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Dep. Pablo defende vacinação em massa no AM e que pessoas com necessidades especiais tenham prioridade

Dep. Delegado Pablo (PSL)

O caos na saúde pública do Amazonas por causa do coronavírus levou o deputado federal Delegado Pablo (PSL) solicitar ao Ministério da Saúde e à prefeitura de Manaus a liberação de mais vacinas e a realização de uma vacinação em massa na capital e interior do Estado.

O deputado solicitou também que pessoas com necessidades especiais (PNEs), como autistas, pessoas com Síndrome de Down, paralisia cerebral ou com dificuldades de locomoção, sejam incluídas na lista de prioridades na vacinação.

No discurso no plenário da Câmara dos Deputados, Pablo disse que Manaus vive uma situação caótica e que todos parlamentares devem tomar conhecimento do sofrimento vivido pelo povo amazonense.

“Precisamos de vacinação em massa no Amazonas e que sejam respeitadas as prioridades”, afirmou Pablo. “As pessoas estão morrendo, por isso precisamos acelerar a imunização, atingindo o maior número de pessoas, o mais rápido possível”, alertou o deputado.

A inclusão de pessoas com necessidades especiais na lista de prioridade foi defendida por Pablo em documentos entregues ao Ministério da Saúde e à Prefeitura de Manaus. A proposta ganha cada vez mais apoio no Congresso Nacional.

ONU acusa Coreia do Norte de roubar mais de R$ 1,7 bilhão em ataques cibernéticos

O documento estima que "no total, o roubo de bens virtuais cometido pelo país entre 2019 e novembro de 2020 atinge a soma de cerca de US$ 316,4 milhões [R$ 1,7 bilhão]".

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Coreia do Norte pode ter roubado mais de US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão) em ativos de bolsas de criptomoedas para driblar as sanções de que é alvo e financiar seus programas nucleares, de acordo com o relatório preliminar de uma investigação da ONU (Organização das Nações Unidas) divulgado nesta quarta-feira (10).

Elaborado por um grupo de especialistas encarregados de controlar a aplicação de sanções contra a Coreia do Norte, o documento estima que “no total, o roubo de bens virtuais cometido pelo país entre 2019 e novembro de 2020 atinge a soma de cerca de US$ 316,4 milhões [R$ 1,7 bilhão]”.

A ONU não divulgou o nome das vítimas dos ataques cibernéticos, mas os valores mencionados sugerem, segundo especialistas, que os crimes tiveram como alvo principal a KuCoin, corretora de criptomoedas com sede em Seychelles.

Em setembro do ano passado, a empresa foi lesada em US$ 281 milhões (R$ 1,5 bilhão). No mês seguinte, um novo ataque resultou na perda de mais US$ 23 milhões (R$ 123,7 milhões). Outros crimes que totalizam o valor apontado pelos especialistas teriam sido cometidos em proporções menores desde 2019.

“Uma análise preliminar, baseada nos vetores de ataque e esforços subsequentes para lavar os lucros ilícitos, sugere fortemente vínculos com a RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome formal da Coreia do Norte]”, informou o relatório da ONU.

Especialistas do setor disseram que os hackers responsáveis pelos roubos estavam tentando canalizar o dinheiro por meio de transações descentralizadas, organizando trocas dos valores entre indivíduos. O objetivo era tentar contornar as regras das plataformas de negociação, que rapidamente sinalizaram o dinheiro roubado como ilícito.

A KuCoin informou recentemente que conseguiu recuperar mais de 80% dos valores roubados, graças em parte ao trabalho de outras bolsas que congelaram os fundos enquanto eles transitavam por seus respectivos sistemas.

Na semana passada, o presidente-executivo da empresa, Johnny Liu, disse que as identidades dos hackers já eram conhecidas, mas, a pedido das autoridades, só seriam tornadas públicas quando o caso fosse considerado encerrado.

De acordo com outro relatório da ONU, publicado em 2019, a Coreia do Norte gerou cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,76 bilhões) a partir de ataques cibernéticos “generalizados e cada vez mais sofisticados” para roubar bancos e bolsas de criptomoedas em 2019.

