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Paratletas do Amazonas representarão o Brasil no Mundial de Halterofilismo

Maria de Fátima e Lucas dos Santos farão parte da delegação que disputará a competição que ocorrerá no Cairo em 2025 - Foto: Divulgação / Sedel

Os paratletas amazonenses, Maria de Fátima e Lucas dos Santos, foram convocados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para o Mundial de Halterofilismo Cairo 2025. Os paratletas, que receberam patrocínio do Governo do Amazonas, por meio do Bolsa Esporte Estadual, se concentrarão no Centro de Treinamento Paralímpico entre os dias 3 e 4 de outubro, em seguida embarcam para a competição, que ocorrerá no Egito, de 11 a 18 de outubro.

“A convocação da Maria e do Lucas mostra a força do esporte paralímpico amazonense. Isso é reflexo de um trabalho coletivo, de políticas públicas bem direcionadas, e da dedicação dos nossos talentos. O Governo do Amazonas segue comprometido em ampliar o acesso, garantir estrutura e valorizar nossos atletas em todas as modalidades”, disse o secretário de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), Diego Américo.

Maria de Fátima tem entre suas principais conquistas o bronze na categoria até 67kg nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, bronze na categoria até 67kg nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, prata na equipe feminina no Mundial de Dubai 2023, bronze na Copa do Mundo de Dubai em 2022. O técnico de Maria, Luiz Claudio Campos, também fará parte da delegação brasileira no Mundial.

“Essa competição é fundamental dentro do ciclo Los Angeles 2028, que já começou com força total. Graças a Deus, consegui atingir o índice necessário e, além disso, tenho a alegria de ver meu técnico, Luís Cláudio, também convocado para representar o Amazonas nesse evento internacional. Nosso trabalho foi reconhecido e estamos vendo os resultados”, exaltou Maria de Fátima.

Lucas dos Santos tem em seu currículo um ouro até 49kg nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, bronze nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019. O paratleta também representará a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de Halterofilismo, no Chile, entre os dias 15 a 17 de agosto, e servirá como preparação para o evento no Cairo.

O Mundial será a primeira competição oficial integrante do Qualification Pathway para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, conforme determinação da World Para Powerlifting (WPPO). O Brasil terá sua maior delegação na história da competição, com 25 representantes, sendo 16 mulheres e nove halterofilistas homens.

Puberdade precoce: especialistas da Afya alertam sobre sinais, causas e quando buscar ajuda médica

Foto: Assessoria

A infância tende a ser uma das fases mais bonitas da vida, quando é possível brincar, aprender e crescer no seu próprio tempo. Em alguns casos, entretanto, essa etapa pode ser interrompida por transformações que chegam antes da hora. É o caso da puberdade precoce, uma condição que preocupa pais e especialistas, por antecipar mudanças hormonais em crianças.

A puberdade precoce é caracterizada, nas meninas, pelo surgimento de mamas ou pelos pubianos antes dos 8 anos de idade. Já nos meninos, o aumento do volume testicular ou o aparecimento de pelos pubianos antes dos 9 anos pode ser um sinal de alerta. A condição está relacionada ao aumento antecipado dos hormônios sexuais no sangue e pode ter causas genéticas, orgânicas ou ambientais.

Segundo a médica Luciana Corrêa, coordenadora nacional do curso de pós-graduação em Endocrinologia Pediátrica da Afya Educação Médica, a puberdade precoce deve sempre ser investigada. “Sempre que a puberdade se manifesta antes da idade considerada normal, é necessário verificar a causa. Se houver avanço da idade óssea e risco de comprometimento da estatura final, o tratamento é indicado, na maioria desses casos”, explica.

A especialista também destaca os impactos emocionais do diagnóstico, tanto para as crianças quanto para os pais. “É o mesmo que um corpinho de adulto com uma mente de criança. Essa diferença pode gerar imaturidade psicológica e sofrimento emocional”, comenta.

Além da questão emocional, a médica alerta para possíveis consequências físicas. Entre elas, a menstruação precoce, que, segundo estudos, está associada a um risco aumentado de câncer de mama no futuro. “Além do risco de câncer nas pacientes do sexo feminino, em ambos os sexos a altura adulta pode ser afetada”, ressalta.

Para o endocrinologista pediatra e professor do curso de pós-graduação da Afya em Manaus, Cristiano Castanheiras, o diagnóstico precoce é essencial para definir o tratamento adequado. “A puberdade precoce pode ter causas variadas, como distúrbios hormonais, predisposição genética, obesidade ou até tumores no sistema nervoso central. O tratamento vai depender da origem identificada. Em muitos casos, usamos medicamentos que bloqueiam temporariamente a progressão da puberdade, permitindo que a criança retome um ritmo de desenvolvimento compatível com a sua idade”, explica.

Exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética, além de avaliações hormonais e da idade óssea por raio-X, são utilizados para confirmar o diagnóstico. “A orientação é que os pais procurem avaliação médica sempre que notarem mudanças corporais fora da faixa etária esperada. O acompanhamento com um endocrinologista pediátrico pode garantir um desenvolvimento saudável e prevenir impactos físicos e psicológicos a longo prazo”, reforça Cristiano Castanheiras.

Atendimento

A Afya Educação Médica desenvolve em Manaus um programa de atendimento médico gratuito em várias especialidades, incluindo Endocrinologia Pediátrica. A ação faz parte das atividades práticas dos cursos de pós-graduação. O atendimento acontece, todo mês, na sede da Afya Educação Médica, na avenida André Araújo, 2767, bairro Aleixo. “Com essa iniciativa, os médicos estudantes de pós-graduação, conseguem tratar casos reais”, explica a diretora da unidade, Suelen Falcão.

Em Manaus, a Afya Educação Médica oferece uma estrutura premium, incluindo sete salas de aula, 18 ambulatórios e duas salas para pequenos procedimentos.

Os interessados podem entrar em contato pelo número (92) 99222-1977 para verificar a disponibilidade de vaga e realizar o agendamento. Além de Pediatria, a Afya Educação Médica oferece o serviço nas áreas de Nutrologia, Endocrinologia, Psiquiatria, Geriatria, Gastroenterologia, Ginecologia e Cardiologia.

Pagamento de dívidas com Pix cresce 47% na região Norte, revela Serasa

Pagamento via Pix possibilita baixa da negativação instantânea e aumento do Serasa Score na hora - Foto: Assessoria

Já consolidado como parte da rotina e das transações financeiras diárias dos brasileiros, o Pix também tem ganhado destaque como meio de pagamento de dívidas. De acordo com levantamento inédito da Serasa, 849 mil consumidores da região Norte negociaram débitos com o Pix nos últimos 12 meses, registrando um aumento de 47% em relação ao período anterior.

Entre os acordos firmados com Pix na região, 98% foram pagos à vista, o que proporciona vantagens imediatas, como a baixa da negativação instantânea e o aumento da pontuação de crédito (Serasa Score) em tempo real. “Estamos acompanhando de perto a evolução dos meios de pagamento para ampliar o acesso dos brasileiros às condições facilitadas de negociação”, afirma Laisse Francisco, especialista da Serasa em educação financeira.

No Norte, o Pará foi o estado que contabilizou maior número de acordos fechados via Pix desde junho de 2024, quando comparado às demais UFs. Já o Amapá apresentou o maior crescimento percentual no uso da ferramenta, com alta de 52% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Oportunidades até R$50 para o Norte

Atrelando as facilidades do pagamento via Pix a valores ainda mais acessíveis, a Serasa lançou uma ação especial para a região, com objetivo de ajudar os mais de 6,6 milhões de nortistas inadimplentes. Ao todo, existem mais 7,3 milhões de ofertas para os consumidores quitarem pendências até R$100 – 3 milhões delas, inclusive, representam ofertas até R$50.

Segundo a Serasa, 234 mil pessoas do Norte conseguiram limpar seu nome com valores de até R$100, desde junho de 2024. “A facilidade do Pix aliada aos grandes descontos e possibilidade de limpar o nome com valores baixos pode ser o pontapé inicial para uma nova vida financeira mais saudável”, finaliza Laisse.

Centro Histórico de Manaus recebe 2ª etapa do ‘Vivências Amazônicas’ com foco em turismo comunitário

Foto: Thelson Souza / ManausCult

A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), está com inscrições abertas para a segunda etapa do projeto “Vivências Amazônicas”, voltado à capacitação e qualificação de comunidades com vocação para o turismo. A nova fase do programa acontece de 4 a 22 de agosto, no centro histórico da cidade, com atividades no auditório do mirante Lúcia Almeida, sempre das 18h às 21h.

A iniciativa faz parte do programa de Capacitação em Turismo de Base Comunitária que, ao todo, contempla três comunidades, totalizando 270 horas de formação e beneficiando quase 300 pessoas. A terceira e última etapa ocorrerá na comunidade do Livramento, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, entre os dias 1º e 19 de setembro.

Voltado a moradores de áreas com potencial turístico, o projeto oferece três cursos gratuitos: “Desenvolvimento e Capacitação do Ecossistema do Turismo Local”, “Empreendendo no Turismo” e “Inclusão Digital e Marketing Pessoal”.

O conteúdo programático inclui temas como mercado do turismo na Amazônia, ética na comunicação, ecoturismo, boas práticas no atendimento ao turista, marketing pessoal e estratégias para redes sociais.

A etapa realizada no centro histórico tem como um dos principais objetivos contribuir para o fortalecimento do profissionalismo na área do turismo e valorizar ainda mais a importância do patrimônio histórico-cultural da cidade. A capacitação busca formar agentes locais capazes de atuar com qualidade e responsabilidade no acolhimento de visitantes, promovendo experiências autênticas e sustentáveis na região.

