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Wilson Lima destaca cirurgia cardíaca inédita no Brasil realizada por telemonitoramento no Amazonas

O governador Wilson Lima destacou a importância da primeira cirurgia cardíaca do Brasil por telemonitoramento, realizada nesta semana no Amazonas. O procedimento foi realizado no Hospital Francisca Mendes, zona norte de Manaus, referência em cardiologia na região Norte, com o apoio de uma plataforma de Telemonitoramento do Ato Cirúrgico (TAC).
A iniciativa marca um avanço na área da saúde pública e posiciona o Amazonas como centro modelo na realização de cirurgias cardíacas, com suporte técnico à distância, o primeiro a executar o procedimento. A unidade hospitalar agora passa a integrar o seleto grupo de instituições que participam do projeto desenvolvido pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital do Coração (HCor), por meio do Proadi-SUS.
“Isso mostra a força do Sistema Único de Saúde, mostra também as possibilidades que temos em parcerias de levar procedimentos complexos para as regiões mais distantes do país, sobretudo aqui no Amazonas. Nós estamos dando mais um passo importante na evolução tecnológica e de tudo o que tem disponível nesta governança digital para prestar um atendimento de maior qualidade”, afirmou o governador Wilson Lima.
A cirurgia foi feita com o acompanhamento remoto de especialistas de São Paulo, com apoio de um sistema integrado de áudio, vídeo e dados. A plataforma TAC permite que a equipe médica em Manaus receba orientações em tempo real durante todo o procedimento, promovendo qualificação profissional e ampliando o acesso a tratamentos complexos, mesmo em regiões distantes dos grandes centros.
Além do governador Wilson Lima, acompanharam de forma virtual os trabalhos na capital o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; Maria Ângela Salem Sallum, presidente da Associação Beneficente Síria; Fernando Torelli, superintendente corporativo do HCor; entre outros profissionais de saúde. Na capital, também participaram a coordenadora da Atenção Especializada do MS, Carmem Moura; a secretária de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud; a diretora do Hospital Francisca Mendes, Roberta Nascimento; e o chefe de cirurgia cardíaca do Hospital Francisca Mendes; Dr. Silas Avelar.
Paciente
A primeira paciente a passar pelo procedimento foi a pequena Aysha Isadora de Almeida Gomes, de 1 ano e 3 meses. Nascida prematura, com 32 semanas, Aysha foi diagnosticada com cardiopatia congênita ainda na maternidade. Após ficar internada na UTI neonatal por 15 dias, seguiu para acompanhamento no Hospital Francisca Mendes, onde permaneceu sob cuidados contínuos até a realização da cirurgia.
Ela foi diagnosticada com uma comunicação interventricular perimembranosa com repercussão hemodinâmica. Após exames e discussões clínicas, foi indicada a correção total do defeito cardíaco.
“O procedimento realizado na paciente é uma comunicação entre câmaras do coração. Estamos fechando um orifício que não é para estar mais ali e que só é aberto quando está no útero da mãe. Essa atuação com o HCor vais nos proporcionar um amadurecimento maior, porque o serviço de cirurgia cardiovascular neonatal e pediátrica é um grande desafio”, falou o chefe de cirurgia cardíaca do Hospital Francisca Mendes, Silas Avelar.

Projeto
A cirurgia faz parte do projeto de Apoio ao Desenvolvimento de Centros de Atendimento a Cardiopatas Congênitos, conduzido pelo HCor e Ministério da Saúde. O objetivo é descentralizar o atendimento, qualificando equipes locais e garantindo equidade no acesso a procedimentos complexos. O Amazonas é o único estado da Região Norte a participar da iniciativa neste momento.
“Foram vários critérios avaliados, dentre eles a estrutura existente, qualificação dos profissionais e iniciativa dos gestores de apoiar esse projeto. Consideramos, principalmente, a importância de trazer uma assistência qualificada para a região Norte”, disse a coordenadora geral da Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Carmem Moura.
Por ano, cerca de 29 mil crianças nascem com cardiopatia congênita no Brasil, e cerca de 80% precisam de intervenção cirúrgica, metade ainda no primeiro ano de vida. A iniciativa representa um avanço significativo na ampliação do acesso e no cuidado especializado com os pequenos pacientes.
