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Guerra na Ucrânia muda de estágio com novas armas e ataque hacker

Russos movem equipamento pesado pelo nordeste do vizinho; grupo Anonymous ataca sites do Kremlin (Foto: Maxim Chemetov / Reuters)

A guerra na Ucrânia começou a mudar, do ponto de vista militar e de conflito assimétrico, neste sábado (26), terceiro dia do ataque iniciado pela Rússia.

No sentido mais clássico, Vladimir Putin começou a mover equipamento mais pesado na região nordeste do país, insinuando um grande assalto à cidade de Kharkiv, a maior da região.

Por meio de imagens gravadas por celular e da rede de TV CNN, dois desenvolvimentos ficaram claros. Primeiro, colunas de tanques, blindados, caminhões e obuseiros autopropulsados foram vistos entrando em uma grande coluna da região de Belgorod para os arredores de Kharkiv.

São equipamentos de sítio e ataque. Até aqui, o grosso dos bombardeios contra a cidade eram feitos com lançadores múltiplos de foguetes baseados em solo russo.

Mais preocupante, do ponto de vista de risco para a população civil, foi a imagem gravada em uma estrada de um sistema TOS-1. É uma arma de ataque brutal, que usa explosivos considerados a pior coisa antes de uma ogiva nuclear entre militares.

No caso, foguetes termobáricos, que usam o princípio de criar um grande vácuo, sugando todo o oxigênio a seu redor, e explodindo em uma bola de fogo muito mais duradoura e intensa do que bombas convencionais. É a mesma base da chamada Mãe de Todas as Bombas americana, e sua rival russa, o Pai de Todas as Bombas.

O TOS-1 foi desenvolvido nos anos 1970 e 1980 e utilizado na guerra do Afeganistão, versão ocupação soviética (1979-89). Se a Rússia pretende usar o armamento, não é boa notícia para quem estiver do outro lado.

Isso tudo se deu em torno de Kharkiv. Segundo o Pentágono vazou para repórteres americanos, a ofensiva montada lá parece mais poderosa do que a no entorno de Kiev, ainda que a conquista da capital e a capitulação do governo sejam objetivos primários.

Mas leva a dúvidas sobre o dia seguinte de uma eventual vitória russa nessa guerra, já que o Kremlin vem negando querer uma ocupação militar do vizinho, de resto uma proposição cara e desgastante. É mais fácil apoiar facções pró-Rússia na política do país ou simplesmente desmembrá-lo a gosto de Putin.

Naturalmente, os russos precisam vencer primeiro. A despeito da propaganda ocidental acerca da resistência ucraniana e o fato de que o avanço ao centro de Kiev ficou aparentemente restrito a forças de vanguarda, Moscou tem a mão mais pesada no conflito.

Não se sabe se ela será usada, e é aí que uma arma como o TOS-1 entra como fator desestabilizador. Enquanto isso, os poucos dados disponíveis, todos contraditórios, sugerem que os ucranianos seguraram o ímpeto de Putin em torno da capital, mas a ação russa não foi maciça. A Ucrânia precisa de armas que barrem blindados, mas também de sistemas antiaéreos que a Otan promete fornecer.

Por outro lado, a Rússia passou a receber ataques em uma frente em que muitos analistas se dizem preocupados com o poder de escalada: a segurança cibernética. Neste sábado, o grupo hacker Anonymous clamou para si a derrubada ou degradação de dez sites ligados ao governo russo, incluindo o do Kremlin.

Foram problemas menores, mas simbólicos por atingir um país considerado bastante avançado na arte da guerra cibernética.

Na sexta (25), o secretário-geral da Otan (aliança militar ocidental), o norueguês Jens Stoltenberg, disse que um ciberataque a algum de seus 30 membros pode configurar um caso de invocação do artigo 5º da carta fundadora do grupo. Ou seja, a defesa coletiva.

É uma fronteira muito fluida. Um repórter questionou Stoltenberg se uma apagão na Polônia, por exemplo, configuraria isso. E se a resposta seria militar ou cibernética, proporcional. Ele não respondeu.

