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‘Só por Deus não morremos’, conta alpinista que liderou resgate de Juliana Marins na Indonésia

Agam Rijani, alpinista profissional, liderou o resgate do corpo de Juliana Marins - Foto: Reprodução / Instagram

Alpinista profissional que liderou a ação de resgate do corpo da brasileira Juliana Marins no Monte Rinjani, na Indonésia, Agam disse que quase morreu durante os trabalhos. Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, ele se juntou à influenciadora local Sinta Stepani, que traduziu as falas do alpinista para o português.

Agam Rinjani, como é conhecido por ter experiência em trilhas no Monte Rinjani, contou que ele e a equipe desceram mais de 600 metros para dentro do vulcão, e que precisaram dormir pendurados em cordas, enquanto pedras caíam do penhasco.

De acordo com ele, o suporte de ferro montado para segurar as cordas tombou algumas vezes, provocando ainda mais erosão. “Várias vezes ele falou que o suporte que estava lá no topo desabou. Isso provocou a queda de pedras, caída de areia, desceram várias vezes. Só por misericórdia de Deus que eles não morreram, porque caíram várias vezes e foi tenso demais.”

Agam machucou a perna devido ao impacto das pedras. Para ele, a evacuação do Monte Rinjani foi a mais difícil que já fez. A equipe acampou na beira do precipício, a cerca de 60º, por causa do mau tempo. A chuva, o frio e a neblina também pioraram a situação, e eles estavam sem comer.

“Pelo mau tempo eles não conseguiram, mas não podiam mais subir de volta com a Juliana. Então, eles tiveram que ficar lá embaixo, praticamente estavam pendurados mesmo, com cordas assim, junto com a Juliana, para assegurar que ela não descesse e ninguém descesse, porque todo momento tinha pedra caindo. Então, havia duas chuvas, chuva de verdade e de pedra”, explicou.

O alpinista detalhou que quatro helicópteros tentavam chegar ao local onde a equipe de resgate estava instalada, mas as condições climáticas não permitiam. Agam afirmou que o processo de evacuação começou às 6h e terminou apenas às 15h – no horário local. O corpo de Juliana e os socorristas precisaram subir lentamente por causa das pedras que caíam.

Ao fim da live, ele pediu desculpas por não ter conseguido trazer Juliana com vida e garantiu que deu seu melhor no resgate.

Agam e outros voluntários dormiram pendurados em cordas durante resgate – Foto: Reprodução / Instagram

Em um post, a família de Juliana Marins agradeceu Agam e aos outros voluntários por todo o trabalho de resgate do corpo da brasileira. “Foi graças à dedicação e à experiência de vocês que a equipe pôde finalmente chegar à Juliana e nos permitir, ao menos, esse momento de despedida. O gesto de vocês jamais será esquecido”, escreveram. Os agradecimentos também se estenderam aos outros socorristas que participaram da ação.

*Com informações de Terra

Amazonastur lança Estação do Turismo para recepcionar visitantes em Parintins

Espaço irá funcionar entre os dias 25 e 29 de junho, de 9h às 17h30, na Praça da Catedral - Foto: Janailton Falcão / Amazonastur

O Governo do Amazonas, por meio da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), lançou nesta quarta-feira (25/06), a quinta edição do Espaço do Turismo, na Praça da Catedral Nossa Senhora do Carmo. O espaço, que irá funcionar entre os dias 25 e 29 de junho, é dedicado aos visitantes que estão na cidade para o 58º Festival de Parintins e oferece serviços essenciais de informações úteis e seguras para a experiência completa em Parintins.

A Estação do Turismo conta 20 parceiros institucionais com ações para atender o turista, além do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), com atuação de turismólogos com informações sobre os principais atrativos turísticos de Parintins.

Para a vice-presidente da Amazonastur, Laena Porto, o espaço é a casa do visitante em Parintins.

“O Festival de Parintins é um dos principais indutores do turismo no Amazonas e esse espaço é pensado para o turista, para ser a casa do turista em Parintins. Reunir os parceiros institucionais do Governo do Amazonas é mais um investimento do governador Wilson Lima no festival”, afirma.

O espaço conta com espaços instagramáveis dos bumbás Caprichoso e Garantido, idealizados pela equipe de designer gráfico da Amazonastur, apresentações culturais, cabines fotográficas, pinturas indígenas e espaços para realização de tranças e customização de blusas.

Projeto arquitetônico

Com 600 metros quadrados, a quinta edição da Estação do Turismo foi projetada pela arquiteta da Amazonastur, Rafaela Ribeiro. A arquiteta é responsável pelo projeto e acompanhamento da montagem até a estreia do espaço. Pela primeira vez à frente do projeto, Ribeiro destaca que a ideia principal é fazer um espaço destacando o coletivo.

“O espaço foi pensado na estrutura arquitetônica indígena. E ser um espaço voltado para uma experiência com uma circulação melhor, mostrando um espaço aberto e confortável para receber os turistas”, disse.

