Início Site Página 2563

Ucrânia convoca ‘exército de TI’ para batalha cibernética

Em canal no Telegram, o governo ucraniano pede que voluntários ajudem a derrubar sites de empresas, bancos e do governo russo.

Ao mesmo tempo que se defende dos avanços russos em seu território, a Ucrânia também pede ajuda de voluntários para travar uma guerra cibernética. Neste sábado (26), o ministro de Transformação Digital ucraniano, Mykhailo Fedorov, convocou um “exército de TI” para ajudar a Ucrânia no front digital.

Em uma mensagem postada no perfil oficial de Fedorov, há uma convocação de especialistas em tecnologia da informação dispostos a ajudarem os ucranianos. A mensagem encaminha para um canal de Telegram para que voluntários recebam tarefas para ajudar o país.

“Estamos criando um exército de TI. Nós precisamos de talentos digitais”

Postagem do ministro da Transformação Digital da Ucrânia convoca especialistas em TI (Foto: Reprodução)

As primeiras missões já foram postadas no canal para os especialistas em tecnologia. “Nós continuamos lutando no front cibernético”, afirma o ministro ucraniano.

A primeira “missão” pede que os voluntários realizem ataques de negação de serviço (DDoS) para derrubar sites de empresas, bancos e do governo da Rússia. No começo do sábado, um ciberataque deixou o site oficial do Kremlin fora do ar.

O DDoS é um tipo de ciberataque em que criminosos usam várias máquinas para enviar solicitações a um servidor para sobrecarregá-lo e impedir que ele seja usado por usuários verdadeiros.

Antes mesmo da ordem de Vladmir Putin para que as tropas russas invadissem a Ucrânia o país já era alvo de ataques digitais.

Na quarta-feira (23), sites do governo ucraniano ficaram fora do ar após serem atingidos por cibercriminosos. As empresas de segurança digital ESET e Symantec identificaram que centenas de computadores no país foram alvo de um data wiper, que limpa informações da máquina.

*Com g1

Belarmino Lins diz que Wilson Lima acerta ao recorrer ao STF para preservar ZFM

Dep. Belarmino Lins (PP)

Preocupado com os milhares de empregos, diretos e indiretos, que o modelo Zona Franca de Manaus oferece à população amazonense desde sua criação, em 1967, o deputado estadual Belarmino Lins (Progressistas) elogiou, neste domingo (27), o anúncio do governador Wilson Lima de ingressar com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) junto ao Supremo Tribunal Federal contestando o decreto do presidente Jair Bolsonaro que muda o critério de cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), com graves prejuízos à estabilidade da ZFM.

(Imagem: Reprodução)

De acordo com o líder do PP na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o governador “age com bom senso e total razão” ao ir ao STF defender o diferencial tributário do modelo econômico federal que beneficia o Amazonas desde 1967 e que é protegido pela Constituição Federal.

“O modelo está completamente protegido pela Constituição, valendo destacar, a propósito, a emenda constitucional que o prorrogou até 2073, o que garante os direitos sagrados do Amazonas contra a absurda modificação do IPI, por parte do Ministério da Economia, para prejudicar o nosso Estado”, disse Belarmino, enfatizando que a Procuradoria Geral do Governo Estadual, em sintonia com a SEFAZ, já trabalha na ADI que deverá ser encaminhada ao Supremo com máxima brevidade.

*Com assessoria

A pé na estrada, com frio e medo: jogadores brasileiros sofrem para deixar Ucrânia

Após invasão russa, jogadores do Rukh Lviv deixam Ucrânia a pé e vão à Polônia. (Imagem: Reprodução /I nstagram @edsonf_7)

Eles foram à Ucrânia para viver o sonho do futebol europeu, mas de repente se viram no meio de um pesadelo para o qual jamais puderam se preparar. No quarto dia desde a invasão russa, a maior parte dos cerca de 40 jogadores brasileiros que atuam no país já conseguiu ou está em vias de conseguir cruzar a fronteira, para se afastar de vez da guerra que os pegou de surpresa.

Ontem, o maior grupo, que se concentrava no bunker de um hotel em Kiev, voltou à superfície e conseguiu embarcar em um trem oferecido pela embaixada brasileira. Por segurança e numa tentativa de demonstrar neutralidade, o comboio decidiu exibir bandeiras brasileiras nas janelas dos carros. Os jogadores e seus parentes (entre eles, mulheres, idosos e crianças) se afligiram com o som dos tiros e bombardeios da batalha de Kiev, enquanto civis ucranianos pegavam em armas e improvisavam coquetéis molotov para se defender dos russos.

