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Fluminense joga pior que o Mamelodi, mas empata e avança no sufoco às oitavas do Mundial

Foto: Getty Images

O Fluminense teve uma exibição de pouco ímpeto na tarde desta quarta-feira, no Hard Rock Stadium, em Orlando, e empatou sem gols com o organizado Mamelodi Sundowns, da África do Sul, na última rodada do Grupo F do Mundial dos Clubes. Bastou, contudo, para deixar a equipe comandada por Renato Gaúcho na vice-liderança da chave, com cinco pontos, e, portanto, classificada ás oitavas de final. A primeira colocação ficou com o Borussia Dortmund, que venceu o Ulsan por 1 a 0 e chegou aos sete pontos.

O adversário do time tricolor na próxima fase será o primeiro colocado do Grupo E, que será definido em duelos marcados para as 22 horas (de Brasília) desta quarta. Empatados com quatro pontos, o líder River Plate e a segunda colocada Inter de Milão disputam a ponta. A outra partida é entre o Monterrey – terceiro, com dois pontos – e Urawa Reds, zerado em pontuação e já eliminado.

Depois de se atrapalhar e sofrer para vencer o Ulsan por 4 a 2, o Fluminense repetiu, durante a partida desta quarta, muitos dos ponto negativos vistos no duelo com a equipe sul-coreana. Com uma linha de marcação muito baixa, passou boa parte do primeiro tempo retraído no campo de defesa e deixou o Mamelodi com a bola nos pés.

O time sul-africano não só tinha a posse, como conseguia transformá-la em jogadas perigosas. Faltava, portanto, ajustar o posicionamento, pois foram muitos os impedimentos de seus jogadores de ataque. Quando construiu investidas em posição legal, assustou o rival carioca, a exemplo da finalização de Mattheuw, dentro da área, defendida por Fábio.

Houve uma ligeira melhora do time tricolor depois da pausa para hidratação, comum no Mundial por causa das altas temperaturas do verão americano. Uma finalização de Arias para fora foi o lance mais perigoso de um Fluminense pouco produtivo e sem intensidade.

Arias mostrou-se mais participativo no segundo tempo e construiu jogadas mais interessantes para a equipe carioca, como um passe para Cano colocar a bola na trave. Apesar disso, a defesa tricolor continuou se atrapalhando e foi perfurada mais de uma vez por passes longos do Mamelodi.

O jogo ficou tenso perto dos minutos finais, já que o Fluminense não conseguiu evoluir ofensivamente e continuou conformado, com sua linha baixa. Não era uma atuação segura defensivamente. Pelo contrário, os tricolors correram riscos, e a confirmação do empate sem gols foi um alívio.

*Com informações de Terra

Apuração da categoria Prata consagra campeões do Festival Folclórico do Amazonas no mirante Lúcia Almeida

Foto: João Viana/Semcom

A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), realizou, na tarde desta terça-feira, 24/6, no mirante Lúcia Almeida, no centro histórico da cidade, a apuração oficial da categoria Prata do 67º Festival Folclórico do Amazonas. O evento reuniu brincantes, lideranças de grupos folclóricos e apaixonados pelo festival, que vibraram a cada nota revelada pelos jurados.

A apuração confirmou os vencedores nas diversas modalidades, consagrando grupos como a quadrilha tradicional Junina Ardente, que fez história ao receber nota 10 de todos os jurados, e a quadrilha cômica Kero é Klose, que também gabaritou na avaliação técnica, ambas emocionaram o público e arrancaram aplausos na arena do Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA).

O diretor-presidente da Manauscult, Jender Lobato, ressaltou o compromisso da gestão municipal com a cultura popular e destacou a transparência em todo o processo de apuração.

“Tivemos um festival grandioso, marcado pela seriedade, pela organização e, acima de tudo, pelo respeito aos nossos artistas. A apuração foi transparente, como deve ser, e parabenizo todos os grupos pelo empenho, pela dedicação e por manterem viva essa tradição que orgulha o povo manauara”, afirmou.

Maior investimento da história e novidades estruturais

A edição deste ano entrou para a história com o maior investimento já feito nas agremiações folclóricas. Pela primeira vez, os grupos receberam os valores de fomento com semanas de antecedência, o que possibilitou um melhor planejamento e apresentações ainda mais impactantes. As categorias Prata e Bronze tiveram um reajuste de 10% nos valores de incentivo, alcançando R$ 19,8 mil para os grupos Prata e R$ 8,8 mil para os grupos Bronze. Os bois-bumbás urbanos também foram contemplados com um incentivo inédito, recebendo R$ 143 mil cada, um dos maiores aportes já registrados na história do evento.

A estrutura do festival também passou por reformulações importantes, consolidando uma nova roupagem para o Festival Folclórico do Amazonas. Realizado no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, o evento contou com a aproximação do palco à plateia, melhor visibilidade das arquibancadas, espaços reservados para idosos e pessoas com mobilidade reduzida, e uma praça de alimentação ampliada, que se tornou ponto de encontro entre brincantes, famílias e turistas, movimentando a economia criativa e garantindo renda a dezenas de empreendedores da gastronomia regional.

