Walter Casagrande expõe ter trocado o prazer das drogas por outra coisa; saiba o que é
Aos 62 anos, Walter Casagrande voltou a falar sobre sua luta contra a dependência química. Em entrevista ao Sem Censura, ele revelou ter trocado a experiência prazerosa que tinha com as drogas pela cultura e deu detalhes de tudo o que passou nos últimos anos para ficar limpo.
No bate-papo com Cissa Guimarães no programa da TV Cultura, o comentarista esportivo desabafou sobre o acompanhamento psicológico que fez durante vários anos enquanto lutava para deixar o vício de lado. “Eu troquei o prazer da droga pelo da cultura”, iniciou.
“Eu ia debatendo, conversando, aprendendo. Aprendi que minha segurança era eu saber o limite da minha liberdade. Hoje eu sou totalmente livre, só que sei até aonde eu posso ir com a minha liberdade. Eu sei a hora de me retirar”, detalha Walter Casagrande.
Ele também destacou nunca ter impedido amigos de usarem qualquer droga, lícia ou ilícita, enquanto estava em tratamento: “Nunca saí com as pessoas e pedi ‘por favor, não bebe porque não posso ver’. Aprendi que as pessoas não têm nada a ver com isso. É um problema interno, meu. Sou eu que tenho que saber a hora de ir, e eu consigo isso hoje”.
“Eu era muito isolado, ficava trancado na minha casa. A estratégia final foi minha psicóloga passar na minha casa porque eu tinha que ir ao teatro ou cinema toda sexta-feira e sábado. ‘Não adianta falar que não vai, que tá cansado’. Comecei meio forçado, e passei a ir quinta, sexta e sábado”, encerra o comentarista esportivo.
*Com informações de Terra
Sicredi registra expansão histórica e promove campanha que reforça presença na região Norte

Após triplicar sua presença no Norte do Brasil, o Sicredi intensifica a estratégia de expansão na região com uma nova campanha publicitária. Com o lema “Esse é o Nosso Norte”, o projeto contempla filme para tevê e conteúdo para redes sociais que destacam os princípios do cooperativismo de crédito e valoriza as particularidades culturais de cada estado, reforçando o compromisso com o desenvolvimento social e econômico local. Para se ter uma ideia, a quantidade de cidades na região* onde o Sicredi está presente cresceu 205%, ao passar de 38 em 2020, para 116 em 2024.
Mais do que oferecer soluções financeiras, o Sicredi ressalta que seu objetivo é apoiar quem busca administrar melhor a vida financeira, realizar sonhos, investir, abrir ou expandir o negócio seja na cidade ou no campo. Na Região Norte, o atendimento presencial e humanizado tem sido essencial para ampliar a adesão ao cooperativismo, que chega a meio milhão de associados, entre pessoas físicas, empresas e produtores rurais. Além do atendimento olho no olho, o Sicredi também disponibiliza canais de atendimento (aplicativo e whatsapp 51 3358-4770) que oferecem mais comodidade aos associados, sendo reconhecidos e premiados por sua eficiência e excelência.
Com a campanha, o Sicredi quer ampliar seu alcance junto a associados e potenciais novos associados, destacando um portfólio robusto de soluções financeiras como crédito para diferentes finalidades, seguros, consórcios, investimentos e consultorias especializadas. A campanha visa aumentar o reconhecimento espontâneo da marca, que registra avanço na região, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a proximidade com os associados.
O plano de mídia contempla veiculação do filme na televisão, nas redes sociais (Instagram, Facebook, YouTube, entre outros), spots em rádio e peças para canais offline como outdoor, painéis em portos e aeroportos das capitais do Norte e ações com influenciadores digitais locais. Assista o filme em https://www.youtube.com/watch?v=AfvZFhZcQZc.
Valorização regional
Pensada cuidadosamente, respeitando as particularidades de cada estado nortista, a campanha evidencia os traços culturais e situações do cotidiano. “Queremos mostrar que estamos em todo o Brasil, e muito forte no Norte, com soluções completas e atendimento humanizado, que respeita a identidade local e que tem como propósito o desenvolvimento social e econômico de cada pessoa e da sua comunidade”, afirma a gerente de Comunicação e Marketing do Sicredi na região, Luciana Lima.