Segundo o diretor-presidente da Manauscult, Jender Lobato, o programa é um passo importante para consolidar o turismo de base comunitária como uma alternativa sustentável de geração de renda.

“Nosso objetivo é fazer com que a própria comunidade seja protagonista na valorização do seu território. A capacitação é o primeiro passo para transformar o potencial turístico local em oportunidade real de desenvolvimento social e econômico”, afirmou Lobato.

As inscrições são realizadas por meio do link: https://linktr.ee/instnacer

O projeto “Vivências Amazônicas” integra as ações da Prefeitura de Manaus voltadas ao fortalecimento da cultura e do turismo como vetores de inclusão e desenvolvimento nas comunidades tradicionais e urbanas da cidade.

Queimadas no Brasil: ação humana é causa predominante

Queimadas - Foto: Augusto Dauster / Ibama

As queimadas são um fenômeno recorrente e preocupante no Brasil, impactando diretamente o meio ambiente, a saúde pública, a economia e o equilíbrio climático. Segundo especialistas, mesmo assim, a causa predominante desse desastre no Brasil ainda é a ação humana.

Muitas vezes associadas a práticas agrícolas, desmatamento ilegal ou eventos naturais, essas ocorrências se intensificam durante os períodos de seca e afetam com força os biomas mais sensíveis, como a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal.

Embora algumas queimas controladas façam parte de técnicas tradicionais de manejo da terra, o uso indiscriminado do fogo causa danos à biodiversidade e aos recursos naturais do país.

Em entrevista, o tenente-coronel Gil Correia Kempers Vieira, pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Desastres da Universidade Federal Fluminense (NEPED-UFF) e oficial do Corpo de Bombeiros Militar, destaca a principal origem das queimadas: o ser humano.

“Em todas as regiões do país, infelizmente a maior causa dos incêndios florestais está na ação humana. Seja a queimada para limpeza de terreno, seja para troca de cultura na agricultura ou o vandalismo, mais de 80% dos incêndios florestais têm relação à ação humana”.

O avanço de queimadas, especialmente em regiões de floresta densa ou de vegetação nativa, libera grandes quantidades de gases poluentes na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global e a piora da qualidade do ar.

Além disso, comunidades indígenas, ribeirinhas e populações rurais são diretamente atingidas pelos incêndios, sofrendo com deslocamentos forçados, perda de territórios e impactos à subsistência.

Cidades próximas às áreas afetadas também enfrentam os reflexos, com o aumento de doenças respiratórias e prejuízos econômicos no setor agropecuário.

Área devastada pelo fogo na Amazônia – Foto: Christian Braga / Greenpeace

Além da ação humana direta, fatores ambientais contribuem para a propagação dos incêndios. Segundo o especialista:

“Tanto a estiagem quanto a crise hídrica têm uma influência direta nos incêndios florestais. A estiagem diminui a umidade relativa do ar e isso acaba agravando as condições para os incêndios florestais no país como um todo. Além disso, a crise hídrica reduz a questão dos mananciais e o abastecimento da população, levando muitas vezes à decretação de situação de emergência ou calamidade pública”.

Ele ainda alerta para os impactos colaterais desse processo. “Os elementos relativos à estiagem e os incêndios florestais agravam a condição de saúde da população, onde muitas vezes a fumaça agrava o quadro de doenças respiratórias, impactando na saúde pública e na lotação dos hospitais. Além disso, os incêndios florestais trazem muitos danos e prejuízos à economia e ao agronegócio”.

Apesar disso, é preciso desmistificar a ideia de que a natureza é a principal responsável por esses eventos. De acordo com Vieira, “são pouquíssimos os registros de incêndios naturais, provocados especialmente por raios. Grande parte dos incêndios tem origem na ação humana, e podem sim ser identificados através de perícias de incêndios, pois os indicativos são bem claros, deixando vestígios possíveis de serem rastreados”.

Ele também chama atenção para uma das causas mais delicadas e pouco discutidas: o uso do fogo como estratégia de ocupação de terras. “Em algumas localidades é possível afirmar que locais hoje suscetíveis a escorregamento, passaram por um processo de incêndio florestal, retirada da cobertura vegetal e posterior processo de erosão, aumentando inclusive o risco de eventos geológicos como, por exemplo, movimentos de massa”.

Apesar dos desafios persistentes, os primeiros meses de 2025 indicam uma mudança promissora nesse cenário, com redução das áreas queimadas e dos focos de calor em diversas regiões do país.

Brasil registra redução nas queimadas em 2025

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), divulgou que houve uma queda expressiva nas áreas queimadas e nos focos de calor durante o primeiro semestre de 2025.

De acordo com dados divulgados pelo MMA, o país teve uma redução de 65,8% na extensão total de terras queimadas entre janeiro e junho de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em termos absolutos, a área afetada passou de 3,1 milhões de hectares no primeiro semestre de 2024 para cerca de 1 milhão de hectares em 2025.