Passaporte e Brindes

Na estação do Turismo, os visitantes também poderão ganhar o Passaporte Parintins, que tem como objetivo incentivar o turista a conhecer os principais atrativos da cidade. A distribuição será realizada entre os dias 26 e 29 de junho, às 9h30 e 14h30.

Pobreza energética: uso de lenha em cozinhas domésticas improvisadas ainda é questão de saúde pública no Brasil

Falta de acesso a fontes mais limpas de energia ainda obrigam centenas de milhares de brasileiros a cozinharem com lenha, em fogões improvisados - Foto: Freepik, CC BY / The Conversation

Em muitas regiões do Brasil, especialmente em áreas rurais, o fogão a lenha ainda é o principal meio de cozinhar. Em alguns casos, a prática é mantida por tradição. Em outros, é resultado da dificuldade de acesso a combustíveis mais limpos. Segundo o Observatório Brasileiro de Erradicação da Pobreza Energética (Obepe), cerca de 440 mil pessoas vivem em situação de pobreza energética no país, principalmente no Norte e Nordeste. Os dados mais recentes do Balanço Energético Nacional (2024) revelam que a lenha representou 25% do consumo de energia residencial no Brasil, superando o gás liquefeito de petróleo (GLP) em 21,1%.

É sabido que a queima da lenha libera poluentes no ar, mas qual o real impacto dessa prática para a saúde das famílias e para o meio ambiente? Ainda há poucas pesquisas no Brasil que respondam a essa pergunta. Nosso grupo de pesquisa, no Departamento de Química da PUC-Rio, buscou preencher essa lacuna com uma investigação sobre a qualidade do ar dentro das cozinhas que utilizam lenha como combustível principal.

Nosso estudo, que acaba de ser publicado na revista científica Environmental Monitoring and Assessment, foi realizado em uma comunidade quilombola no município de Cachoeira, na Bahia. Em parceria com o projeto Fogão do Mar, do Instituto Perene – uma associação civil privada, sem fins lucrativos -, foram instalados fogões a lenha ecoeficientes em casas que antes usavam fogões improvisados, feitos de tijolos, barro, restos de equipamentos ou simplesmente um fogo no chão com uma trempe.

Os fogões a lenha ecoeficientes são feitos de alvenaria e possuem chaminés e com isso esperávamos um menor uso de lenha e exposição à fumaça. A equipe do nosso laboratório testou a qualidade do ar nas cozinhas de seis famílias que aceitaram participar da pesquisa, antes e depois da substituição dos fogões.

Quanta poluição um fogão a lenha pode gerar?

Monitoramos amostras de ar nessas casas por oito horas diárias, de 8h às 16h, período médio de uso dos fogões. A lenha foi pesada antes do uso para acompanhar o consumo. Como comparação, coletamos dados em residências com estrutura semelhante em outro conjunto habitacional localizado em São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, que utilizam GLP como fonte de energia.

Os resultados foram impactantes, principalmente com relação às concentrações médias de partículas mais finas, que penetram profundamente nos pulmões (PM2.5) e partículas inaláveis maiores (PM10). Esses poluentes são associados a doenças respiratórias, cardiovasculares e até câncer. Por serem invisíveis e sem odor, essas partículas passam despercebidas pelas famílias, mesmo em níveis críticos.

Nas casas com fogões rudimentares de lenha, encontramos níveis altíssimos de PM2.5, com média de 143 microgramas por metro cúbico de ar (μg/m³). Para o PM10, a média foi de 210 μg/m³. Mas, em algumas casas, o nível ultrapassou 1000 µg/m³, cerca de 20 a 40 vezes o limite diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde (15 µg/m³).

Já a parte de fora das casas tinha o ar com baixas concentrações dessas partículas (cerca de 5 μg/m³ de ambos tipos), evidenciando que a fonte da poluição realmente estava dentro dos lares. De acordo com a OMS, essas partículas, especialmente PM2.5, são os poluentes mais tóxicos, responsáveis por milhões de mortes prematuras anualmente e custos elevadíssimos aos sistemas de saúde.

Soluções de baixo custo com alto impacto

A substituição de fogões rudimentares por modelos ecoeficientes reduziu as emissões de partículas inaláveis em 50% a 60% – a emissão média foi de 64 µg/m³ PM10 e 50 µg/m³ PM2.5. A quantidade de lenha necessária para preparar as refeições também caiu pela metade. Os novos modelos têm chaminés e câmaras de combustão otimizadas, o que fez muita diferença nos resultados. As famílias relataram melhora no bem-estar, menos fumaça acumulada e menos tempo gasto coletando lenha.

A comparação entre as três tecnologias de cozimento confirmou que a combustão de gás (GLP) emite menos poluentes particulados e gases de efeito estufa. As emissões de partículas finas foram de 10 a 20 vezes menores nas casas que usavam o gás (médias de 20 µg/m³ PM10 e 10 µg/m³ PM2,5). Também registramos menor concentração de formaldeído nas cozinhas com fogões a gás. No entanto, os níveis de CO₂ foram estatisticamente semelhantes entre os três tipos de fogão.