Ela acrescenta que, mais do que soluções financeiras, a atuação das cooperativas do Sicredi traz retorno real à sociedade. “As cooperativas têm como objetivo melhorar a vida das pessoas, gerar prosperidade e desenvolvimento econômico e social. Pesquisas apontam que a presença das cooperativas nos municípios contribui para o crescimento no PIB per capita, aumenta a geração de empregos, fomenta o empreendedorismo, entre outros benefícios, justamente por causa do seu interesse genuíno em melhorar a vida dos associados e da comunidade, diferentemente dos bancos”, argumenta Luciana.
Enquanto instituições financeiras tradicionais concentram-se nas capitais, o Sicredi segue seu propósito de desenvolver as comunidades, com atenção especial aos pequenos municípios, num movimento de interiorização que promove inclusão financeira, democratiza o acesso ao crédito e outros produtos para a população que vive em localidades ignoradas pelo sistema bancário tradicional, que deixam de abrir espaços ou até mesmo fecham as portas em cidades que não dão os lucros esperados.
“Nós trabalhamos para desenvolver as comunidades, tornar as localidades em lugar melhor para viver, com justiça e prosperidade. Além da atuação financeira, o Sicredi atua no social, com programas desenvolvidos pela Fundação Sicredi que visam cidadania e cooperação, que beneficiam crianças, jovens e adultos, e que usam a educação como instrumento para atingir os objetivos: de termos cidadãos mais conscientes, críticos, e que desejem a prosperidade da comunidade”, complementa João Spenthof, presidente da Central Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás.
Fortalecimento da atuação
Com uma atuação voltada para a inclusão financeira e o apoio a pequenos e médios empreendedores, seja no campo ou na cidade, o Sicredi se consolida como uma parceira estratégica para o crescimento sustentável na Amazônia Legal. Para os próximos anos, o plano estratégico da cooperativa financeira é consolidar sua atuação, ampliar a base de associados, com a abertura de agências e fortalecimento dos canais digitais.
Ao detalhar a presença da cooperativa por unidade da federação na região Norte, o Pará é o estado com o maior número de agências: são 99 pontos de atendimento físico, espalhados por 76 cidades. Rondônia conta com 22 agências em 20 municípios. Nos demais estados, o Sicredi chegou mais recentemente e os planos de expansão também prevalecem. O Acre possui 11 agências em 8 municípios; o Amazonas tem 9 agências em 7 cidades; o Amapá tem 5 agências em 4 cidades; e Roraima conta com 4 agências, todas localizadas em Boa Vista.
A campanha
Foram alguns meses de trabalho, entre concepção, planejamento e execução da campanha até que os materiais fossem ao ar. O filme foi gravado nos estados da região Norte, em pontos turísticos históricos, proporcionando mais proximidade e identidade com o público. A campanha também foi produzida usando um casting 100% nortista, mostrando gente da terra, valorizando toda a pluralidade da região.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos 9 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.800 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
Nos estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, e algumas cidades de Goiás, o Sicredi está presente em 253 municípios e possui 350 agências, para o atendimento a mais de 1,5 milhão de associados.
Centec lança curso EaD em design gráfico com oportunidade para bolsas de estudo
Com a explosão da economia digital e a valorização da criatividade como diferencial competitivo, o design gráfico ganha ainda mais espaço no mercado de trabalho. Em resposta a essa tendência, o Centro de Ensino Técnico (Centec), com mais de 15 anos em Manaus, lança seu novo curso técnico em design gráfico na modalidade a distância, com opção de bolsas de estudo para os primeiros colocados em seu concurso anual.
Segundo estudo divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a criação de conteúdo digital cresceu 30% no Brasil em 2023, impulsionando diretamente o mercado de trabalho em áreas como design gráfico, audiovisual, marketing digital e desenvolvimento de plataformas. O dado reforça a transformação digital das empresas e o aumento da demanda por profissionais qualificados em comunicação visual.