A doutrina militar russa, por sua vez, considera que um ataque cibernético que traga ameaça a setores estratégicos do país, em um sentido existencial como no caso de usinas nucleares, pode ser respondido com o uso de armas atômicas inclusive.

Hipoteticamente, tudo isso deixa aberto um campo de interpretação muito grande, que apenas a noção de respostas militares equivalentes à agressão não cobre.

*Com Folhapress

 

David Almeida reúne lideranças da política, indústria e comércio em defesa da ZFM

(Foto: João Viana / Semcom)

O prefeito de Manaus, David Almeida, iniciou um movimento em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM) menos de 24 horas após a publicação do Decreto nº 10.979 do governo federal que reduz em 25% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), sem excetuar a Zona Franca de Manaus (ZFM). A decisão do Ministério da Economia fere de morte a competitividade do modelo econômico instalado no Amazonas.

O chefe do Executivo Municipal convidou para uma reunião, às 10h, na próxima segunda-feira, 28/2, no Palácio Rio Branco, Centro Histórico de Manaus, parlamentares da bancada federal, os presidentes da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam-AM), da Câmara Municipal (CMM), da Associação Amazonense de Municípios (AAM), da Ordem dos Advogados do Brasil, além de representantes da indústria e comércio.

“O objetivo é sair da reunião com um plano definido para defender a Zona Franca de Manaus. Vamos buscar primeiro o diálogo com o governo federal. Porém, estamos dispostos a, se necessário for, irmos até o Supremo Tribunal Federal para defender o modelo que gera mais de 100 mil empregos e mantém 96% da nossa floresta preservada”, declarou o prefeito.

David já manteve contato com os senadores Omar Aziz e Plínio Valério; o vice-presidente da Câmara, deputado federal Marcelo Ramos; os presidentes da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.

Além dos presidentes da Aleam, deputado estadual Roberto Cidade; da CMM, vereador David Reis; da AAM, prefeito de Manaquiri, Jair Souto; e da OAB, Alberto Simonetti.

“Estou ligando pessoalmente para cada parlamentar e representantes das indústrias do nosso polo. O momento não é de protagonismo, mas de união de esforços da classe política, empresarial e da sociedade civil organizada”, afirmou David.

*Com assessoria

Vice da Câmara acionará TSE por corte “demagogo e eleitoral” no IPI

Marcelo Ramos disse que a medida será um "duro golpe" na Zona Franca de Manaus

O governo federal publicou, na noite de sexta-feira (25), um decreto que aplica um corte linear de 25% nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) , que incide sobre a indústria nacional e cujos percentuais cobrados variam conforme o produto. A redução já está valendo e causou desconforto no vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos, que acusa a medida de ser “demagoga e eleitoreira”.

Ramos informou que acionará o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o decreto que, nas palavras do parlamentar amazonense, será um “duro golpe” na Zona Franca de Manaus.

“A Zona Franca da Manaus acaba de sofrer o mais grave ataque de sua história com a publicação, pelo presidente Bolsonaro, do decreto 10.979. É como se o governo federal fosse a Rússia e o Amazonas fosse a Ucrânia”, disse Marcelo Ramos em vídeo distribuído a jornalistas.

O Polo Industrial de Manaus é um parque industrial brasileiro localizado na cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas, que recebe incentivos tributários para desenvolver sua indústria. Com o corte geral, a zona ficará menos atrativa para indústrias.

“Com essa medida, para fazer demagogia fiscal, para fazer populismo eleitoral, o presidente Bolsonaro está transferindo empregos dos amazonenses para o resto do Brasil e emprego dos brasileiros para a China”, declarou o vice-presidente da Câmara.

Ramos confia que conseguirá reverter o decreto na Justiça. “A lei eleitoral é absolutamente clara ao vedar a concessão de benefício em ano eleitoral”, publicou nas redes sociais.

O Planalto consultou o TSE sobre a possibilidade de conceder a redução do IPI em ano eleitoral, mas decidiu publicar o decreto antes de haver uma resposta.