Também pela primeira vez, as segundas e terças-feiras foram reservadas para os ensaios técnicos das danças no próprio CCPA, o que proporcionou melhor preparação para os grupos e refletiu diretamente na qualidade artística das apresentações. Outra novidade foi a realização, no Dia do Quadrilheiro (1º de junho), da competição de quartetos de quadrilha, que premiou 1º, 2º e 3º lugar, em uma celebração inédita e emocionante para o segmento.

Foto: João Viana/Semcom

Público recorde e valorização da cultura

Ao longo das semanas do festival, mais de 100 mil pessoas prestigiaram a programação, reafirmando a força e a relevância do evento no calendário cultural da cidade. O público lotou as arquibancadas em todas as noites de disputa, acompanhando de perto as apresentações dos grupos das categorias Bronze e Prata.

O 67º Festival Folclórico do Amazonas consolidou-se, neste ano, como uma edição histórica, marcada pela inclusão, inovação, valorização dos fazedores de cultura e o fortalecimento das raízes populares que fazem da manifestação folclórica amazonense uma das mais ricas do país.

Confira os vencedores da categoria Prata – 2025

Quadrilha tradicional

  • 1º Junina Ardente

  • 2º Junina Cabocla

  • 3º Família Gald

Dança Regional e Povos da Amazônia

  • 1º Lendas e Povos da Amazônia

  • 2º Pássaro Gavião Real

Dança Nacional

  • 1º Xote da Karolina

  • 2º Xameguinho do Xote

Povos Indígenas

  • 1º Dos Bares

  • 2º Manau

Cacetinho

  • 1º Pida Djapá

  • 2º Manau

Dança Internacional

  • 1º Grupo de Danças Gald

  • 2º Jai Oh

  • 3º Rancho Luso Brasileiro

Dança Nordestina

  • 1° Descendentes de Lampião

  • 2° Cangaceiros de Juazeiro

  • 3° Vingadores do Sertão

Quadrilha Alternativa

  • 1º Os Atrapalhados na Roça

  • 2º União Hit Dance

Quadrilha de Duelo

  • 1º Anjos do Faroeste

  • 2º Espiões na Roça

  • 3º Reis do Faroeste

Ciranda

  • 1º Ciranda do Aleixo

  • 2º Ciranda Força Jovem

  • 3º Ciranda da Betânia

Quadrilha Cômica

  • 1º Kero é Klose

  • 2º João e Maria

  • 3º Escolinha na Roça

Dólar recua mais de 10% no 1º semestre com ‘tarifaço de Trump’ e Selic alta

Foto: Dado Ruvic / Illustration / Reuters

Após fechar o ano passado no maior patamar nominal da história, o dólar caminha para fechar o primeiro semestre com queda superior a 10%. O tombo é motivado, principalmente, pela política tarifária imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O patamar elevado da taxa Selic também contribui para a baixa.

Dólar acumula queda de 10,7% desde janeiro. A trajetória negativa derrubou a cotação da moeda norte-americana em relação ao real em R$ 0,66, de R$ 6,18 para R$ 5,519 (cotação do dia 24 de junho). O tombo surge diante dos movimentos adotados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após reassumir o comando da Casa Branca.

Principais moedas do mundo estão fortalecidas. O índice DXY, que mede a variação do dólar contra uma cesta de outras seis moedas (euro, iene, libra esterlina, franco suíço, dólar canadense e coroa sueca) acumula queda de quase 9,8%, recuo pouco inferior ao do real no mesmo período. “O cenário está muito mais pendente para a desvalorização do dólar em si do que simplesmente o fortalecimento real”, diz Otavio Oliveira da Silva, gerente de tesouraria do Banco Daycoval.

Movimento reflete a perda de força do dólar. O diretor de tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, explica que a desvalorização da moeda estadunidense em 2025 não representa uma valorização efetiva do real. “É um movimento global de enfraquecimento do dólar, por conta da guerra comercial e do aumento do déficit fiscal americano”, afirma ele.

“Tarifaço de Trump” guia a queda da moeda. A decisão do presidente norte-americano de taxar as importações de centenas de países é citada como principal ponto para o arrefecimento do dólar. O anúncio foi seguido de retaliações e originou diversos temores de guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Com os receios consolidados, Trump voltou atrás e interrompeu as cobranças temporariamente.

Indicadores dos EUA também contribuem. Aparece ainda no radar do mercado o nível recorde do déficit público norte-americano. Além disso, pesou contra a principal economia do mundo o encolhimento do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre, a perda de fôlego do mercado de trabalho local e o atual patamar elevado dos juros para os padrões norte-americanos.

Desvalorização do dólar ainda deve persistir. Weigt avalia que a tendência de baixa da moeda norte-americana deve ser mantida em todo o mundo. Por aqui, as estimativas do mercado financeiro apresentadas pelo BC (Banco Central) indicam o dólar em R$ 5,718 ao final deste ano. “As projeções do Focus sempre giram em torno do preço atual de mercado, com desvios para baixo ou para cima, dependendo do cenário interno”, explica o diretor do Travelex sobre a divergência em relação à cotação atual.

Juros

Taxa Selic elevada ajuda a puxar o dólar para baixo. Embora negativo para o desenvolvimento econômico e o acesso ao crédito, o aumento da taxa básica de juros do Brasil para 15% ao ano, o maior patamar desde 2006, contribui para a desvalorização do dólar. Isso acontece porque os investidores estrangeiros miram no Brasil na busca por maiores rentabilidades.