Transição energética justa: entre o ideal e o possível

O GLP ainda é a opção mais limpa e amplamente disponível no cenário atual. Ele combina eficiência, flexibilidade e baixa emissão de poluentes. No entanto, o alto custo do botijão ainda é um obstáculo para muitas famílias de baixa renda. Mesmo com os programas governamentais de subsídio, a continuidade e ampliação do acesso dependem da estabilidade de políticas públicas. Além disso, o GLP é um combustível fóssil, o que reforça a necessidade de seguir pesquisando e promovendo alternativas mais sustentáveis, especialmente para populações carentes.

Durante nossa pesquisa, também traçamos o perfil das famílias que utilizavam lenha como fonte principal de energia. Identificamos que, além das limitações econômicas, o uso da lenha está muito ligado a aspectos culturais. Ela representa tradição, sabor característico dos alimentos e práticas transmitidas entre gerações. Isso torna a substituição completa por fontes mais limpas um desafio ainda maior.

Por isso, são essenciais iniciativas que ofereçam soluções intermediárias, como os fogões ecoeficientes, capazes de melhorar significativamente a qualidade do ar e da vida, mesmo em contextos de vulnerabilidade. Políticas públicas de transição energética eficazes e de longo prazo precisam contemplar múltiplas frentes: viabilidade econômica, aceitação cultural e redução dos impactos ambientais.

Nossa pesquisa mostra que é possível promover essas melhorias com tecnologias acessíveis e adaptadas à realidade local, desde que seja realizada em parceria com as comunidades. Reduzir a poluição nas cozinhas é uma medida concreta de proteção à saúde pública – especialmente de mulheres e crianças, que ainda são mais expostas à poluição do ar doméstico.

Além disso, a substituição dos fogões rudimentares contribui para reduzir as emissões de carbono negro, um dos poluentes de maior impacto no aquecimento global. Se quisermos avançar rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, como energia limpa, saúde e bem-estar e ação climática, precisamos começar por onde a fumaça ainda é invisível: dentro das casas.

*Com informações de Terra

Aprovado projeto de Roberto Cidade que incentiva jovens empreendedores no mercado digital no Amazonas

Foto: Rodrigo Brelaz

A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (24/6), o Projeto de Lei nº 91/2025, de autoria do presidente da Casa, deputado estadual Roberto Cidade (UB), que estimula o empreendedorismo jovem no mercado digital.

O PL, que segue para sanção do Executivo Estadual, prevê ações para fomentar a capacitação, a inovação e o apoio a jovens empreendedores que atuam no setor digital, com prioridade para aqueles em situação de hipossuficiência.

O projeto beneficia jovens entre 18 e 29 anos, residentes no Amazonas, com prioridade para aqueles em situação de vulnerabilidade social.

“Essa é uma proposta que cria oportunidades reais para a juventude amazonense, principalmente a mais carente. Queremos incentivar o comércio eletrônico, o desenvolvimento de aplicativos, o marketing digital e os serviços on-line. A matéria é mais um indicativo para que o Estado oferte alternativa ao jovem hipossuficiente e que ele tenha uma oportunidade a mais de garantir renda a sua família”, destacou Roberto Cidade.

A nova lei prevê a criação de incubadoras e aceleradoras digitais, cursos gratuitos, acesso facilitado a crédito, mentoria técnica e parcerias com o setor privado e universidades.

Para participar, é necessário residir no estado, apresentar um plano de negócios, comprovar matrícula ou conclusão do ensino médio/superior e, no caso de baixa renda, comprovar a condição socioeconômica.

Dados

Nos últimos 9 anos, de acordo com dados do Observatório do Comércio Eletrônico, plataforma do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o Amazonas vendeu aproximadamente R$ 1,9 bilhões por meio de e-commerce. Ou seja, o estado amazonense comercializou quase R$ 2 bilhões em bens e serviços pela internet.

Fim da Lei de Incentivo ao Esporte ameaça inclusão social e compromete projetos no Norte do país

PEC dos Gastos tramita no Congresso Nacional e pode colocar em risco a continuidade de projetos esportivos educacionais - Foto: Assessoria

Em dezembro de 2024, o Congresso Nacional aprovou o texto-base do pacote fiscal do Governo Federal, por meio da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Gastos. A medida autoriza o governo a restringir a concessão de créditos tributários em caso de déficit nas contas públicas, o que ameaça diretamente diversas leis de incentivo, incluindo a Lei Federal de Incentivo ao Esporte (LIE).

Após passar pela Câmara dos Deputados com modificações propostas pelo relator, deputado Átila Lira (PP-PI), o projeto segue em tramitação no congresso, sendo analisado por comissões e podendo entrar em votação a qualquer momento.

O avanço da proposta gera preocupação entre entidades que veem no esporte uma ferramenta de inclusão social e educacional. Se aprovada, a nova regra pode inviabilizar milhares de iniciativas em regiões já historicamente excluídas de investimentos, como a Região Norte.

