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Latam suspende 21 rotas nacionais por conta do aumento de combustíveis

A maior parte dos voos permanecerá suspensa entre abril e junho (Imagem: Reprodução)

A Latam anunciou a suspensão temporária de 21 rotas nacionais a partir de abril, em resposta ao aumento do preço e da volatilidade do petróleo, o que impacta diretamente o combustível de aviação. A maior parte dos voos permanecerá suspensa entre abril e junho, mas há uma programação específica para cada rota, que você confere a seguir.

Alguns voos afetados eram de rotas que seriam inauguradas no próximo mês, cujo início foi adiado. É o caso dos voos entre São Paulo e Montes Claros (MG), Juiz de Fora (MG), Presidente Prudente (SP), Cascavel (PR) e Sinop (MT). Mas, outras rotas que estavam em operação também foram suspensas.

Os passageiros impactados estão sendo informados pela companhia aérea e poderão remarcar o voo sem custo, receber o reembolso integral do valor pago ou optar por alguma rota alternativa com conexão.

Estrela do balé ucraniano morre após ataque russo em Kiev

Artista de renome mundial, Artyom Datsishin, 43, foi considerado especial por seu estilo de dança, uma combinação de equilíbrio romântico e profundidade psicológica.

A principal estrela do balé ucraniano, Artyom Datsishin, morreu após ter sido atingido por um bombardeio em Kiev, capital da Ucrânia. O bailarino chegou a ficar internado por três semanas em um hospital, mas não resistiu.

A morte dele foi confirmada pela amiga, Tatyana Borovik, pelo Facebook, nesta sexta-feira (18/3). “Não consigo expressar a dor no meu coração que me está a esmagar”, disse.

Aos 43 anos, Artyom Datsishin era reconhecido internacionalmente, participou de turnês pela Europa e Estados Unidos. Ele já tinha desempenhado os papéis principais em O Lago dos Cisnes, O Quebra-Nozes, A Bela Adormecida, Giselle e Romeu e Julieta.

Um dos maiores nomes do balé de Moscou, o coreógrafo Alexei Ratmansky, ex-diretor artístico do Ballet de Bolshoi, expressou sua indignação pela morte do colega em um comunicado.

“Artyom Datsishin, um dos principais dançarinos da Ópera Nacional da Ucrânia, morreu hoje no hospital de Kiev por ferimentos recebidos em 26 de fevereiro, quando ficou sob fogo de artilharia russa. Ele era um belo dançarino amado por seus colegas. Dor insuportável”, escreveu.

*Com Correio Braziliense

No Vasco Vasques, Feira de Bioeconomia discute mercado sustentável

Foto: Bruno Zanardo/Secom

Fomentar a economia sustentável e discutir novos investimentos na Amazônia. Esses foram alguns dos objetivos traçados para a realização da Feira de Bioeconomia, que está inserida na programação da 12ª Reunião Anual da Força-Tarefa de Governadores pelo Clima e Florestas (GCF Task Force), aberta ontem pelo governador Wilson Lima no Centro de Convenções Vasco Vasques.

O evento, que iniciou nesta quinta-feira (17/03), segue até esta sexta-feira (18/03) e trouxe, de forma inovadora, a realização de uma feira de Bioeconomia, com representantes do Distrito Industrial e empresas financiadoras da agenda do clima e do mercado de carbono.

Além disso, o evento apostou na exposição de produtos da sociobiodiversidade e projetos de bioeconomia que estão em andamento.

Ao todo, são 22 estandes com artistas e artesãos de sete municípios do Amazonas que estarão divulgando e comercializando seus produtos, com auxílio da Secretaria Executiva do Trabalho e Empreendedorismo (Setemp).

“Esse evento jamais poderia existir sem a participação do artesanato amazonense, com essa diversidade tão linda, com esses produtos maravilhosos feitos com materiais da nossa floresta amazônica. Isso é importante para a valorização, não só do artesanato, mas do artesão, para que nós possamos ter essa visão global, macro, de como é grande o trabalho deles, de como eles são importantes para a economia local, nacional e internacional”, afirmou a secretária da Setemp, Neila Azrak.

Artesã há 34 anos, Rosa dos Anjos é uma das expositoras da feira e falou sobre a importância e a expectativa do evento para os empreendedores da Economia Criativa e sustentável.

“Para mim, a expectativa é muito grande, porque nós estamos falando de meio ambiente, e meio ambiente é a nossa casa, a nossa terra, e vivemos dela. Fazer com que a Amazônia seja vista de forma econômica e sustentável é um desejo bem antigo”, afirmou.