“O Brasil é o menos afetado pela guerra tarifária, tem a maior taxa real de juros do mundo e está atraindo recursos para a Bolsa de Valores, que está relativamente barata quando comparada à Bolsa dos países desenvolvidos.” afirmou Marcos Weigt, diretor do Travelex Bank

Cenário também depende da segurança do Brasil. Silva, do Banco Daycoval, também reconhece o diferencial das taxas de juros como importante para manter o dólar em um patamar mais controlado. Ainda assim, ele afirma que a situação não é o único aspecto para atrair dinheiro estrangeiro. “Existe todo um contexto de risco-país que tem que ser avaliado e não pode ser simplesmente precificado tão friamente nos juros”, diz ele.

Gastos públicos prejudicam a trajetória de queda. Para Silva, a simples discrepância entre a taxa Selic e os juros de países desenvolvidos não é suficiente para provocar a valorização do real e o “derretimento” do dólar. “Tem muitas questões ligadas ao fiscal, político, econômico e outros assuntos pendentes aqui no Brasil que precisam ser resolvidos para existir efetivamente um cenário positivo para o gringo investir e o dólar cair”, analisa.

*Com informações de Uol

Após acareação, réus acusam Cid de mentir sobre golpe de Estado

A acareação, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, atendeu ao pedido da defesa de Braga Netto, para contestar supostas divergências nos depoimentos de Cid - Foto: Rosinei Coutinho / STF

Após a acareação realizada nesta terça-feira (24), no Supremo Tribunal Federal (STF), as defesas dos réus na ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado disseram que o tenente-coronel Mauro Cid mentiu na delação premiada e nos depoimentos prestados ao longo das investigações. Durante a audiência, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a ser chamado de mentiroso pelo general Walter Braga Netto.

Segundo o advogado do ex-ministro da Defesa, a afirmação foi feita duas vezes ao longo das mais de 1h30min em que o réu esteve frente a frente com Cid. O confronto ocorreu no âmbito da ação que apura a susposta trama golpista que resultou nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

“O general Braga Netto, em duas oportunidades, afirmou que o senhor Mauro Cid, que permaneceu durante todo o ato com a cabeça baixa, era mentiroso. E ele [Cid] não retrucou quando teve oportunidade de falar”, relatou José Luis Oliveira Lima, advogado de Braga Netto.

A acareação, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, atendeu ao pedido da defesa de Braga Netto, para contestar supostas divergências nos depoimentos do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que também é delator da tentativa de golpe em apuração. O ex-ministro acusa Cid de mentir em suas declarações.

Os dois são réus na ação penal que apura a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Os militares integram o chamado Núcleo 1, ou Núcleo Crucial, da trama golpista que resultou nos atos violentos nas sedes dos Três Poderes, em Brasília, após o resultado das eleições de 2022, que registrou a vitória do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O Mauro Cid se contradisse mais ainda. Ele mente o tempo inteiro. Uma pessoa que presta dez depoimentos, ele mente aqui, mente ali. Ele estava constrangido, estava de cabeça baixa”, declarou o advogado de Braga Netto a jornalistas após a acareação. Segundo a defesa do general, as contradições de Cid estão em detalhes como o local em que teria sido realizada a entrega de um dinheiro para financiar os acampamentos em frente aos quartéis e a ida de manifestantes a Brasília.

“Ele mente demais. É assustador que uma pessoa que mente tanto, que essas afirmações, que esses depoimentos que esse senhor [Cid] trouxe possa dar base para qualquer decreto condenatório”, concluiu José Luis Oliveira Lima.

A acareação é uma técnica jurídica que consiste em apurar a verdade no depoimento ou declaração das testemunhas e das partes de um processo, confrontando-as frente a frente e levantando os pontos divergentes, até que se chegue às alegações e afirmações verdadeiras. Segundo a legislação penal brasileira, é direito do réu pedir a acareação.

O advogado do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, acompanhou a acareação e afirmou que tudo ocorreu de forma tranquila, com um único momento constrangedor que foi quando Braga Netto disse que Cid é mentiroso. Demóstenes Lázaro disse que o ex-ajudante de ordens ficou calado e, por isso, teria concordado com a acusação.

“Deveria ter uma autoacareação entre o que ele mesmo diz. São 12 ou 13 depoimentos, 12 ou 13 versões”, declarou o advogado. Nesta terça-feira (24) também foi realizada a acareação entre o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército.

Audiência privada

A audiência de acareação ocorreu em sala fechada e somente o ministro relator, Alexandre de Moraes, os réus com seus advogados, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, autor da denúncia sobre a tentativa de golpe, e os advogados dos outros seis réus na ação penal puderam estar presentes.

Moraes também indeferiu o pedido da defesa de Braga Netto para que a acareação fosse gravada. Segundo ele, trata-se de um ato de instrução do juízo, não da defesa, e a gravação poderia gerar pressões indevidas ou vazamentos que comprometessem a apuração.

O advogado de Braga Netto lamentou essa decisão. “A defesa teve sua prerrogativa violada. Todos os atos desse processo foram gravados e a opinião pública teve acesso. Neste caso, que é um ato processual fundamental, pegar os detalhes da fala de cada um dos acareados, infelizmente, esta defesa pediu que o ato fosse gravado, foi negado”, disse Juca, como é conhecido.