Entre 2020 e 2024, o Norte captou pouco mais de R$ 75,1 milhões por meio da LIE — um valor ainda muito abaixo do total investido no eixo Sul-Sudeste, que entre 2021 e 2023 concentrou mais de R$ 1,36 bilhão. Para enfrentar essa desigualdade, a Rede CT – Capacitação e Transformação tem oferecido cursos e mentorias gratuitas que ensinam instituições a captar recursos por meio da Lei de Incentivo. A possível descontinuidade da Lei, no entanto, ameaça extinguir essa possibilidade.

Um exemplo é a FUNDAV (Fundação do Direito à Vida), com sede em Palmas (TO). Com 26 anos de história, a entidade nasceu com foco no futebol para crianças e adolescentes, mas expandiu sua atuação para outros públicos, como idosos, diante da crescente demanda social. Com apoio da Rede CT, aprendeu a acessar a LIE com o objetivo de angariar recursos para subsistência de seus projetos.

“Apesar da nossa trajetória, conhecíamos poucas formas de captar recursos. Dependíamos muito de emendas parlamentares, o que gera uma relação de dependência. Com a mentoria do CT, aprendemos a acessar a Lei de Incentivo como um direito, o que nos dá autonomia”, afirma o presidente Diógenes Albuquerque. Com a mudança proposta pelo Governo, a autonomia de instituições como a FUNDAV se tornará inviável.

Alceu Neto, presidente do Instituto Futebol de Rua e um dos idealizadores da Rede CT, reforça os impactos sociais da proposta: “A descontinuidade da LIE interrompe imediatamente o atendimento de milhares de pessoas e afeta empregos gerados por essas instituições. Não se trata apenas de esporte, mas de educação, trabalho e dignidade”.

Segundo estimativas, a aprovação do Projeto de Lei Complementar 210/24 pode impactar diretamente mais de 3 milhões de pessoas em 2025 — número equivalente ao total de beneficiados previstos por iniciativas que dependem da legislação. Desde sua criação, em 2006, a Lei de Incentivo ao Esporte já permitiu mais de 15 milhões de atendimentos diretos no país.

Foto: Assessoria

Mobilização pela continuidade da LIE

Na semana em que se celebra o Dia Nacional do Esporte (23 de junho), atletas, entidades sociais e organizações esportivas em todo o país se mobilizam para garantir a permanência da Lei Federal de Incentivo ao Esporte (LIE). Atualmente com vigência até o final de 2027, a proposta da campanha nacional é que a legislação passe a ter caráter permanente, sem necessidade de renovação periódica.

A mobilização acontece nesta segunda (23), com a entrega de um abaixo-assinado nacional promovido pelo movimento Atletas pelo Brasil. O documento será encaminhado à Presidência da República, ao Ministério do Esporte, à Secretaria-Geral da Presidência e à Câmara dos Deputados.

O manifesto reforça que a LIE é uma política pública essencial e não um benefício para o setor econômico. “Sem a Lei de Incentivo ao Esporte, todo o setor social do esporte desaparece. Centenas de milhares de pessoas, especialmente crianças e jovens, só acessam e se beneficiam do esporte por conta da LIE”, destaca o texto da petição.

Alceu Neto alerta para os impactos caso a lei não seja mantida. “A Rede CT congrega hoje 770 organizações voltadas ao esporte educacional e de rendimento. Essa não é uma pauta ideológica, mas sim uma política pública que precisa de atenção urgente neste momento crítico para o esporte brasileiro”, afirma.

Mesmo com sua importância comprovada, a Lei de Incentivo ao Esporte representa menos de 0,5% da renúncia fiscal do país. Em 2024, bateu recorde de captação, movimentando quase R$ 1,2 bilhão, valor que ainda corresponde a apenas 0,22% dos gastos tributários do Governo Federal.

Além da permanência da LIE, o abaixo-assinado traz outras reivindicações:

  • Aumento do teto de incentivo, elevando o percentual atual de 2% para 3% do imposto devido;

  • Desvinculação da Lei de Incentivo à Reciclagem da LIE. Hoje, os 2% permitidos para doações são divididos entre os dois setores, prejudicando o esporte. A proposta não elimina o incentivo à reciclagem, mas sugere mecanismos próprios, evitando concorrência direta pelos mesmos recursos.

A campanha reflete o sentimento de urgência entre os que veem o esporte como uma ferramenta de transformação social que não pode ser interrompida.

Sobre o Projeto CT

O Projeto CT – Capacitação e Transformação é uma iniciativa do Instituto Futebol de Rua e Rede Igapó, com patrocínios do Itaú e da B3 Investimentos. Seu objetivo é capacitar empreendedores sociais esportivos para o uso da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. A iniciativa auxilia programas que utilizam a prática esportiva como ferramenta de transformação social, atuando nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste — especialmente em comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

CMM promove ação para emissão de documentos a pessoas com deficiência e TEA

Além da emissão das carteiras, participantes receberam orientações sobre os direitos e benefícios que esses documentos asseguram - Fotos: Cleuton Santos e Eder França / Dicom-CMM

A Câmara Municipal de Manaus (CMM), por meio da 23ª Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, realizou, na manhã desta quarta-feira (25 de junho), a ação “Minha Identidade, Meus Direitos”. A iniciativa, realizada nas dependências da Casa Legislativa, facilitou o acesso à emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (CIPCD) e da Carteira da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA).