Comsefaz estima redução na arrecadação de estados e municípios

A redução linear na alíquota do IPI vai reduzir as receitas dos entes federados em R$ 11,923 bilhões neste ano , sendo R$ 6,066 bilhões para os estados e R$ 5,857 bilhões para as prefeituras, segundo projeção do Comitê de Secretários de Estado da Fazenda (Comsefaz).

Isso porque a arrecadação federal com o tributo é compartilhada pela União com esses entes via Fundos de Participação. Segundo o diretor institucional do Comsefaz, André Horta, a maior preocupação é com os efeitos da queda das receitas na prestação dos serviços públicos que servem à população mais pobre.

*Com Brasil Econômico

Adolescentes ribeirinhos e indígenas concluem oficina de cinema em Manaus

(Foto: Altermar Alcântara/Semcom)

A Prefeitura de Manaus, por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), encerrou, neste sábado, 26/2, a oficina de análises de obras audiovisuais e produção de curtas-metragens com celular para adolescentes ribeirinhos e indígenas em vulnerabilidade social, no museu vivo Centro de Ciências e Saberes Karapãna da Aldeia Yupirungá, localizado na rua Cojubins, 160, Tarumã-Açu, zona Oeste.

A oficina, apoiada pelo edital “Manaus Faz Cultura”, facilitada pelo professor doutor Luiz Carlos Martins de Souza, iniciou no dia 15/1, com o objetivo de capacitar os participantes a dominarem as principais etapas da abordagem discursiva de análise fílmica; dominar elementos básicos da construção de roteiros e de argumentos de documentários e ficções em curta-metragem; enumerar e contrastar os elementos básicos de linguagem cinematográfica: planos, movimentos de câmera, ângulos, montagem, e estrutura do roteiro, e, desenvolver histórias e documentários que retratem a vida e a cultura amazônida através dos dispositivos de captura de imagem acessíveis em celulares.

De acordo com o presidente do Concultura, Tenório Telles, o curso vai auxiliar não somente no ensino, mas, também, no armazenamento dos costumes e tradições dessa população, por meio de documentários produzidos por eles mesmos.

“A maioria possuía um aparelho celular mas não tinha noção de como usar corretamente na hora de produzir um filmete, por exemplo. Agora eles têm base para armazenar seus fazeres e saberes tradicionais indígenas, garantindo a preservação de nossa cultura e ancestralidade”, avaliou.

Para a arte-educadora e líder indígena da Aldeia Yupirungá, Maria Alice da Silva Paulino, o curso atende a maior necessidade da comunidade que é ter a tecnologia como aliada ao ensino indígena.

“Nós tivemos muitas dificuldades no período das aulas híbridas, foi aí que surgiu a necessidade de saber usar corretamente o celular para uso na produção de mídia pedagógica no ensino e aprendizagem das nossas crianças e adolescentes”, observou.

Manaus faz cultura

O edital lançado em 2021 pelo Concultura, injetou R$ 900 mil na cadeia cultural da cidade, para a realização de 45 projetos artístico-culturais, voltados a crianças, adolescentes e adultos nas diversas zonas da cidade.

Histórico

Luiz Carlos Martins de Souza é professor adjunto da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e psicanalista em formação. Graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Amazonas (1992), onde também estudou Comunicação Social/Jornalismo (inconcluso) e fez o mestrado em Letras (2000). Doutorou-se em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, 2012), realizou estágio doutoral na University of California, Los Angeles (Ucla/EUA, 2010), com bolsa do programa RH-Posgrad Fapeam, pesquisando a discursividade no cinema.

Além de atuar como documentarista, curta-metragista e roteirista, tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Análise de Discurso. Desenvolve trabalhos sobre estudos dos processos de significação, ensino de Língua Portuguesa como primeira e segunda língua, identidade amazônica, produção textual, estudos sobre as relações entre linguagem verbal, audiovisual, psicanálise e ideologia (em roteiros de cinema, filmes, documentários, vídeos, redes sociais e educação a distância).