Celso Vilardi, advogado de Bolsonaro, assistiu à acareação e disse que a decisão de não permitir a gravação da audiência causou espanto. “Me causou uma certa surpresa o fato de ela não ter sido transmitida. Todos os demais atos do processo foram transmitidos. Eu achei lamentável não ter sido transmitido hoje porque o delator fez o que ele tem feito reiteradamente, ele mentiu e, no meu modo de ver, foi desmoralizado”, afirmou.

Versões contraditórias

Em acareação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, o general Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid mantiveram versões divergentes sobre episódios centrais da investigação que apura a tentativa de subversão do resultado das eleições de 2022. Ambos confirmaram os depoimentos anteriores, mas reforçaram contradições sobre a reunião realizada no dia 12 de novembro de 2022 e sobre o suposto repasse de recursos financeiros no Palácio da Alvorada.

A principal divergência gira em torno da reunião realizada no apartamento de Braga Netto em Brasília. De acordo com Cid, a ida dos coronéis Rafael Martins Oliveira e Hélio Ferreira Lima ao local foi motivada por insatisfação com o resultado eleitoral. Ele afirmou ter encaminhado os dois para conversar com o general. O general, por outro lado, negou qualquer teor político no encontro, alegando que os coronéis apenas foram ao local para cumprimentá-lo.

Cid e Braga Netto também relataram versões diferentes sobre a dinâmica da visita. O general afirmou que todos os presentes chegaram e saíram juntos. Já o ex-ajudante de ordens disse ter deixado o apartamento antes dos demais, com a justificativa de que precisava organizar uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro.

Questionado sobre a mudança em sua versão inicial, Cid explicou que, à época, acreditava se tratar de mais uma bravata. No entanto, após tomar conhecimento da operação “Punhal Verde e Amarelo”, passou a considerar que o encontro poderia ter tido um caráter mais grave. Por isso, foi convocado novamente e retificou o depoimento prestado.

Outro ponto de conflito abordado durante a acareação foi o suposto pedido de recursos ao PL, partido de Bolsonaro, que teria sido feito por Mauro Cid ao general Braga Netto. Ambos confirmaram a abordagem inicial, mas divergem quanto aos desdobramentos. Segundo Cid, após a negativa do tesoureiro do partido, coronel Azevedo, Braga Netto entregou a ele uma sacola de vinho contendo dinheiro.

A entrega teria ocorrido em um dos locais do Alvorada em que Cid costumava circular, a garagem privativa, a sala da ajudância de ordens ou o estacionamento ao lado da piscina. O valor teria sido destinado ao coronel de Oliveira, e o repasse, segundo Cid, foi articulado após ele fazer contato com o militar.

Braga Netto negou completamente a versão apresentada pelo ex-ajudante de ordens. Disse que, após a negativa do PL, não tratou mais do assunto e garantiu jamais ter entregue qualquer quantia em dinheiro a Cid. O general também afirmou que, quando pedidos de recursos lhe eram feitos, ele apenas os encaminhava ao tesoureiro do partido.

Durante a acareação, Cid declarou que a sacola de vinho estava lacrada e que presumiu a existência de dinheiro pelo peso, embora não a tenha aberto. Segundo ele, não havia testemunhas no momento da entrega e não há provas materiais que sustentem a versão. O colaborador justificou a omissão desse episódio em depoimento anterior alegando estar em estado de choque pela prisão de colegas. Disse que os demais depoimentos, dados em contexto de colaboração premiada, foram prestados em ambiente mais estável.

Outro ponto de divergência envolve a relação entre Braga Netto e o coronel de Oliveira. Cid afirmou que o coronel havia dito ter servido com o general durante a intervenção federal no Rio de Janeiro. No entanto, Braga Netto negou qualquer vínculo próximo com o militar, explicando que, à época, sua interlocução era direta com comandantes de batalhões, e não com subordinados de escalões inferiores.

Questionado pela defesa de Cid sobre um trecho em que o colaborador teria dito que Oliveira mantinha “relação próxima” com Braga Netto, o general rebateu, dizendo que se tratava apenas de uma ligação funcional. Ele também informou que o prédio onde ocorreu a reunião de 12 de novembro possuía câmeras apenas na garagem e que a entrada de visitantes era controlada pelo porteiro no térreo.

Anderson Torres x Freire Gomes

Durante acareação, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, reafirmaram suas versões anteriores, mas mantiveram pontos de contradição sobre temas centrais da apuração, especialmente quanto à minuta golpista apresentada ao então presidente Jair Bolsonaro e o papel desempenhado por Torres em reuniões ministeriais após o pleito.

Entre os pontos de divergência destacados, dois se mostraram centrais: a atuação de Anderson Torres como assessor jurídico do presidente em temas relacionados a medidas de exceção; e a semelhança entre a minuta apresentada na reunião de 7 de dezembro de 2022 e o documento encontrado na casa do ex-ministro.