A ação contou ainda com o apoio da Secretaria de Estado de Direitos da Pessoa com Deficiência (SEPcD) e ofereceu, das 8h às 12h, serviços para garantir mais cidadania e inclusão. Além da emissão das carteiras, os participantes receberam orientações sobre os direitos e benefícios que esses documentos asseguram, bem como atendimento especial para pessoas com deficiência auditiva.

De acordo com o presidente da CMM, David Reis (Avante), a iniciativa reafirma o papel do Legislativo municipal na promoção da cidadania e da inclusão social.

“A Câmara Municipal de Manaus tem atuado com firmeza na construção de uma cidade mais justa e inclusiva. Com ações como essa, reafirmamos nosso compromisso com o bem-estar das pessoas com deficiência e com TEA, garantindo que seus direitos sejam respeitados e que tenham acesso pleno à cidadania”, afirmou o presidente.

O presidente da comissão, vereador Marco Castilhos (União Brasil), ressaltou o papel da Casa Legislativa em ações inclusivas.

“Essa ação representa o compromisso da CMM, junto ao presidente David Reis, com a defesa e valorização das pessoas com deficiência. Recentemente comemoramos o Dia do Orgulho Autista e, hoje, trouxemos a comunidade para garantir o acesso a essas carteiras, que são fundamentais para o respeito aos direitos e à dignidade dessas pessoas”, declarou o parlamentar.

Mãe atípica, a dona de casa Ana Cristina Oliveira destacou a importância da iniciativa para famílias como a dela.

“Essa ação ajuda muito, pois além da facilidade para emitir os documentos, aqui, recebemos orientação sobre os direitos que temos. Isso dá mais segurança para buscarmos os benefícios que nossos filhos merecem. Agradeço à CMM por essa oportunidade”, disse.

A ação “Minha Identidade, Meus Direitos” reforça o trabalho da CMM para ampliar políticas públicas inclusivas, garantir a dignidade da pessoa com deficiência e com TEA e fortalecer o acesso a direitos que promovam maior qualidade de vida.

Carolina Dieckmmann revela motivo para mudança de nome

Carolina Dieckmann interpreta Leila em "Vale Tudo" - Foto: Reprodução / Instagram

A atriz Carolina Dieckmann anunciou uma mudança no nome artístico nesta segunda-feira (24). Agora, a atriz passa a assinar como Carolina Dieckmmann, com um “M” a mais no sobrenome. A alteração, segundo explicou em vídeo nas redes sociais, foi motivada por questões místicas e pessoais, incluindo uma homenagem à mãe e uma busca por equilíbrio energético.

A decisão ocorreu durante a exibição de Vale Tudo , novela da TV Globo em que interpreta Leila Cantanhede. A atriz disse que procurou o numerólogo Rafa Almeida para entender a harmonia do nome.

“ Oi, gente. Bom, eu não ia falar sobre isso porque eu achei que era uma coisa que ia passar meio despercebido, que só era importante para mim ”, iniciou Carolina.

No relato, Carolina explicou que a curiosidade por astrologia e numerologia a levou a consultar o especialista.

“ Gosto de ler sobre isso, gosto de pensar que a gente tem outras maneiras, né? Além daquilo que a gente vê, mas as coisas que a gente sente, as energias que vêm e vão ”, disse.

Após análise, o numerólogo encontrou uma sequência que causaria uma “ trava ” energética.

“ Ele identificou uma trava. É uma sequência numérica que tem a ver com a maneira como as letras estão, né, no seu nome. E tinha uma sequência lá que não era muito legal ”, contou.

“ Eu perguntei para ele o que que eu teria que fazer para tirar essa trava do meu nome. Ele falou: ‘Olha, se você colocar um M, você tira essa trava do seu nome’.”

A atriz contou que enxergou valor simbólico nessa orientação, já que o “ M ” é a inicial do nome da mãe, Maíra, falecida em 2019.

“ Eu achei mágico. Eu vou colocar no meu nome uma letra que vai destravar alguma coisa, vai harmonizar alguma coisa, mas essa letra é a inicial do nome da minha mãe ”, completou.

Atriz diz que escolha é pessoal e pede respeito

Após tomar a decisão, Carolina entrou em contato com a TV Globo para atualizar o crédito da novela e também alterou o nome nas redes sociais.

“ Não titubei, não pensei duas vezes, liguei para a Globo, pedi para eles mudarem, botarem meu nome no crédito com esse M a mais, troquei meu nome no Instagram e foi isso, gente .”

A atriz também rebateu críticas sobre a mudança.

“Eu acho mesmo que a gente devia parar de criticar as escolhas do outro que não nos dizem respeito, porque o meu nome só diz respeito a mim”, afirmou.

“Não tô atrapalhando ninguém, não tô julgando ninguém, não tô criticando ninguém.”