“Quem deu toda a segurança de escolta até a estação de trem foi a Uefa, junto com a Federação Ucraniana de Futebol. Muito obrigado a todos. Sem palavras para agradecer”, escreveu o zagueiro Marlon, líder e porta-voz do grupo, direto do trem rumo à cidade de Chernivtsi. De lá, eles tentariam um ônibus até a Romênia ou a Moldávia.

A Ucrânia é um dos principais pontos de entrada de jogadores brasileiros na Europa, em razão de um modelo de negócio inovador do Shakhtar Donestk, o principal clube do país, que desde 2005 vem contratando em peso brasileiros pouco conhecidos para revendê-los anos depois mais valorizados.

Jogadores de clubes menores tiveram ainda mais dificuldades pra deixar o país. O gaúcho Lucas Rangel, do Vorskla Poltava, vivia a 140 km de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia e uma das primeiras a ser bombardeadas ainda no primeiro dia de guerra. Com o espaço aéreo fechado e sem opções de transporte público, Rangel juntou amigos e outros viajantes e encarou uma jornada de 30 horas até a fronteira com a Polônia. A 25 km do destino final, com um engarrafamento intransponível, parte do grupo decidiu abandonar os carros e a maior parte de seus pertences seguir a viagem a pé.

O jogador transmitiu tudo pelos seus stories no Instagram. Até o meio da tarde de ontem, ele aguardava com fome e sob um frio de -11 graus a autorização para cruzar a fronteira, ao lado de milhares de outros refugiados.

“Os portões foram fechados, vamos continuar esperando e confiando em Deus sempre. Não importa o que aconteça, nossa fé nunca será abalada”, escreveu ele.

Apesar da iminência de uma guerra entre Ucrânia e Rússia ter sido anunciada desde o fim do ano passado, muitos jogadores foram pegos de surpresa com a rápida escalada do conflito. Quando as forças armadas russas pisaram o solo ucraniano na madrugada da última quinta-feira, os atletas se viram sem saber o que fazer. O campeonato local foi suspenso, e os clubes falharam em dar suporte a seus atletas.

Rangel chegou a telefonar à embaixada brasileira em Kiev em busca de ajuda. “Eles só dizem pra gente ficar dentro de casa que é o lugar mais seguro, mas nesse momento não tem lugar seguro, tudo pode acontecer”, afirmou ele em entrevista ao UOL na quinta. “É desesperador esse momento que estamos vivendo. É a primeira vez que passamos por isso e espero que seja a última, não desejo isso pra ninguém.”

O apoio do governo brasileiro aos cidadãos que tentam deixar a Ucrânia tem sido alvo de controvérsia. O grupo de jogadores concentrados em Kiev desistiu de embarcar no trem oferecido pela embaixada no segundo dia de conflito por não ter garantias de segurança no trajeto entre o hotel e a estação ferroviária. Segundo o zagueiro Marlon, eles só conseguiram chegar ao local do embarque graças à escolta da Uefa — a federação europeia de futebol — a federação ucraniana.

O Itamaraty mantém um grupo no Telegram através do qual abastece os brasileiros de informações e orientações. A pasta montou uma operação de acolhida dos brasileiros que chegarem a Romênia, o que inclui ônibus da fronteira até a capital, Bucareste.

Um grupo menor de jogadores do Metalist, entre eles o atacante maranhense Marlyson, de 24 anos, permanece em Kharkiv no aguardo de uma solução para deixar a cidade. De acordo com a assessoria de imprensa do jogador, ele tentaria atravessar o país hoje.

*Com UOL

Mural em homenagem ao cantor Zezinho Corrêa é inaugurado em Manaus

(Foto: Altemar Alcântara/Semcom)

A Prefeitura de Manaus, via Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), inaugurou, na noite deste sábado, 26, um mural de aproximadamente 15 metros de comprimento em homenagem ao cantor amazonense Zezinho Corrêa, morto em fevereiro de 2021, vítima de Covid-19. A peça está instalada na lateral do edifício Zulmira Bittencourt, 654, localizado na avenida Eduardo Ribeiro, ao lado do Teatro Amazonas, Centro.

