Lideranças da VINCI Airports são homenageadas em premiação que destaca mulheres referência no Brasil

Coleção infantil de ovos de Páscoa do Pátio Gourmet une diversão e interatividade
A Páscoa 2026 do Pátio Gourmet aposta na criatividade para conquistar os pequenos. A temporada traz uma linha especial de chocolates e kits interativos pensados para transformar a data em uma experiência divertida para as crianças — com direito a ovos para pintar, mini ovos com surpresa e até um coelho que pode ganhar roupa escolhida pelos próprios pequenos.
Entre os destaques da nova coleção está o “kit de colorir”, que traz ovos de chocolate acompanhados de tinta de colorir, para que as crianças possam decorar suas próprias criações. Outra novidade é a “toca do coelho”, com mini ovos de chocolate para compartilhar e brincar.
A coleção inclui, ainda, os “mini ovos com surpresa”, com disquete de chocolate que escondem brindes, além do kit “vista-se comigo”, no qual a criança monta o figurino do coelho, combinando chocolate e brincadeira.
Segundo o chef Lucas Pyetro, responsável pela confeitaria do Pátio Gourmet, a proposta foi trazer mais interação para a Páscoa. “A gente quis criar produtos que despertassem a curiosidade das crianças e tornassem o momento ainda mais especial para as famílias”, afirma.
Além dos kits, o cardápio infantil inclui chocolates em formatos divertidos, como coelhos, bichos-preguiça, o Patito, mascote do Pátio Gourmet, e outras esculturas, além de itens lúdicos, como casas e personagens feitos com chocolate.
Os produtos são todos de chocolate belga, sem glúten e sem gordura hidrogenada, e fazem parte da coleção de Páscoa do Pátio Gourmet, que reúne também outras criações para diferentes públicos.
As produções já estão disponíveis nas lojas do Pátio Gourmet em Manaus, nas unidades da avenida Djalma Batista, no bairro Chapada; Avenida Via Láctea, no conjunto Morada do Sol; e na rua Terezina, em Adrianópolis.
Governador Wilson Lima anuncia concurso público para a Controladoria-Geral do Estado do Amazonas

O governador Wilson Lima anunciou, nesta quinta-feira (12/03), a realização de um concurso público para a Controladoria-Geral do Estado do Amazonas (CGE-AM). A medida foi formalizada por meio da Portaria Conjunta nº 001/2026, publicada pela Casa Civil e pela CGE-AM. O anúncio foi feito durante a entrega do Prêmio da Qualidade do Sistema de Gestão, realizada na sede do governo.
“A partir de agora estão validados todos os procedimentos que fizeram até aqui. Logo a gente vai anunciar o lançamento do edital, número de vagas e também os cargos que serão disponibilizados. Esse é mais um passo importante para que a gente possa fortalecer a Controladoria-Geral do Estado”, destacou o governador, sobre a medida que permite a preparação do certame para lançamento nos próximos meses.
A previsão do Governo do Estado é que o edital do concurso seja lançado ainda no primeiro semestre de 2026, com a realização das provas até o final do ano. O certame deverá reforçar o quadro de servidores da Controladoria-Geral do Estado, órgão responsável por atividades de auditoria, fiscalização e transparência na administração pública estadual.
“Esse passo será para fortalecer a autonomia da instituição perante as demais unidades gestoras e, também, perante as relações interinstitucionais com demais órgãos. Hoje foi publicada uma portaria da comissão interna do primeiro concurso de auditores da Controladoria Geral do Estado do Amazonas. Esta comissão terá a incumbência de coordenar os trabalhos internos do andamento do concurso, da realização do concurso”, enfatizou o controlador-geral do Estado, Jeibson Justiniano.
Prêmio da Qualidade do Sistema de Gestão
O governador Wilson Lima e o vice-governador Tadeu de Souza participaram da cerimônia de entrega dos Selos do Prêmio da Qualidade do Sistema de Gestão, promovido pelo Governo do Amazonas por meio da Controladoria-Geral do Estado do Amazonas. O evento reconheceu o desempenho de mais de 80 unidades gestoras da administração estadual e destacou os avanços do Estado nas áreas de transparência pública, controle interno e ouvidoria.