Carolina reforçou que a decisão não tem relação com fama ou sucesso.

“As pessoas costumam achar que numerologia é só para prosperidade e sucesso, né? Não era o meu caso. Eu queria saber realmente se meu nome tava harmônico.”

*Com informações de IG

TCE-AM realiza ação socioambiental em Parintins e no Porto de Manaus

Foto: Filipe Jazz

Às vésperas do início oficial do 58º Festival Folclórico de Parintins, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) já desembarcou no município com a 4ª edição do programa “TCE Sustentável – Sou Eco”. A ação, que começou no dia 21 de junho, vem sendo realizada em pontos estratégicos da cidade com foco na conscientização ambiental e no fortalecimento de parcerias com instituições públicas e sociedade civil.

Coordenada pela diretoria de Projetos Ambientais (Dipam), com o apoio da Diretoria de Controle Externo Ambiental (Dicamb), da Diretoria de Planejamento (Diplan) e da Escola de Contas Públicas (ECP) do Tribunal, a iniciativa é realizada sob orientação da conselheira-presidente Yara Amazônia Lins. A atuação envolve ainda parcerias com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Coordenadoria Regional da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) em Parintins.

“Essa é uma ação socioambiental. O Tribunal vem somando esforços com diversos setores para trazer uma mensagem educativa e preventiva, especialmente nesse período em que a cidade recebe mais de 100 mil pessoas”, destacou Mara Matos, coordenadora da campanha em Parintins.

Além de orientações sobre o descarte correto de resíduos sólidos, a ideia da equipe do TCE-AM é conscientizar não apenas os moradores, mas também os brincantes e turistas sobre temas como desmatamento, descarte de resíduos perigosos, poluição e cumprimento do artigo 225 da Constituição Federal, que trata do dever coletivo de preservar o meio ambiente.

As ações se concentram em diferentes espaços, incluindo a área montada na Praça da Catedral, o conhecido “Turistódromo”, onde moradores e visitantes têm acesso a materiais informativos e podem responder, por meio de QR Code, a um formulário eletrônico sobre os principais problemas ambientais em suas comunidades.

Um dos pontos de destaque da campanha é a parceria com as escolas estaduais. A atuação em conjunto potencializa o conteúdo ambiental aplicado nas salas de aula. “Essa parceria com o TCE-AM é muito importante. Desde o ano passado nós estamos fortalecendo esse laço, que vem fazendo a diferença ao trazer material para dar suporte ao nosso currículo voltado ao meio ambiente”, destacou a coordenadora regional da Seduc em Parintins, Dilceane Prado.

A campanha também passou por Manaus, com uma ação no Porto. “Nossa equipe foi até as embarcações com destino ao Festival, junto aos passageiros e proprietários dos barcos, com essa abordagem direta em prol da conscientização ambiental. Este é o quarto ano que o tribunal faz a campanha TCE Sustentável – Sou Eco”, ressaltou a diretora de projetos ambientais do Tribunal de Contas do Amazonas, Anete Ferreira.

As ações coordenadas seguem até o dia 29 de junho, último dia de festival.

Bolsonaro critica julgamento das big techs no STF e admite que facada colaborou para sua eleição

Foto: Reprodução / Instagram

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou querer um Senado forte para “reequilibrar os poderes”, criticou o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre o Marco Civil da Internet e disse que o episódio da facada em 2018 “acabou colaborando” para sua eleição. As declarações foram dadas durante entrevista ao canal do YouTube AuriVerde Brasil, nesta quarta-feira, 25.

Segundo ele, o foco da Justiça é diminuir o impacto de quem usa as redes para se comunicar. “Como é que a gente pode esperar uma campanha para 2026 com uma rede social censurada?”, perguntou.

O Supremo retoma nesta quarta-feira, 25, às 14h, o julgamento sobre a responsabilização de provedores e redes sociais por publicações de usuários.

Bolsonaro relembrou a campanha eleitoral de 2018, em que contou com o apoio de seu filho 02, Carlos Bolsonaro (PL), que atuou como marqueteiro. “Ele trabalhou bastante do meu lado, a gente fazia live lá de casa, que naquele tempo era Facebook, e na reta final eu tinha em média 400 mil pessoas me assistindo, e foi um diferencial”, afirmou.

Segundo ele, a facada sofrida por ele em Juiz de Fora (MG), durante a campanha presidencial, também contribuiu para a sua eleição. “Aquela facada que não foi perfeita […] acabou colaborando para a eleição nossa”, afirmou.

Ele voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de não ter “tomado providências” sobre os acampamentos golpistas que culminaram nos ataques de 8 de janeiro.

“Enquanto eu estava na frente dos quartéis, eu como presidente, não tivemos problema nenhum. Zero problema. Agora, quando eu deixei a presidência, o Lula poderia, né, ter tomado providência para os pequenos acampamentos deixarem de existir, não fez? Porque no meu entender, ele tinha um propósito, e esse propósito se concretizou no domingo, dia 8 de janeiro. Ou seja, ninguém dá golpe no domingo”, disse.