*Com assessoria

Comissão Eleitoral homologa inscrições para reitor e vice-reitor da UEA

Comissão informa que não houve recursos referentes às candidaturas submetidas. (Foto: Divulgação/Ascom UEA)

A Comissão Eleitoral Geral da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgou na sexta-feira (25/02) o resultado dos recursos referentes à homologação de inscrições para a eleição aos cargos de reitor e vice-reitor da instituição. A comissão informa que não houve recursos referentes às candidaturas submetidas.

Após o deferimento das candidaturas, participarão do processo eleitoral as seguintes chapas:

  • Chapa 19: Professor Dr. André Luiz Nunes Zogahib (candidato a reitor) e Professora Dra. Kátia do Nascimento Couceiro (candidata a vice-reitora)
  • Chapa 22: Professor Dr. Alcian Pereira de Souza (candidato a reitor) e Professor M.Sc Cleto Cavalcante de Souza Leal (candidato a vice-reitor)

Eleição – Conforme o Edital nº 14/2022 da UEA, as eleições acontecerão no dia 23 de março.

Estarão aptos para votar docentes efetivos e ativos, substitutos, temporários e visitantes dos cursos de graduação e de pós-graduação; técnico-administrativos efetivos, temporários (Regime Administrativo Diferenciado) e comissionados, procuradores Jurídicos; discentes de graduação e pós-graduação.

*Com assessoria

Belarmino Lins repudia ato de Guedes e pede Moção de Apelo da Aleam em favor da ZFM

Deputado Belarmino Lins (PP)

O deputado estadual Belarmino Lins (Progressistas) repudiou, neste sábado (26), novo ato do ministro da Economia, Paulo Guedes, contra a Zona Franca de Manaus. Para ele, o decreto, divulgado na sexta-feira (25), pelo Palácio do Planalto, atinge as vantagens comparativas da ZFM e expõe ao desemprego milhares de trabalhadores no Amazonas.

De acordo com o parlamentar, o ministro-chefe da Casa Civil, senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, está empenhado, em Brasília, na luta para reverter a decisão de Guedes. Na sexta, em audiência com o deputado federal Átila Lins (PP), Ciro comunicou à bancada do Amazonas no Congresso Nacional que fará todos os esforços possíveis para ajudar a reverter os efeitos do Decreto 10.979/2022, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Para Belarmino, a redução de 25% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) é altamente nociva à ZFM, que possui direitos sagrados na Constituição brasileira. “Por isso, necessitamos lutar em várias frentes em favor da preservação do modelo ZFM, um modelo de desenvolvimento econômico da maior importância no Norte do país, que é primordial para o Amazonas e que não fere o meio ambiente”, ressalta.

Como reforço à luta pela ZFM, Belarmino propôs que a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), por meio da sua Mesa Diretora e das lideranças partidárias da Casa, encaminhe, de forma urgente, uma Moção de Apelo ao presidente Bolsonaro e ao ministro Paulo Guedes, defendendo a reversão dos efeitos do decreto que castiga a ZFM.

*Com assessoria

 

Moraes determina bloqueio de contas no Telegram e ameaça suspensão da plataforma

São três os perfis que Moraes manda suspender: @allandossantos, @artigo220 e @tercalivre

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o Telegram bloqueie alguns perfis da plataforma em até 24 horas. Caso a plataforma desrespeite a decisão, o ministro ameaça suspender os serviços do Telegram no país.

A decisão foi assinada no dia 18 deste mês e publicada nesta sexta-feira (25). Ela se deu em uma ação sigilosa envolvendo o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, alvo de um mandado de prisão emitido pelo próprio Alexandre de Moraes e até hoje não cumprido, já que Santos vive nos Estados Unidos.

O ministro ainda fixou uma multa de R$ 100 mil por dia para cada perfil não bloqueado em caso de descumprimento de sua decisão.

São três os perfis que Moraes manda suspender: @allandossantos, @artigo220 e @tercalivre.

O ministro determina que, além de suspender as contas, o Telegram indique todos os dados disponíveis usados para a criação dos perfis, suspenda o repasse de monetização dos canais e indique os ganhos de cada um dos perfis.

