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Capacitação de profissionais do SUS garante qualidade no atendimento

Foto: Divulgação

A Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas) revela os planos de expansão no atendimento para 2022. A proposta da Segeam é credenciar novos cursos de capacitação na área da atividade-fim, junto ao Ministério da Saúde. Assim, será possível a oferta de treinamento tanto para os demais profissionais da saúde da capital que não associados à instituição, quanto para os que atuam em unidades de atendimento no interior do Amazonas, e que muitas vezes, não têm acesso às atualizações de forma rápida.

“Ampliar esse leque é de extrema importância para a manutenção e melhoria da qualidade no atendimento ao usuário da rede pública de saúde e auxiliar nesse processo será parte da nossa missão daqui para frente”, concluiu Adriana Macedo.

Os números confirmam a decisão de expandir os cursos para o interior do Amazonas. O Sageam desenvolveu mais de 130 ações de treinamento e capacitação, ao longo de 2021, abrangendo cerca de 7,4 mil profissionais da saúde, prestadores de serviços assistenciais e administrativos no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) no Amazonas – a maior parte do grupo, composta por enfermeiros.

De acordo com a enfermeira Karina Barros, presidente da instituição, considerada referência em enfermagem na região Norte, o cronograma é desenvolvido de forma colaborativa, com o objetivo de contribuir com a atualização de protocolos, garantindo, assim, um atendimento de excelência à população do Estado.

As atividades foram desenvolvidas pelo setor de T&D (Treinamento e Desenvolvimento), em parceria com o Sesmet (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho e com o Setor da Gestão de Qualidade e Projeto da Segeam, abrangendo os colaboradores vinculados à instituição, lotados, atualmente, em 23 unidades de saúde de Manaus, incluindo maternidades e prontos-socorros que ofertam serviços de Urgência e Emergência na capital, Manaus, impactando diretamente no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

A secretária-executiva de Gestão de Pessoas da Segeam, enfermeira Adriana Macedo, destaca que o desenvolvimento de um cronograma tão amplo só foi possível a partir de um trabalho em equipe.

“Consideradas atividades de grande impacto no nosso planejamento, as Semanas da Enfermagem, ocorridas em 2020 e 2021, são exemplos do comprometimento do nosso corpo técnico, que participou em peso, de forma online, das palestras desenvolvidas para levar informações sobre atualizações nacionais e internacionais de procedimentos e abordagem ao paciente, além das novas diretrizes e notas técnicas adotadas pelas autoridades de saúde no Brasil. O trabalho educativo teve continuidade mesmo durante a pandemia, com treinamentos ofertados de forma híbrida (presencial e online), seguindo todos os protocolos de segurança e mantendo o foco na assistência de qualidade”, assegurou Adriana Macedo.

*Com assessoria

 

Biden cita ‘início de invasão’ e anuncia sanções contra bancos e elite russa

Foto: Kevin Lamarque / Reuters

O presidente americano Joe Biden anunciou nesta terça-feira (22) um pacote de sanções contra a Rússia , após o decreto de Vladimir Putin que reconheceu a independência de duas regiões no leste da Ucrânia.

“Vou começar a impor sanções em resposta, muito além das medidas que nós e nossos aliados e parceiros implementamos em 2014. E se a Rússia for mais longe com essa invasão, estamos preparados para ir além com as sanções”, discursou.

Biden afirmou que as sanções inicialmente afetam o banco VEB e o banco militar russo, cortando seu acesso a financiamento ocidental. A partir desta quarta haverá também sanções financeiras contra a elite russa e seus familiares.

“Estamos implementando sanções à dívida soberana da Rússia. Isso significa que cortamos o governo da Rússia do financiamento ocidental”, afirmou.

O americano apontou que Putin está preparando uma tomada de território ucraniano que vai além das regiões separatistas de Luhansk e Donetsk. “Ele está configurando um argumento para ir muito além. Este é o começo de uma invasão russa na Ucrânia”, disse. Condenou também o que considera ser “uma flagrante violação da lei internacional”.

“Ainda acreditamos que a Rússia está preparada para ir muito mais além no lançamento de um maciço ataque militar contra a Ucrânia. Espero que estejamos errados sobre isso, mas a Rússia apenas aumentou sua ameaça contra o território ucraniano e a capital Kiev”, afirmou.

“Nenhum de nós será enganado” pelas afirmações de Putin sobre a Ucrânia, disse o americano. “Quem, em nome de Deus, Putin pensa que lhe dá o direito de declarar chamados ‘novos países’ em território que pertence aos seus vizinhos?”, questionou.