A obra integra o projeto “Zezinho Corrêa Vive”, produzida pelo artista visual parintinense Jarbas do Carmo Gato Marinho, o “Lobão”, sendo um dos 269 projetos contemplado pelo “Edital Prêmio Manaus Zezinho Corrêa 2021”, na categoria Hip-Hop, lançado pela Prefeitura de Manaus.

O diretor-presidente da Manauscult, Alonso Oliveira, relembrou que o edital em homenagem ao artista partiu de uma orientação do prefeito David Almeida, como forma de auxílio a classe durante a pandemia de Covid-19.

“Com o início da pandemia, a ordem do prefeito foi para adiantarmos o máximo possível o edital em homenagem a esse grande ícone da cultura amazonense, que nos deixou um incrível legado. Em outubro do ano passado, finalizamos os pagamentos dos vencedores, que alcançaram o teto máximo de projetos contemplados. E agora, estamos podendo ver os frutos desse importante trabalho cultural, como do muralista Jarbas Lobão”, explicou Oliveira.

Além disso, o diretor-presidente ressaltou que arte urbana é uma das suas expressões mais fortes. O grafite, já provaram que tem potencial para ocupar pequenas e grandes galerias mundo afora, e conta também, que neste primeiro semestre a fundação lançará novos editais de apoio à classe artística.

“Através do edital mais recente da Prefeitura de Manaus, estamos incentivando e apoiando a arte urbana em nossa cidade, uma expressão artística tão bonita e importante. E neste primeiro semestre do ano, a Manauscult estará lançando os próximos editais de cultura”, contou.

O muralista Jarbas Lobão explica que há algum tempo esperava para realizar essa homenagem ao cantor. Mas, foi somente após ter sido contemplado no “Edital Prêmio Manaus Zezinho Corrêa 2021”, que essa vontade se tornou realidade.

“Queria ter podido realizar essa linda homenagem antes, em vida para o Zezinho, porém, não tive essa oportunidade. Após sua partida surgiu esse edital com o nome do Zezinho Corrêa e eu tive o privilégio de ser um dos vencedores e poder homenageá-lo”.

O artista visual disse que representa por seus trabalhos a temática regional, como fauna e flora, além de personagens nativos da Amazônia, suas vidas e costumes, com o uso de técnicas como o realismo. O projeto contou também com o apoio dos artistas visuais, Sprok, Bin e Nix.

“O local escolhido para a obra é extremamente representativo, ao lado do Teatro Amazonas, é cheio de referências, pois, foi ali, ao lado do nosso cartão postal que o cantor gravou o seu CD solo nos anos 2000”.

A cerimônia contou além da presença do diretor-presidente da Manauscult, Alonso Oliveira, com o diretor de Cultura da fundação, Jonathas Ribeiro, do presidente do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Tenório Telles, além de shows do DJ Marcos Tubarão, dos rappers S Preto e Igor Muniz, e do cantor e compositor Nicolas Júnior.

O artista

Jarbas Lobão é amazonense, natural de Parintins (AM), vive na capital amazonense há 25 anos, e desde o ano de 1999 começou na arte de rua, colorindo sua cidade natal. Atualmente, o artista é um dos mais importantes e influentes nomes do grafite do Norte do País. Considerado autodidata, integra a primeira geração de grafite em Manaus. Seu trabalho pode ser visto em grandes publicações, exposições, marcas, painéis e em vários muros da capital amazonense.

Realismo, figuras humanas, personagens regionais, cenários regionais e tropicais, letras wild style, letras em 3D e objetos tridimensionais, compõem o trabalho do artista, que já participou, em 2009, do evento “Internacional de Graffiti Meeting of Styles Brasil”, em São Paulo (SP), e em 2017 e 2018, do “Festival Amazônia Walls”.

Ganhou em 2000 e 2001 o prêmio “Revelação de Graffiti Manaus”, pelo Movimento Hip-Hop Manaus (MHM). É um dos organizadores do maior evento de grafite do Norte, o Black & White, e ao longo da carreira, realizou diversas oficinas, exposições, mostras, eventos e workshops sobre grafite.