As informações foram coletadas pelo Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais ( Lasa), da Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ), e complementadas pela análise do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( Inpe). As análises também apontaram uma diminuição de 46,4% nos focos de calor no país, caindo de 35.938 registros em 2024 para 19.277 em 2025 — o menor índice desde 2018.

Nos primeiros meses de 2025, houve redução das queimadas no Brasil – Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A queda significativa foi observada em quatro dos seis biomas brasileiros: Pantanal, Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. A melhora é atribuída a dois fatores principais: um cenário climático menos severo, com estiagens mais brandas, e o reforço nas políticas públicas de combate e prevenção a incêndios florestais.

Entre as medidas adotadas está a contratação de 4.385 brigadistas federais, o maior contingente já registrado, representando um aumento de 26% em relação ao ano anterior. Também entrou em vigor a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, sancionada em julho de 2024, que estabelece diretrizes integradas entre governo federal, estados, municípios, setor privado e sociedade civil para fortalecer a prevenção e resposta a incêndios.

Outro fator que contribuiu para os resultados foi o apoio financeiro do Fundo Amazônia, que desde 2023 destinou R$ 405 milhões para os Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal. Até o momento, R$ 370 milhões já foram efetivamente contratados.

Além disso, em janeiro de 2025, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente ( Ibama) recebeu sete novos helicópteros, elevando em até 133% a capacidade de lançamento de água durante operações de combate ao fogo.

Destaques por bioma

O Pantanal foi o bioma com o desempenho mais expressivo. As queimadas recuaram 97,8%, passando de 607,9 mil hectares em 2024 para 13,4 mil hectares em 2025. Os focos de calor também caíram drasticamente: de mais de 3,5 mil para apenas 86 registros no semestre.

Na Amazônia, a redução nas áreas queimadas foi de 75,4%, com 247,9 mil hectares afetados neste ano frente a mais de 1 milhão no ano anterior. Houve também queda de 61,7% nos focos de calor, passando de 13.489 para 5.169.

A Mata Atlântica apresentou um recuo de 69,7% na área queimada, indo de 91,9 mil para 27,8 mil hectares, e uma queda de 33,3% nos focos de calor, totalizando 2.619 registros em 2025.

O Cerrado, conhecido pela alta incidência de incêndios, teve redução de 47% na área queimada e de 33,1% nos focos de calor, com 724,6 mil hectares atingidos e 8.854 focos detectados no primeiro semestre de 2025.

Em contraste, os biomas Caatinga e Pampa registraram aumento nos dois indicadores. Na Caatinga, a área afetada cresceu de 34,4 mil para 38,3 mil hectares, e os focos de calor subiram de 1.632 para 2.161. Já o Pampa teve um salto de 7,1 mil para 11,5 mil hectares queimados, com aumento de focos de 123 para 388.

*Com informações de IG

Aleam reforça combate à violência contra a mulher em meio a recorde de feminicídios no Brasil

Foto: Hudson Fonseca / Aleam

A divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, que aponta um número recorde de feminicídios no país, reacendeu o debate sobre a urgência de políticas de enfrentamento à violência de gênero. Segundo os dados, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, o maior índice desde que o crime foi tipificado em 2015, representando um aumento de 1% em relação ao ano anterior.

Diante desse cenário crítico, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) tem se destacado como uma das principais vozes no combate à violência contra a mulher, por meio de projetos de lei, campanhas educativas e ações interinstitucionais. Somente nos últimos dois anos, cerca de 30 leis de combate à violência de gênero originadas na Aleam foram sancionadas e já são realidade.

A deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos), procuradora Especial da Mulher na Casa, enfatizou a gravidade dos números e reforçou o compromisso do Parlamento estadual com a pauta.

“É alarmante e inaceitável. Como Procuradora da Mulher da Aleam e deputada comprometida com o combate à violência contra a mulher, condeno veementemente essa estatística e reafirmo meu compromisso em trabalhar incansavelmente para mudar esse cenário”, declarou.

Alessandra defende que a prevenção ao feminicídio não se resume ao endurecimento de leis, mas exige uma abordagem multidisciplinar e interinstitucional, que envolva educação, serviços de apoio, campanhas de conscientização e mudança cultural.

“Devemos fortalecer as políticas de proteção às mulheres, garantir o acesso a serviços de apoio e promover campanhas de conscientização que desafiem estereótipos de gênero e a cultura de violência”, destacou.

Nesse sentido, a Assembleia Legislativa tem ampliado suas frentes de atuação. Entre as medidas, estão leis estaduais que fortalecem a rede de proteção, a implementação de canais de denúncia, o incentivo à criação de centros de acolhimento e a promoção de campanhas como o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre a violência doméstica.

“A atuação da Aleam tem como principal objetivo fazer do Amazonas uma referência no debate nacional sobre a violência de gênero. Com iniciativas pioneiras, reforçamos a mensagem de que a erradicação do feminicídio depende de ação conjunta entre Poder Público, sociedade civil e instituições de ensino e segurança”, analisou o presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (UB).