O Amazonas também vem acumulando reconhecimento nacional na área de transparência. O estado conquistou por três anos consecutivos o Selo Diamante do Programa Nacional de Transparência Pública e, em 2025, alcançou o primeiro lugar no ranking nacional de transparência pública, avaliação realizada pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. A premiação integra uma política de fortalecimento da governança pública, com mais de 80 unidades reconhecidas e 12 órgãos estaduais recebendo o Selo Diamante por desempenho máximo em controle interno, transparência e ouvidoria.
David Almeida assina ato de nomeação de mil aprovados no concurso da Semed
O prefeito de Manaus, David Almeida, assinou, nesta quinta-feira, 12/3, no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), o ato de nomeação dos mil aprovados para provimento imediato no concurso público da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A assinatura ocorreu ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Marcos Rotta, e do secretário municipal de Educação, Júnior Mar.
O documento segue agora para publicação no Diário Oficial do Município (DOM) e marca a entrada de novos profissionais na rede municipal de ensino da capital amazonense.
O concurso da Semed, realizado em 2025, foi um dos mais aguardados da região Norte e registrou mais de 70 mil inscritos. Ao todo, foram ofertadas 1.500 vagas para cargos de níveis médio e superior, sendo mil destinadas ao provimento imediato e outras 500 para cadastro de reserva.
Durante a assinatura do ato de nomeação, o prefeito destacou a importância do reforço na rede municipal de ensino e o compromisso da gestão com a valorização da educação pública.
“Estou aqui ao lado do secretário da Casa Civil, Marcos Rotta, do secretário de Educação e de toda a equipe da Semed Manaus. Neste momento, estou assinando o ato de nomeação dos mil aprovados no concurso da Semed. Agora, o documento segue para publicação no Diário Oficial”, afirmou o prefeito.
David Almeida também ressaltou que os novos servidores passam a integrar uma rede municipal que vem avançando nos indicadores educacionais entre as capitais brasileiras.
“Você que terá o seu nome publicado no Diário Oficial passa a integrar a melhor equipe de educação fundamental que Manaus já teve. Seja bem-vindo, sejam bem-vindos à Semed Manaus”, declarou.
Para o secretário municipal de Educação, Júnior Mar, a chegada dos novos profissionais fortalece o trabalho desenvolvido pela rede municipal.
“Esse é um reforço muito importante para a nossa rede. Manaus saiu do 13º lugar para a quinta melhor educação entre as capitais do país. Foi a capital que mais avançou em qualidade de educação das 27 capitais do Brasil. Melhoramos a alfabetização, melhoramos a alimentação escolar, avançamos no Ideb, ampliamos e reestruturamos nossas escolas, pagamos datas-base e agora o prefeito David Almeida traz mil novos profissionais para fortalecer ainda mais essa equipe que vem transformando a educação de Manaus”, afirmou.
Nesta sexta-feira, 13/3, às 8h, o prefeito participará da cerimônia de boas-vindas aos novos servidores da educação municipal. O evento será realizado no auditório da Semed, na avenida Maceió, zona Centro-Sul, reunindo os profissionais que passam a integrar oficialmente a rede municipal de ensino de Manaus.
Cadela foge da caixa de segurança, invade a pista e paralisa o aeroporto de Congonhas por 9 minutos

Na última quarta-feira, 11, o aeroporto de Congonhas teve a operação de voos suspensa por um motivo inusitado. Um cachorro invadiu a pista e obrigou a equipe de emergência a trabalhar. As câmeras de segurança flagraram a perseguição. Por este motivo, pousos e decolagens foram interrompidos por 9 minutos.
Nas imagens, é possível ver os agentes de segurança utilizando veículos e redes de captura para bloquear a fuga do cão, de cor preta. A perseguição termina após o cachorro se aproximar do terminal de passageiros.
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Nas redes sociais, a dona do cachorro afirmou que o animal não se feriu. Ela viajava com o cão a bordo, mas o pet conseguiu escapar e adentrar a pista.