Biden considera que o russo “atacou diretamente o direito de existir da Ucrânia”.

“Ele ameaçou indiretamente o território anteriormente detido pela Rússia, incluindo nações que hoje são prósperas democracias e membros da Otan. Ele explicitamente os ameaçou de guerra a menos que suas exigências extremas forem atendidas. E não há dúvidas de que a Rússia é o agressor”, completou.

Ele disse que também está transferindo tropas adicionais dos EUA para os países bálticos no lado leste da Otan, na fronteira com a Rússia.

Outras sanções

A Alemanha suspendeu a autorização para a operação do gasoduto russo Nord Stream 2, os EUA proibiram investimentos, comércio e financiamento americano nas províncias separatistas, e o Reino Unido anunciou sanções a cinco bancos e três cidadãos russos.

Josep Borrell, o chefe da diplomacia da União Europeia, anunciou nesta terça-feira (22) que a organização já previu um pacote de sanções à Rússia e que deve ser anunciado em breve.

Em entrevista coletiva, Borrell disse que as sanções atingirão políticos russos, bancos, o setor de defesa e dos mercados de capitais.

“Este pacote de sanções, que foi aprovado por unanimidade pelos Estados membros, prejudicará a Rússia e prejudicará muito”, disse Borrell.

Antes, também nesta terça, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia , Dmytro Kuleba, disse que os países ocidentais deveriam intensificar o envio de armas para seu país, para ajudá-lo a resistir contra a Rússia.

Pouco depois, o presidente russo Vladimir Putin obteve autorização do parlamento de seu país para usar tropas no leste ucraniano, onde reconheceu duas repúblicas separatistas nesta segunda. Putin disse não saber quando exatamente faria uso dessas forças e que não afirmou que seria “imediatamente”.

Apelo ucraniano

“Nesta manhã, enviei uma carta ao secretário britânico das Relações Exteriores, pedindo armas defensivas adicionais para a Ucrânia. Com a mesma pergunta, vou me dirigir aos meus interlocutores nos Estados Unidos”, afirmou Kuleba.

“Nossas melhores garantias serão nossa diplomacia e armas. Vamos mobilizar o mundo inteiro para termos tudo de que precisamos para fortalecer nossas defesas”, frisou.

O ministro ucraniano deverá conversar ainda nesta terça com Antony Blinken, o secretário de Estado americano.

O presidente Putin pediu ao Parlamento russo a permissão para usar as forças armadas da Rússia no exterior depois de reconhecer formalmente duas regiões separatistas do leste da Ucrânia. O pedido foi aprovado por unanimidade logo em seguida. A medida entra em vigor imediatamente, segundo um deputado presente à sessão.

Antes, o Parlamento da Rússia ratificou o acordo assinado por Putin para defender os separatistas do leste da Ucrânia, após o reconhecimento de suas repúblicas.

Putin: não será ‘imediatamente’

Putin disse que é impossível dizer com antecedência quais serão as ações militares em Donbass. As eventuais movimentações, segundo ele, vão depender da situação no local.

“Eu não disse que nossas tropas irão para lá imediatamente”, afirmou ele.

Ele afirmou também que a melhor solução para acabar com a crise em torno da Ucrânia seria Kiev desistir de seu desejo de se juntar à Otan: “A melhor solução para essa questão seria que as autoridades atualmente no poder em Kiev desistissem de ingressar na Otan por conta própria e se mantivessem na neutralidade”.

Ele afirmou também que o Tratado de Minsk, que estabelecia a paz entre os dois países, não existe mais e que não há nada no texto para ser cumprido, e que a culpa pelo fracasso do acordo é do governo da Ucrânia.

Ocidente já enviou armas

Áreas de Donetsk e Luhansk, reconhecidas como independentes pela Rússia — Foto: Arte g1

Países da Europa Ocidental e os EUA já enviaram armas para a Ucrânia no início deste mês. Países como os Estados Unidos e o Reino Unido forneceram ajuda militar à Ucrânia, que incluiu mísseis antitanque e lançadores para ajudá-la a se defender. Outros, como a Alemanha, enviaram capacetes, evitando ajuda com armamento letal.

A Rússia criticou essas doações.

No dia 9 de fevereiro, um dirigente de alto escalão do governo russo acusou o Ocidente de aumentar a pressão política sobre Moscou ao fornecer armas e munições para apoiar a Ucrânia.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse que os suprimentos militares para a Ucrânia representam “chantagem e pressão” ocidentais.

“Tudo o que está acontecendo em termos de abastecer a Ucrânia com equipamentos, munições, equipamentos militares, incluindo armas letais, é uma tentativa de colocar pressão política adicional sobre nós, bem como provavelmente pressão técnica militar”, disse Ryabkov, segundo a agência de notícias RIA.