A amazonense, cuja fonte de renda sempre foi a arte, destacou a representatividade de expor produtos feitos com recursos da Amazônia, para pessoas de vários países durante a 12ª Reunião Anual do GCF.

“Para mim, a representatividade de estar aqui hoje mostrando para essas pessoas de vários lugares do mundo como a Amazônia tem a sua importância. Eu estava conversando com um senhor, representante da Indonésia, e ele disse: “Eu vim para ver alguma coisa para a gente implementar também lá, nas nossas florestas.”, e eu fiquei super feliz de mostrar para ele e falar das coisas que nós estamos fazendo, e que nós podemos ser, na verdade, multiplicadores de ideias e de inserção de arte em outros locais”, destacou a artesã.

*Com assessoria

 

Desativado acampamento de plantação de maconha em Maués

Os policiais causaram mais de R$ 600 mil de prejuízo ao crime — (Foto: Divulgação)

Durante desdobramento da operação Hórus, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), através da Polícia Militar em ação integrada com o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAMB), realizou na quarta-feira (16/03), a desativação de acampamento de narcotraficantes e destruição de três plantios de maconha, no município de Maués (a 276 quilômetros da capital).

A ação contou com a 10ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e foi deflagrada no rio Parauari, naquele município.

Após levantamento prévio de Inteligência, os policiais apreenderam três armas de fogo de fabricação caseira, aproximadamente 600 quilos de maconha regional, uma balança de precisão e materiais para preparo de entorpecentes.

Durante a ocasião, foram encontrados mais de 2 mil pés e mudas de maconha. Todo o material ilícito foi erradicado e destruído no local de plantio. Ao todo, a operação causou mais de R$ 600 mil em prejuízo ao narcotráfico.

*Com assessoria

Carnaval inclusivo: pela primeira vez desfile terá audiodescrição

(Foto: Michael Dantas/SEC)

Pela primeira vez, a transmissão do Carnaval contará com audiodescrição. Em 2022, a festa será reduzida, em função da Covid-19, para um público de até 3 mil pessoas. Para ninguém perder a apresentação das escolas de samba de Manaus, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, realizará o evento em formato de live, com audiodescrição e a tradução para Língua Brasileira de Sinais (Libras), de 17 a 19 de março, no Sambódromo.

O Carnaval mais inclusivo deste ano vai contar com o recurso nas transmissões dos grupos de acesso A e B e do Grupo Especial das escolas de samba. A transmissão ao vivo, nesta sexta-feira (18/03) e sábado (19/03), será feita pela TV Encontro das Águas. No sábado, a apresentação do Grupo Especial também será realizada pela TV A Crítica.

O secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, explica que a audiodescrição é um recurso de acessibilidade que amplia a compreensão e a participação das pessoas com deficiência visual.

“Em outras palavras, o público vai ouvir a descrição de imagens durante a exibição da nossa Live do Carnaval 2022. É o visual transformado em verbal, é importante e uma determinação do governador Wilson Lima, promover a acessibilidade e o acesso à cultura a todos”, diz o titular da pasta.

A tradução das imagens, por meio da descrição de Libras, será realizada, simultaneamente, na TV, por uma equipe da Secretaria formada por três intérpretes e um audiodescritor, em cada noite.

Presencialmente, as Pessoas com Deficiência (PCDs) também contarão com uma área térrea reservada no Sambódromo, com banheiro específico e a recepção da assessoria de acessibilidade da secretaria. A entrada das PCDs será realizada pela rua Flaviano Limongi, entre a Arena da Amazônia e o Sambódromo.

Entrada e protocolos

O público terá duas entradas. Uma localizada na rua Jornalista Flaviano Limongi (entre o Sambódromo e a Arena da Amazônia Vivaldo Lima) e a segunda entrada estará disponível pela avenida do Samba (escada das baianas).

Como prevenção à Covid-19, o público, os foliões das escolas e os trabalhadores envolvidos na ação devem apresentar a carteira de vacinação com o ciclo atualizado de imunização contra a Covid-19, na entrada do evento.

*Com assessoria

Foguete de Elon Musk cai no Paraná

Objeto tem 4 metros e comprimento e 6 metros de diâmetro. (Foto: Red Huber/Orlando Sentinel/Tribune News Service via Getty Images)

Um morador da cidade de São Mateus do Sul, no Paraná, encontrou em sua propriedade, nesta quarta-feira (16), um pedaço de um foguete pertencente à SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk.