Segundo o general Freire Gomes, Anderson Torres não participou das reuniões realizadas nos dias 7 e 14 de dezembro, e ele não se recorda de encontros posteriores com o ex-ministro. Ainda assim, confirmou que, antes dessas datas, participou de reuniões ministeriais com a presença de Torres, onde se discutiam temas como a possível decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em razão da instabilidade no país. Nessas ocasiões, conforme relatou o general, o ex-ministro chegou a se manifestar, mas jamais incentivou medidas fora da legalidade.

Questionado sobre o papel jurídico de Torres, o general negou que tenha se referido ao ex-ministro como “assessor jurídico” de Bolsonaro. Explicou que, nas reuniões, Torres chegou a esclarecer pontos legais pontuais, mas sem jamais sugerir qualquer ruptura da ordem constitucional.

Outro ponto discutido foi a minuta de decreto, que teria sido apresentada na reunião de 7 de dezembro, e o documento encontrado na residência de Torres. O General Freire Gomes destacou que os textos tratavam do mesmo tema — a possibilidade de decretação de estado de sítio e GLO —, mas deixou claro que não eram idênticos. O conteúdo foi classificado por ele como “semelhante”.

Segundo o general, na reunião do dia 7, Bolsonaro apresentou o documento como um “estudo” que seria revisado. A partir dessa data, reuniões subsequentes discutiram medidas mais concretas, mas na reunião do dia 14, por exemplo, nenhuma minuta chegou a ser lida, pois o encontro foi encerrado antes disso.

Ainda de acordo com Freire Gomes, quando teve acesso ao documento apreendido na casa de Torres, percebeu que o conteúdo guardava semelhança temática com o texto debatido anteriormente, mas reiterou que nunca afirmou tratar-se do mesmo documento.

Indagado sobre os atos de 8 de janeiro, Freire Gomes afirmou que já havia deixado o Comando do Exército em 30 de dezembro, portanto, não poderia afirmar se houve incentivo ou manipulação por parte de autoridades. Disse ainda que, ao deixar o cargo, observava uma redução no número de acampados em frente aos quartéis.

O general também negou que Bolsonaro tenha pedido que as pessoas permanecessem nos acampamentos. Destacou que, a partir das reuniões de 7 de dezembro, foi explicado ao então presidente que, sem indícios de fraude nas eleições, a adoção de medidas de exceção poderia levá-lo à responsabilização penal, inclusive à prisão. Segundo ele, Bolsonaro foi advertido sobre os riscos e teria concordado, não voltando a abordar o tema posteriormente.

Já Anderson Torres, em sua fala, esclareceu que não estava em território nacional no dia 8 de janeiro e que retornou ao Brasil apenas após a decretação de sua prisão pelo próprio relator. Ele também afirmou que foi exonerado do cargo de Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal ainda no dia 8/01. Justificou a viagem alegando que não havia nenhum alerta de inteligência indicando riscos para aquela data. Por fim, afirmou que a Secretaria não ficou acéfala, uma vez que o secretário-executivo assumiu interinamente a gestão durante sua ausência.

*Com informações de IG

Caprichoso emociona torcedores em último ensaio técnico com espetáculo vibrante no Bumbódromo

Torcedores azulados vivenciam uma prévia do espetáculo com direito a surpresas, energia contagiante e clima de festa popular - Foto: Jhonny Lima / Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Foi mais que um ensaio técnico. Na noite de terça-feira (24/06), o Boi Caprichoso transformou a Arena do Bumbódromo, em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), em um verdadeiro “ensaio show”. A definição é do próprio presidente do bumbá azul e branco, Rossy Amoedo, que celebrou a energia da apresentação aberta ao público dias antes do início oficial do Festival de Parintins, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e que acontece de sexta-feira a domingo (27 a 29/06).

“Essa é a galera da cultura. É um dia de festa, de alegria. Tocamos parte do repertório de 2025 e mostramos grandes momentos do espetáculo. Foi uma celebração para esse povo apaixonado pelo Caprichoso, que se organiza o ano todo para viver as três noites mágicas de apresentação”, destacou Amoedo.

Ele também lembrou que o ensaio técnico foi pensado, especialmente, para os torcedores que não conseguirão garantir lugar nas arquibancadas do Bumbódromo, durante o festival.

Com o tema “É Tempo de Retomada”, o espetáculo apresentado trouxe ao público um aperitivo do que está por vir. Segundo o levantador de toadas do boi, Patrick Araújo, o Caprichoso está com tudo alinhado para surpreender na arena.

“O repertório está incrível, o espetáculo está pronto. Precisávamos desse momento de ajuste na arena. Muitos grupos de dança estão chegando dos municípios, então foi o dia de unir tudo e mostrar uma prévia do nosso grande show. Ontem foi só uma pequena amostra do que vamos apresentar nos dias de festival”, disse Patrick.

Responsável por dar vida ao boi de pano, o tripa Alexandre Azevedo destacou a importância da apresentação para quem não consegue enfrentar a tradicional fila de entrada.

“Muita gente não consegue assistir ao festival lá dentro. Então o ensaio técnico vira o momento deles. E o Caprichoso fez um show digno dessa galera. Nosso padrão é alto, não existe espetáculo medíocre”, reforçou Azevedo.