*g1

Randolfe desiste de disputar governo do Amapá por campanha de Lula

Convite foi feito no mês passado, quando ex-presidente se reuniu com o parlamentar em SP. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciou nesta terça-feira (22) que desistiu da pré-candidatura a governador do Amapá e aceitou convite para integrar o núcleo da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , pré-candidato a presidente da República pelo PT.

Segundo a assessoria do senador, que foi vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues será um dos coordenadores da campanha de Lula.

O convite foi feito em 21 de janeiro, quando o ex-presidente se reuniu com o senador em São Paulo.

Em vídeo gravado após o encontro, Lula disse que o senador seria uma “peça muito importante” na campanha e afirmou precisar do senador para “ganhar as eleições”.

“Eu estava dizendo para o Randolfe que o meu problema é que eu preciso dele para ganhar as eleições. E preciso dele para ajudar a governar o Brasil e preciso dele na campanha. E, aí no Amapá, eu espero a compreensão das pessoas”, disse Lula.

No núcleo da campanha de Lula, o senador deve atuar na construção do programa de governo e na articulação política. Na última semana, Randolfe Rodrigues participou do lançamento de um manifesto pela eleição do petista em primeiro turno.

Em pronunciamento no plenário do Senado nesta terça, o senador afirmou que será “muito mais útil” aos eleitores do Amapá e do Brasil auxiliando Lula na campanha.

“Há um mês, recebi o convite do presidente Lula para auxiliá-lo na coordenação de sua campanha e acompanhá-lo na mais importante tarefa de nosso tempo: resgatar o nosso país do horror em que vive. Reconstruir não somente nossa nação destruída pelo ódio, mas, sobretudo, recuperar as relações de uma sociedade desesperançada”, disse.

“Afirmo que meu papel será muito mais útil nessa contenda em ajudar a construir um novo tempo para o Brasil, aceitando um convite honroso e gentilmente me formulado pelo presidente Lula neste momento”, acrescentou.

Apontado por integrantes da Rede como o nome ideal para disputar o governo do Amapá neste ano, Randolfe Rodrigues abandonará a corrida.

O senador indicou o nome do pastor Lucas Abrahão para assumir a condição de pré-candidato.

“Oferecemos o nome e a juventude de um companheiro de jornada, Lucas Abrahão, para me substituir na candidatura ao governo pelos partidos populares”, afirmou. “Assumo uma nova etapa de minhas tarefas na vida, com ânimo e enorme esperança. Nossa tarefa é a reconstrução”, acrescentou.

Em uma rede social, Abrahão comentou o discurso de Randolfe: “Após anúncio do Senador Randolfe Rodrigues na tribuna do Senado e indicação de meu nome pelo partido Rede, aceito com honra e responsabilidade o desafio de ser pré-candidato ao Governo do Estado do Amapá, pedindo a Deus que conduza os nossos caminhos”.

Apoio da Rede

O senador deve trabalhar na articulação até mesmo dentro da própria legenda. A decisão de apoiar Lula contraria o posicionamento oficial da Rede.

O partido fundado pela ex-senadora e ex-ministra Marina Silva ainda não anunciou como vai se posicionar nas eleições de 2022 — está dividido entre Lula e Ciro Gomes (PDT). Segundo o blog da jornalista Julia Duailibi, Marina Silva é vista como a “vice dos sonhos” de Ciro.

Tentando sobreviver à cláusula de barreira (medida que condiciona o acesso dos partidos aos recursos do fundo partidário e tempo de rádio e de televisão ao atingimento de metas de votos), a Rede negocia uma federação com o PSOL.

A regra da federação permite que dois ou mais partidos se associem para atuar de forma unitária, mas exige que as legendas permaneçam unidas — como se fossem um único partido — por pelo menos quatro anos.

*Com g1

 

Temporal volta a atingir Petrópolis e bombeiros interrompem buscas

Foto: Marcos Serra Lima

Uma forte chuva voltou a atingir a cidade de Petrópolis na tarde de hoje e causou inundação, segundo a Defesa Civil.

Uma semana após o temporal que deixou ao menos 183 mortos e 83 desaparecidos, bombeiros tiveram que interromper as buscas em áreas em que ainda há muitas pessoas soterradas, como a Vila Felipe.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, as sirenes de alerta instaladas em todos os distritos de Petrópolis foram acionadas para marcar a ocorrência de chuva moderada na última hora.

O bairro mais atingido no momento é Bingen, próximo ao Centro. Segundo o Cemaden-RJ (Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais), choveu 7,8 mm na região em 1 hora.