O documento desta quarta observa ainda que, em 2020, houve uma “tendência clara” de que a Coreia do Norte “estava conduzindo ataques contra as indústrias de defesa em todo o mundo”.

As habilidades de hackers ligados ao regime de Pyongyang vieram à tona em 2014, quando a Coreia do Norte foi acusada de atacar as bases de dados do estúdio Sony Pictures em retaliação ao lançamento do filme “A Entrevista”, de 2014. A comédia imagina dois jornalistas indo entrevistar o ditador do país, Kim Jong-un, com a missão também de assassiná-lo.

À época, o regime denunciou o filme como um “patrocínio sem disfarces de terrorismo, como também um ato de guerra”, em carta ao então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Em 2018, uma empresa de cibersegurança que trabalha em conjunto com o governo dos Estados Unidos revelou que um grupo de hackers ligado a Kim Jong-un tentou roubar US$ 1,1 bilhão (R$ 5,92 bilhões, na cotação atual) de organizações de vários países, inclusive do Brasil.

Entre os alvos confirmados estavam o Banco Central de Bangladesh, que perdeu US$ 81 milhões (R$ 435 milhões) em 2016, e o banco taiwanês Far Eastern International, que teve US$ 60 milhões (R$ 322 milhões) roubados em 2017.

Especialistas conseguiram identificar o modus operandi dos hackers na maioria dos casos. Após realizarem um roubo, o grupo norte-coreano deixa um programa capaz de implodir todo o sistema.

A ideia é, ao mesmo tempo, destruir as evidências do ataque e desviar a atenção de autoridades de segurança, como um ladrão que queima a casa após o furto. Muitas organizações só percebem que foram alvo da ação neste momento, quando o roubo já foi concluído e sua rede, destruída.

Desde 2006, a Coreia do Norte está sujeita a sanções impostas pela ONU que prejudicaram seriamente sua economia. As medidas têm sido reforçadas pelos países-membros do Conselho de Segurança da entidade, principalmente os EUA.

As negociações entre Washington e Pyongyang estagnaram após o fracasso da cúpula entre Kim Jong-un e o ex-presidente Donald Trump, em 2019. Uma das razões apontadas para essa estagnação foi a falta de consenso sobre as concessões que a Coreia do Norte deveria fazer em troca da suspensão das sanções e da redução da pressão internacional.

Prefeitura monitora frota de ônibus em tempo real

Entre as ocorrências podem ser verificadas, o não atendimento ao pedido de paradas, frota incompleta, não cumprimento de horários, entre outras irregularidades. (Foto: Luan Rios)

A fiscalização do sistema de transporte público de Manaus tem como importante aliado o setor de Monitoramento de Frota, do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), que realiza acompanhamento em tempo real da frota de ônibus da capital, por meio de GPS (Sistema de Posicionamento Global) instalado nos veículos.

O sistema funciona no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul, e é coordenado por fiscais de Transporte do IMMU, que podem autuar as empresas de ônibus quando irregularidades forem constatadas por meio do monitoramento. Entre as ocorrências podem ser verificadas, o não atendimento ao pedido de paradas, frota incompleta, não cumprimento de horários, entre outras irregularidades.

Para o diretor de Transportes Urbanos do IMMU, Edinaldo Castro, o monitoramento da frota é essencial para a melhoria dos serviços de transporte na capital. “Por meio desse acompanhamento em tempo real, nós procuramos ter o controle da frota, atendimento às denúncias, dando suporte aos fiscais, que trabalham nos terminais, em relação à demora das linhas”, informa.

Segundo Edinaldo, o setor obtém, em tempo real, informações sobre atraso das linhas. “Sabemos, por exemplo, se algum ônibus está em pane. Temos informação onde os ônibus estão e o que aconteceu com eles, para assim poder prestar um melhor atendimento à população”, destaca.

Ainda segundo ele, por meio do sistema GPS, é possível verificar a frota em operação e o cumprimento do quadro de horário dos carros. “Quando verificamos o não cumprimento, as empresas são autuadas. Este serviço traz melhores e maiores benefícios à população, proporcionando um transporte mais eficiente e rápido, cumprindo os horários e as metas”, observa.

