente. Portanto, não há fracionamento do licenciamento, e sim cumprimento do disposto na legislação ambiental vigente.”
Os técnicos do MPF pedem que Eneva e Ipaam expliquem sobre a permanência ou não de trechos de oleodutos no projeto. Se o projeto prevê esses oleodutos, deve ser apresentado um estudo de dispersão de óleo.
Também deve haver explicação, conforme a perícia, sobre eventual contaminação de água superficial e subterrânea na área do rio Urubu. Se a contaminação existe, devem ser informados dados sobre extensão, duração, mitigação e revisão da matriz de impactos.
Segundo a perícia, os estudos ambientais indicam que a captação de água e o descarte de efluentes de três termelétricas ocorrerá em um mesmo local no rio Urubu.
*Com informações de Folha de São Paulo
‘Wagner Moura é um dos maiores atores do mundo’, diz o diretor Jorge Furtado

O diretor e roteirista Jorge Furtado foi um dos brasileiros que ficaram entusiasmados com a escolha de Wagner Moura para o prêmio de melhor ator na 78ª edição do Festival de Cannes por sua performance em “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho.
O filme também recebeu o troféu de melhor direção e o prêmio da Fipresci, a Federação Internacional de Críticos de Cinema.
“É muito merecido, Wagner é um dos maiores atores do mundo”, diz Furtado. “É um prazer vê-lo em cena e também um prazer vê-lo atuando ao seu lado, no set.”
O cineasta gaúcho lembra que conheceu Moura há mais de duas décadas, quando o ator fez um teste para o filme “O Homem que Copiava”, um misto de comédia e romance lançado em 2003. Quem ficou com o papel, porém, foi Lázaro Ramos, amigo da mesma geração de atores baianos.
Pouco tempo depois, eles trabalharam juntos em um projeto para a TV Globo, a série “Cena Aberta”, com quatro adaptações literárias. No episódio “A Hora da Estrela”, baseado no livro de Clarice Lispector e dirigido por Furtado, Moura viveu Olímpico, o namorado de Macabéa —Ana Paula Bouzas.
Mais tarde, eles se reencontraram na comédia “Saneamento Básico”, filme de 2007 que volta aos cinemas nesta quinta-feira (29), em cópia restaurada. No quarto longa-metragem dirigido por Furtado, Moura interpretou Joaquim, personagem casado com Marina, papel de Fernanda Torres. Os dois são responsáveis por algumas das cenas mais divertidas do filme.
Para Furtado, os prêmios de relevância internacional entregues nos últimos meses a Moura e a Torres, que conquistou o Globo de Ouro de melhor atriz por “Ainda Estou Aqui”, comprovam a “tese de que grandes comediantes fazem qualquer coisa, fazem drama, fazem tragédia. O reverso não é verdadeiro”.
*Com informações de Folha de São Paulo
Sessão inclusiva da Cinépolis do Millennium Shopping vai exibir ‘Lilo & Stitch’ no próximo sábado (31)

A Cinépolis do Millennium Shopping vai exibir o filme ‘Lilo & Stitch’ na sessão inclusiva adaptada que acontece no próximo sábado (31). Um dos lançamentos mais esperados pelas crianças em 2025, o live-action do famoso clássico de animação da Disney conta a história da amizade entre a jovem menina Lilo e Stitch, um alienígena que vira seu parceiro de aventuras.
Nas sessões inclusivas adaptadas, que são voltadas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras síndromes, transtornos ou doenças que acarretem hipersensibilidade sensorial, os filmes são exibidos com o volume de som reduzido, 50% das luzes acesas e sem exibição de publicidades e trailers. Além disso, o público tem livre circulação e pode entrar e sair da sessão a qualquer momento.
A sessão também estará aberta ao público em geral, que poderá adquirir os ingressos na bilheteria do cinema, no piso G3, ou através do site www.cinepolis.com.br.
A coordenadora de Marketing do Millennium Shopping, Elizandra Xavier, lembra que a proposta das sessões adaptadas é promover o acolhimento das pessoas com TEA e outras síndromes, que muitas vezes deixam de frequentar esses espaços.
“É uma ação que une lazer, diversão e inclusão, além de proporcionar momentos especiais em família ou entre amigos, e tudo isso com uma estrutura pensada para deixar todos confortáveis, para que possam assistir ao filme, que é um sucesso de público, com toda a tranquilidade e segurança”, disse Elizandra.