“O uso do Telegram se revela como mais um dos artifícios utilizados pelo investigado para reproduzir o conteúdo que já foi objeto de bloqueio nestes autos, burlando decisão judicial, o que pode caracterizar, inclusive, o crime de desobediência a decisão judicial sobre perda ou suspensão de direito (art. 359 do Código Penal). A utilização de vários perfis, criados com a intenção de se esquivar dos bloqueios determinados, tem sido prática recorrente de Allan Lopes dos Santos para a continuidade da prática delitiva, comportamento que deve ser restringido”, afirmou Moraes em sua decisão.

No despacho, Moraes afirma que enviou um ofício à representação do Telegram no Brasil em 13 de janeiro deste ano “para que procedesse ao bloqueio imediato de contas vinculadas ao investigado, providência que não foi atendida pela empresa mencionada, apesar das tentativas de intimação realizadas pela autoridade policial”.

*Com CNN Brasil

Estrada do Tarumã tem desvio de trânsito a partir de hoje

No local, será construída uma rede de drenagem durante o feriado de Carnaval

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Região Metropolitana de Manaus (Seinfra), informa que o tráfego de veículos na Estrada do Tarumã, próximo a Comunidade São Francisco, sofrerá alteração temporária, iniciando neste sábado (26/02) e seguindo até terça-feira (1º/03).

A intervenção acontece para que seja implantada uma rede de drenagem sob a pista de rolamento da Estrada do Tarumã.

Os condutores devem ter cautela, reduzir a velocidade, respeitar a sinalização de advertência distribuída ao longo da via e se atentar com a presença de homens e máquinas trabalhando na área da intervenção.

A previsão, caso as condições climáticas ajudem e não chova neste fim de semana, é que a obra estará concluída na terça-feira (1º/03), e o fluxo de veículos voltará ao normal na quarta-feira de Cinzas (02/03).

*Com assessoria

 

Propaganda partidária gratuita começa hoje

A veiculação, em âmbito nacional, será das 19h30 às 22h30, às terças, quintas e aos sábados, por iniciativa e sob a responsabilidade dos partidos.

Começa hoje (26) a veiculação da propaganda partidária gratuita em emissoras de rádio e televisão. A veiculação, em âmbito nacional, será das 19h30 às 22h30, às terças, quintas e aos sábados, por iniciativa e sob a responsabilidade dos partidos.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSOL será o primeiro partido político a veicular propaganda. Nos dias 1º e 10 de março, serão divulgadas as propagandas do PDT e do MDB, respectivamente. A íntegra do calendário está disponível no site do TSE.

A divisão do tempo de cada partido foi feita de acordo com o desempenho das siglas nas eleições de 2018. Ao todo, serão 305 minutos de propaganda divididos entre 23 partidos. Legendas como o PT, MDB, PL e PSDB terão acesso ao maior tempo de exposição: 20 minutos e 40 inserções para cada partido.

Os partidos que elegeram mais de 20 deputados federais terão direito a 20 minutos semestrais para inserções de 30 segundos nas redes nacionais e a igual tempo nas estaduais. Para essa veiculação, no entanto, é necessária a solicitação formal dos partidos.

Inserções

As siglas que têm entre dez e 20 deputados eleitos poderão utilizar dez minutos por semestre para inserções de 30 segundos, tanto nas emissoras nacionais quanto nas estaduais. Bancadas compostas por até nove parlamentares terão cinco minutos semestrais para exibição federal e estadual do conteúdo partidário.

Nessas eleições, segundo norma estabelecida pelo tribunal, ao menos 30% do tempo devem ser destinados à participação feminina na política. As transmissões vão ocorrer em bloco, por meio de inserções de 30 segundos no intervalo da programação das emissoras.

Será permitida a veiculação de, no máximo, três inserções nas duas primeiras horas e de até quatro na última hora de exibição. Além disso, poderão ser reproduzidas até dez inserções de 30 segundos por dia para cada rede.

É vedada, entretanto, a divulgação de inserções sequenciais, devendo ser observado o intervalo mínimo de dez minutos entre cada uma delas.