CONFIRA O TEMPO NESTA QUARTA-FEIRA

[Climatempo]

Océlio e as gargalhadas da mamãe

Cá estou preocupado, ansioso, medroso, vaidoso, amarrado pelo padrão social, trancado em casa e gastando energias de tanto trabalhar somente para obter alimentos. Lá está ele, calado, soberbo, livre, passeando, comendo e dormindo, uma felicidade. O Océlio é um ser que não tem as minhas preocupações, os meus desejos, muito menos os meus deuses e algozes. Não está nem aí para o cenário fratricida da política, e ainda parece querer ensinar a todos a maneira divertida e feliz de ser. É o único que faz a minha mãe gargalhar!

Claro que o ser homem sempre foi movido pela busca de conquistas, de status, de aprisionar o outro, impondo-lhe regras e penalidades, padrões econômicos e de hierarquias, ensinar ao universo aquilo que ele não acredita. A morte sempre foi um desespero. A busca pela eternidade sempre esteve presente. O ser humano teve e tem uma capacidade enorme de lutar a vida inteira por aquilo que não levará quando falecer: “do pó ao pó”.

O Océlio é bem diferente. Com seu jeitão simples mostra-se indiferente às nossas lamentações, só pensa no seu conforto e odeia hierarquia. Enquanto, toda a humanidade está em pânico por causa do coronavírus, ele está calmo. Distante dos nossos valores, nunca teve interesse em acumular comida e nem escravizar o seu semelhante. Tão pouco tem preocupação com a morte, com a finitude.

Enquanto eu adoro paparicar passarinhos com bananas e mamões caros, o Océlio leva terror aos pássaros e, também, às borboletas e aos cachorros dos vizinhos. Não trabalha, mas gosta de atrapalhar quem trabalha. E ainda quer atenção total na hora da comida.
Mas possui algumas qualidades que reconheço. Anda sempre bonito, lava-se o tempo todo, gosta de receber e de dar carinhos. Chora quando quer amar e não gosta de ser mandado. É capaz de subir em árvore somente para se exercitar e é sempre um bom ouvinte.

Na semana passada, na leitura dos jornais diários, o Océlio ficou perto de mim. Ele, com um olhar de ternura e, eu, sempre irritado com as manchetes: fura-fila na vacinação na cidade de Manaus, pessoas morrem nos hospitais por falta de oxigênio, Tribunal de Contas compra carros de luxo, cresce o número da pobreza no País e o presidente diz que não tem obrigação de levar oxigênio à Manaus.

A minha mãe adora ele, dá muitas gargalhadas com suas travessuras. O gato Océlio, é sua companhia, sua terapia e fonte de suas preocupações. Foge, aparece, pula e usa seu longo rabo para acariciar as doloridas pernas dela. Nada acontece sem uma citação das suas manias. Parece que está sempre aconselhando: “essa vida dolorosa foi escolha de você”.
Os gatos e outros animais são exemplos que nos ensinam o sentido da vida, de viver bem, com simplicidade e que nem tudo no reino animal se resume à ganância, à submissão e ao medo de estar vivo.

O filósofo inglês John Gray entende que o ser humano viveria melhor se aprendesse com os gatos a construir relações sociais sem angústias, sem preocupação em conquistar poder e sem medo da morte, buscando a felicidade nos pequenos gestos.

Não sei. Não conheço da filosofia felina do gato. Mas não deixo de agradecer ao Océlio pelas gargalhadas que provoca na minha mãe, num mundo de tanta angústia, dor e sofrimento.

Carlos Santiago – Sociólogo, Analista Político e Advogado

Belarmino Lins pede prorrogação de prazo para pagamento de empréstimos junto a AFEAM

Dep. Belarmino Lins (PP)

Sensibilizado com os prejuízos causados pela pandemia do coronavírus à economia interiorana, o deputado estadual Belarmino Lins (PP) solicitou ao Governo do Estado a prorrogação do prazo para o pagamento dos empréstimos concedidos pela AFEAM (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) aos comerciantes e demais empreendedores do município de Boca do Acre, no Alto Purus.