Investimentos
Para realizar a cirurgia com segurança, o Hospital Francisca Mendes passou por adequações técnicas e recebeu câmeras e microfones de alta resolução para conectar a sala cirúrgica a uma central de comando em São Paulo. A unidade também conta com investimentos do Governo do Amazonas com a entrega de equipamentos de ressonância magnética cardíaca e hemodinâmica no início do ano, além da ampliação dos leitos e reforma geral da estrutura, com previsão de conclusão para 2026.
Os equipamentos incluem uma ressonância magnética cardíaca, com realização média de 150 exames por mês, e um aparelho de hemodinâmica, ampliando em 50% procedimentos cardiológicos como cateterismo e angioplastia.
Com os avanços no hospital desde 2019, a fila de 250 crianças que aguardavam mais de um ano para receber uma cirurgia cardíaca zerou. Desde então, a oferta foi ampliada para outros estados, posicionando o Hospital Francisca Mendes como referência no procedimento cirúrgico pediátrico.
Governo cria ‘sala de enfrentamento’ para evitar caos com estiagem, mas não define orçamento
O governo federal criou uma “sala de enfrentamento da estiagem da Amazônia Legal e Pantanal” para lidar com a nova temporada de seca, que tem início na maior parte do país.
O objetivo é articular, com a participação de diversos ministérios e órgãos públicos, ações que evitem o caos que a falta d’água causou em grande parte das regiões Norte e Centro-Oeste em 2024. O orçamento para lidar com essas medidas emergenciais, porém, ainda é uma incógnita.
A Casa Civil da Presidência, que atua como a gestora desse grupo, não dá informações sobre gastos previstos com as medidas. O MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional) afirma que não há “um valor pré-definido”.
A dimensão dos estragos que a seca tem causado ao meio ambiente e à vida de milhares de pessoas, no entanto, já foi apurado, além da reincidência desses casos em diversos municípios do país, uma situação que, segundo especialistas em ações socioambientais, poderia levar a projetos de prevenção, em vez de reação a esses problemas.
A Folha teve acesso a um levantamento sobre diversas frentes de assistência humanitária emergencial que tiveram de ser adotadas em 2024 por diversas pastas, período que, conforme dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), registrou a seca mais extensa do país desde 1950, afetando cerca de 58% do território nacional, o equivalente a aproximadamente 5 milhões de km².
No ano passado, os gastos do MIDR com cestas de alimentos enviadas a regiões necessitadas chegaram a R$ 99,9 milhões, contra R$ 68,6 milhões em 2023. Entre os dois anos, o número de municípios atendidos saltou de 94 para 145 cidades. Em 83 delas, o problema foi recorrente.
A distribuição de água potável, que em 2023 chegou a 81 municípios, subiu para 135 localidades no ano passado. Os gastos saíram de R$ 26,2 milhões para R$ 33,3 milhões em 2024. A recorrência foi confirmada em 71 municípios.
Na logística, incluindo medidas de distribuição de combustíveis e transporte, o número de 86 municípios chegou a 132 no ano passado, mantendo um gasto médio de R$ 20 milhões por ano com essas ações. Em 70 municípios, o problema se repetiu entre os dois anos.

No caso do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), os gastos com cestas básicas emergenciais saltaram de R$ 15,3 milhões em 2023 para R$ 72 milhões no ano passado.
No total, as medidas tomadas pelos ministérios custaram R$ 363,5 milhões nos últimos dois anos. Invariavelmente, esses recursos dependeram de repasses extraordinários, por não estarem previstos antecipadamente no orçamento federal.
“O governo tem tomado medidas para enfrentar os problemas, mas essa dependência de repasses extraordinários não permite a antecipação. Então, ficamos aguardando o pior acontecer, quando deveria haver, no planejamento formal, uma previsão de valores”, diz Fábio Ishisaki, assessor de políticas públicas do Observatório do Clima.
“Nesta sistemática, é preciso que um município peça que seja reconhecida a sua situação de emergência ou calamidade pública, para que isso seja, então, declarado, e só depois o repasse é feito.”
O MIDR declarou que, apesar de não contar com um orçamento prévio, está em andamento a elaboração de um “plano de enfrentamento” à estiagem, sob coordenação da Casa Civil, que pretende mapear as possíveis demandas e volumes das populações afetadas.
“Cabe ressaltar que a ação federal dependerá da magnitude do evento e da capacidade de resposta dos municípios e estados afetados, uma vez que os nossos recursos são de natureza complementar”, afirmou a pasta.