“O mercado de trabalho para esta área técnica é bastante dinâmico e requisitado, impulsionado pela intensificação da comunicação visual e pela presença massiva de mídias digitais na sociedade atual. O profissional pode atuar em uma série de setores, incluindo comunicação, marketing, moda, audiovisual, web, empreendedorismo e indústria de jogos e animação”, afirma a coordenadora do Centec EAD, Eduarda Barbosa.
Segundo ela, a valorização da economia criativa é fundamental para o crescimento do setor. Manaus, reconhecida mundialmente por sua cultura amazônica, é candidata a integrar a Rede de Cidades Criativas da Unesco na categoria Gastronomia. O selo, previsto para o segundo semestre deste ano, pode impulsionar ainda mais as oportunidades para profissionais criativos no estado.
“O cenário atual exige que os profissionais estejam cada vez mais preparados para atuar de forma autônoma e criativa. O design gráfico é uma área multidisciplinar e estratégica, sendo uma excelente alternativa para quem busca ingressar ou se reposicionar no mercado de trabalho, seja como colaborador em empresas ou como empreendedor”, comenta a coordenadora.
Formação acessível
Entre as disciplinas oferecidas no curso estão identidade visual, imagem vetorial, design editorial, edição de imagem, web design, design de interação e motion design. Os estudantes aprendem ainda a utilizar softwares profissionais como Adobe Illustrator, InDesign, CorelDRAW e Photoshop.
Desde 2023, a escola tem expandido sua atuação na educação a distância. Além do novo curso em design gráfico, o portfólio EaD do Centec inclui formações técnicas em serviços jurídicos, segurança do trabalho, qualidade, administração, recursos humanos e transações imobiliárias.
“Acompanhamos todas as tendências não só do setor educacional, mas também do que o mercado exige dos profissionais, e do que eles próprios querem. Algumas dessas demandas são a formação de qualidade e em menor tempo, então isso é o que nos impulsiona a investir cada vez mais no ensino à distância”, afirma a diretora-presidente da escola, Eliana Cássia de Souza.
Oportunidade com bolsas
O investimento para o novo curso de design gráfico é de R$ 250 mensais, com aulas flexíveis. Mas os interessados também podem concorrer a bolsas de estudo pelo concurso anual da escola, cuja edição de 2025 está com edital aberto.
Os primeiros colocados recebem 100% de desconto nas mensalidades. Do 4º ao 6º lugar, o desconto é de 50%, e do 7º ao 10º, 30%. Candidatos não matriculados que se classificarem a partir do 11º lugar recebem 15% de redução. Podem participar pessoas que já concluíram o ensino médio, seja na rede pública ou privada, e também estudantes a partir do 2º ano.
Prefeitura de Manaus avança com trabalhos técnicos para início da revisão do Plano Diretor da cidade
A Prefeitura de Manaus segue com os primeiros passos para revisar o Plano Diretor da cidade, instrumento essencial para orientar o crescimento urbano e garantir uma capital mais organizada, inclusiva e sustentável. Com um cronograma ajustado, a próxima etapa é a publicação de um decreto municipal, que será assinado pelo prefeito David Almeida, oficializando a comissão técnica responsável por conduzir os trabalhos.
Todas as secretarias e autarquias direta e indiretamente envolvidas no processo estão sendo convidadas a indicar nomes de suas equipes para compor os trabalhos. As ações são coordenadas pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).
“Este é um primeiro estágio, no qual os técnicos da prefeitura apresentam suas considerações e propostas iniciais, visando consolidar uma versão preliminar para a revisão. Internamente, equipes do Implurb já trabalham nas suas contribuições, nas gerências e diretorias, porque estão em contato diariamente com a legislação, tendo uma experiência e expertise singulares”, disse o diretor-presidente do Implurb, Carlos Valente.
O Plano Diretor reúne regras e diretrizes que vão nortear o desenvolvimento da cidade pelos próximos anos. Entre os principais eixos da proposta, estão o estímulo ao adensamento populacional ao longo dos corredores de transporte público e a promoção de edifícios de uso misto — com fachadas ativas voltadas para os espaços públicos.