Foto: Herick Pereira

Iniciativas Legislativas

A Lei nº 7.579/2025, originada do Projeto de Lei (PL) nº 192/2024, da deputada Alessandra Campelo (Podemos), determina que servidores da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e do Sistema Penitenciário do Amazonas que forem indiciados por violência doméstica ou familiar contra a mulher, ou que tenham medida protetiva decretada, deverão entregar suas armas funcionais à corporação em até 24 horas, até a conclusão do processo judicial, sob pena de punição por desobediência ou prevaricação.

“Determinados casos de violência doméstica contra a mulher envolvendo agentes de segurança pública, alguns deles resultando em feminicídios, têm chamado a atenção da sociedade e, em consequência, desta Casa Legislativa. Mesmo indiciados em inquéritos ou compelidos a medida protetiva, continuam portando armas e representando perigo de morte para as vítimas”, afirmou.

Também de autoria da deputada, o PL nº 339/2024, sancionado na Lei nº 7.260/2024, determina que homens enquadrados na Lei Maria da Penha e que estejam sob Medidas Protetivas de Urgência ou medidas cautelares determinadas pela Justiça sejam obrigados a usar tornozeleira eletrônica, sempre que a segurança da vítima ou as circunstâncias do caso assim exigirem.

Prioridade

Desde 2024, a Lei nº 7.113 (PL nº 1.054/23), de autoria da deputada Mayra Dias (Avante), alterou a Lei nº 4.096/2019 para determinar que as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e vítimas de estupro de vulnerável terão prioridade para atendimento no Instituto Médico Legal (IML), visando à realização de exames periciais para constatação de agressões e outras formas de violência física.

De acordo com a deputada, a lei quer auxiliar na celeridade da investigação dos casos e concessão de medidas cabíveis, uma vez que, hoje, a demora do laudo emitido pelo órgão dificulta a identificação e responsabilização do autor, que muitas vezes pode fazer parte do núcleo familiar e social da vítima.

Defesa pessoal

Já a Lei nº 6.436/2023, sancionada a partir do Projeto de Lei nº 100/2023 da deputada Débora Menezes (PL), propõe a criação de cursos de defesa pessoal a mulheres vítimas de violência. De acordo com a lei, os cursos deverão ser ministrados por agentes especializados e voltados, preferencialmente, para mulheres que possuem medidas protetivas contra ex-companheiros ou agressores.

A intenção é proporcionar ferramentas práticas para que as vítimas tenham mais condições de reagir a situações de risco e reconstruir sua autoestima.

Observatório

Nascido do Projeto de Resolução Legislativa nº 32/2024 e promulgado no mesmo ano pelo presidente Roberto Cidade, a Resolução Legislativa nº 1.049/2024, de autoria da deputada Alessandra Campelo, criou o Observatório da Violência contra a Mulher da Assembleia Legislativa, que rapidamente se tornou um centro permanente de monitoramento, pesquisa e articulação de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero no estado.

O Observatório tem como missão coletar, analisar e divulgar dados estatísticos sobre os diferentes tipos de violência praticados contra mulheres no Amazonas, além de realizar estudos e pesquisas sobre causas, consequências e impactos sociais.

Água potável com energia solar transforma vida de quilombo no Amazonas

A construção do poço e do sistema de distribuição de água movimentou a comunidade - Foto: Comunicação FAS / Divulgação

A comunidade quilombola do Tambor, no interior do Amazonas, localizada no Parque Nacional do Jaú, comemora a chegada de um sistema de água potável, com uso de energia solar. A iniciativa faz parte do projeto Água+Acesso, desenvolvido pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e pela Coca-Cola Brasil, que, desde 2017, já beneficiou 37 comunidades tradicionais do estado, impactando mais de 5.600 pessoas com soluções sustentáveis para o abastecimento de água.

“É um sonho realizado”, diz Sebastião Ferreira de Almeida, liderança que nasceu e cresceu na comunidade. “Era algo que as pessoas queriam muito. Inclusive foram anos e anos de promessas de prefeituras, de outras instituições. Mas acabou que a FAS foi a única organização que conseguiu realizar o projeto.”

O sistema implantado utiliza a captação de água de poço subterrâneo, associada a um filtro de tratamento e ao uso de energia solar, assegurando o abastecimento sustentável da comunidade. A estrutura conta com um reservatório com capacidade para 5 mil litros e beneficia 26 famílias, totalizando cerca de 130 pessoas.

A comunidade do Tambor fica às margens do rio Jaú, mas, na época de seca, quando baixa o volume das águas, é necessário descer uma escada para buscar água em baldes ou panelas. “O quilombo está a uma altitude de aproximadamente 40 metros na época de seca. Era uma dificuldade subir aquela escada para levar água para casa. A luta era pesada”, conta Almeida.

A opinião é compartilhada por Francione Lima, outra moradora do Tambor. “Antes era muito dificultoso para a gente”, explica, destacando que as subidas e descidas com peso aconteciam várias vezes ao dia. “Lavar roupa, lavar louça… tudo era na beira do rio.”