Propaganda partidária

A propaganda partidária é exibida no primeiro e no segundo semestre dos anos não eleitorais e apenas no primeiro semestre dos anos em que houver eleição. Esse tipo de propaganda tem por finalidade incentivar filiações partidárias, esclarecer o papel das agremiações e promover participação política e filiações.

Para tanto, difunde mensagens sobre a execução do programa da legenda, bem como divulga atividades congressuais do partido e a posição em relação a temas políticos e ações da sociedade civil.

Já a propaganda eleitoral, que tem como objetivo a conquista de votos, começará a ser veiculada em agosto, também em âmbito nacional. No caso dela, não há necessidade de solicitação formal para a veiculação do horário eleitoral gratuito.

Após o pedido de registro das candidaturas, que termina em 15 de agosto, será possível definir o tempo a que cada partido, coligação majoritária e federação terá direito. A definição é feita pelo TSE até o dia 21 de agosto.

Com a utilização de recursos publicitários, as peças serão exibidas – em âmbito nacional – nas campanhas para presidente e vice-presidente da República, e estadual quando os cargos em disputa são para senador, governador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

A distribuição do tempo de propaganda entre as candidaturas registradas é de competência das legendas, federações e coligações. As siglas devem respeitar os percentuais destinados às candidaturas femininas (mínimo de 30%) e de pessoas negras (definidos a cada eleição).

Proibições

Está proibida a divulgação de propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais ou de outros partidos, bem como a utilização de imagens ou de cenas incorretas ou incompletas, de efeitos ou de quaisquer outros recursos que distorçam ou falseiem os fatos ou a sua comunicação.

O TSE também proibiu a utilização de matérias que possam ser comprovadas como falsas ou a prática de atos que resultem em qualquer tipo de preconceito racial, de gênero ou de local de origem, além de qualquer prática de atos que incitem a violência.

Além disso, é vedada a veiculação de propaganda com o objetivo de degradar ou ridicularizar candidatas e candidatos, assim como a divulgação ou compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral.

Segundo o TSE, eventuais mentiras espalhadas intencionalmente para prejudicar os processos de votação, de apuração e totalização de votos poderão ser punidas com base em responsabilidade penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação.

*Com Agência Brasil

David Almeida repudia decreto que reduz IPI e prejudica ZFM

(Foto: Mário Oliveira / FMS)

Em nota de repúdio, o prefeito de Manaus, David Almeida, se manifestou sobre a publicação do Decreto Nº 10.979, que reduz a alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em até 25%. O decreto foi publicado nesta sexta-feira (25), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Confira abaixo a íntegra da nota:

Com indignação. É assim que recebo o Decreto nº 10.979 publicado na edição de 25 de fevereiro de 2022 do Diário Oficial da União que reduz em 25% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), sem excetuar a Zona Franca de Manaus (ZFM).

Todas as medidas de incentivo à industrialização no Brasil são muito bem-vindas. Contudo, a decisão do ministro da Economia, Paulo Guedes, retira totalmente a competitividade da ZFM, abrindo caminho para que empresas deixem o nosso Polo Industrial. Os produtos, aqui fabricados, passarão a ser importados de outros países.

Isso significa ameaça real para mais de 100 mil empregos e menos receita para investimentos em saúde, educação, tecnologia e infraestrutura em benefício do nosso povo.

É inaceitável uma decisão como essa três dias antes do aniversário de 55 anos da Suframa.

Após tanto diálogo e anúncios do governo federal de que a Zona Franca de Manaus não seria prejudicada, o decreto do ministro Paulo Guedes é um punhal nas costas de todos os amazonenses.

Faz-se necessário nesse momento a união de toda a nossa classe política, empresarial e sociedade civil organizada.

A decisão é reversível, basta vontade política do governo federal.

Nosso povo, mais do que nunca, precisa que todos os esforços sejam feitos para que os mais de 100 mil postos de trabalhos do Distrito Industrial não deixem de existir com uma canetada.

Ciente disso, não medirei esforços para a manutenção das vantagens comparativas garantidas na Constituição podendo, se for necessário, levar o tema ao Supremo Tribunal Federal.

 

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