A ideia é favorecer uma cidade mais conectada, viva e acessível para os cidadãos. A pauta ambiental também ganha destaque, com ações voltadas à ampliação e preservação de áreas verdes, criação de novos parques e recuperação de áreas de preservação permanente, inclusive com instrumentos que incentivem a proteção de áreas privadas.
Formada por profissionais qualificados de diversos órgãos da administração municipal, a comissão técnica será responsável por elaborar uma versão preliminar do novo Plano Diretor, reunindo diagnósticos, propostas e diretrizes que refletem os desafios e as potencialidades da capital amazonense.
Com a versão preliminar, o documento será disponibilizado às entidades da sociedade civil organizada e diversos setores da economia, indústria, comércio, entidades, instituições acadêmicas, universidades e afins, para que façam análise e apresentem contribuições, críticas e sugestões.
“Esta etapa envolverá a interação direta com a sociedade, com amplo chamamento público, notadamente por meio de audiências públicas que serão realizadas em todas as regiões da capital, proporcionando um espaço para que a proposta seja amplamente discutida, questionada e para que novas sugestões sejam apresentadas pelos cidadãos. Concluídos esses estágios, será feita a consolidação da versão final, que servirá como base para o projeto de lei a ser encaminhado à Câmara Municipal de Manaus (CMM) pelo prefeito David Almeida”, comentou o diretor-presidente.

Diálogos
Diversas entidades já têm realizado diálogos com o Implurb sobre a revisão do Plano Diretor, se colocando à disposição para colaborações e ações participativas, como o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AM) Amazonas, Defensoria Pública do Estado Amazonas (DPE-AM), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Manaus), entre outros.
Comissão
Caberá à comissão executiva atender todos os ritos previstos em lei e pelo Estatuto das Cidades, incluindo consultas e audiências públicas e pautas que emergiram na última década para o planejamento sustentável e gestão do território no município.
O Estatuto das Cidades é de 2001 (lei 10.257) e o Plano Diretor de Manaus é de 2002, tendo sua primeira revisão em 2014. Partindo da experiência acumulada e considerando os recentes desafios impostos às cidades e novas agendas, perspectivas e avanços para enfrentá-los, a futura legislação manterá ainda em pauta os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a Nova Agenda Urbana (NAU) e o pacto climático do Acordo de Paris.
O Plano Diretor da capital teve atualizações em diversas leis feitas em 2016 e 2019, tendo hoje um documento consolidado com as mudanças em versão digital disponível para consulta pública. Com 203 páginas, está disponível para consulta a edição interativa e digital do livro “Legislação Urbanística Municipal – Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus e Suas Leis Complementares”, reunindo as revisões e alterações consolidadas realizadas nos anos de 2014, 2016 e 2019.
A obra é uma das ações da gestão do prefeito David Almeida, com o objetivo de aperfeiçoar a legislação em vigor, reunindo as leis consolidadas e unificadas em um só documento, de fácil acesso, voltado para o desenvolvimento de uma cidade mais equilibrada, justa, includente e sustentável urbanisticamente.
No site do Implurb está disponível a versão para consulta e download (implurb.manaus.am.gov.br), em PDF interativo, para acesso pelos sistemas iOS, Android e Windows. Nesta versão, o usuário pode fazer download ainda dos nove mapas da cidade por categoria e das tabelas do Plano Diretor e suas leis, em separado. No site, a edição pode ser encontrada no banner colorido e na plataforma ISSU, assim como na barra “O Implurb”, dentro de “Legislação”.
Mistério submerso: continente ficou escondido no oceano por milhões de anos

Você sabia que existe um continente quase todo debaixo d’água? Pode parecer algo impossível, mas trata-se de Te Riu-a-Mãui, também conhecido como Zelândia. Atestada pela classe científica em 2017, a enorme área foi objeto de um novo estudo, publicado este ano no New Zealand Journal of Geology and Geophysics.
Ele é o mais jovem, mais fino e menor dos continentes do planeta Terra. E só foi reconhecido oficialmente por geólogos em 2017, conforme aponta estudo.