Atenção e cuidado

Valcléia Lima, superintendente de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades da FAS, ressalta que esse trabalho, geralmente, era de responsabilidade dos idosos, das mulheres e das crianças. “Imagine um idoso ter que descer escada e subir com uma lata ou um balde na cabeça ou uma mulher fazer isso todos os dias. Como é que fica a coluna dessa pessoa? E também pode desenvolver uma lesão por esforço repetitivo, por exemplo”, avalia.

Além disso, Almeida diz que, na época das chuvas, o acúmulo de sedimentos no rio afetava a qualidade da água do rio. “Provocava febre, diarreia, essas coisas. Não era algo que acontecia diariamente, mas acontecia. Agora há água de qualidade, para todos os usos.”

Segundo Valcléia, “quando se fala da ausência de água e de saneamento na Amazônia profunda, estamos falando de vários aspectos, entre eles, a saúde”. “A maioria das doenças nas comunidades tem como principal vetor a água. Se a água não for saudável e potável, haverá problemas.”

O sistema já faz a purificação da água para consumo – Foto: Comunicação FAS / Divulgação

 

Energia solar

O uso de energia solar, além de ser uma fonte limpa e renovável, garante um fornecimento sem riscos de interrupção. “Estamos falando de uma comunidade que está em um território distante, aonde ainda não chegou o programa Luz para Todos e nem sabemos se chegará. Então, se amanhã a comunidade ficar isolada, sem acesso a diesel para o gerador, não vai faltar água, porque eles têm um sistema funcionando com energia alternativa e renovável.”

A energia solar é usada para o funcionamento da bomba que retira a água do poço e leva para o reservatório, de onde é distribuída para as casas dos moradores da comunidade.

Essa é a primeira vez que a FAS leva o projeto para uma comunidade quilombola. “Nós historicamente trabalhamos com populações tradicionais, principalmente ribeirinhas. E o segmento das populações quilombolas é uma estratégia que a gente começou a trabalhar recentemente. O Amazonas é um estado genuinamente indígena, então a gente tem apenas quatro quilombos reconhecidos”, explica Valcléia.

A superintendente ressalta que o Água+Acesso não é um programa assistencialista. “Há uma formação local das pessoas, para saber como funciona, como liga e desliga o sistema. Se der problema em uma placa solar, como resolver. Todo o cuidado de limpeza das placas para que sejam mais eficientes. E também a gestão do sistema é feita pela própria comunidade. Então, nesse contexto, criamos, em conjunto, um regimento interno de uso do poço.”

A melhora na qualidade de vida das pessoas foi rapidamente percebida. “Eu nasci e me criei aqui nesse rio. Estou ficando velha aqui. Do que eu vivi para agora, está melhor”, reforça a quilombola Maria Raimunda.

Pelo projeto Água+Acesso, a FAS recebeu recentemente o troféu Unidos pelo País que Queremos, uma iniciativa da Coca-Cola Brasil que celebra projetos de destaque na promoção de soluções concretas para os principais desafios socioambientais do país.

“Fiquei muito orgulhosa porque é um esforço da FAS, como organização, de cumprir o seu papel. Nós estamos aqui para cuidar de quem cuida da floresta. Então nós entendemos melhor do que ninguém as necessidades das comunidades. E, por mais que a gente queira que as comunidades tenham sua autonomia ou que elas sejam emancipadas, ainda precisa melhorar muito a sua infraestrutura. Assim como não há água em muitas comunidades da Amazônia, são quase um milhão de pessoas que não têm energia”, avalia Valcléia.

Navio Banzeiro da Esperança na COP30

Para a COP 30, a FAS terá um navio, chamado Banzeiro da Esperança, que sairá de Manaus rumo a Belém, local de realização da conferência sobre mudanças climáticas da ONU. A embarcação fará paradas estratégicas no caminho, em cidades como Parintins (AM) e Santarém (PA), ao longo do rio Amazonas.

“O navio terá um auditório e também servirá de hospedagem para os passageiros durante a COP”, explica Valcléia. “É um espaço que não é só para falar do tema do clima, mas também para exaltar a cultura, a tradição da Amazônia.”

A comunidade quilombola fica acima do Parque Nacional do Jaú, no município de Novo Airão (AM) – Foto: Comunicação FAS / Divulgação

A maioria dos passageiros, cerca de 300, será formada por populações tradicionais, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos. “Estamos oferecendo para as lideranças dessas comunidades uma formação online sobre as questões climáticas. A gente fala de resiliência e de racismo ambiental, entre outros temas. Em uma COP na Amazônia, esperamos que as pessoas estejam mais atentas e ouçam aqueles que são impactados diretamente pelas mudanças climáticas, que são as populações tradicionais”, finaliza Valcléia.