A rua Bingen foi inundada pela chuva e militares atuam para auxiliar a população no local. Em frente ao hospital de campanha montado pela Marinha, parte da margem do rio cedeu e bloqueou uma faixa de trânsito.

A previsão indica que o tempo continuará chuvoso até a noite de hoje.

Inmet emite alerta de chuva forte

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta de chuva forte para Petrópolis no fim da manhã de hoje. De acordo com o órgão, há previsão de chuva variando entre 30mm e 60mm em apenas uma hora na cidade, além de uma média diária de 50 mm a 100 mm entre hoje e amanhã (23). Também são previstos ventos intensos, que podem chegar a 100 Km/h. O Inmet cita riscos de cortes de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O alerta meteorológico vale para todo o estado do Rio de Janeiro, o sul do Espírito Santo e a Zona da Mata mineira —regiões que fazem divisa com municípios fluminenses.

*Com UOL

 

Escola municipal do Parque das Tribos dará início a aulas presenciais

Foto: Eliton Santos

A escola municipal Santa Rosa II, localizada no Parque das Tribos, bairro Tarumã, será colocada em funcionamento para aulas presenciais pela Prefeitura de Manaus a partir do início de março. A determinação foi dada nesta terça-feira, 22/2, pelo secretário de Educação, Pauderney Avelino, sob orientação do prefeito David Almeida.

Acompanhado da equipe técnica, Pauderney informou aos comunitários do Parque das Tribos que os trabalhos para a ativação da unidade escolar vão iniciar de maneira imediata. A escola tem capacidade para 1.382 alunos e atenderá a educação infantil, primeiro e segundo períodos; ensino fundamental anos iniciais e finais. O prédio conta com 22 salas de aula, refeitório e quadra de esportes.

“Estamos resolvendo todas as questões de infraestrutura, mas também de mobiliário, de cozinha, dos kits para a merenda. Estamos trabalhando, e eu quero ver essas crianças estudando a partir de agora”, destacou Pauderney.

Para a gestora da unidade, Andrea Augusta, esse início de aulas presenciais demonstra o empenho da gestão municipal em oferecer educação de qualidade para todos os jovens em idade escolar da cidade.

“Gerenciamos várias comunidades e vamos abrir nossa escola segundo nosso prefeito David Almeida e o secretário Pauderney Avelino, que estão fazendo todos os esforços para as crianças em nossa cidade, trabalhando sempre em prol da educação”, finalizou.

Nossas crianças indígenas e não indígenas estavam precisando muito dessa escola para estudar e ter o direito delas garantido. Fico feliz e para abrir essa escola vocês têm todo nosso apoio”, comemorou a cacique-geral do Parque das Tribos, Lutana Kokama.

*Com assessoria

 

Linhas de ônibus terão mudanças nas zonas Leste e Norte

A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informa que, a partir desta quarta-feira, 23/2, três linhas de ônibus das zonas Norte e Leste sofrerão mudanças para oferecer mais alternativas aos usuários de transporte público da cidade. As alterações serão nas linhas 654, A055 e A317.

Infográfico: IMMU

No caso da linha 654, que parte do Terminal 4 (T4), no bairro Jorge Teixeira, passará a atender a avenida Nathan Xavier, passando pelo bairro Parque 10 após a avenida Professor Nilton Lins, chegando até a Estação Arena (E2), na avenida Constantino Nery, na zona Centro-Sul da capital.

Infográfico: IMMU

Quanto à A055, a linha passará a atender o Terminal de Integração 3 (T3), no bairro Cidade Nova 1, zona Norte. Por causa da mudança, a linha deixa de atender o conjunto Viver Melhor 3, que passa a ser atendido pela linha A317. A medida visa melhorar o percurso e frequência da linha, proporcionando melhor atendimento aos usuários do transporte público.

Infográfico: IMMU

Outra mudança afetará a linha A 317, que seguirá itinerário normal até a avenida Maria Marreira, então prossegue pela rua Juruena, avenida São José de Ribamar (retorno), rua Juruena e avenida Maria Marreira, a partir de onde segue itinerário normal.

*Com assessoria

 

Thaysa Lippy propõe PL para incentivar doação de leite materno

Vereadora Thaysa Lippy (PP)

A vereadora Thaysa Lippy (PP) propõe um projeto de lei (nº 21/2022), que isenta do pagamento de taxa de inscrição em concurso para provimento de cargos, empregos ou vagas na Administração Pública direta ou indireta Municipal as candidatas que tenham doado leite materno em, pelo menos, três ocasiões nos doze meses anteriores à publicação do edital do certame.