A Casa Civil informou que, em reunião realizada no dia 20 de maio, foi apresentado o plano de enfrentamento à estiagem que vai “mapear as possíveis demandas, de forma coordenada entre as agências federais, sobretudo para emprego de pronta resposta às populações afetadas pelo evento adverso, em complementação aos recursos disponibilizados pelos entes federados, de modo a garantir inexistência de sobreposição de atividades e lacunas nos atendimentos”.
Para Alessandro Cardoso, assessora política do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), o fato de o governo recorrer a recursos extraordinários para bancar essas ações deve-se, também, a uma estratégia financeira, dado que pedidos emergenciais não entram nos limites dos gastos públicos, já estrangulados pelo ajuste fiscal da União.
“Dada a situação fiscal e as amarras do arcabouço fiscal, essa acaba sendo uma forma de responder a esses eventos extremos, por meio desses créditos extraordinários. Pode não ser o cenário ideal, mas vemos que o governo tem buscado saídas para lidar com essas situações sem deixar a população desassistida.”

As chuvas do verão, que chegaram ao fim em março, não foram suficientes para recuperar o estoque hídrico do solo, afirma o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Com o solo maltratado nos últimos dois anos pelas secas e incêndios florestais, que têm atingido com mais frequência os biomas amazônia, cerrado e o pantanal, a umidade insuficiente pode acarretar novos problemas na época de estiagem, piorando a seca, que foi recorde no país em 2024.
Entre dezembro de 2024 e fevereiro deste ano, o déficit de precipitações em relação à média, na porção mais ao norte do pantanal, norte de Mato Grosso, Rondônia, parte leste do Acre e sudoeste do Pará, foi de 200 mm, quando a média climatológica do período é 500 mm e 700 mm.
*Com informações de Folha de São Paulo
Eduardo Bolsonaro ataca Moraes e diz ter interesse em disputar Presidência se for indicado pelo pai
Investigado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) pelos possíveis crimes de coação no curso do processo penal, obstrução de investigação contra organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes e disse que tem interesse em disputar a Presidência se essa for “uma missão” dada a ele por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O Brasil deveria ter tido a decência de conseguir parar o Alexandre de Moraes. Não aconteceu. Por isso, tivemos que recorrer aqui às autoridades americanas. Vamos dar assim o primeiro passo para resgatar a democracia brasileira. O STF hoje derruba aquilo que foi aprovado pelo Congresso. Não é uma democracia saudável”, afirmou Eduardo Bolsonaro em entrevista à revista Veja.
O deputado licenciado diz que Moraes se comporta como “um tirano” e afirma que o ministro “sabe que vai sair derrotado porque não tem a verdade ao lado dele”.
Em março deste ano, Eduardo Bolsonaro pediu licença do mandato na Câmara dos Deputados para viver nos Estados Unidos “para buscar sanções aos violadores dos direitos humanos”.
“A gente aqui nos Estados Unidos vai fazer de tudo possível para acionar as alavancas do governo para que as autoridades americanas, se assim entenderem, sancionem ao máximo o Moraes e as pessoas financeiramente ligadas a ele”, afirmou na entrevista.
Na semana passada, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que “há uma grande possibilidade” de o ministro do Supremo ser alvo de sanções por parte do governo de Donald Trump.
Já nesta quarta-feira, 28, Rubio anunciou que o país vai restringir visto para “autoridades estrangeiras e pessoas cúmplices na censura de americanos”. Sem citar Moraes diretamente, mencionou a América Latina como um dos exemplos de aplicação.
Eleições 2026
Ao ser questionado se “pensa em ser candidato a presidente”, Eduardo respondeu que “se for uma missão dada” por Bolsonaro, vai cumprir.

“Obviamente, se for uma missão dada pelo meu pai, vou cumprir. Inclusive, meu nome já figurou em algumas pesquisas, né? Fiquei feliz. Mas eu acho que, numa democracia normal, quem deveria ser um candidato mesmo deveria ser o Jair Bolsonaro, que inclusive lidera nas pesquisas”, disse. O ex-presidente está inelegível por decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O deputado cita ainda a especulação sobre uma possível candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. De acordo com Eduardo, “Michelle tem uma rejeição muito baixa, um discurso muito próximo das pessoas evangélicas”, mas quem vai decidir o próximo candidato bolsonarista à Presidência será Jair Bolsonaro.