Sobre o Millennium Shopping
O empreendimento possui 100 lojas, praça de alimentação com capacidade para 600 lugares, 7.200 vagas rotativas nos estacionamentos, oito salas (sendo quatro delas em 3D) da rede de cinemas “Cinépolis”, além de salão de beleza, bancos, restaurantes, wi-fi, setores de ‘achados e perdidos’ e de empréstimos de cadeiras de roda. Tudo isso em um só complexo multiuso, garantindo praticidade, comodidade, conforto e segurança
David Almeida destaca avanços no complexo viário Rei Pelé, com entrega marcada para 16 de junho
O prefeito de Manaus, David Almeida, e o vice-prefeito e titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Renato Junior, vistoriaram, nesta segunda-feira, 26/5, o complexo viário Rei Pelé, na zona Leste da capital. A estrutura, que alcança 98% de conclusão, está prevista para ser entregue no dia 16 de junho, dentro do cronograma estabelecido pela prefeitura.
Durante a visita técnica, o chefe do Executivo municipal explicou a complexidade do projeto, que vai revolucionar a mobilidade urbana da região com a implantação de dois túneis sob a tradicional rotatória do Produtor, na avenida Itaúba. Um deles vai ligar diretamente a Itaúba à avenida Camapuã, enquanto o outro permitirá o acesso à Grande Circular, otimizando o fluxo viário em um dos pontos mais movimentados da cidade.
“A rotatória do Produtor volta a existir e vai continuar funcionando normalmente. Por baixo dela, vão passar dois túneis: um no sentido Itaúba–Camapuã e outro no sentido Itaúba–Grande Circular. São quase 250 metros de túnel. Essa é a grande novidade e mostra o nosso compromisso com a modernização da cidade”, afirmou o prefeito.
A obra superou entraves como redes de alta tensão, drenagem antiga e lençóis freáticos que exigiram adaptações técnicas durante a execução. “A obra física será entregue no fim de maio. Em junho, entra a parte de urbanismo, paisagismo e sinalização. É o último esforço antes da entrega total”, adianta o vice-prefeito Renato Junior.
Com equipes atuando dia e noite, inclusive de madrugada, o trecho entra na fase final de acabamento: terraplanagem da parte superior e desfôrma dos últimos tabuleiros concretados. Projeções da Seminf estimam que cerca de 5 mil veículos por hora passem por ali.
Estrutura
Além do impacto na mobilidade, o complexo viário Rei Pelé também vai oferecer novos espaços de lazer e convivência para a população. O projeto contempla pista de skate, pista de caminhada, quadra de basquete, área para aulas de zumba e arena para lutas, transformando a área em um novo pólo de atividades esportivas e recreativas.
Com a obra prestes a ser finalizada, o gestor municipal reforçou que o investimento é parte de um plano maior de reestruturação viária da capital. “Estamos cumprindo com o que prometemos. Manaus vive um novo momento de transformação e desenvolvimento urbano, com obras que melhoram a vida das pessoas”, concluiu.
Saullo Vianna diz que presença em evento de Wilson Lima foi institucional
A participação do deputado federal Saullo Vianna (União-AM) na inauguração da revitalização do Centro de Treinamento Carlos Zamith, no último sábado, ao lado do governador Wilson Lima (União-AM), gerou repercussão na cena política local. O reencontro entre os dois, após cerca de 10 meses de distanciamento e embates públicos, reacendeu especulações sobre uma possível reaproximação política — hipótese que foi negada pelo parlamentar.
Saullo esclareceu que sua presença no evento teve caráter institucional, e não político. Segundo ele, o convite partiu da organização da cerimônia, e sua participação se deu na condição de presidente do Nacional Futebol Clube e como deputado federal atuante na pauta esportiva.
“Estive no evento por respeito à importância da obra para o esporte amazonense. Como dirigente de clube e como parlamentar, era natural que eu estivesse presente. Além disso, os recursos utilizados na revitalização foram enviados pelo governo federal, por meio do Ministério do Esporte”, disse Saullo.
A cerimônia marcou a entrega da nova estrutura do CT Carlos Zamith, que foi utilizado como base de treinamentos durante a Copa do Mundo de 2014. A modernização do espaço é considerada estratégica para o desenvolvimento do futebol profissional e de base no Amazonas.