Por medida de segurança, a operação do aeroporto, na Zona Sul de São Paulo, ficou suspensa entre 15h26 e 15h35, mas o incidente não provocou o cancelamento de voos.
*Com informações de Terra
Roberto Cidade destaca importância da valorização das mulheres durante encerramento da Semana da Mulher
Parlamentar com forte atuação em causas relacionadas à mulher e entusiasta de iniciativas de empoderamento feminimo, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), prestigiou nesta quinta-feira, (12/3), no auditório Belarmino Lins, a programação de encerramento da Semana da Mulher. Diante de uma plateia prioritariamente feminina, Cidade reforçou seu compromisso com pautas relacionadas à mulher.
“É extremamente importante valorizarmos as mulheres do nosso Estado, especialmente as servidoras da Casa do Povo amazonense. Como presidente, fico muito otimista quando avançamos em iniciativas como a Procuradoria da Mulher, que ajuda a salvar vidas e oferece alternativas para mulheres que precisam recomeçar. Também temos buscado fortalecer projetos de empreendedorismo que gerem emprego, renda e mais oportunidades para que as mulheres tenham qualidade de vida. A Aleam, mais uma vez, demonstra sua grandeza neste mês dedicado às mulheres. E neste período, simbolicamente, quem manda no Poder Legislativo são as nossas servidoras, que tanto contribuem para o funcionamento desta Casa”, afirmou Cidade.
Para o presidente da Casa, iniciativas como essa, que reúnem painéis sobre dignidade, sororidade, respeito e cidadania com foco na mulher, em todas as fases da vida, bem como ações de embelezamento e qualidade de vida são importantes para que as mulheres possam se fortalecer e empoderar.
“Ser deputado estadual é uma honra e um privilégio imenso. Trabalharei com dedicação até o meu último dia nesta Casa para deixar um legado de respeito ao povo amazonense. Vivemos um momento histórico ao alcançarmos o maior número de deputadas da história da Aleam, são cinco deputadas atuantes. Isso é um avanço que fortalece a nossa democracia e engrandece o Poder Legislativo. Este é o mês de celebrar conquistas e reafirmar que o protagonismo feminino é, e continuará sendo, uma prioridade absoluta em nossa gestão à frente da Assembleia. Parabenizo todas as mulheres e servidoras expressando minha profunda gratidão por tudo que representam para o Amazonas”, finalizou.
Evento internacional em Manaus discute transporte e impactos da geopolítica mundial na economia da Amazônia
O crescimento de 12% no transporte de cabotagem no Brasil entre os primeiros semestres de 2024 e de 2025, é um dos temas da palestra “A importância da cabotagem para a região Amazônica – números e fatos”, que faz parte da programação do Congresso Internacional de Transporte e Logística, evento que acontece durante a TranspoAmazônia 2026 – III Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, nos dias 27 a 29 de maio, em Manaus.
Ministrada pelo diretor-executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), Luís Fernando Resano, a apresentação irá destacar que o aumento no volume de cargas neste período (de 730 mil contêineres para 820 mil) também representa uma redução de até 30% nos custos em comparação com o transporte rodoviário, além de emitir quatro vezes menos gás carbônico por tonelada transportada.
Segundo Resano, a Região Norte depende diretamente da navegação para o escoamento da produção, abastecimento interno e que a adoção de políticas públicas como ‘BR do Mar’ já trouxe resultados concretos para a Amazônia.
“Com as vias fluviais sendo as estradas da região, a cabotagem é o modal de maior eficiência energética e de menor custo. O aumento do número de navios porta contêineres ampliou o atendimento na Amazônia e o número de escalas em Manaus cresceu, o que significa maior oferta de serviços”, explicou.
Conflitos e geopolítica mundial
Além de palestras, a programação do congresso inclui painéis como “Os Desafios da Logística na Amazônia”, com foco nos gargalos estruturais, custos operacionais e segurança, e “O E-commerce na Região Norte do Brasil”, sobre a expansão do comércio eletrônico e os desafios da distribuição de produtos nos estados amazônicos.
A situação geopolítica mundial, os desafios e conflitos internacionais no planeta também serão temas de destaque durante o evento com a palestra “A Geopolítica e Seus Efeitos Econômicos no Brasil”, que será ministrada pelo antropólogo e consultor empresarial Luiz Almeida Marins Filho, conhecido como Professor Marins.