Com cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados, a Zelândia está 95% submersa no oceano Pacífico. O caçula dos continentes possui apenas uma pequena parte que emerge: a Nova Zelândia e a Nova Caledônia, duas ilhas conhecidas por suas paisagens impressionantes.
Durante milhões de anos, a Zelândia fez parte do supercontinente Gondwana. Entre 85 e 60 milhões de anos atrás, ela começou a se separar, tornando-se um continente independente. Por volta de 25 milhões de anos atrás, quase toda a região afundou, ficando submersa.
Apesar disso, o que resta acima do nível do mar mostra paisagens impressionantes. A separação de Gondwana e o movimento das placas tectônicas ajudaram a moldar a geografia atual da Nova Zelândia.
Estrutura diferenciada
Ao contrário dos outros continentes, ela possui uma estrutura fina e fragmentada. Isso ajudou a “escondê-la” da ciência por tanto tempo.
Por isso, a Zelândia se tornou alvo de pesquisas durante décadas. Agora, um novo estudo busca reunir novos dados sobre o continente. “Esta é a revisão mais abrangente até agora sobre a geologia do continente Zelândia, com 5 milhões de quilômetros quadrados, sendo 95% submerso”, afirma Nick Mortimer, geólogo da GNS Science e autor do estudo feito em 2025 ao portal IFLScience.
“Durante a maior parte dos últimos 500 milhões de anos, a Zelândia fez parte do supercontinente Gondwana, no sul. Depois, entre 85 e 60 milhões de anos atrás, ela se separou de Gondwana e tornou-se um continente independente. Desde sua submersão máxima, há 25 milhões de anos, os movimentos nas fronteiras de placas tectônicas formaram as ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia” afirmou Nick Mortimer, geólogo
Fronteira entre as placas do Pacífico e da Austrália corta a Zelândia. Essa característica explica a frequência de terremotos e a atividade vulcânica na região.
Cientistas acreditam que o continente submerso guarda informações valiosas sobre o passado do planeta, incluindo mudanças climáticas e a evolução dos oceanos.
“O arquivo estratigráfico da Zelândia registra a história dos sistemas oceânico-climáticos que movem o planeta, além de conter fósseis de plantas e animais únicos” disse James Crampton, paleontólogo, ao IFLScience.
A ideia de que havia um continente submerso naquela região já existia há centenas de anos. Mas só com o avanço de tecnologias de mapeamento por satélite e pesquisas oceânicas foi possível comprovar sua existência. Segundo o estudo de 2017, “a Zelândia oferece um novo contexto para investigar processos como o rifteamento continental, o afinamento da crosta e a fragmentação de supercontinentes”.
No entanto, ainda existem dúvidas no ar. “Já respondemos muitas das perguntas do tipo ‘o quê’, ‘quando’ e ‘como’, mas ainda restam vários ‘porquês’ sem resposta.” “Como, por exemplo, ‘Por que o supercontinente Gondwana se fragmentou?’ e ‘Por que existem tantos vulcões extintos espalhados pela Zelândia?”, diz Mortimer.
*Com informações de Uol
Rosivaldo Cordovil propõe pulseiras de identificação digital para pessoas em situação de vulnerabilidade
O vereador Rosivaldo Cordovil (PSDB) apresentou na Câmara Municipal de Manaus (CMM), um Projeto de Lei que propõe o fornecimento gratuito de pulseiras com código de acesso digital para pessoas com doenças crônicas — como Alzheimer, Parkinson e epilepsia — além de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), idosos e outros grupos em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a proposta, as pulseiras conterão um código digital com dados essenciais para atendimentos de urgência, como nome completo, endereço, contato de emergência, doenças preexistentes, tipo sanguíneo e possíveis alergias. O objetivo é facilitar a identificação rápida e segura dessas pessoas, especialmente em casos de desorientação, acidentes ou emergências médicas.
“Essa pulseira pode salvar vidas. Muitas pessoas com Alzheimer, por exemplo, saem de casa e se perdem, sem conseguir voltar. Com essa identificação rápida, as autoridades poderão agir com mais eficiência e humanidade”, justificou o parlamentar.