Nos bastidores políticos, o gesto foi visto como um raro momento de cordialidade entre Saullo e Wilson, que protagonizaram atritos públicos nos últimos meses. Apesar da convivência amistosa no evento, Saullo Vianna reforçou que não permanecerá no União Brasil e que sua construção partidária será em outro grupo político. “Minha posição partidária segue a mesma. Não há mudança nesse sentido”, declarou.
O deputado, que atualmente responde pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Manaus (Semasc), foi nomeado pelo prefeito David Almeida, com quem mantém proximidade política. Aliados próximos afirmam que a participação no evento foi pontual e motivada pela importância da pauta esportiva para o estado. Presença de Saullo Vianna em evento de Wilson lima teve apenas tom institucional
A participação do deputado federal Saullo Vianna (União-AM) na inauguração da revitalização do Centro de Treinamento Carlos Zamith, no último sábado (6), ao lado do governador Wilson Lima (União-AM), gerou repercussão na cena política local. O reencontro entre os dois, após cerca de 10 meses de distanciamento e embates públicos, reacendeu especulações sobre uma possível reaproximação política — hipótese que foi negada pelo parlamentar.
Saullo esclareceu que sua presença no evento teve caráter institucional, e não político. Segundo ele, o convite partiu da organização da cerimônia, e sua participação se deu na condição de presidente do Nacional Futebol Clube e como deputado federal atuante na pauta esportiva.
“Estive no evento por respeito à importância da obra para o esporte amazonense. Como dirigente de clube e como parlamentar, era natural que eu estivesse presente. Além disso, os recursos utilizados na revitalização foram enviados pelo governo federal, por meio do Ministério do Esporte”, disse Saullo.
A cerimônia marcou a entrega da nova estrutura do CT Carlos Zamith, que foi utilizado como base de treinamentos durante a Copa do Mundo de 2014. A modernização do espaço é considerada estratégica para o desenvolvimento do futebol profissional e de base no Amazonas.
Nos bastidores políticos, o gesto foi visto como um raro momento de cordialidade entre Saullo e Wilson, que protagonizaram atritos públicos nos últimos meses. Apesar da convivência amistosa no evento, Saullo Vianna reforçou que não permanecerá no União Brasil e que sua construção partidária será em outro grupo político. “Minha posição partidária segue a mesma. Não há mudança nesse sentido”, declarou.
O deputado, que atualmente responde pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Manaus (Semasc), foi nomeado pelo prefeito David Almeida, com quem mantém proximidade política. Aliados próximos afirmam que a participação no evento foi pontual e motivada pela importância da pauta esportiva para o estado.
Universo Geek Museu reforça a economia criativa em Manaus e transforma cultura geek em oportunidade de renda
Mais do que um encontro de fãs da cultura pop oriental e ocidental, a 9ª edição do Universo Geek Manaus (UGM9), realizada no fim de semana (24 e 25/05), no Palacete Provincial, no Centro de Manaus, consolidou-se como uma das principais vitrines da economia criativa na capital amazonense. O evento é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e do Universo Geek Museu.
Com programação gratuita e intensa, o evento recebeu mais de 12 mil pessoas nos dois dias, que foram prestigiar muita música, cosplay, danças, batalhas de rima e torneios, mas a alma do evento foram as dezenas de empreendedores que movimentaram o espaço com produtos autorais e personalizados.
A economia criativa é hoje uma das áreas que mais cresce no Brasil e no mundo, reunindo setores onde a criatividade, o conhecimento e a inovação são os principais insumos. Em eventos como o UGM, essa lógica ganha força ao dar visibilidade e renda a pequenos produtores locais como artistas visuais, designers, encadernadores e lojistas que trabalham com artigos personalizados e de cultura geek.
Letícia Rodrigues, fundadora da Two Moon Store junto com seu irmão Leonardo Henrique, exemplifica bem essa força. “Começamos com encadernações e arte autoral, hoje vendemos quadros, cadernos, calendários personalizados”. Letícia ainda complementa, “Esse tipo de evento é essencial para fortalecer a economia criativa. Ele abre portas para quem trabalha com arte, design e cultura pop local, e mostra que dá sim para transformar a criatividade em renda.”
Sem loja física, ela explica que os eventos são fundamentais para garantir a sustentabilidade do negócio. “Geralmente estamos na feira da Eduardo Ribeiro, mas é em eventos como esse que conseguimos alcançar novos públicos”.