Segundo o ex-presidente, se ele tivesse interesse de dar um golpe “teria dado em 2022, e não depois de entregar o governo”.

Bolsonaro aproveitou também para convocar seus apoiadores a participarem da manifestação que será realizada no próximo domingo, 29, na Avenida Paulista, cujo mote será “justiça, liberdade e anistia”. Para ele, uma “solução de imediato não vai acontecer”, já que a anistia é “um ato político e privativo do Congresso Nacional”.

Ele também voltou a defender a narrativa de que os processos que envolvem ele e seus filhos Eduardo Bolsonaro (PL) e Carlos Bolsonaro são uma tentativa de retirá-los da disputa eleitoral do próximo ano.

“Estão demonstrando que essas pessoas com potencial para o Senado vão ter problemas com a Justiça. Isso também é negação à democracia. Eu nunca falei que queremos um Senado forte para qualquer outra medida de força. Eu quero um Senado forte para reequilibrar os poderes”, afirmou.

“Você pode ver as pesquisas. Eu sempre boto um pé atrás e estou fazendo a pesquisa. Mas aí tem as pesquisas. Eu sou o mais competitivo e derroto o Lula. Depois vêm os outros nomes ali para baixo. Então, tirar gente do páreo por intermédio de inelegibilidades ou condenações absurdas é ser conhecido como lawfare”, disse.

A principal estratégia do ex-presidente é eleger um número relevante de senadores para pleitear o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Para ele, ter maioria na Câmara e no Senado pode oferecer “poderes absolutos”.

Segundo ele, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, o incumbiu de decidir quais seriam os candidatos ao Senado Federal, enquanto os cargos de deputado federal, estadual e governadores ficarão sob responsabilidade dos presidentes dos diretórios estaduais e do próximo Valdemar.

“Das 54 vagas [do Senado] nós vamos fazer juntamente com outros partidos de centro e centro-direita, pelo menos 40 vagas. Somando o pessoal da legislatura anterior, a gente vai ter uns 55, 56 senadores que realmente estejam comprometidos com o futuro do Brasil no lado do Senado Federal, isso é uma grande jogada”, afirmou.

Um levantamento do Estadão/Broadcast mostrou que o presidente Lula terá de garantir uma taxa maior de vitória caso queira sair de 2026 com maioria no Senado, em meio às estratégias da direita para ampliar espaço. Segundo a contagem, 52% das vagas em disputa pertencem a senadores considerados fiéis ao governo, contra 28% da oposição.

O ex-presidente afirmou ainda que o partido não deverá lançar candidato apenas para marcar posição nas eleições. A solução para ampliar o espaço em estados onde tem menor força será costurar

“Tem estados, por exemplo, que não temos condições de lançar um governador. Então, vamos tentar uma vice. Não vamos lançar um candidato só para marcar posição, não interessa. Quanto ao Senado, em alguns estados nós não temos como chegar lá, então vamos pegar aí o União Brasil, o PP, o PSD, o PR que tem conversado conosco”, explicou.

“A gente não vai lançar por exemplo, dois candidatos em cada estado, vamos lançar um e em alguns poucos estados vamos lançar dois, mas em outros estados não vamos lançar nenhum, vamos brigar por uma primeira suplência para nós, ou seja, deu tudo para nos fortalecer o ano que vem”, disse

*Com informações de Terra

David Almeida entrega Complexo Viário Rei Pelé, um marco para cidade de Manaus

Foto: Gildo Smith / Semacc

A espera de mais de três décadas chegou ao fim. Em um momento histórico para a cidade, o prefeito David Almeida entregou, nesta quarta-feira, 25/6, o complexo viário Rei Pelé, localizado na antiga “bola do Produtor”, entre as zonas Leste e Norte de Manaus.

“Se fosse fácil, alguém já teria feito. Estamos entregando, com mais de seis meses de antecedência, um complexo que vai muito além do trânsito: é mobilidade, dignidade, lazer e desenvolvimento. Uma homenagem justa ao maior de todos os brasileiros: Edson Arantes do Nascimento, o eterno Pelé. A zona Leste agora tem voz, vez e obras de verdade”, pontuou David Almeida.

O projeto, planejado para transformar o fluxo viário da cidade, resolve gargalos históricos de trânsito, moderniza conexões urbanas e entrega novos espaços públicos de lazer e convívio social, beneficiando diretamente as zonas Leste e Norte, áreas que concentram uma das maiores populações da capital.

Com mais de 52 mil metros quadrados de área total construída, o complexo viário Rei Pelé inclui: viaduto com quilômetros de extensão, com pistas duplas nos dois sentidos, conectando o Anel Viário Sul à avenida Noel Nutels; primeiro túnel urbano da história de Manaus, interligando as zonas Leste e Norte de forma subterrânea, uma inovação no modelo de mobilidade da cidade; praça de convivência, quadra poliesportiva coberta, ringue de lutas e ciclovia, integrando infraestrutura de lazer ao sistema viário; calçadas acessíveis e ciclovias que priorizam o pedestre, o ciclista e a mobilidade ativa.