Doutor em Antropologia pela Macquarie University, com pós-doutorado em Macroeconomia em Londres, Marins é fundador da Anthropos Consulting e autor de mais de 30 livros. Ele analisará como conflitos internacionais, disputas comerciais e mudanças nos blocos econômicos impactam diretamente investimentos, cadeias globais de suprimentos e decisões estratégicas no país.
R$ 900 milhões
Promovida pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), a TranspoAmazônia 2026 será realizada no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, com a participação de representantes de 43 países e projeta movimentar mais de R$ 900 milhões em negócios.

A TranspoAmazônia 2026 terá entre os temas centrais a segurança no transporte de cargas na região, tema defendido pelo presidente da Fetramaz e idealizador do evento, Irani Bertolini e a programação também inclui discussões sobre infraestrutura, inovação, sustentabilidade e políticas públicas voltadas à logística amazônica.
O evento contará com representantes da Confederação Nacional do Transporte (CNT), da Câmara Interamericana de Transportes (CIT), da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e consolidará Manaus como centro estratégico do debate logístico nacional e internacional.
Projeto “Pioneiros” oferece capacitação para jovens da rede pública em Manaus a partir desta quinta (12)

A partir desta quinta-feira (12), estão abertas as inscrições para a edição 2026 do projeto Pioneiros, da Águas de Manaus. Em sua 8ª edição, a iniciativa é voltada a estudantes da rede pública de ensino, com idades entre 15 e 18 anos, que estejam cursando do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 24 de março, por meio do link https://forms.office.com/r/Wd7CKL9cP7.
Neste ano, a concessionária oferece 30 vagas para estudantes interessados em participar do projeto, que tem como objetivo aproximar os jovens do mercado de trabalho e apresentar diferentes áreas profissionais. A iniciativa também incentiva os participantes a desenvolverem soluções inovadoras voltadas ao saneamento básico nas comunidades onde vivem.
O resultado da seleção será divulgado no dia 6 de abril, no site e nas redes sociais da concessionária. Após a divulgação, os selecionados receberão orientações para apresentação e envio da documentação necessária.
“Para nós, da Águas de Manaus, cada edição do Pioneiros é uma nova oportunidade de contribuir para a formação de jovens talentos da rede pública, aproximando esses estudantes do mercado de trabalho e mostrando que eles também podem ser protagonistas de soluções para os desafios das suas comunidades. Ao estimular o pensamento inovador e o olhar para o saneamento básico, queremos ajudar a desenvolver uma geração mais consciente, preparada e engajada com a transformação social”, destaca a gerente de Responsabilidade Social da Águas de Manaus, Simony Dias.
As atividades iniciam na primeira quinzena de abril e terão duração de seis meses. Durante esse período, os estudantes participarão de workshops, palestras e visitas às Estações de Tratamento de Água e de Esgoto, além de outras unidades operacionais da concessionária. As atividades ocorrem no turno vespertino.
Os participantes terão acesso a cursos gratuitos na Academia Aegea, plataforma digital utilizada para capacitação dos colaboradores da empresa, além de oficinas sobre temas como redes sociais, informática e preparação para o primeiro emprego.
O projeto também busca ampliar oportunidades para jovens de diferentes contextos sociais, priorizando a participação de estudantes da rede pública moradores de comunidades atendidas pela concessionária, filhos de lideranças comunitárias, jovens indígenas, filhos de colaboradores, jovens em situação de vulnerabilidade social e jovens envolvidos em projetos sociais em suas comunidades.
Ao final do programa, os estudantes irão elaborar projetos voltados à melhoria do saneamento, sustentabilidade ou meio ambiente nas comunidades onde vivem. O projeto vencedor representará Manaus na etapa nacional do Pioneiros, concorrendo com estudantes de todo o país.

Oportunidades
O operador do Centro de Controle de Operações (CCO) da Águas de Manaus, Diego Castro, teve seu primeiro contato com o saneamento por meio do programa Pioneiros.