Ketlen Fabiana, da loja Coruja Geek AM, também vê no UGM uma vitrine para pequenos negócios. Trabalhando com revenda e produção própria, ela trouxe ao evento quadros, colecionáveis e chaveiros do universo pop. “Quanto mais eventos como o UGM, mais a gente vende. É uma forma de alcançar públicos que fora daqui talvez nunca viessem à nossa loja”, relatou.
Participando pela quarta vez, Ketlen afirma que esse tipo de iniciativa fortalece os empreendedores locais. “A cada edição, o público geek cresce em Manaus. Esses eventos ajudam a divulgar nosso trabalho, girar a economia e manter nosso negócio vivo.”
Além do comércio, o UGM9 reforça o papel social da economia criativa ao criar espaços de pertencimento. As estudantes Larissa Winnie e Larissa Aviz foram ao evento para aproveitar as atrações, exibir seus cosplays e se conectar com outras pessoas.

“Eu me sinto acolhida. Aqui é meu lugar. É onde a gente se encontra com pessoas que gostam das mesmas coisas”, disse Winnie. “E é nesse ambiente que a gente brilha, exibe os cosplays que a gente ama e conhece novos mundos”, completou Aviz.
Com mais de 20 atrações em dois dias, o UGM9 foi um reflexo de como a cidade tem potencial para fomentar a criatividade como motor de desenvolvimento econômico e cultural. Ao unir o entretenimento ao empreendedorismo, o evento reafirma que o universo geek é mais do que consumo, é expressão, conexão e sustentabilidade. E cada loja autoral presente é a prova de que ideias bem cultivadas podem virar negócio, arte e identidade.
Ancelotti divulga lista de convocados para Seleção Brasileira

Carlo Ancelotti anunciou nesta segunda-feira, 26, sua primeira convocação para a Seleção Brasileira. O italiano desembarcou no Rio de Janeiro na noite de domingo, 25, e fez os últimos preparativos para o anúncio da lista no Grand Hyatt, na Barra da Tijuca.
Além da convocação, o ex-treinador do Real Madrid concedeu nesta tarde sua primeira entrevista coletiva em território brasieiro. Os escolhidos estarão à disposição contra Equador, no dia 5 de junho, fora de casa, e contra o Paraguai, no dia 10, na NeoQuímica Arena, em São Paulo.
Goleiros:
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Alisson (Liverpool)
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Bento (Al Nassr)
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Hugo Souza (Corinthians)
Defensores
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Alex Sandro (Flamengo)
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Alexsandro (Lille)
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Beraldo (PSG)
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Carlos Augusto (Inter de Milão)
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Danilo (Flamengo)
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Léo Ortiz (Flamengo)
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Marquinhos (PSG)
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Vanderson (Mônaco)
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Wesley (Flamengo)
Meio-campistas
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Andreas Pereira (Fulham)
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Andrey Santos (Strasbourg)
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Bruno Guimarães (Newcastle)
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Casemiro (Manchester United)
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Ederson (Atalanta)
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Gerson (Flamengo)
Atacantes
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Antony (Real Betis)
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Estêvão (Palmeiras)
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Gabriel Martinelli (Arsenal)
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Matheus Cunha (Wolverhampton)
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Raphinha (Barcelona)
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Richarlison (Tottenham)
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Vinícius Júnior (Real Madrid)
Nomes como Neymar, do Santos, Pedro, do Flamengo e a dupla do Real Madrid, Endrick e Rodrygo, ficaram fora da primeira lista de Ancelotti.
*Com informações de Terra
Lobos cinzentos reintroduzidos na natureza estão morrendo nos Estados Unidos

Uma loba cinzenta (identificada como 2514-BC), reintroduzida no Colorado (EUA) em janeiro de 2024 após ser capturada na Colúmbia Britânica(Canadá), foi encontrada morta no Parque Nacional das Montanhas Rochosas em 20 de abril.
O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA investiga o caso sob a Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção, mas a causa da morte ainda não foi divulgada.
Este é o sexto óbito entre os 15 lobos soltos no estado desde dezembro de 2023, sendo a maioria por causas naturais, exceto um morto por fazendeiros no Wyoming após ataques a ovelhas.
Reintrodução após 80 anos de extinção
Os lobos cinzentos foram exterminados no Colorado na década de 1940 devido à caça.
Em 2020, uma proposta aprovada por eleitores determinou a reintrodução da espécie, com solturas iniciadas em 2023.