“A pandemia provocada pelo novo coronavírus, causador da Covid-19, continua a castigar duramente a cidade de Manaus como o interior do Estado, pondo em risco a sobrevivência de milhares de cidadãos que utilizam as linhas de créditos disponibilizadas pela AFEAM para o financiamento das atividades de comerciantes e demais cidadãos empreendedores em diversos municípios”, discorre o líder progressista no requerimento apresentado nesta terça-feira (9) na Assembleia Legislativa (Aleam).

De acordo com o parlamentar, a fúria da pandemia obrigou o governador Wilson Lima, em sintonia com os órgãos sanitários, a adotar medidas restritivas que alcançaram toda a população interiorana, determinando, dentre outras coisas, o fechamento temporário de estabelecimentos comerciais e gerando sérios problemas, sobretudo, a pequenos e médios empreendedores clientes da AFEAM.

Pressionados pelas dificuldades inesperadas causadas pela pandemia, esses empreendedores, conforme Belarmino Lins, “não mais conseguiram sanar, adequadamente, os empréstimos consignados junto a Agência de Fomento, como bem testemunha o vereador Jansen Bento de Almeida (Avante), autor de um documento enviado ao nosso Gabinete clamando pela prorrogação do pagamento referente aos empréstimos obtidos na AFEAM pelos empreendedores de Boca do Acre”.

Belarmino diz apostar na compreensão de Wilson Lima quanto a necessidade de estender o prazo para que os empreendedores bocacrenses possam resolver seus débitos com a AFEAM. “Acredito que o governador compreenderá a dimensão do problema e atenderá a nossa solicitação em nome da população de Boca do Acre”, frisou.

Adjuto Afonso solicita prorrogação de dívidas e suspensão de protestos para “economia respirar” durante a pandemia

Dep. Adjuto Afonso (PDT)

Visando amenizar os impactos sobre a economia do estado por conta dos prejuízos causados pela pandemia Covid 19, o deputado Adjuto Afonso (PDT) solicitou na manhã desta terça-feira, 9, a prorrogação do Decreto 43.130, que autoriza o Executivo a conceder parcelamento, remissão e até isenção de débitos fiscais de Circulação de Mercadorias sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e lmposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD).

“Estou enviando um Requerimento ao governador pedindo a prorrogação dessa anistia que nós aprovamos no ano passado, e que termina no final deste mês de fevereiro. As pessoas estão ainda tentando se legalizar e colocar em dia impostos e dívidas junto a órgãos em geral. Muita gente achava que a pandemia já teria acabado até o início deste ano, infelizmente, continua. Os comerciantes não conseguiram legalizar as dívidas, estão em dificuldades para manter empregos, então seria essencial essa ação”, disse o deputado Adjuto.

A origem do atual Decreto do Poder Executivo partiu do deputado Adjuto Afonso, em novembro de 2020, que encaminhou ao governo um Indicativo para a criação de Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis), dando oportunidade para que empresas inadimplentes se regularizassem. O Indicativo retornou à Casa Legislativa sob o formato da Mensagem Governamental 099/2020 e foi aprovado. Porém, a vigência do Decreto 43.130 encerra no próximo dia 26 de fevereiro.

Suspensão de protestos

O parlamentar enviou, ainda, um Indicativo ao governo do estado, solicitando também a prorrogação da suspensão temporária do envio para protestos de certidões de dívida ativa, tributária ou não de pessoas físicas e jurídicas, no âmbito estadual, enquanto durar os efeitos da calamidade pública. “Vários cidadãos estão com dificuldades de honrar seus compromissos financeiros e, consequentemente, serão inscritos nos cadastros de empresas de análises e informações de crédito, sendo, portanto, prejudicados”, explica o parlamentar.

O deputado Adjuto reforçou o argumento, explicando a situação atual dos empreendedores, que estão com as rendas comprometidas por conta das medidas adotadas para conter o avanço do vírus. “Redução das vendas, desequilíbrio no fluxo de caixa, falência, são alguns dos fatores provenientes dessa grave crise e que afeta diretamente essa classe econômica. Vivemos um momento atípico que exige responsabilidade, assertividade nas decisões e a colaboração de todos”.