“A Michelle tem uma rejeição muito baixa, um discurso muito próximo das pessoas evangélicas e da pauta das mulheres. Mas é o Jair Bolsonaro, na verdade, quem vai decidir. Acho que vai ser difícil tirar a possibilidade dele (Bolsonaro) concorrer. Mais uma vez, acredito que há uma chance, que há uma luz no fim do túnel para a gente corrigir a democracia brasileira e conseguir colocá-lo como candidato”, disse.
*Com informações de Terra
Flamengo e Internacional se enfrentam pelas oitavas da Libertadores; confira os duelos
O mata-mata da Copa Libertadores da América vai ter confronto de peso entre brasileiros logos nas oitavas de final. O sorteio desta segunda-feira, 2, colocou Internacional e Flamengo frente a frente. Como passou em 1º lugar, o time gaúcho vai decidir em casa.
A equipe brasileira que avançar terá chance de cruzar com outro rival nacional apenas na semifinal, já que o Fortaleza, que encara o Vélez Sarsfield, é o único adversário do País neste lado da chave.
Do outro lado, o Palmeiras, dono da melhor campanha no geral, enfrenta o Universitário, do Peru, e poderá decidir em casa até uma eventual semifinal, quando o rival pode ser o São Paulo. O clube do Morumbi encara o Atlético Nacional, da Colômbia, nas oitavas de final.
Se passar, a equipe paulista poderá reencontrar o Botafogo –os times se encontraram justamente nas quartas de final na edição passada. Na ocasião, o Alvinegro avançou nos pênaltis. Para isso acontecer, os comandados de Renato Paiva precisam passar pela LDU, do Equador.
Veja os duelos das oitavas de final:
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Atlético Nacional x São Paulo*
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Fortaleza x Vélez Sarsfield*
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Flamengo x Internacional*
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Universitário x Palmeiras*
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Libertad x River Plate*
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Cerro Porteño x Estudiantes*
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Peñarol x Racing*
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Botafogo x LDU*
Os duelos estão marcados para acontecer nos dias 3 e 20 de agosto. A grande final acontece em Lima, no Peru, em 29 de novembro.
*Faz o segundo jogo como mandante por ter tido melhor campanha na fase de grupos
*Com informações de Terra
Pastor morre após passar mal em pregação transmitida online
Um pastor de Turvo, Santa Catarina, morreu após passar mal durante uma pregação em uma igreja, que era transmitida online nas redes sociais. O culto aconteceu no sábado (31), em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.
Auxiliares da congregação que presenciaram o momento tentaram socorrer o homem antes da chegada da ambulância, mas ele não resistiu. As informações foram divulgadas pelo portal “SCC 10”.
Sérgio Carvinho, de 47 anos, discursava como convidado da igreja gaúcha. No momento em que passou mal, ele relatava sobre um testemunho do próprio pai, que também é pastor.
Suspeita de infarto
Durante a fala, ele se ajoelhou atrás do púlpito e, em determinado momento, parou de falar. Pessoas correram para ajudar e a transmissão foi encerrada. Confira:
Segundo o SCC 10, estavam presentes na pregação uma enfermeira e um estudante técnico de enfermagem, que ajudaram nos primeiros socorros até a chegada do Samu.
Apesar das tentativas, o pastor morreu no local. O portal aponta que a suspeita é de infarto ou parada cardíaca. Até o momento, a causa oficial não foi divulgada.
Quem era o pastor?
Sérgio era conhecido na comunidade evangélica pela humildade e forma simples de pregar, afirma o portal. Igrejas em Criciúma, Bombinhas e Florianópolis divulgaram notas de pesar.
O velório vai acontecer nesta segunda-feira (2), na Capela Mortuária de Turvo, com sepultamento no Cemitério Rodeio da Areia.
“Hoje nos despedimos de um servo que não apenas pregava a Palavra, mas também louvava ao Senhor com todo o seu coração. O Pastor Sérgio Carvinho foi um instrumento de Deus nesta terra, levando consolo, esperança e amor através da Palavra e do louvor” , escreveu a Igreja Pentecostal Deus É Amor, de Bombinhas.