De acordo com a proposta, a isenção será concedida mediante apresentação, na forma prevista em edital, de documento comprobatório das doações realizadas, emitido por banco de leite humano em regular funcionamento.

Thaysa Lippy destaca que a política pública busca incentivar a doação de leite materno, essencial para o combate às infecções e o desenvolvimento dos bebês, especialmente dos prematuros. “O leite materno é considerado o melhor alimento para o prematuro, pois possui nutrientes específicos que contribuem para maturação biológica, diminuem a incidência de infecções e favorecem o desenvolvimento cerebral desses bebês. Quando o leite materno não está disponível ou está em falta, o leite doado aos Bancos de Leite Humano representa a segunda melhor alternativa alimentar para o prematuro”, justifica a vereadora em sua proposta.

Nos quatro primeiros meses de 2021, os três Bancos de Leite Humano (BLH) da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) coletaram mais de 822 litros, que beneficiaram 1.924 bebês prematuros internados em maternidades da rede pública e privada.

O Estado possui cerca de 23 postos de coletas e três bancos de leite que oferecem suporte à mãe e ao bebê nas maternidades e para nossos prematuros que precisam do leite humano.

A proposição visa beneficiar as mulheres que fazem o nobre ato de doação de leite e para incentivar as que não o fazem. Ressalta-se que a medida objetiva a qualidade de vida dos recém-nascidos que não têm acesso ao leite materno.

*Com assessoria

 

Moro diz, em entrevista, ser contra imposto sobre grandes fortunas

Em entrevista à rádio, ex-ministro afirmou que aumento de impostos é mal recebido pela população brasileira (Foto: Rodrigues Pozzebom)

Pré-candidato à presidência da República pelo Podemos, o ex-ministro Sergio Moro indicou nesta segunda-feira ser contra a taxação de grandes fortunas. Embora esteja previsto na Constituição, o tributo nunca foi regulamentado e instituído no Brasil.

“Não sou muito simpático a esse imposto sobre grandes fortunas. O que acontece normalmente no país que adota isso é o milionário mudar de um país para o outro, porque ele tem os mecanismos para fugir dessa tributação”, disse Moro, em entrevista à Rádio Difusora de Mossoró (RN).

Segundo o ex-ministro, falar em aumentar impostos, de uma maneira geral, é algo que costuma ser mal recebido pela população brasileira :

“As pessoas ficam revoltadas até em ouvir na possibilidade de elevação do tributo. Porque ela pensa ‘ah, vai ser só para grandes fortunas? Não. Vai acabar sobrando para mim’. É um tema complicado.”

O ex-ministro afirmou, ainda, que sua intenção é “reduzir o custo da máquina pública através de reformas que cortem privilégios e desperdícios”.

Conforme mostrou o Globo, no final de janeiro, economistas ligados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), João Doria (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) defendem a criação de um tributo sobre lucros, mas divergem sobre taxar estoque de patrimônio.

Na ocasião, Affonso Celso Pastore, que assessora Moro, afirmou que não responderia aos questionamentos porque as propostas do pré-candidato ainda estavam em formulação.

Em agosto do ano passado, Bolsonaro se posicionou contra taxar grandes fortunas.

“Alguém conhece algum empresário socialista? Algum empreendedor comunista? Alguns querem que eu taxe grandes fortunas no Brasil. É um crime agora ser rico no Brasil? A França há poucas décadas fez isso, e o capital foi para a Rússia”, afirmou o presidente.

O imposto sobre grandes fortunas deixou de ser adotado na maior parte dos países desenvolvidos, mas tem sido instituído na América Latina como forma de aumentar a arrecadação em meio à pandemia. No Brasil, há pelo menos 13 projetos de lei sobre o tema no Congresso.

Impostos desse tipo chegaram a ser adotados por 12 países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A maioria, porém, abandonou a taxação, segundo levantamento do Insper feito em 2020.

Apenas três dos 38 países que fazem parte da entidade têm algum tipo de imposto sobre fortunas hoje: Espanha, Noruega e Suíça.

Na América do Sul, Argentina, Bolívia e Uruguai adotam o tributo, mas só o último o faz de maneira permanente. Argentina e Bolívia instituíram a taxa transitoriamente em meio à pandemia.