*Com informações da assessoria

‘Manaus pode se tornar um problema de saúde pública mundial’, alerta pesquisador

Para pesquisador, Amazonas deve sofrer um colapso do turismo e da indústria pela falta de medidas na crise de saúde pública. (Foto: Edmar Barros/Futura Press)

A ausência de um isolamento social mais rígido em Manaus pode criar condições para o surgimento de novas variantes de coronavírus, alerta o cientista Lucas Ferrante, pesquisador do programa de biologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

“A circulação do vírus em Manaus está desenfreada e isso pode propiciar inclusive novas mutações tornando uma linhagem resistente à vacina”, afirmou Ferrante. “O caso de Manaus pode se tornar um problema de saúde pública mundial”.

No decreto em vigência atualmente e válido até o dia 14 de fevereiro, o governador Wilson Lima flexibilizou o funcionamento de alguns setores do comércio, permitindo a venda por delivery, e restringiu a circulação de pessoas em espaços e vias públicas entre 19h e 6h.

No ponto de vista do pesquisador, a abertura atual está acontecendo em um momento em que o fechamento deveria ser ainda mais rígido. Ele afirma que nunca houve, de fato, um isolamento rigoroso na cidade e que as medidas restritivas não conseguem frear a transmissão comunitária. Para Ferrante, a falta do isolamento social rígido pode inclusive prejudicar economicamente a região a longo prazo.

“O estado do Amazonas deve sofrer um colapso do turismo e da indústria por conta de medidas que não estão sendo aplicadas para a contenção dessa crise de saúde pública. Nós precisamos frear o avanço dessa pandemia, porque caso a gente tenha uma variante resistente à vacina agora em 2021, nós vamos ver oportunidades de nível mundial se fechando economicamente para Manaus”.

No dia 21 de janeiro, o cientista conta que teve uma reunião com o prefeito David Almeida, recomendando um lockdown extensivo para a cidade.

“O aviso da segunda onda estava amplamente difundido, não dá para utilizar a desculpa que foi a nova variante que surgiu que causou a nova onda, até porque essa variante surgiu entre agosto e janeiro. Ela é muito recente para ter propiciado isso e os danos que essa variante vai causar ainda serão vistos”, afirmou.

Para o restabelecimento econômico de Manaus, o cientista defende que é necessário realizar um isolamento social de 20 dias a um mês para que seja evitada a ocorrência de uma terceira onda em 2021.

No ano passado, após a primeira onda de Covid-19 em Manaus, Ferrante chegou a coordenar uma nota técnica, a pedido do Ministério Público do Amazonas, para recomendar restrições na circulação em junho – mesma época em que o governador havia decidido reabrir o comércio no estado. Os modelos epidemiológicos que previam a segunda onda foram apresentados para a Fundação de Vigilância em Saúde e em reuniões na Assembleia Legislativa do Amazonas.

Ainda em junho, o grupo de pesquisa do qual o cientista faz parte publicou um trabalho na revista Nature, alertando que Manaus passaria por uma segunda onda de Covid-19 no final do ano passado e início de 2021 justamente pela negligência de não adotar um isolamento social rígido. [G1]

“Pegadinha” de assalto acaba em morte de youtuber

O incidente ocorreu em um estacionamento do Adventure Park e Urban Air Trampoline em Nashville, Tennesse, Estados Unidos.

O youtuber Timothy Wilks, de 20 anos, foi assassinado após ser baleado no Tennessee, nos Estados Unidos. Ele foi morto durante uma gravação de vídeo em que encenava um assalto em uma “pegadinha”. O incidente aconteceu na cidade estadunidense de Nashville, dentro de um estacionamento do parque de diversões Urban Air Trampoline and Adventure Park.

Segundo o site local Tennessean, o youtuber ameaçou com facas algumas pessoas enquanto fazia as “pegadinhas”. No entanto, a história acabou sendo fatal para o jovem. Uma das pessoas ameaçadas disparou diversas vezes contra Timothy, que acabou sendo baleado e morto.