O objeto metálico foi analisado pela equipe de astrônomos da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), que acredita se tratar uma parte do foguete Falcon 9, cuja reentrada na atmosfera da Terra foi vista no último dia 8 de março. A queima do detrito provocou uma grande bola de fogo, observada por moradores do Sul do Brasil.

Graças à liga de nióbio e titânio, o fogo não consumiu o pedaço do foguete, lançado em 19 de dezembro na Flórida (EUA). Ele conta com 4 metros e comprimento e 6 metros de diâmetro e aparece no vídeo abaixo, divulgado pelo site local RDX. Quem o encontrou foi o agricultor João Ricardo. Veja:

Em seu site, a Bramon disse que “São Mateus do Sul fica praticamente abaixo da trajetória da reentrada (do foguete) observada na semana anterior. Em uma análise detalhada das imagens, foram encontradas algumas semelhanças entre o objeto encontrado pelo Sr. João e a tubeira do motor Merlin 1D utilizado no segundo estágio do foguete Falcon 9 da SpaceX”.

João Ricardo afirmou que não tocou no objeto e que está esperando as análises das autoridades. Caso se confirme que o foguete é da SpaceX, a empresa deve recolhê-lo e cobrir eventuais prejuízos que possa ter causado. Devido a tratados de acordos internacionais, dos quais o Brasil é signatário, o agricultor não pode ficar com o detrito espacial.

*Com Yahoo!

Área de terra indígena vai a leilão como fazenda em SP

Terreno equivalente a 12 mil campos de futebol é alvo de madeireiros e invasores (Imagem: Reprodução)

Alvo de madeireiros e invasores enquanto o processo de demarcação se arrasta por quase 40 anos, a Terra Indígena Piripkura, em Mato Grosso, considerada a porta de entrada da Amazônia Legal, quase teve 12 mil hectares vendidos em um leilão, sem qualquer interferência da União ou do governo do estado. A área faz parte de uma fazenda que foi usada por uma construtora para quitar dívidas na Justiça.

O leilão foi determinado pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A ARGR Construtora e Incorporadora, empresa vencedora do leilão, com um lance de R$ 4,5 milhões, desistiu da compra no dia 25 de fevereiro, duas semanas após o arremate, alegando “falta de informação e profunda insegurança jurídica” nas informações prestadas pelo vendedor. Principalmente sobre desmatamentos na área, no município de Rondolândia.

A área não poderia ser negociada por estar um espaço identificado pela Funai desde 1985 como de uso restrito, mas que ainda precisa de estudos para a demarcação da terra pelo Ministério da Justiça.

A portaria da Funai que restringe a presença de não índios na área precisa ser renovada a cada três anos. Porém, a última renovação da Terra Indígena Piripkura, no ano passado, só se estendeu por seis meses. Assim, a validade termina hoje.

O caso foi denunciado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e o Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que seguiu com o processo de venda.

A Construtora Concisa, do Rio Grande do Sul, apresentou para leilão judicial a Fazenda Concisa II, para quitar uma parte de uma série de dívidas na Justiça. O leilão foi no dia 9 de fevereiro, às 15h, com o bem avaliado inicialmente em R$ 30 milhões.

No documento informando a desistência da compra, a ARGR, de Santa Catarina, alega três razões que há diversas ações de usucapião sobre o imóvel e faltam informações claras no edital e no site do leilão sobre o terreno.

Desmatamento e invasões

A área total da Terra Indígena Piripkura é de 243 mil hectares. Até outubro de 2021, o sistema de monitoramento independente do Instituto Socioambiental, registrou um desmatamento de 12.426 hectares, o que equivale a mais de 7 milhões de árvores derrubadas.

Somente nos últimos dois anos, o desmatamento destruiu 2.361,5 hectares, um aumento vertiginoso de 27.000%. Uma área com cerca de 1,3 milhão de árvores foi degradada por incêndios, ficando pronta para a implantação ilegal de pastagens e invasões.

Uma análise de imóveis rurais cadastrados no Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural e no Sistema de Gestão Fundiária do Incra revela que, em 2021, foram registrados 131.870 hectares em imóveis que estáo irregularmente na terra indígena.