Edital Zezinho Corrêa

A Prefeitura de Manaus lançou o “Edital Prêmio Manaus Zezinho Corrêa 2021”, no dia 16/3, e representa um investimento total na cadeia econômica da cultura na capital amazonense superior a R$ 1 milhão. O Edital é dividido em nove segmentos artísticos: artes visuais, audiovisual, circo, dança, hip-hop, literatura, manifestações culturais, música e teatro. Em todas as categorias, os prêmios estão distribuídos em valores de R$ 1,9, mil, R$ 3,7 mil, R$ 4,6 mil, R$ 5 mil, R$ 6 mil e R$ 10 mil.

Editais de Cultura

No primeiro semestre deste ano, a Prefeitura de Manaus estará lançando novos editais para impulsionar a economia da cadeia cultural, assim como projetos de produção e difusão artístico-cultural na cidade de Manaus.

A Câmara aprovou na última quinta-feira, 24/2, um projeto de lei que determina à União que faça o repasse de R$ 3,8 bilhões a estados e municípios para a aplicação em ações de socorro ao setor cultural, afetado pelas restrições adotadas durante a pandemia do novo coronavírus.

A proposta foi batizada de “Lei Paulo Gustavo”, em homenagem ao ator e humorista que morreu em maio de 2021, vítima de Covid-19. A lei prevê o repasse de valor emergencial para os estados e municípios e será distribuído nos modelos da Lei Aldir Blanc.

A Câmara dos Deputados, aprovou, também, na mesma sessão, o projeto conhecido como Lei Aldir Blanc 2, que institui uma política nacional permanente de fomento à cultura. A previsão é que haja repasses anuais de R$ 3 bilhões da União a estados e municípios para ações no setor. A proposta segue agora para o Senado Federal.

“Estamos passando por um momento histórico e extremamente importante para os artistas, com a aprovação na Câmara dos Deputados da Lei Paulo Gustavo e da Lei Aldir Blanc 2. Esses projetos vão garantir o auxílio emergencial tão necessário ao setor, e estruturar uma política contínua de ações, com o objetivo de reparar as perdas que a cultura sofreu nos últimos anos” declarou o diretor-presidente da Manauscult, Alonso Oliveira.

*Com assessoria 

Segunda maior cidade da Ucrânia é atacada pela Rússia

Bombardeios russos atingem a cidade ucraniana de Kharkiv (Foto: ANSA)

O quarto dia de ataques da Rússia contra a Ucrânia focou em estruturas sensíveis de gás, petróleo e energia e está sendo marcado por um forte bombardeio em Kharkiv , a segunda maior cidade do país, neste domingo (27).

Um prédio de nove andares com residências civis foi atingido por um míssil russo e deixou uma mulher morta e 20 pessoas precisaram ser evacuadas. Outros 60 moradores haviam se refugiado em uma área subterrânea e não foram feridos.

Por outro lado, a Rússia informou que capturou 471 soldados ucranianos em Kharkiv.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez dois pronunciamentos neste domingo e acusou Belarus de estar dando apoio aos ataques. Para o mandatário, as tropas russas estão “matando civis” de propósito e atacando cidades que nunca tiveram “nenhum tipo de estrutura militar”.

“Eles mentiram sobre o fato de que não atacariam os civis. Desde as primeiras horas da invasão das tropas russas, eles estão atacando as infraestruturas civis. Deliberadamente escolheram táticas para atingir pessoas e tudo aquilo que torna a vida normal: eletricidades, hospitais, jardins de infâncias, casas, entre outros. Isso poderia ter sido pior se não fossem nossas forças militares”, disse Zelensky.

Além dos ataques em Kharkiv, os russos atingiram plantas de fornecimento de energia próximas a Kiev e o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, afirmou que as cidades de Kherson (sul) e Berdyansk (sudeste) foram “completamente” assediadas. Também há registro de ataques à cidade de Bucha, que fica a cerca de 30 quilômetros da capital, e ali também foi atingido um prédio residencial civil.

Zelensky afirmou ainda que “os ataques da Rússia contra a população civil e às infraestruturas têm características de um genocídio e merecem um tribunal internacional”. Desde que os ataques foram iniciados, o mandatário alertou que Kiev irá denunciar Moscou no Tribunal Penal Internacional de Haia.

“Juntos nós derrotamos Hitler e agora derrotaremos também [Vladimir] Putin “, postou Zelensky em sua conta no Twitter.