Foto: Jhonny Lima / Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Intenso na preparação, ele revelou que tem treinado diariamente com a sinhazinha Valentina Cid; e que investe no condicionamento físico para brilhar em arena. E deixou um recado para os curiosos:

“Tem muita surpresa vindo aí. O que o Caprichoso vai mostrar na arena este ano, ninguém nunca viu. Quem estiver em casa, fique ligado, porque vai se surpreender na tela também”, prometeu.

O Caprichoso será o segundo a se apresentar na sexta-feira (27/06), abrindo as duas noites seguintes: sábado (28/06) e domingo (29/06), com o seu espetáculo na Arena do Bumbódromo.

Carol Castro relembra assédio e ameaças nas redes sociais: ‘Tem mensagens que nunca vou esquecer’

Carol Castros já sofreu assédio e perseguição nas redes sociais - Foto: Vinícius Mochizuki

A atriz Carol Castro, de 41 anos, já sofreu assédio e perseguição nas redes sociais.

“Já aconteceu de falarem ‘daria 10 milhões para ter uma noite com você’. Respondi: ‘meu amor, pega esse dinheiro e doa, por favor’”, contou Carol à revista Quem.

Segundo ela, mesmo com o suporte de uma equipe para gerenciar as redes, é comum se deparar com mensagens invasivas: “Passo por umas que falo ‘Meu Deus’. Tem mensagens que nunca vou esquecer.”

A atriz detalhou um episódio em que foi perseguida por um homem que enviava e-mails em caixa alta para seu escritório dizendo que a sequestraria. “Foi bem pesado. A polícia rastreou e encontrou o autor das ameaças pelo ID”, afirmou.

Por causa disso, Carol adotou ainda mais cautela ao compartilhar sua rotina, principalmente quando envolve a filha Nina, de 7 anos. “Não forço a Nina a nada”, disse, explicando que combina com o ex-parceiro, o violinista Felipe Prazeres, o que será postado.

Mesmo diante de episódios violentos e ataques virtuais, Carol segue firme ao se posicionar sobre temas como machismo, política e meio ambiente. “Já perdi trabalho porque me posicionei contra um desgoverno X. Mas estou com a minha consciência tranquila. Por mais que você seja atacado nas redes, não tem que ter medo”, afirmou.

A repercussão das falas coincide com um momento mais introspectivo da artista. Após concluir as gravações de Garota do Momento, Carol viajou para Fernando de Noronha para descansar.

Em suas redes, compartilhou imagens do passeio, celebrando a pausa após meses de dedicação à novela.

A atriz também revelou que foi diagnosticada com estresse oxidativo durante o trabalho, quadro que causou queda de cabelo e manchas vermelhas na pele. “O cérebro não sabe que os desgastes físicos e emocionais das cenas não são reais”, explicou.

*Com informações de Terra

Cessar-fogo entre Irã e Israel se mantém; EUA dizem que negociações são ‘promissoras’

Prédio danificado por um ataque israelense na semana passada - Foto: Majid Asgaripour / WANA (West Asia News Agency) via Reuters

O cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre Irã e Israel parecia estar se mantendo na quarta-feira, um dia depois que os dois países sinalizaram que a guerra aérea terminou, pelo menos por enquanto.

Cada lado reivindicou vitória na terça-feira, após 12 dias de guerra, à qual os EUA se juntaram com ataques aéreos em apoio a Israel para derrubar instalações de enriquecimento de urânio do Irã.

O enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, disse no final da terça-feira que as negociações entre os Estados Unidos e o Irã são “promissoras” e que Washington tem esperança de um acordo de paz de longo prazo.

“Já estamos conversando uns com os outros, não apenas diretamente, mas também por meio de interlocutores”, declarou Witkoff em uma entrevista ao programa “The Ingraham Angle”, da Fox News. “Temos esperança de que possamos ter um acordo de paz de longo prazo que ressuscite o Irã.”

A campanha de bombardeio de Israel, lançada com um ataque surpresa em 13 de junho, eliminou o alto escalão da liderança militar do Irã, matou seus principais cientistas nucleares e teve como alvo instalações nucleares e mísseis. O Irã respondeu com mísseis que, pela primeira vez, perfuraram as defesas de Israel em grande número.

As autoridades iranianas disseram que 610 pessoas foram mortas e cerca de 5.000 ficaram feridas no Irã, onde a extensão dos danos não pôde ser confirmada de forma independente devido às fortes restrições impostas à mídia. Vinte e oito pessoas foram mortas em Israel.

Os Estados Unidos aderiram dois dias antes do fim da guerra, lançando enormes bombas destruidoras de bunkers em instalações nucleares, incluindo a mais sensível, enterrada sob uma montanha.

Trump disse que havia “obliterado” o programa nuclear iraniano, impossibilitando o Irã de fabricar uma bomba atômica, efetivamente varrendo da mesa a principal questão de discórdia nas negociações. O Irã sempre negou a busca por armas nucleares.

Mas há incertezas sobre até que ponto o programa nuclear do Irã foi de fato danificado. Um relatório inicial da Agência de Inteligência de Defesa do governo dos EUA indicou que os danos podem ter sido menos graves do que Trump sugeriu, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto.

Uma das fontes disse que os estoques de urânio enriquecido do Irã não foram eliminados e que seu programa nuclear pode ter sofrido um retrocesso de apenas um ou dois meses. A Casa Branca disse que a avaliação da inteligência estava “completamente errada”.