Os animais são libertados em áreas com habitat adequado e presas naturais, priorizando terras estatais ou privadas autorizadas.
Apesar dos esforços, fazendeiros e caçadores criticam o programa, especialmente após prejuízos a rebanhos.
Rastros longínquos e acordos interestaduais
Monitorados por coleiras GPS, os lobos já percorreram regiões próximas a Denver, Boulder e Estes Park.
Uma fêmea caminhou mais de 1.970 km desde janeiro. “Lobos podem viajar longas distâncias rapidamente”, explicou Brenna Cassidy, do Colorado Parks and Wildlife (CPW).
Para evitar conflitos genéticos, o estado tem acordos com Utah, Novo México e Arizona para repatriar animais que cruzarem as fronteiras, protegendo a subespécie mexicana, ameaçada no sudoeste dos EUA.
Conflitos com pecuaristas e filhotes em cativeiro
Em julho, uma matilha matou oito ovelhas em um único dia na fazenda de Conway Farrell, perto de Kremmling.
A CPW realocou parte do grupo para “proteger filhotes”, mas um lobo adulto morreu durante o transporte.
Enquanto isso, quatro filhotes permanecem em cativeiro sem previsão de soltura.
Produtores rurais podem pedir indenizações por perdas até 31 de dezembro, com um fundo estadual de US$ 350 mil anuais.
Próximas solturas buscam transparência
Após críticas por falta de diálogo, a CPW anunciou que os condados de Pitkin, Garfield, Rio Blanco e Eagle são candidatos a receber novos lobos em 2024-25.
A escolha considera acesso, segurança e disponibilidade de presas. “Queremos reconstruir a confiança”, afirmou Jeff Davis, diretor da agência.
*Com informações de IG
Prisões de segurança máxima têm ocupação inferior a 50% no Brasil
O sistema penitenciário federal brasileiro dispõe atualmente de cinco unidades de segurança máxima. Localizadas em Brasília, Porto Velho, Mossoró (RN), Campo Grande e Catanduvas(PR), essas penitenciárias possuem, juntas, 1.040 vagas.
Dados recentes do Depen(Departamento Penitenciário Nacional) indicam que apenas 489 dessas vagas foram preenchidas, o que representa uma taxa de ocupação inferior a 50%.
Criadas para custodiar presos de alta periculosidade, as penitenciárias federais têm como finalidade o isolamento de lideranças de organizações criminosas e indivíduos com histórico de violência extrema.
O regime de custódia nessas unidades segue protocolos rígidos de vigilância, com bloqueadores de sinal, controle rigoroso de visitas e limitação de contato com o ambiente externo.
A transferência para essas prisões depende de avaliação da inteligência penitenciária e de decisão judicial.
Apesar do aumento contínuo da população carcerária no Brasil, o governo federal não prevê a construção de novas unidades de segurança máxima.
A expansão do sistema enfrenta limitações financeiras e operacionais. Cálculos de especialistas apontam que seria necessário inaugurar quase um novo presídio por dia durante um ano para suprir o déficit atual de cerca de 250 mil vagas no sistema como um todo, o que é considerado inviável do ponto de vista orçamentário e político.
Segundo o professor Luís Flávio Sapori, da PUC Minas, a ausência de investimentos nessa área reflete a baixa prioridade do sistema prisional na agenda da segurança pública.
“Os investimentos no setor são pífios, até comparativamente ao investimento no âmbito das polícias, que já não é o suficiente, mas é muito superior ao do investimento no sistema prisional” , disse.
Para ele, a gestão prisional no Brasil ainda é “muito amadora”, com escasso uso de tecnologias de vigilância e forte presença de práticas repressivas.
Problemas nos presídios federais
Os presídios federais, embora operem com infraestrutura avançada e apresentem indicadores de controle mais eficazes que as unidades estaduais, não escapam de problemas estruturais.
A introdução de ilícitos por meio de drones, falhas nos bloqueadores de sinal e deficiências no controle interno permanecem como desafios constantes.
A manutenção dos equipamentos e a atualização das tecnologias demandam recursos elevados e suporte técnico contínuo. O foco atual do governo federal tem sido a modernização das unidades existentes, segundo Sapori.
Estão em andamento projetos de reforço estrutural, como a construção de muralhas e a melhoria dos sistemas de videomonitoramento. Essa estratégia visa evitar fugas e aumentar a eficácia do controle sem expandir o número de unidades.