O homem que atirou contra o youtuber foi identificado  como David Starnes Jr., de 23 anos . Ele alegou ter acreditado no roubo e que não sabia da pegadinha. Por isso, ele afirma ter agido em legítima defesa.

o Departamento de Polícia de Metro Nashville comunicou que está investigando a alegação de legítima defesa. Até o momento, não houve nenhum registro de uma acusação formal.

OMS conclui que o coronavírus é de origem animal e não surgiu na China

Coletiva da OMS - Foto: Aly Song / Reuters

A OMS considera a passagem do novo coronavírus de animal para ser humano por meio de uma terceira espécie como a hipótese “mais provável” da origem da covid-19 e sugere que não se originou no mercado de Wuhan. Foi o que disseram em uma coletiva de imprensa, no final da sua missão, os especialistas da equipe internacional da OMS que durante quase quatro semanas fizeram investigações na cidade onde foram detectados os primeiros casos da doença para identificar como pode ter surgido.

O chefe dos especialistas internacionais que viajaram a esta cidade do centro da China, Peter Ben Embarek, logo antecipou isso ao iniciar suas declarações à imprensa: embora tenha encontrado novas informações, esta investigação não mudou substancialmente a imagem do que se sabe sobre esta doença que já contagiou mais de cem milhões de pessoas em todo o mundo.

Os profissionais enviados pela OMS trabalharam com quatro hipóteses, conforme explicou Ben Embarek: transmissão direta de um animal, provavelmente um morcego; a via indireta, por meio de uma terceira espécie; o contágio a partir de vírus em superfícies congeladas; e que o vírus tivesse escapado de um laboratório. Apenas esta última, constataram os especialistas, é “extremamente improvável”, razão pela qual está descartada a continuidade dessa linha de investigação.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump havia acusado um laboratório, o Instituto de Virologia de Wuhan, de ter deixado o vírus escapar de suas instalações e de ser a origem da pandemia.

É a única conclusão contundente que eles anteciparam. As demais questões ―qual animal poderia ter sido o intermediário da transmissão, como surgiu em Wuhan, se foi ali que ocorreu o salto para o ser humano ou em outro lugar― permanecem abertas. “Não há evidências suficientes (…) para determinar se o Sars-Cov-2 se espalhou em Wuhan antes de dezembro de 2019”, disse Liang Wannian, da Comissão Nacional Chinesa de Saúde e chefe da delegação de cientistas chineses. De acordo com Ben Embarek, a pesquisa aponta para “um reservatório natural” de morcegos como o animal original, embora seja improvável que o salto tenha ocorrido nessa cidade.

Os especialistas, que apresentaram um resumo preliminar do relatório que entregarão à OMS, indicaram que durante sua estada em Wuhan ―que incluiu duas semanas de quarentena estrita em um hotel, conforme prevê a regulamentação chinesa contra o coronavírus para quem chega do exterior― examinaram prontuários médicos e amostras de sangue coletadas antes da detecção dos primeiros casos, em dezembro, nessa cidade. Eles também analisaram dados de venda e consumo de medicamentos para sintomas semelhantes aos causados pela covid-19, para verificar se houve maior uso nas semanas e meses anteriores. Sua conclusão: não encontraram indícios da presença do vírus em Wuhan antes de dezembro.

Os pesquisadores também examinaram a hipótese que circulou no início da epidemia e que considerava o mercado de frutos do mar de Huanan como uma possível origem da doença. Aproximadamente dois terços dos mais de 40 casos originais tinham vínculos, como vendedores ou clientes, com esse mercado, onde também eram vendidos animais domésticos e silvestres. Mas o terço restante, não.

“Não sabemos o papel exato” do mercado, observou Ben Embarek. “Sabemos que houve casos ali, entre pessoas que lá trabalhavam ou o visitaram, mas não sabemos como o vírus se introduziu ou como se disseminou.” Os cientistas mapearam os casos relacionados ao mercado ―se eram vendedores, onde ficava sua barraca, por exemplo― e possuem as sequências genéticas de alguns deles. Isso lhes permitiu determinar que o mercado era uma fonte de propagação, mas houve outras na cidade. [El País]

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