O secretário de Estado Marco Rubio afirmou ao Politico: “O resultado final é que eles estão muito mais distantes de uma arma nuclear hoje do que estavam antes de o presidente tomar essa medida ousada”.

O Parlamento do Irã aprovou um projeto de lei na quarta-feira para suspender a cooperação com o órgão de vigilância nuclear da ONU, a AIEA, informou a agência de notícias estatal Nournews, acrescentando que tal medida exigiria a aprovação do órgão de segurança máxima.

Cooperar com a AIEA é uma exigência do tratado de não-proliferação que dá ao Irã acesso à tecnologia nuclear, desde que o país se abstenha de buscar uma arma.

*Com informações de Uol

Projetos voltados à educação e ao esporte são destaques durante 53ª Sessão Ordinária da CMM

Sessão também foi marcada por homenagens e valorização das tradições culturais no mês de junho - Fotos: Cleuton Silva e Eder França / Dicom-CMM

A 53ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), realizada nesta terça-feira (24 de junho), foi marcada pela votação de projetos relevantes para a capital, com destaque para a proposta que estende a vigência do Plano Municipal de Educação.

Encaminhada pelo Executivo Municipal por meio da Mensagem nº 52/2025, a proposta de prorrogação do Plano Municipal de Educação foi deliberada pelos vereadores. O texto amplia até junho de 2026 a validade das diretrizes e ações voltadas ao fortalecimento da educação pública na cidade de Manaus.

O projeto foi encaminhado à 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Reestruturação da Semjel

Outro Projeto de Lei deliberado no plenário trata da reestruturação da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel). De autoria do Executivo Municipal e capeado pela Mensagem nº 53/2025, a medida redefine as competências da pasta e reorganiza seu quadro de cargos comissionados, buscando mais eficiência no atendimento à juventude da capital.

O projeto também foi encaminhado à 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.

Parcerias público-privadas e Procuradoria

Os parlamentares também aprovaram o parecer favorável ao Programa de Parcerias Público-Privadas do Município de Manaus (PPP/Manaus), iniciativa que pretende ampliar a cooperação entre os setores público e privado na execução de obras e serviços públicos.

Também foi analisada uma proposta de emenda à Lei Orgânica do Município (Loman), que atualiza a estrutura da Procuradoria Geral do Município, reforçando seu papel como órgão de defesa jurídica da administração pública direta e indireta.

Tribuna

Na tribuna, o clima junino marcou os discursos. O vereador Sergio Baré (PRD) destacou a realização do primeiro arraial comunitário no bairro Colônia Santo Antônio, na zona Norte de Manaus, ressaltando a importância das tradições culturais para o fortalecimento da união comunitária.

Ainda durante a Sessão, os vereadores homenagearam o jovem Marco “Hulk da 14”, de apenas sete anos, campeão mundial de luta livre. O atleta mirim foi parabenizado pelo aniversário e reconhecido por sua trajetória de conquistas no esporte.

Prefeitura de Manaus tem marco histórico na arborização e apresenta avanços da gestão

Foto: João Viana / Semcom

No mês em que se celebra o meio ambiente, a Prefeitura de Manaus alcança números históricos de plantio e de doação de mudas. Nesta terça-feira, 24/6, os dados foram apresentados em ação na avenida Autaz Mirim, na zona Leste. O marco de mais de 15 mil mudas plantadas e de mais de 60 mil mudas doadas em menos de seis meses reforça o compromisso de tornar Manaus uma referência em sustentabilidade ambiental.

“A gestão do prefeito David Almeida alcançou um grande marco e isso se deve ao comprometimento da nossa equipe e ao emprego de máquinas que dão mais agilidade na abertura dos berços. Agora, no verão amazônico, vamos intensificar as regas e cuidar para que estas mudas continuem se desenvolvendo”, explicou o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmasclima), Fransuá Matos.

A avenida Autaz Mirim é um dos 48 espaços que receberam ações de plantio ao longo deste primeiro semestre, em todas as zonas da cidade. Ao todo, foram plantadas 15.608 novas mudas, do início de janeiro até esta terça-feira, 24. O número representa quase o triplo do plantado em todo o ano de 2024. De 2021 até hoje, foram plantadas pela Prefeitura de Manaus 38.634 novas árvores na cidade.

Manaus Mais Ambiental

Além dos indicadores históricos de plantio, a Prefeitura de Manaus incentiva o protagonismo da população em tornar a cidade ainda mais arborizada. É por isso que a gestão municipal realiza a doação itinerante e semanal de mudas. Uma das pessoas que conferiu o plantio na Autaz Mirim foi a dona Valcylene Sousa, que aproveitou para fazer um apelo. “Quanto mais árvores, melhor. Se todos nós pudéssemos plantar uma árvore em nossas casas, em nossos quintais, seria muito bom. Árvore é vida. O que estão fazendo é muito bom para a nossa cidade”, destacou.

Nos seis primeiros meses de 2025, foram dadas mais de 60 mil mudas à população, nas ações da Semmasclima. Desse quantitativo, apenas na primeira semana do “Junho Verde – Manaus Mais Ambiental”, foram distribuídas 21.127 mudas em uma ação histórica, envolvendo mais de 50 pontos simultâneos de doação, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed).