“Quando participei do projeto, conheci de perto o funcionamento do saneamento em Manaus e diversas profissões. No final, precisávamos elaborar um projeto voltado para a comunidade, então fui a campo ouvir a população. Todas essas experiências me deram uma nova visão sobre a importância do saneamento. Hoje, no CCO, trabalho diretamente com o abastecimento da cidade e coloco em prática todos os aprendizados para melhorar a vida das pessoas”, destaca Diego.
Após concluir a turma de 2021, Diego foi selecionado para o programa de jovens aprendizes da concessionária, onde permaneceu até 2022. Quando surgiu a oportunidade de ingressar como operador no CCO, ele se candidatou e foi aprovado. Hoje, o ex-pioneiro aplica seus conhecimentos no dia a dia e já planeja novos passos dentro da carreira no saneamento.
Saiba como participar
Os interessados em participar do programa Pioneiros devem cursar do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, em escola pública de Manaus. É necessário preencher uma ficha de inscrição com dados pessoais até o dia 24 de março, acessando o link: https://forms.office.com/r/Wd7CKL9cP7 .
As inscrições são gratuitas. A lista com os nomes dos alunos selecionados será divulgada no site e nas redes sociais da Águas de Manaus.
Classificação de PCC e CV como terroristas abre espaço para interferência de Trump na eleição, aponta especialista
A possibilidade dos Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas é uma tentativa dos norte-americanos de se engajar na agenda política do Brasil. Isso tem ocorrido há algum tempo em outros países da América, como a Venezuela, Cuba, Colômbia e no México, por exemplo.
Ao ser questionado se Donald Trump quer interferir em nosso território, Maurício Santoro, cientista político, professor de relações internacionais, colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha, aponta que, de certa medida, sim, como já tem feito em outros países vizinhos.
“Quer dizer, é uma tentativa de engajar os Estados Unidos de uma maneira mais profunda numa agenda de segurança pública brasileira que tem um forte componente político-partidário, que divide de uma maneira muito profunda o governo de esquerda e uma oposição conservadora. Então, é uma intervenção na política brasileira”, explica.
Há o receio, por parte dos brasileiro, que isso abra precedente para intervenções militares na América Latina, como ocorreu na operação de captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela. Na ocasião, os EUA empregaram uma força aérea e naval militar numa suposta operação contra cartéis de drogas venezuelanos.
Do ponto de vista do especialista, a classificação vai prejudicar muito o grande esforço que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em neutralizar as ações de Trump como um elemento nas eleições de 2026 e tentar garantir que o presidente dos EUA não virasse um fator de desestabilização no pleito brasileiro.
“Era uma coisa que até agora o Lula mais ou menos tinha conseguido fazer. No ano passado, o governo tinha negociado de uma maneira bastante habilidosa um acordo comercial com os Estados Unidos, então tinha ali debelado várias tensões, e o que a gente está vendo agora é que isso é mais difícil do que parecia. Provavelmente, Trump e os Estados Unidos vão ser, sim, um assunto importante nas eleições brasileiras de 2026”, descreve.
O professor de Direito internacional da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), José Augusto Fontoura, pontua que Trump tem uma posição bastante intervencionista, como demonstrou em várias circunstâncias em relação a outros países e, na sua opinião, todo esse movimento é consistente com uma política geral de aprofundamento de formas de intervenção direta na América Latina.
Classificação permite ações dos EUA contra pessoas fora do território americano
Fontoura explica que a classificação como terrorismo vai permitir que os Estados Unidos, nas suas várias capacidades, tenham, de certa forma “um mandato” de dentro do país para atuarem com referência a fatos, pessoas e situações fora do território americano.

O professor pontua que as regras sobre proteção contra o terrorismo têm uma extraterritorialidade no direito americano, fazendo com que várias situações aqui no Brasil possam ser classificadas pelos EUA e pelas instituições americanas como relacionadas ao terrorismo e, portanto, sofrendo penalidades e sanções conforme o direito norte-americano.