*Com informações de Uol

RESERVE ÁGUA: Complexo da Ponta do Ismael passa por manutenção programada na próxima terça, dia 29

Intervenções ocorrem das 5h às 17h e são necessárias para preparar o sistema para o Verão Amazônico. Sistema precisará ser desligado no período - Foto: Assessoria / Águas de Manaus

O Complexo de Produção de Água Ponta do Ismael (PDI), na Compensa, vai passar por uma melhoria programada na próxima terça-feira (29). A concessionária programou a execução de uma série de atividades que visam garantir a qualidade dos serviços prestados na cidade, especialmente nos meses do “Verão Amazônico”, quando a produção e o consumo de água na cidade aumentam. Em decorrência do trabalho, a unidade que fornece água tratada para as zonas Norte, Sul, Centro-Sul, Oeste, Centro-Oeste, e de parte da zona Leste será desligada temporariamente das 5h às 17h, o que pode gerar oscilações ou falta de água nas regiões citadas.

No total, o serviço programado na Ponta do Ismael envolverá 35 intervenções preventivas no sistema de produção e abastecimento de água, que vão desde melhorias elétricas e mecânicas, até manutenções em redes de grande porte, interligações e troca de registros.

O serviço ocorre a partir das 5h da terça-feira (29) e tem previsão de finalização às 17h do mesmo dia. A previsão é que o serviço de água esteja normalizado em todas as regiões impactadas em até 48 horas após a conclusão da manutenção. Por isso, é fundamental que a população reserve água para o período.

De acordo com a gerente de Operações, Jéssica Candeia, o serviço é necessário para garantir o bom funcionamento do sistema. “O Complexo da PDI opera 24h por dia, durante o ano inteiro. Naturalmente, alguns equipamentos envolvidos no processo de produção de água precisam passar por melhorias preventivas. Muitas dessas ações já visam o aumento de produção de água no período do Verão Amazônico, época em que os manauaras mais consomem água. Todas estas intervenções irão garantir que a população continue recebendo água de qualidade durante o ano”, destaca.

Abastecimento

Os trabalhos na Ponta do Ismael devem durar 12 horas. Para isso, estão sendo mobilizados mais de 170 colaboradores na operação. Além da Ponta do Ismael, equipes da concessionária estarão com intervenções em outros pontos da cidade durante o dia, como em uma rede de grande porte na avenida Max Teixeira, (na altura do Restaurante Bom Prato), no bairro Cidade Nova, troca de válvulas no reservatório da Bola do Coroado e na esquina da avenida Mário Ypiranga com a rua São Luiz – bairro Adrianópolis.

Assim que as estações forem religadas, por volta das 17h de terça-feira, a água começa a retornar na cidade de forma gradativa, chegando primeiro às regiões centrais e bairros mais próximos à Ponta do Ismael. Posteriormente, as áreas mais elevadas começam a ser reabastecidas. A previsão é que o processo de normalização do serviço ocorra em até 48 horas.

Reserve água

Para que a população tenha um menor impacto em sua rotina durante a melhoria programada da terça-feira, a Águas de Manaus recomenda que os moradores das regiões abrangidas pelo serviço reservem água para o período. A empresa também orienta o uso do recurso de forma moderada, priorizando o consumo humano e atividades essenciais. Para isso, a recomendação é de banhos curtos e que sejam evitadas lavagens de carro e de roupa no período.

Equipes da Águas de Manaus estarão mobilizadas com carros-pipa, para abastecer locais prioritários, como hospitais, Unidades Básicas de Saúde e Escolas nas zonas abrangidas pelo serviço.

A Águas de Manaus agradece a compreensão da população e informa que, qualquer situação emergencial deve ser informada imediatamente à concessionária, nos canais de atendimento: 0800-092-0195 (Whatsapp e SAC), www.aguasdemanaus.com.br.

Literatus abre inscrições para cursos técnicos e especializações com foco na empregabilidade

Com mais de 220 parceiros, a instituição se destaca pelo Núcleo de EmpregueHabilidade, que garante alta taxa de inserção no mercado de trabalho para alunos e egressos - Foto: Assessoria 

O Centro de Ensino Literatus anuncia a abertura de inscrições para seus cursos técnicos e especializações presenciais, semipresencias e Ensino a Distância (EaD). A instituição, reconhecida pela formação de profissionais qualificados, destaca o Núcleo de EmpregueHabilidade como um diferencial no desenvolvimento de seus alunos e egressos. Com um histórico de 45 mil técnicos capacitados, mais de 70% dos profissionais formados pela instituição estão empregados, um testemunho da eficácia da metodologia do Literatus.

“Nossa missão no Literatus vai além de formar profissionais qualificados, queremos garantir que nossos alunos encontrem o seu lugar no mercado de trabalho. O Núcleo de EmpregueHabilidade é a materialização desse compromisso, oferecendo suporte contínuo e acesso a oportunidades reais, o que se reflete na alta empregabilidade dos nossos egressos”, disse a presidente do Grupo Literatus, Elaine Saldanha.