Resposta Belarus

Horas após a acusação de Zelensky, seu homólogo em Belarus, Aleksandr Lukashenko, acusou o ucraniano de “estar mentindo porque ninguém bombardeou Kiev até agora”.

“Não há um soldado de Belarus sequer lá, não há um projétil nosso na Ucrânia”, disse Lukashenko, um dos mais fiéis aliados de Putin na região. Antes do ataque, cerca de 30 mil soldados russos, além de equipamentos militares, estavam fazendo exercícios na fronteira entre as duas nações.

Na quinta-feira (24), quando os ataques de Moscou começaram, as tropas russas invadiram o território ucraniano pelo país.

A agência de notícias russa Tass informou que Lukashenko e Putin firmaram um novo acordo para “defender Belarus”. “Sabemos já qual é o equipamento adicional que temos necessidade nos próximos dias. Estamos de acordo com Putin e deslocaremos para cá [fronteira] armas adicionas que possam causar danos que nem poloneses, nem lituanos vão querer combater conosco”.

Negociações

Neste domingo, uma comitiva russa foi para Belarus para negociar um acordo de paz com os ucranianos. No entanto, Zelensky se nega a enviar seus negociadores para a nação por conta das acusações de ataques vindos do país vizinho.

“Qualquer cidade neutra está boa para as negociações. Pode ser Varsóvia, Istambul, Baku, mas não Minsk. A Rússia sabe que enviar uma comitiva para Gomel, em Belarus é inútil. Nós queremos negociações reais, não ultimatos”, disse o mandatário.

No entanto, logo após Zelensky falar sobre o tema, veio um ultimato de Moscou. “Se não recebermos uma resposta até às 15h de hoje (9h no horário de Brasília), a Ucrânia será responsável pelos próximos eventos”, disse o parlamentar russo Leonid Slutsky à agência Tass.

Desde a sexta-feira (25), segundo dia de ataques, a Rússia vem dizendo que está disposta a negociar um cessar-fogo. No sábado (26), os russos chegaram a dizer que tinha “suspendido” os ataques mais pesados contra o país para dar tempo dos ucranianos aceitarem a proposta. No início da noite de ontem, como não houve consenso, Moscou disse que voltaria a atacar “com força total”.

Kiev, por sua vez, afirma que os russos nunca diminuíram os ataques, mas estão andando mais lentos do que o previsto porque estão encontrando muito mais resistência dos soldados ucranianos do que previam.

Conforme dados da Ucrânia, mais de 4,3 mil soldados russos já teriam morrido nos ataques. Do outro lado, Kiev informa que há cerca de 200 vítimas.

Já Moscou não divulga números de vítimas e os meios de comunicação do país foram proibidos de citar o confronto com termos bélicos, como “ataque”, “conflito” ou até mesmo “guerra”.

Todos devem afirmar apenas o termo usado por Putin de “operação militar especial”.

 

*Com ANSA

 

Drogarias do Grupo Tapajós passam a disponibilizar testes para Influenza

(Foto: Divulgação)

Os casos de síndromes respiratórias continuam a preocupar os brasileiros, que ainda têm de conviver com as ameaças da pandemia de Covid-19. A testagem e o diagnóstico preciso são importantes armas para evitar o agravamento em qualquer das situações, o que levou o Grupo Tapajós a ampliar ainda mais seu portfólio de ofertas nesse sentido. Agora, além de testes para detectar o Coronavirus, as drogarias Santo Remédio, Flexfarma e FarmaBem também passam a disponibilizar testes rápidos para Influenza.

“Com a detecção qualitativa dos antígenos do vírus Influenza, os testes auxiliam no diagnóstico diferencial das infecções virais, contribuindo não só para um tratamento mais assertivo, como para evitar o uso de antiviral desnecessário”, explica o supervisor farmacêutico Eduardo Donini.

Segundo ele, o exame não precisa de prescrição e pode ser realizado logo no início dos sintomas gripais, sendo mais preciso a partir do terceiro dia. “O vírus Influenza, causador da gripe, compreende três tipos: A, B e C. Os mais importantes são o A e o B. Nos vírus A, por exemplo, se destacam os subtipos H1N1 e H3N2. E a sensibilidade do teste é acima de 94% para ambos”, informa, destacando que a coleta pode ser tanto nasofaríngea como orofaríngea, por meio de swab estéril. O laudo sai em no máximo 15 minutos.