O projeto prevê que os dispositivos sejam confeccionados em material resistente, à prova d’água e de difícil remoção, garantindo maior durabilidade e segurança. A gestão dos dados será de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, que deverá implantar um banco de dados seguro e centralizado. A distribuição será feita por meio das secretarias competentes, sem custos para os beneficiários.
“Estamos falando de um recurso simples, mas com um impacto profundo na vida de milhares de famílias. O Estado precisa oferecer ferramentas de proteção para quem está mais vulnerável”, reforçou Cordovil.
Ipaam registra queda de 52,46% no desmatamento e 64,72% nos focos de calor no mês de junho

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) registrou uma redução nos índices de desmatamento e nos focos de calor no Estado durante o mês de junho de 2025. De acordo com dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desmatada no Amazonas caiu 52,46%, passando de 13.915 hectares em junho de 2024 para 6.614 hectares no mesmo período deste ano.
A diminuição também foi significativa nos alertas de desmatamento, que apresentaram queda de 60,76%, com 255 registros em junho deste ano, frente aos 650 registrados no mesmo período do ano anterior. A maior redução foi verificada nos focos de calor, que caíram 64,72%, passando de 258 ocorrências em junho de 2024 para 91 em junho de 2025.
O Deter é um sistema que realiza o monitoramento diário da vegetação nativa nos biomas brasileiros, emitindo alertas de supressão e degradação da floresta para os órgãos de fiscalização e para a sociedade. Esses dados subsidiam ações estratégicas de controle e prevenção ao desmatamento ilegal e às queimadas não autorizadas em todo o território nacional.
De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, os resultados refletem o fortalecimento das ações de vigilância ambiental e o uso intensivo de tecnologias aplicadas ao monitoramento. Ele destacou que o Instituto tem intensificado a utilização de ferramentas que permitem acompanhar, quase em tempo real, as alterações na cobertura florestal do Estado, o que assegura maior agilidade na resposta aos crimes ambientais.
Centro de Monitoramento
A estrutura do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), coordenado pelo Ipaam, tem papel fundamental nesse processo. O Centro conta com espaços destinados às gerências técnicas e um sistema de dez dashboards (painéis visuais interativos) que disponibilizam diariamente dados atualizados sobre desmatamento e focos de calor em todos os municípios do Amazonas.
Os dashboards apresentam funcionalidades específicas, incluindo o monitoramento contínuo de áreas inseridas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), empreendimentos licenciados, Unidades de Conservação Estaduais e Federais, além de Terras Indígenas. As informações obtidas permitem observar padrões temporais de degradação e realizar o cruzamento de dados com imagens de satélite, possibilitando uma análise precisa dos locais com maior pressão ambiental.
A coordenadora do CMAAP, Priscila Carvalho, enfatizou que a leitura dos dados de focos de calor é feita com cautela, considerando que nem toda ocorrência representa uma queimada ilegal. Segundo ela, os focos podem ser resultado de processos naturais ou de queimadas autorizadas, previstas na legislação ambiental. Por isso, antes de qualquer medida punitiva, o Ipaam realiza uma análise criteriosa das ocorrências, levando em conta o contexto de cada região.
Ela também destacou que a integração entre os órgãos ambientais e as forças de segurança é fundamental para garantir a proteção da floresta e a continuidade da redução dos índices de desmatamento e queimadas.

O técnico do CMAAP, Bruno Affonso, explicou que a exploração ilegal de madeira, geralmente registrada no início do ano, costuma anteceder as queimadas, sendo parte de um ciclo de degradação ambiental. Ele ressaltou que o combate efetivo às queimadas deve necessariamente incluir a repressão ao desmatamento ilegal e à extração irregular de madeira.
Ainda segundo o técnico, queimadas em áreas agropastoris, quando utilizadas para renovação de pastagens ou cultivos agrícolas, também devem seguir critérios técnicos e autorizações específicas. Quando realizadas de forma inadequada ou sem autorização, essas práticas são passíveis de autuação, com multas de R$ 3 mil por hectare ou fração, conforme previsto no Decreto Federal nº 6.514/2008, artigo 58.