O Núcleo de EmpregueHabilidade atua como uma ponte entre o ambiente acadêmico e o mercado de trabalho, proporcionando vivência prática e oportunidades de inserção profissional. Graças a mais de 220 parcerias com empresas e órgãos públicos, o Literatus facilita o acesso dos estudantes a estágios e vagas de emprego.

Elaine explica que, por meio do Núcleo EmpregueHabilidade, a instituição vai além da formação em sala de aula, oferecendo qualificação, orientação e acompanhamento contínuo no planejamento de carreira. “Alunos e egressos são acompanhados desde o início do curso, e os egressos podem contar com esse suporte e orientação por até dois anos após a formatura”, informou a presidente do Grupo.

Vantagens da formação

Entre as vantagens da formação técnica está o tempo para concluí-lo comparado a uma formação superior. Enquanto há cursos de bacharelado ou licenciatura que duram em média 4 anos, o técnico, o aluno conclui em até 18 meses. Outra vantagem da formação técnica é a metodologia com foco nas reais necessidades das empresas.

Além disso, esse tipo de formação pode ser feita antes mesmo de o jovem completar o ensino médio. Em geral, um aluno no segundo ano do ensino médio já pode cursar sem problemas e ainda tem a chance de se formar já empregado.

Foto: Assessoria

Para mais informações sobre os cursos e matrículas, basta entrar em contato com a Central de Matrículas pelo WhatsApp (92) 98100- 8100, pelo portal https://www.literatus.edu.br/ ou presencialmente em uma das sedes do Centro de Ensino Literatus, localizadas na avenida Autaz Mirim, nº 5924, no bairro São José Operário, na zona Leste de Manaus, e rua Pará, nº 165, no Vieiralves, na zona Centro-Sul. A instituição também conta com três polos de sucesso no interior do Amazonas: Polo Tefé, localizado na Av. Juruá, 704, Juruá; Polo Figueiredo, na Rua Honório Roldão, nº 9, Acariquara; e Polo Tabatinga, na Rua Marechal Mallette, 399, Centro.

Real Madrid negocia Endrick com rival da Espanha

Endrick, atacante do Real Madrid - Foto: Endrick, atacante do Real Madrid (Divulgação / Real Madrid)

Endrick, revelado pelas categorias de base do Palmeiras, vive um momento de incerteza no Real Madrid, clube ao qual chegou com grande expectativa. Com apenas 18 anos, o atacante tem enfrentado dificuldades para se firmar entre os titulares, e seu futuro imediato no clube espanhol passou a ser tema recorrente nas últimas semanas.

Inicialmente, o Real Madrid deixou claro que não pretende negociar o jogador em definitivo nem emprestá-lo. A prioridade, segundo o Estadão, segue sendo sua permanência na equipe principal para ganhar espaço gradativamente na temporada 2025/26. No entanto, esse cenário não impediu que outros clubes europeus demonstrassem interesse.

Entre os interessados, o Newcastle se destacou ao estudar uma proposta de 70 milhões de euros (cerca de R$ 451 milhões) para contratar o brasileiro. Segundo o site Somos Fanáticos, a intenção do clube inglês seria concretizar a transferência em definitivo, abrindo mão da tentativa de contratar Hugo Ekitiké, avaliado em 90 milhões de euros .

Ainda assim, o clube espanhol enfrenta o dilema de administrar uma concorrência intensa no setor ofensivo. Endrick tem competido diretamente por espaço com nomes como Kylian Mbappé e Gonzalo García — este último em franca ascensão. Para complicar, uma lesão muscular na coxa direita o afastou por cerca de seis semanas, prejudicando sua participação na pré-temporada e na Copa do Mundo de Clubes .

Apesar das adversidades, o técnico Xabi Alonso manifestou confiança no jogador após uma partida contra o Borussia Dortmund. Em entrevista coletiva, ele declarou: “Conto com os três (Mbappé, Gonzalo García e Endrick). Estou feliz com o Endrick. Está se recuperando, mas é claro que contamos com ele. Sobre as decisões, pensando no planejamento do elenco, ainda não estamos neste momento” .

Enquanto isso, outra possibilidade que ganha força nos bastidores é o empréstimo do jovem ao Valencia. De acordo com o portal Fichajes, há negociações em andamento entre os clubes, mesmo com a lesão de Endrick sendo considerada um fator superável pelos dirigentes do time espanhol.

Pelo Palmeiras, Endrick acumulou 82 jogos, com 21 gols e quatro assistências. Conquistou cinco títulos, entre eles dois Campeonatos Brasileiros e dois Paulistas. Seu desempenho no Brasil alimentou altas expectativas quanto ao seu sucesso na Europa.

Atualmente, o jogador se encontra em fase de recuperação física. Conforme a diretoria do Real, o plano é reintegrá-lo ao elenco após o retorno aos treinos, permitindo que dispute minutos ao longo da temporada europeia. Ainda assim, o mercado segue atento, e os próximos passos de Endrick seguem cercados por especulações.

*Com informações de Terra

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