Disponibilidade

Também de acordo com o farmacêutico Eduardo Donini, os testes de Influenza estarão disponíveis em todas as drogarias do Grupo que já realizam testes para Covid, abrangendo as principais zonas da cidade. O quantitativo deve atender satisfatoriamente as demandas atuais da população, e, caso necessário, a empresa tem condições de aumentar ainda mais o abastecimento.

“Em relação aos testes para Covid, o abastecimento está plenamente normalizado, especialmente para os de antígeno, que têm maior procura. Também já estamos avaliando a aquisição dos autotestes aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para incluirmos no nosso portfólio”, complementa Donini.

Ele lembra que as drogarias dispõem de uma gama de testes rápidos que podem atender à população nas mais diversas ocasiões. Entre eles o Beta HCG (gravidez), PSA (próstata), Hemoglobina Glicada (diabetes) e perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos), além dos testes para doenças endêmicas, como Dengue (antígeno e anticorpos), Zika e Malária.

Outros mais específicos, como o autoteste de Glúten, e demais testes laboratoriais remotos (TLRs), podem ser encontrados na bandeira Santo Remédio.

*Com assessoria

 

Príncipe William e Kate Middleton apoiam a Ucrânia em meio à guerra

(Foto: Reprodução / Instagram)

Príncipe William e Kate Middleton se pronunciaram sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia . O neto da Rainha Elizabeth II e a esposa fizeram algo incomum para a família real britânica, que não normalmente não se posiciona sobre política e conflitos internacionais, e manifestaram apoio à Ucrânia.

“Em outubro de 2020, tivemos o privilégio de encontrar o presidente Zelensky e a primeira dama para conhecer a esperança e otimismo deles para o futuro da Ucrânia. Hoje, nós apoiamos o presidente e todo o povo ucraniano que luta bravamente pelo futuro deles”, diz uma publicação feita na conta oficial do casal no Twitter.

Geralmente a coroa britânica não se manifesta sobre guerras, muito menos declara apoio publicamente a um dos lados envolvidos. A própria rainha não fez nenhum pronunciamento sobre o assunto até o momento. Entretanto, William e Kate não são os primeiros membros da família a tomar uma posição.

Harry e Meghan Markle, que abdicaram dos títulos da família real, já haviam manifestado apoio à Ucrânia. No site da fundação deles, o casal disse estar do lado do povo ucraniano e que a Rússia está cometendo uma “violação do direito internacional e humanitário”.

*Com iG

 

Wilson Lima anuncia ação no STF contra mudanças no IPI e ameaças à ZFM

(Foto: Roberto Carlos / Secom)

O governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou, neste sábado (26), que a Procuradoria Geral do Estado (PGE-AM) vai mover uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto que modifica a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em todo o país e que geram efeitos prejudiciais diretos à Zona Franca de Manaus (ZFM). O diferencial tributário do modelo econômico do Amazonas está previsto na Constituição Federal, e a emenda constitucional que o prorrogou até 2073 ainda é válida.

A medida do Governo do Amazonas ocorre em paralelo às tratativas do governador, que tem argumentado com membros do Governo Federal e com a bancada do Amazonas em Brasília, para reverter o decreto.

“Já autorizei a Procuradoria Geral para que mova uma ação no Supremo Tribunal Federal, para que esse modelo possa ser protegido. Todos nós sabemos que o modelo Zona Franca de Manaus é o mais exitoso da Amazônia em desenvolvimento econômico, social e ambiental. Nossa equipe da Secretaria de Fazenda está reunida, encontrando caminhos para fazer essa construção junto ao Ministério da Economia”, disse o governador, em coletiva de imprensa na Sede do Governo, zona oeste da capital, na tarde deste sábado.

A medida em questão é uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que tem como objetivo questionar juridicamente o decreto, por violação ao dispositivo constitucional.

De acordo com a PGE-AM, há respaldo jurídico para essa demanda, uma vez que o modelo da Zona Franca de Manaus está previsto na Constituição Federal e, portanto, ocorre violação da constituição de forma direta. Em outra ocasião, relativa à ADI 310, o STF julgou em favor do Amazonas e decidiu, por unanimidade, manter incentivos fiscais do Estado no ano de 2014.

Wilson Lima ressaltou que tem buscado o diálogo com o Governo Federal, para que a decisão possa ser revertida.