Tudo isso numa região de alta complexidade urbana, com hospital, escola, terminal de ônibus, feira, supermercado e centros comerciais operando em plena atividade durante as obras.

Ao lado do prefeito David Almeida, o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, Renato Júnior, destacou a ousadia da gestão. “Contra tudo e contra todos, entregamos o terceiro viaduto em menos de três anos. A história vai registrar que esta gestão foi a que mais entregou conexões viárias em Manaus. Não desapropriamos a feira, não prejudicamos os trabalhadores. O trabalhador incomoda o preguiçoso. E aqui a gente trabalha”, destacou Renato Júnior.

O vice-governador do Amazonas Tadeu de Souza ressaltou a capacidade técnica da equipe. “Fazer obras na Amazônia, com a imprevisibilidade do clima, exige criatividade, ousadia e capacidade de planejamento. Estou ao lado de um dos prefeitos mais criativos do Brasil. Parabéns, David!”, reconheceu o vice-governador.

Autor da proposta de nomear o complexo em homenagem ao maior jogador de futebol de todos os tempos, o vereador Mitoso lembrou a aprovação do projeto pela Câmara Municipal. “A ideia surgiu ao lado do prefeito. Pelé é cidadão amazonense desde 1971 e agora está eternizado numa das maiores obras já realizadas na zona Leste. Só um prefeito como David teria coragem de realizar esse sonho”, celebrou Mitoso.

Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom

Para quem vive a realidade do trânsito e da rotina pesada da região, a entrega do complexo tem valor inestimável. “Vai melhorar muito para todos os motoristas. A zona Leste estava esquecida. Agora, com esse espaço de lazer, ficou ótimo”, disse o cobrador de ônibus Messias Lopes.

A autônoma Alessandra Benício ressaltou a importância do apoio da população para preservar o patrimônio. “Há 30 anos esperávamos por isso. A zona Leste foi lembrada. Agora é conservar e continuar os projetos do prefeito David”.

A moradora da região, Digliane Peres, comemorou. “Além da ciclovia e da praça, o trânsito agora vai fluir. Essa bola era um ponto de risco. Melhorou tudo”.

Avanço que transforma vidas

A entrega do complexo viário Rei Pelé simboliza mais do que infraestrutura: representa o avanço da justiça social, da inclusão e da transformação urbana. A obra também reforça o compromisso da prefeitura com o cronograma de entregas: até o fim do ano estão previstas a conclusão da nova feira do Mutirão, o mirante Rosa Almeida, o Hospital Municipal e novos residenciais populares, todos com foco nas zonas que mais precisam de investimentos.

“Tem gente que só aparece na zona Norte e na zona Leste em época de eleição. Eu e minha equipe trabalhamos todos os dias. Esta é a maior entrega do ano, mas não é a última. O progresso chegou e é para todos”, concluiu David.

Trânsito

O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informa que o trânsito no complexo viário Rei Pelé passará a operar em três níveis distintos, garantindo mais fluidez e segurança viária para condutores e pedestres.

O complexo conta com:

  • Nível subterrâneo: destinado aos veículos que saem da avenida Itaúba (bairro Jorge Teixeira) e seguem por via subterrânea em direção à avenida Camapuã, com possibilidade de conversão à esquerda para acessar a avenida Grande Circular, alça Autaz Mirim e bairro São José Operário.

  • Nível intermediário: corresponde à rotatória central, que permite os retornos locais e os acessos aos bairros adjacentes, como o bairro Cidade de Deus.

  • Alça superior: direcionada aos veículos que trafegam pela avenida Autaz Mirim no sentido Terminal de Integração 4 (T4), com acesso direto à avenida Camapuã.

Todas as aproximações do complexo viário contam com sinalização de orientação vertical, com pelo menos duas a três placas informativas antecedendo cada alça, subterrânea, intermediária e superior, além da rampa da rotatória, garantindo que os condutores possam se posicionar corretamente antes dos acessos.

Foto: Semcom

O IMMU reforça que agentes de trânsito seguem monitorando o fluxo de veículos na região e que eventuais ajustes serão realizados, sempre com o objetivo de garantir a segurança e a eficiência da mobilidade urbana.

Homenagem ao rei do futebol

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, nasceu em 23 de outubro de 1940, em Três Corações (MG), e é amplamente reconhecido como o maior jogador de futebol de todos os tempos. Ídolo mundial, conquistou três Copas do Mundo pela Seleção Brasileira (1958, 1962 e 1970), sendo o único atleta a alcançar esse feito. Com mais de 1.280 gols marcados em sua carreira, Pelé foi também símbolo de fair play, carisma e representatividade global do esporte. Fora dos gramados, tornou-se embaixador da ONU e da Unesco, recebendo homenagens em dezenas de países. Faleceu em 29 de dezembro de 2022, deixando um legado imortal para o futebol e para a cultura brasileira. Em 1971, recebeu o título de cidadão amazonense do então governador à época, João Walter de Andrade.

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