🚨 Veja l Pastor passa mal e morre durante pregação com transmissão ao vivo pic.twitter.com/DZlBRrp9BK
— Notícias Paralelas (@NP__Oficial) June 2, 2025
*Com informações de IG
Bandeira vermelha: Aneel anuncia aumento na conta de luz em junho

A Agência Nacional de Energia Elétrica ( ANEEL) informou que a bandeira tarifária da conta de luz será vermelha, patamar 1, no mês de junho. A medida impactará diretamente o bolso do consumidor, com a cobrança extra de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A mudança reflete o aumento no custo de geração de energia elétrica no país.
A decisão da agência reguladora ocorre em um contexto de baixa incidência de chuvas, cenário identificado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico ( ONS), responsável pelo monitoramento da matriz energética do país.
A redução no volume de afluências — como são chamadas as entradas de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas — tem diminuído a geração de energia por fontes hídricas. Com isso, o sistema precisa acionar usinas termelétricas, que têm custos operacionais mais altos e pressionam as tarifas.
Sistema de bandeiras ajuda consumidor a entender custo real da energia
Criado em 2015 pela Agência Nacional de Energia Elétrica ( ANEEL), o sistema de bandeiras tarifárias tem o objetivo de indicar, de forma clara, os custos reais da geração de energia no Brasil.
Através de uma sinalização por cores — verde, amarela e vermelha(com subdivisão em patamares 1 e 2) —, o modelo permite que o consumidor saiba, mês a mês, se a energia que consome está sendo gerada em condições favoráveis ou sob custos elevados.
Quando a bandeira está vermelha, como acontecerá junho de 2025, significa que usinas mais caras, como as termelétricas, estão sendo acionadas para suprir a demanda do sistema elétrico nacional, o que resulta em acréscimos na conta de luz.
Essa sinalização funciona como uma espécie de “termômetro energético”, que incentiva o uso mais consciente da eletricidade. Diferentemente do modelo anterior, em que os reajustes tarifários eram repassados apenas uma vez ao ano, o sistema de bandeiras oferece ao consumidor um indicativo imediato do cenário da matriz energética.
Isso permite ajustes no consumo em tempo real, promovendo não apenas economia nas faturas mensais, mas também a sustentabilidade do sistema como um todo. Ao adotar práticas cotidianas de economia — como desligar aparelhos em standby, aproveitar melhor a iluminação natural e reduzir o uso de equipamentos de alto consumo —, o consumidor participa ativamente da busca por um setor elétrico mais equilibrado e eficiente.
Uso consciente é fundamental para reduzir impactos
Diante do aumento tarifário e da pressão sobre o sistema energético, a ANEEL orienta a população sobre o uso consciente da energia elétrica. A agência recomenda medidas como evitar o uso excessivo de eletrodomésticos em horários de pico e desligar aparelhos que não estejam em uso. Segundo a ANEEL, essas ações podem reduzir os gastos com a conta de luz e contribuir para o equilíbrio do setor.
*Com informações de IG
Os planos do Reino Unido para instituir castração química de estupradores

A secretária de Justiça do Reino Unido, Shabana Mahmood, está estudando uma possível “implementação nacional” da castração química para criminosos sexuais. Este procedimento reduz os níveis de testosterona com a intenção de reduzir a libido.
A proposta é uma das recomendações apresentadas na recente revisão independente sobre condenações que foi encomendada para investigar a superlotação das prisões e considerar alternativas ao encarceramento.
A análise constatou que 21% dos adultos que cumprem pena atrás das grades foram condenados por crimes sexuais, o que os torna uma proporção significativa da população carcerária. A ideia parece ser a de que a castração química tornaria a libertação dos infratores da prisão menos perigosa para a população.
Um programa piloto de castração química voluntária já está em andamento — e prestes a ser ampliado para 20 prisões britânicas. Mas, embora a revisão tenha enfatizado que o consentimento é um princípio fundamental da legislação médica, Mahmood estaria investigando se a castração química pode ser obrigatória. Isso levanta importantes questões éticas e jurídicas.
A castração química é ética?
A castração química é uma intervenção com dupla finalidade. Ela pode ser usada tanto para beneficiar aqueles que recebem substâncias redutoras de testosterona — os agressores sexuais podem achar que seus desejos sexuais são um problema, e querer, portanto, ter sua intensidade reduzida por meios médicos —, quanto para proteger a população.