“Hoje, inclusive, conversei com o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira; e nos próximos dias tenho uma reunião marcada com o ministro Paulo Guedes. Eu tenho uma boa relação com o Governo Federal, e é usando essa relação, usando números, que a gente vai trabalhar nesse processo de convencimento, para que o modelo Zona Franca de Manaus possa ser preservado”, destacou o governador.

Faturamento e empregos

De acordo com dados da Suframa, a Zona Franca de Manaus teve faturamento recorde de R$ 158 bilhões em 2021, um aumento de 31,9% na comparação com 2020. Além disso, o modelo gera mais de 100 mil empregos diretos.

“Aqui eu advogo em nome das empresas, muitas delas terão que sair do Polo Industrial de Manaus para buscar outros mercados, principalmente em outros países. Nossa maior preocupação é com o pai, com a mãe, que está empregado no Distrito Industrial e que dependem desse salário para garantir o sustento das suas famílias”, enfatizou Wilson Lima.

Além de manter a competitividade do modelo e continuar atraindo investimentos para o Amazonas, a ação visa preservar a saúde fiscal do Estado, já que, conforme a Secretaria de Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM), a maioria do recurso oriundo do IPI é destinada à folha de pagamento dos servidores.

*Com assessoria

 

Plástico de açaí: caroço da fruta da Amazônia gera embalagens biodegradáveis

Resíduos das fibras são reaproveitados nas mãos de pesquisadores da Universidade do Estado do Amapá, que aprimoram a ideia. (Foto: Reprodução)

O trabalho é tocado por dois professores: o cearense Tarcísio Alves e o mineiro Tiago Marcolino. Eles coordenam o pós-doutorado desenvolvido pelo engenheiro florestal Mário Scatolino, que resultou no plástico de açaí.

As atividades começaram a ser desenvolvidas no ano passado e o acompanhamento é feito todo a distância por causa da pandemia.

“Essa parte de tecnologia, a partir dos aplicativos que a gente tem favoreceu bastante para que a gente pudesse trabalhar remotamente, né? Eu em Minas Gerais e o professor Tarcísio que pode me enviar esse material para que a gente possa trabalhar aqui”, falou Scatolino.

Para que os resíduos se transformem em filme são feito alguns processos. Isso dura cerca de 7 dias, e não pode ser usado qualquer caroço de açaí. O ideal é usar aquele que acabou de ser despolpado. O material é lavado para eliminar as impurezas, passa pela secagem em uma estufa para impedir que a semente possa germinar. Depois, as fibras são separadas do caroço.

“Essa fibra passa também por um processo para ser transformada nesses filmes de nanocelulose. O primeiro passo é alguns tratamentos químicos onde são eliminados outros constituintes das fibras como extrativos e a ligulina”, citou Marcolino.

Plástico de açaí: caroço da fruta da Amazônia é transformado em embalagens biodegradáveis – caroços do açaí — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

A partir do líquido, é colocado o material em recipientes para secagem, até que se chegue aos discos de plástico. A embalagem ainda passa por testes, mas os primeiros resultados do estudo já estão surgindo.

“Nós temos alcançado resultados animadores. Já temos condições de produzir esses filmes, claro que em escala laboratorial. E a gente tem trabalhado na ativação desses filmes com algum aditivo, por exemplo: como o óleo de copaíba”, acrescentou Marcolino.

A ideia é ir aperfeiçoando o projeto e, quem sabe, usar esse filme para fabricação de embalagens biodegradáveis.

“Essas embalagens seriam ideais para produtos que não entrassem tanto em contato com a água, como embalagem de pão, de produtos secos, porque a celulose é hidrofílica, tem afinidade com a água”, declarou o engenheiro Scatolino.

*Com g1

Guerra na Ucrânia muda de estágio com novas armas e ataque hacker

Russos movem equipamento pesado pelo nordeste do vizinho; grupo Anonymous ataca sites do Kremlin (Foto: Maxim Chemetov / Reuters)

A guerra na Ucrânia começou a mudar, do ponto de vista militar e de conflito assimétrico, neste sábado (26), terceiro dia do ataque iniciado pela Rússia.

No sentido mais clássico, Vladimir Putin começou a mover equipamento mais pesado na região nordeste do país, insinuando um grande assalto à cidade de Kharkiv, a maior da região.