*Com Agência O Globo

 

Tirar todas as crianças da pobreza custaria R$ 80 bi/ano, diz especialista

Imagem: Reprodução

O desenvolvimento social e emocional da faixa de zero a seis anos é crucial para que o país consiga crescer mais e mais rápido e, assim, possa reduzir em menor intervalo de tempo as enormes manchas de pobreza e de desigualdade social, que são indesejáveis características de sua sociedade. Essa é a tese que o economista Naercio Menezes Filho, professor titular no Insper e livre docente na USP defende no debate público e desenvolve em seu trabalho acadêmico. Especialista em educação, mercado de trabalho, produtividade e desigualdade, Menezes Filho também é diretor do CPAPI (Centro Brasileiro de Pesquisa Aplicada à Primeira Infância).

O economista se filia a uma corrente de especialistas, na qual se destaca o americano James Heckman, ganhador do Nobel de Economia de 2000. Essa corrente atribui peso primordial aos eventos da primeira infância no desenvolvimento dos indivíduos, e, partir daí, das economias como um todo e das sociedades em geral. Os estudos dessa linha de pesquisas e de formulação de políticas públicas reúnem conhecimentos não só de economia, mas de medicina, neurociências e psicologia, numa abordagem abrangente das teorias do capital humano.

De forma simplificada, a ideia é a de que o investimento na primeira infância propicia os maiores retornos em termos de capital humano. O desenvolvimento físico, social e emocional das crianças pequenas determina em boa medida os níveis de produtividade futura da economia e, portanto, a sustentação do crescimento econômico e do bem-estar social.

É nas famílias mais pobres que se encontram maiores dificuldades para desenvolver, adequadamente, essas capacidades. Daí por que não só é moral e eticamente desejável desenvolver políticas públicas para superar barreiras nesse grupo específico, como é do investimento nas crianças pequenas, de acordo com essa corrente, que resultará o maior retorno em termos de capital humano. Vale lembrar que parte de um programa de US$ 1,8 trilhão, equivalente a 1% do PIB, elaborado pelo governo Biden, que está travado no Senado depois de aprovado na Câmara, se destina justamente a apoiar famílias com crianças pequenas.

No Brasil, são quase 20 milhões de crianças de zero a seis anos, das quais cerca de um terço, ou pouco mais de 6 milhões, vivem em famílias pobres. Dessas, outro terço, um grupo de quase 2,5 milhões de crianças, vivem em lares sem nenhum tipo de proteção do Estado.

Um levantamento, com dados populacionais de 2020, no Ceará, mostrou que 18% das crianças tinham algum atraso em seu desenvolvimento. Nos Estados Unidos, um experimento no qual um grupo de mães pobres, que acabaram de ter filhos, passou a receber transferências adicionais de renda, enquanto um outro grupo de mães recebia as transferências normais. Um ano depois, os pesquisadores registraram aumento na atividade cerebral, nas áreas responsáveis pelas habilidades cognitivas, nas crianças cujas mães receberam transferências adicionais.

É possível, segundo Menezes Filho, desenhar e executar, no Brasil, um programa de transferência de renda, com foco na retirada da pobreza de famílias pobres com crianças pequenas, a custo viável. Para tirar famílias sem filhos pequenos da extrema pobreza e tirar da pobreza as famílias com crianças pequenas seriam necessários R$ 80 bilhões por ano – 10% menos do que a previsão de gastos com o Auxílio Brasil em 2022.

Na entrevista a seguir, Naercio Menezes Filho explica as relações entre o desenvolvimento na primeira infância, a produtividade e o crescimento da economia, detalhando também o programa que permitiria retirar da pobreza as famílias com filhos de zero a seis anos.

UOL – Agora na pandemia, muito tem sido discutido sobre o atraso no aprendizado de crianças e jovens que ficaram muito tempo fora da escola. Mas esse é um problema anterior à pandemia e, conforme seus artigos, é uma das explicações para o baixo desempenho da economia brasileira. Como os problemas do desenvolvimento infantil afetam o crescimento econômico?

Naercio Menezes Filho – São milhões de crianças brasileiras crescendo em lares de famílias vulneráveis, que lutam pela sobrevivência básica e não têm condições de dar atenção às suas crianças – conviver com elas, brincar com elas, estimulá-las. Muitas dessas famílias têm só a mãe, que vive de bicos, são lares que convivem com insegurança alimentar. Um contexto em que nem faz parte acompanhar se está tudo ok no desenvolvimento da criança.

Crianças com atraso no desenvolvimento terão mais dificuldades de aprender, de se relacionar com colegas na escola, de concentrar atenção na aula, de fazer a lição de casa – isso vai prejudicando o desempenho na escola. Depois, muita delas nem chegam a concluir o ensino médio e as que concluem acabam ficando despreparadas para o mercado de trabalho porque também lhes faltam habilidades sócio-emocionais.

E como isso acaba prejudicando o crescimento econômico?