Maiores índices
No recorte territorial referente ao mês de junho de 2025, os municípios com maior área desmatada foram Lábrea, com 2.103 hectares; Apuí, com 1.276 hectares; e Boca do Acre, com 890 hectares. Em relação à quantidade de alertas de desmatamento, os mesmos municípios lideram o ranking, com Lábrea registrando 59 alertas, seguido por Apuí e Boca do Acre, ambos com 49 registros.
Já no número de focos de calor, os maiores registros foram verificados nos municípios de Manicoré, com 32 ocorrências; Novo Aripuanã, com 19; e Humaitá, com 11 registros.
De acordo com a legislação ambiental vigente, o desmatamento ilegal pode resultar em multas de R$ 5 mil por hectare ou fração da área afetada, valor que pode ser dobrado em casos de uso de fogo ou incêndios não autorizados. Além das penalidades financeiras, o Ipaam realiza o embargo administrativo das áreas desmatadas e das atividades ilegais, com possibilidade de apreensão de equipamentos utilizados nas infrações.
O Instituto reforça que a população pode colaborar com as ações de fiscalização ambiental por meio de denúncias à Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa), pelo WhatsApp (92) 98557-9454. As operações de campo seguem sendo intensificadas em todo o território amazonense, com o objetivo de coibir práticas irregulares e assegurar a conservação da biodiversidade. A atuação integrada entre os órgãos de controle ambiental e as forças de segurança pública permanece como pilar estratégico para a efetividade das ações de proteção da floresta.
Governo do Amazonas realiza mais de 470 entregas de cadeiras de rodas no primeiro semestre de 2025

O Governo do Amazonas segue com as entregas de cadeiras de rodas pelo programa “Inclusão sobre Rodas”. No primeiro semestre de 2025, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEPcD), mais de 470 pessoas foram contempladas com as ações na capital e no interior do Amazonas.
A iniciativa inclui Organizações da Sociedade Civil (OSCs), entregas em domicílio na capital para pessoas sem condições de deslocamento e em vulnerabilidade social, além de ações itinerantes no interior do Amazonas.
De acordo com a secretária titular da SEPcD, Selma Nunes, até o fim deste mês de julho, a secretaria terá alcançado aproximadamente 700 cadeiras entregues às pessoas com deficiência desde o início do programa. O foco é cumprir a meta de zerar a fila de espera pela doação de cadeiras de rodas para pessoas com deficiência (PcD) e em vulnerabilidade social.
“Desde o início do programa já entregamos mais de 600 cadeiras de rodas para a população, seja em domicílio ou em ações itinerantes do governador Wilson Lima. Somente nesta última ação, em Lábrea, entregamos 29 cadeiras do tipo universal e postural. O nosso objetivo é seguir atendendo à PcD e assegurando seu direito em todos os locais”, enfatizou.
Beneficiados
Ao todo, os municípios de Manaus, Parintins, Barcelos, Humaitá, Nhamundá, Tapauá, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Novo Aripuanã e Lábrea receberam as ações, com repasses que compõem cadeiras do tipo universal, para banho e postural, de acordo com a especificação fornecida pelo solicitante.
Para a mãe atípica Marcela Silva, de 24 anos, a cadeira será um equipamento essencial para a mobilidade e rotina na vida de sua filha Marjorie Cristiane, uma menina de 6 anos com artrogripose múltipla congênita (AMC).
Contempladas por meio da entrega da SEPcD para a Associação de Deficientes Físicos do Amazonas (Adefa), realizada no mês de junho, ela foi uma das 19 pessoas que tiveram sua vida mudada pelo Governo do Amazonas.
“Como ela tem essa síndrome eu tenho grande dificuldade de andar com ela pelos lugares, mas por meio da Adefa e da SEPcD eu tive essa facilidade para conseguir a cadeira para ela. Agora poderei levá-la para a escola com uma maior facilidade, pois eu a levava carregada e agora não precisarei mais”, enfatizou Marcela.