Por meio de imagens gravadas por celular e da rede de TV CNN, dois desenvolvimentos ficaram claros. Primeiro, colunas de tanques, blindados, caminhões e obuseiros autopropulsados foram vistos entrando em uma grande coluna da região de Belgorod para os arredores de Kharkiv.

São equipamentos de sítio e ataque. Até aqui, o grosso dos bombardeios contra a cidade eram feitos com lançadores múltiplos de foguetes baseados em solo russo.

Mais preocupante, do ponto de vista de risco para a população civil, foi a imagem gravada em uma estrada de um sistema TOS-1. É uma arma de ataque brutal, que usa explosivos considerados a pior coisa antes de uma ogiva nuclear entre militares.

No caso, foguetes termobáricos, que usam o princípio de criar um grande vácuo, sugando todo o oxigênio a seu redor, e explodindo em uma bola de fogo muito mais duradoura e intensa do que bombas convencionais. É a mesma base da chamada Mãe de Todas as Bombas americana, e sua rival russa, o Pai de Todas as Bombas.

O TOS-1 foi desenvolvido nos anos 1970 e 1980 e utilizado na guerra do Afeganistão, versão ocupação soviética (1979-89). Se a Rússia pretende usar o armamento, não é boa notícia para quem estiver do outro lado.

Isso tudo se deu em torno de Kharkiv. Segundo o Pentágono vazou para repórteres americanos, a ofensiva montada lá parece mais poderosa do que a no entorno de Kiev, ainda que a conquista da capital e a capitulação do governo sejam objetivos primários.

Mas leva a dúvidas sobre o dia seguinte de uma eventual vitória russa nessa guerra, já que o Kremlin vem negando querer uma ocupação militar do vizinho, de resto uma proposição cara e desgastante. É mais fácil apoiar facções pró-Rússia na política do país ou simplesmente desmembrá-lo a gosto de Putin.

Naturalmente, os russos precisam vencer primeiro. A despeito da propaganda ocidental acerca da resistência ucraniana e o fato de que o avanço ao centro de Kiev ficou aparentemente restrito a forças de vanguarda, Moscou tem a mão mais pesada no conflito.

Não se sabe se ela será usada, e é aí que uma arma como o TOS-1 entra como fator desestabilizador. Enquanto isso, os poucos dados disponíveis, todos contraditórios, sugerem que os ucranianos seguraram o ímpeto de Putin em torno da capital, mas a ação russa não foi maciça. A Ucrânia precisa de armas que barrem blindados, mas também de sistemas antiaéreos que a Otan promete fornecer.

Por outro lado, a Rússia passou a receber ataques em uma frente em que muitos analistas se dizem preocupados com o poder de escalada: a segurança cibernética. Neste sábado, o grupo hacker Anonymous clamou para si a derrubada ou degradação de dez sites ligados ao governo russo, incluindo o do Kremlin.

Foram problemas menores, mas simbólicos por atingir um país considerado bastante avançado na arte da guerra cibernética.

Na sexta (25), o secretário-geral da Otan (aliança militar ocidental), o norueguês Jens Stoltenberg, disse que um ciberataque a algum de seus 30 membros pode configurar um caso de invocação do artigo 5º da carta fundadora do grupo. Ou seja, a defesa coletiva.

É uma fronteira muito fluida. Um repórter questionou Stoltenberg se uma apagão na Polônia, por exemplo, configuraria isso. E se a resposta seria militar ou cibernética, proporcional. Ele não respondeu.

A doutrina militar russa, por sua vez, considera que um ataque cibernético que traga ameaça a setores estratégicos do país, em um sentido existencial como no caso de usinas nucleares, pode ser respondido com o uso de armas atômicas inclusive.

Hipoteticamente, tudo isso deixa aberto um campo de interpretação muito grande, que apenas a noção de respostas militares equivalentes à agressão não cobre.

*Com Folhapress

 

POLÍTICA

Pesquisa mostra uma pequena melhora na avaliação do governo Lula diante...

Pesquisa Datafolha feita entre os dias 20 e 21 de maio mostra uma melhora gradual na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula...

ECOLÓGICAS

Cadela escapa da morte após confronto com puma

Uma família da cidade de Glendora, na Califórnia, Estados Unidos, viveu momentos de desespero após a cachorra da casa ser atacada por um puma...