O despreparo que começa na primeira infância contribui para que, como hoje, metade dos nossos jovens permaneçam na informalidade, exercendo atividades de baixa qualificação, sem contribuir ou contribuindo pouco para a produtividade da economia. A dificuldade de conseguir uma ocupação leva aos bicos, sem falar que no apelo da criminalidade, subjacente à dificuldade de conseguir uma ocupação de mais qualidade.

Quanto seria preciso aplicar em recursos públicos para resolver esse problema?

Eu calculo que seriam necessários R$ 80 bilhões por ano. Mas não é que esse volume de recursos vai ?resolver” todos os problemas. Calculo que R$ 80 bilhões seja suficiente para um programa de transferência de renda que retire todas as crianças de zero a seis anos da pobreza.

Quanto seria o valor da transferência?

Esse não é um cálculo simples, nem calculei um valor único para todos. Primeiro, deve ficar claro que estamos falando de crianças. Depois, que há extrema pobreza e pobreza. Além disso, a linha de pobreza que eu uso é diferente para cada estado, porque o custo de vida é diferente em cada estado. As linhas de pobreza que eu uso são diferentes dessas outras, baseadas em indicadores internacionais ou mesmo em índices nacionais.

Por exemplo, para que uma família de quatro pessoas na cidade de São Paulo não esteja na pobreza, a renda familiar tem de ser de R$ 2 mil mensais. Mas nas áreas rurais em geral e nos estados com custo de vida mais baixo, caso do Norte e do Nordeste, o valor para tirar a família da pobreza seria menor. Focando nas famílias com crianças pequenas e somando cada situação, dá esse valor global de R$ 80 bilhões.

Como seria esse programa?

Para famílias sem crianças pequenas, a transferência de renda seria um valor complementar à renda que a família já tem, suficiente para que a família saísse da pobreza extrema. Para famílias com crianças pequenas, a ideia é complementar a renda com uma transferência que retire a família da pobreza – é mais dinheiro, mas não para todo mundo, só para famílias com crianças pequenas. As crianças pequenas são o futuro do país e precisam ser protegidas da pobreza.

Esse programa substituiria o atual Auxílio Brasil ou seria um complemento?

O programa seria um substituto do Auxílio Brasil ou de outro programa de transferência de renda nesses moldes, como era o Bolsa Família. As famílias, quando elegíveis, continuariam recebendo aposentadoria, benefícios sociais de outra ordem, como o dos BPC (Benefícios de Prestação Continuada), mas não mais transferências de renda como o Auxílio Brasil.

A ideia é tirar as famílias com crianças pequenas da pobreza, para que não precisem se preocupar tanto com a sobrevivência básica e possam estar mais disponíveis, como as famílias mais ricas, para acompanhar mais de perto o desenvolvimento de seus filhos.

Estamos falando de cerca de 18 milhões de crianças de zero a seis anosNas famílias sem crianças pequenas, que estejam na extrema pobreza, o objetivo do programa é tirá-las dessa situação.

Apesar de valores mais altos em algumas regiões e cidades, como as crianças na maioria estão em localidades com custo de vida mais baixo, o valor final não é tão alto. Dos cerca quase 20 milhões de crianças de zero a seis anos, cerca de um terço, aproximadamente 6 milhões, vivem em domicílios pobres. Desse grupo, 40%, um pouco de menos de 2,5 milhões, vivem em lares sem qualquer proteção do Estado.

E a infraestrutura para garantir o desenvolvimento das crianças – creche, escola infantil etc.?

Essa é uma outra parte do problema, e se refere a políticas públicas oferecidas pelo Estado. A pré-escola está praticamente universalizada, mas na creche ainda há insuficiência de oferta. Há filas não atendidas e muitas mães enfrentam problemas para matricular seus filhos. Além disso, as creches no Brasil, em geral, não são de boa qualidade. É claro que, se estamos pensando no desenvolvimento das crianças, não adianta apenas colocá-las em qualquer creche.

É preciso que as creches estimulem as habilidades sócio-emocionais das crianças. Isso quase só é verdade entre nós naquelas creches frequentadas por crianças de família com mais condições financeiras, o que, não podemos esquecer, também contribui para aumentar a desigualdade social.

Não é tanto uma questão de infraestrutura física dos estabelecimentos públicos, mas de currículo, treinamento de cuidadores e professores, coisas mais qualitativas.

O volume de recursos aplicado, no Brasil, em programas de desenvolvimento da primeira infância, é suficiente?