Uma questão fundamental, então, é o que pretendemos alcançar com um programa de castração química na população carcerária. A castração química pode reduzir o risco de reincidência, mas não melhorar a vida de um agressor sexual. E pode fazer o oposto — melhorar seu bem-estar sem proteger o público de suas ações. Qual é o objetivo que estamos buscando?
Isso é importante porque a legitimidade ética da castração química está diretamente relacionada à sua finalidade. As intervenções médicas padrão são normalmente admissíveis do ponto de vista ético quando — e porque — se espera que elas beneficiem os receptores que consentem de forma considerada válida.
Se o objetivo não for beneficiar o receptor, mas proteger o público, a questão é mais complicada. Normalmente, não temos que dar consentimento para ser encarcerados ou colocados em quarentena, por exemplo. Estas são situações impostas pelo Estado. Então, será que podemos ignorar o consentimento no caso da castração química para pessoas que estão presas?

E, embora alguns criminosos possam preferir que seus desejos sexuais problemáticos sejam suprimidos, a castração química pode ter efeitos colaterais significativos, incluindo ganho de peso e mudanças de humor.
Se a castração química de fato reduzir os desejos problemáticos, os agressores sexuais podem se beneficiar dela, apesar dos efeitos colaterais.
Mas não está claro exatamente como esse “benefício” em potencial deve ser entendido. É benéfico para os agressores sexuais ter seus desejos sexuais atenuados? Evitar punições futuras conta como um benefício? Também pode ser benéfico para os criminosos que não consentirem com a intervenção? E será que é eticamente admissível fornecer castração química sem benefício para o receptor?
Precisamos de uma compreensão mais claramente articulada do benefício, e da sua relação com o consentimento, para determinar quando a castração química é eticamente admissível.
É legal?
A finalidade também é importante para a justificativa legal. As intervenções que usam meios médicos — como a castração química — geralmente são legais, mais uma vez, porque se espera que beneficiem os receptores. Portanto, novamente, a falta de clareza sobre quem “se beneficia” e como o benefício deve ser entendido é um problema.
Minha análise do arcabouço legal na Inglaterra e no País de Gales mostra que fornecer castração química a agressores sexuais pode ser consistente com as obrigações impostas às autoridades públicas do Reino Unido de acordo com a Convenção Europeia de Direitos Humanos (por meio da Lei de Direitos Humanos de 1998).
Esse pode ser o caso mesmo sem o consentimento dos receptores, especialmente quando o objetivo é a proteção pública. Mas aqui também é necessário esclarecer como o benefício ou o dano estão relacionados ao consentimento.
Um dilema para os médicos
A implantação da castração química para agressores sexuais — seja voluntária ou obrigatória — também levanta dilemas éticos e legais para as pessoas que administram o programa.
O psiquiatra forense Don Grubin disse que a administração da castração química é “a respeito de médicos tratando pacientes, em vez de médicos fazendo um trabalho para as agências de justiça criminal, mas um efeito colateral é que a reincidência provavelmente vai ser reduzida”.

No entanto, não está claro que a castração química deva ser sempre entendida sobretudo como “médicos tratando pacientes” da maneira que normalmente esperamos nas intervenções terapêuticas.
A ideia de que os médicos, ao administrar a castração química, estão sempre agindo principalmente para beneficiar o receptor, e que a proteção pública na forma de redução do risco de reincidência é um mero efeito colateral, obscurece as questões éticas e legais em jogo.
Uma abordagem melhor é esclarecer os diferentes valores e deveres em jogo — e como os médicos e outras pessoas envolvidas na prestação deste serviço devem colocá-los na balança.
A castração química vai gerar, com frequência, deveres conflitantes, com os quais precisamos encontrar maneiras de lidar. É compatível com as obrigações profissionais realizar intervenções que não sejam do interesse clínico dos receptores, se isso beneficiar outras pessoas? As obrigações profissionais variam de acordo com a finalidade da intervenção?
A castração química expõe tensões nas obrigações éticas e legais que os provedores individuais e institucionais têm com os receptores e com a sociedade.
Estou analisando estas questões em uma pesquisa que investiga como devemos entender, avaliar e regulamentar intervenções com dupla finalidade. Estas são questões que o governo e aqueles que estão envolvidos na castração química de criminosos sexuais também precisam encarar de frente.
*Com informações de Terra
Dembélé brilha na Liga dos Campeões e entra na disputa pela Bola de Ouro