“A gestão ambiental do prefeito David Almeida só avança. Temos, além dos indicadores históricos da arborização, a intensificação das operações de fiscalização ambiental e da gestão das áreas protegidas. Outro marco é a elaboração e revisão em curso de três importantes planos de gestão: Ação Climática; Redução de Riscos e Desastres e o de Saneamento Básico, os quais nos darão instrumentos de planejamento de médio e longo prazo, além de ações a serem implantadas”, destacou o secretário da Semmasclima, Fransuá Matos.

Arborização como estratégia

A arborização desempenha um papel fundamental na melhoria do ambiente urbano, oferecendo uma série de benefícios ecológicos e sociais – os chamados serviços ambientais. Ela ajuda a prevenir enchentes, a reduzir o aquecimento global, a amenizar o clima, a melhorar a qualidade do ar, a garantir a sobrevivência de espécies da fauna e a promover a saúde e bem-estar da população, com áreas verdes para convivência e prática de atividades físicas, em contato com a natureza. Por isso, a Prefeitura de Manaus intensifica a gestão das áreas protegidas e a arborização da cidade.

Programação do Junho Verde

A programação do “Junho Verde – Manaus Mais Ambiental” é realizada ao longo de todo o mês e segue em sua última semana de eventos com: Ação ambiental da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, na quarta-feira, 25/6, das 9h às 12h, na comunidade São João; Orientações e fiscalização junto ao público que viajará em barcos, na quinta-feira, 26/6; Lançamento da Campanha de Combate às Queimadas, na sexta-feira, 27/6, às 9h, no Parque Municipal do Mindu.

Na última semana, Arraial da Alegria retorna com Ângela Rodrigues, Xandinho, Xiado da Chinela e Maykinho

Evento segue até este domingo no Shopping Manaus ViaNorte com muitos shows musicais, comidas típicas, apresentações de danças juninas e brincadeiras

Na reta final da programação, o Shopping Manaus ViaNorte retoma o Arraial da Alegria e garante muita diversão ao público a partir desta quinta-feira (26) até domingo (29). A festa, que já faz parte do calendário junino de Manaus, terá atrações musicais e gastronômicas para animar o público de todas as idades.

Na quinta-feira (26), a partir das 22h, a animação ficará por conta da sensação do arrocha, Ângela Rodrigues. A cantora promete não deixar ninguém parado e cantará sucessos como “Acho que te amo”, para espalhar um clima de romance.

Já a sexta-feira (27) será embalada pelo som de Xandinho, a partir das 21h. No repertório, o tradicional forró que agita os fãs do artista.

O forró também tomará conta do Arraial da Alegria do Shopping Manaus ViaNorte no sábado (28), a partir das 22h. Será a vez da banda Xiado da Xinela colocar o público para dançar com músicas tipicamente juninas, além de antigos e novos sucessos do grupo.

No domingo (29), o show será do cantor Maykinho, com seu repertório de arrocha romântico. No repertório, os fãs do artista podem aguardar os hits “Na Onda do Arrocha” e “Mil Vidas”, além de muita interação com o público presente.

O Arraial da Alegria já é uma festa tradicional do Shopping Manaus ViaNorte, prestigiada não apenas pelos moradores da Zona Norte de Manaus. O evento, por ter atrações diferenciadas, atrai moradores de todas as regiões da capital amazonense, que acompanham os shows musicais, se divertem com brincadeiras e saboreiam guloseimas tipicamente juninas.

Quem for ao Arraial da Alegria do Shopping Manaus ViaNorte nesta semana vai conferir, além das atrações musicais, a participação de quadrilhas juninas e grupos de dança folclórica e regional. As apresentações começam a partir das 20h30 na quinta e sexta, e a partir das 19h30 no sábado e domingo.

O espaço também conta com barracas de comidas típicas, brincadeiras para crianças e áreas instagramáveis.

A coordenadora de Marketing do Shopping Manaus ViaNorte, Karoline Cordeiro, destaca que o evento reforça o compromisso do shopping com a valorização da cultura local. “O Arraial da Alegria já faz parte da agenda cultural de Manaus. É uma festa que valoriza os artistas da nossa terra e resgata tradições que fazem parte da identidade cultural do Amazonas”, afirmou.

O Arraial da Alegria segue até o dia 29 de junho, sempre de quinta-feira a domingo, das 18h à 00h, com entrada gratuita.

Sobre o Shopping Manaus ViaNorte

Com mais de 60 mil m², o Shopping Manaus ViaNorte conta com mais de 130 operações entre lojas, quiosques, serviços, entretenimento e restaurantes. O complexo reúne grandes marcas como Havan, Montreal, Riachuelo, C&A, Apa Móveis, Shop do Pé, Cine Araújo, Tropical Multiloja, Salomé Grill, Burger King e Bob’s, além do Fun Park e Speed Kart. As novidades podem ser acompanhadas nas redes sociais: @shoppingmanausvianorte.

Serviço:

  • Local: Estacionamento do Shopping Manaus ViaNorte – Av. Arquiteto José Henrique Bento Rodrigues, nº 3541, bairro Santa Etelvina

  • Data: De quinta a domingo, até 29 de junho

  • Horário: 18h às 00h

  • Entrada gratuita

  • Outras informações: @shoppingmanausvianorte

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