Não existe um orçamento único para a primeira infância no Brasil. São muitos orçamentos separados – o da atenção básica na saúde, o de creches, transferências de renda, assistência social. Os números dos gastos com as crianças de zero a seis anos estão espalhados, e, mesmo no caso de cada prefeitura, são várias atividades e orçamentos. Não existe esse cálculo.

Se formos observar as creches, por exemplo, é certo que tem havido aumento dos gastos ao longo do tempo, mas, claramente, os recursos aplicados, principalmente pelas prefeituras, não são suficientes, pois ainda faltam vagas.

São dois objetivos que têm de ser cumpridos: a criança tem de estar na creche, precisa ter vaga para ela, e a creche tem de prestar um serviço de qualidade. Ainda não conseguimos superar o primeiro desafio, que é ter creche para todas as crianças que precisam.

A baixa mobilidade social brasileira, ou seja, pessoas nascidas em famílias pobres em grande maioria continuam pobres e seus filhos serão pobres, tem a ver com a falta de atenção e de investimento no desenvolvimento das crianças na primeira infância?

Claramente. Todos os estudos recentes de várias áreas do conhecimento, não só a economia, mas também na medicina, enfermagem, psicologia, neurociências, concluem que, se a criança não se desenvolve adequadamente, ela terá dificuldade de contribuir no futuro, conseguir um bom emprego no setor formal, ganhar um bom salário, montar novos negócios, pagar impostos e assim por diante.

Quem são as crianças que apresentam mais problemas de desenvolvimento e tendem a enfrentar essas dificuldades no futuro? São as mais pobres, as que são filhos de mães com menos escolaridade, cujas mães têm problemas de saúde mental, algo muito pouco discutido no Brasil e um dos principais fatores que prejudicam o desenvolvimento infantil.

Tudo isso vai criando uma bola de neve. A criança vai convivendo nesse ambiente de muito estresse, de violência mesmo. Daí seu desenvolvimento fica prejudicado, ela começa a ir mal na escola e lá na frente não consegue se inserir no mercado de trabalho. Assim, a mobilidade social fica prejudicada também.

O grande ideal é que se tivesse no país igualdade de oportunidades. Toda criança que nascesse no Brasil deveria ter as mesma condições iniciais para realizar seus projetos na vida. Não necessariamente todo mundo terminaria igual porque as pessoas fariam escolhas diferentes, mas todas as crianças deveriam ter as mesmas condições de partida.

No Brasil, isso não existe, e a desigualdade se torna permanente, se autorreproduz. O problema do desenvolvimento infantil afeta tanto a desigualdade, porque não dá para reduzir a desigualdade se as crianças não se desenvolverem, quanto o crescimento econômico, porque essas mesmas crianças, quando crescerem, vão ter problema para se encaixar no mercado de trabalho. Ao resolver o problema da primeira infância, resolvem-se dois problemas de uma vez só: o do crescimento econômico e o da desigualdade de renda.

*Com UOL

 

Rodrigo Guedes apela à Prefeitura por melhorias nas galerias populares de Manaus

Vereador Rodrigo Guedes (PSC)

O vereador Rodrigo Guedes (PSC) cobrou, nesta segunda-feira, 21/02, atenção da Prefeitura de Manaus aos permissionários alocados nas galerias populares de Manaus. Conforme explicou o parlamentar, as galerias Espírito Santo, dos Remédios e Shopping Phelippe Daou precisam de projetos que promovam atrativos de clientela para cerca de 3.500 permissionários.

Guedes explicou que a falta de serviços nas galerias prejudica os trabalhadores que tiveram suas rendas diminuídas em mais 80% ao saírem das ruas do Centro de Manaus. “Tem dias que muitos desses vendedores que vendiam antes, quatrocentos, trezentos reais, hoje não vendem dez reais, cinco reais por dia conforme relatos dos próprios”, disse.

“Tiveram erros no projeto de concepção das galerias, faltam serviços, faltam alguns atrativos para às galerias terem maior movimentação, isso sabemos, foi sim uma falha da gestão anterior, apesar da concepção da ideia ser muito boa por si só, mas tanto os vereadores quanto o prefeito que assumiu não podem ficar jogando o problema eternamente para trás, já que fomos eleitos para resolver os problemas, não para ficar lamentando”, explicou o vereador.

O parlamentar pediu à Prefeitura de Manaus que haja uma solução definitiva para os problemas das Galerias Populares e relembrou que muitos vendedores ambulantes continuam nas ruas do Centro. “E esses pais de família que foram prejudicados, eles só querem justiça e não querem prejudicar outros pais de família, mas se fosse para permitir que os ambulantes continuassem no Centro, era melhor permitir que eles que já estavam lá, continuasse”.

*Com assessoria

 

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