O debate sobre a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal é usada como exemplo. “Era a história de ‘ah pode’, ‘não pode’, ‘o que faz’, e ‘o que não faz’. O que acontece é que vai haver, eventualmente, o aparecimento de penalidades, vai-se buscar informação e, na medida em que for possível os Estados Unidos fazerem isso, e eles têm bastantes meios de fazerem isso, principalmente em questões financeiras, eles vão penalizar”, afirma Fontoura.
Caso essa medida seja de fato instituída por Trump, em primeiro lugar se aplicam algumas sanções econômicas mais rigorosas a integrantes dos grupos, tais como:
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Bloqueio de ativos financeiros que estão no exterior;
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Deportação de faccionados e vistos negados;
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Isolamento do grupo internacionalmente;
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Além da dificuldade de receber treinamento, comprar armas e até contratar serviços.
A designação também facilitaria a cooperação internacional no combate ao crime organizado, e poderia autorizar o uso de força militar contra as facções em território americano, além de permitir o uso de inteligência e capacidades militares do Departamento de Defesa para atacá-los.
“A questão é que, como a gente teve lá na Operação Carbono Oculto, que mostrou a ideia de PCC ou de Comando Vermelho, ela não se restringe ao comércio de droga no morro, mas ela envolve várias atividades e setores que estão dentro da economia formal, da economia normal. E se eu tenho uma instituição bancária em que uma dessas instituições, mediante um laranja, tem uma conta, em princípio existe uma exposição a possibilidade de ter isso sancionado pelo direito americano”, destaca Fontoura.
Em sua visão, não há muito o que o Brasil possa fazer, num primeiro momento, fora do campo estritamente diplomático. Desde que voltou ao poder, no começo de 2025, Donald Trump já incluiu 25 organizações estrangeiras como terroristas em sua lista. Parte delas, são latino-ameticanas, como o venezuelano Tren de Aragua e o Cartel de los Soles, além de norte-americanas, como seis cartéis mexicanos.
Em maio, por exemplo, o responsável pelo setor de sanções do Departamento de Estado, David Gamble, solicitou formalmente que o Brasil adotasse essa designação em visita a Brasília. No entanto, o governo Lula já havia rejeitado a proposta, levando em consideração a Lei Antiterrorismo de nº 13.260/2016.
De acordo com a legislação brasileira, o terrorismo consiste na prática de atos motivados por questões ideológicas, religiosas, de preconceito ou descriminação, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública. O que não seria o caso das facções, cuja motivação principal é o lucro com atividades ilícitas, como o tráfico de drogas.

Apesar disso, Lula já havia se mostrado disposto a cooperar em várias outras áreas para ajudar nesta questão, como compartilhando inteligência e dando cooperação internacional mais aguda nessa área. Caso o Brasil aceitasse essa denominação em acordo com os EUA, ao ver de Fontoura, poderia ser perigoso para o País.
“Na verdade, a gente estaria se comprometendo em ter alguma forma de ingerência de um país estrangeiro sobre as atividades que acontecem aqui, que é uma coisa que a gente não quer, pelo menos eu acho que não deveria querer. Agora, do ponto de vista de uma decisão unilateral e de aplicações unilaterais, não tem muito o que possa ser feito. E como tem muita proximidade, muita imbricação, o potencial de ter ações, enfim, que sejam prejudiciais ao Brasil não é inexistente. Agora, se isso vai acontecer na prática ou não, não dá para saber”, explica.
Trump quer interferir no Brasil?
Enquanto o anúncio não ocorre, o governo brasileiro segue tentando negociar com os EUA. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conversaram ao telefone durante o último fim de semana para discutir a relação entre os países.
Ambos os especialistas não enxergam a possibilidade de Trump enviar suas tropas para o País, embora não haja nenhuma garantia disso. Uma medida tão extrema como essa é ilegal, a menos que houvesse anuência do governo brasileiro.
“Por enquanto é um reconhecimento de que certas organizações seriam organizações terroristas. Agora, até pela natureza ilegal, ilícita dessas organizações, não sei até onde ela vai, porque não é um clube que você tem carteirinha. Esse tipo de circunstância é complicada porque ela dá, para quem tem a possibilidade de definir o que está dentro e o que está fora, dá uma abertura muito grande”, pontua Fontoura.
*Com informações de Terra
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