De acordo com o observatório, as ações indicam que os invasores só esperam as portarias vencerem para seguirem expandindo suas propriedades, que têm maior incidência na criação de gado e extração ilegal de madeira e lobby para mineração. Segundo levantamento da Operação Amazônia Nativa, há 15 fazendas em atividade no interior da terra piripkura.

“Transmissão de títulos de terras sob estudo de identificação e delimitação da área indígena traz insegurança jurídica sobre a área analisada a todos os lados. O ideal é que a Funai peça para participar dos processos demarcatórios”, afirma Carolina Santana, coordenadora jurídica do observatório.

Sobreviventes de Massacre

Tema do documentário “Piripkura”, lançado em 2017 pelos diretores Mariana Oliva, Bruno Jorge e Renata Terra, a terra piripkura ganhou projeção depois de confirmada a presença de indígenas isolados. Eram os três últimos sobreviventes de pelo menos dois massacres liderados por madeireiros nos anos 1980. Tio e Sobrinho, Pakui e Tamandua seguem nômades pela floresta, entre os limites dos municípios de Colniza, Rondolândia e Aripuanã, distantes cerca de mil quilômetros da capital, Cuiabá.

A irmã de Pakui, Rita, conseguiu ainda criança escapar do primeiro massacre. No documentário, ela conta que seus parentes, inclusive as crianças, teriam sido degolados. Depois da morte do marido, Rita decidiu abandonar o grupo e seguir para uma fazenda da região.

No documentário, ela, que fala um pouco de português, conta que quando decidiu deixar o grupo ainda havia de 15 a 20 integrantes, mas uma expedição realizada pela Funai em 1989 encontrou apenas Pakui e Tamandua; os demais teriam sido mortos num segundo massacre. Rita mora hoje na aldeia Karipuna, em Rondônia.

Pakui e Tamandua passaram as últimas três décadas sozinhos, escondendo-se de grileiros e madeireiros no meio da Floresta Amazônica, de posse apenas de um facão, um machado e uma tocha. Em 2018, Tamandua e Pakui precisaram de tratamento médico, mas, depois disso, voltaram para a floresta.

Procurados, a Funai e o Ministério da Justiça não se manifestaram nem sobre a renovação da portaria que protege a terra indígena e vence hoje e tampouco sobre a irregularidade do leilão. As empresas Construtora Concisa LTDA e ARGR Construtora e Incorporadora Ltda não quiseram comentar o assunto.

*Com Agência O Globo

Prefeitura entrega mausoléu da Igreja Católica que homenageia padres de Manaus

(Fotos Altemar Alcantara / Semcom)

Como forma de reconhecer e honrar a memória dos padres e diáconos por toda a dedicação em vida à capital amazonense, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), em parceria com a Arquidiocese de Manaus, entregou, nesta quinta-feira, 17/3, o mausoléu da Igreja Católica, no cemitério Nossa Senhora Aparecida, localizado no bairro Tarumã, zona Oeste. A solenidade contou com a presença do arcebispo de Manaus, dom Leonardo Steiner, que realizou a missa e a procissão no campo-santo.

O mausoléu foi projetado pelos garis e construído pelos coveiros da Semulsp. No total, foram criadas oito gavetas e 33 ossários, sendo considerado um monumento para visitação.

De acordo com o secretário da Semulsp, Sabá Reis, o espaço atende a solicitação da Arquidiocese e servirá para homenagear os religiosos que foram responsáveis pelo desenvolvimento da capital.

“O prefeito David Almeida é muito amigo da Igreja Católica e ele tem uma devoção muito grande pelo trabalho social que os padres realizam e realizaram. E coube a ele a missão de erguer este mausoléu, que passa a ser não apenas da igreja, mas um patrimônio da cidade de Manaus, porque a arquitetura dele é muito linda”, destacou.

Reis também adiantou que será feito o translado dos restos mortais de dois padres, que estão em outros cemitérios, para o mausoléu.

“Muitos padres morreram sem ter um familiar aqui, agora eles terão sua morada eterna de forma digna, porque tudo aqui foi feito com muito carinho. E é isso que as pessoas esperam do David Almeida, um prefeito que zela pelo ser humano”, declarou.

O arcebispo de Manaus destacou que faz um bom tempo que os padres observaram a necessidade de ter um local para enterrar os religiosos. “Graças a Deus, hoje temos este mausoléu que tanto os padres sonhavam e este é o local que desejamos deixar os corpos dos nossos padres, mas é um lugar também de memória, isso é muito importante”, pontuou.

Parceria

Em fevereiro deste ano, a Semulsp, em parceria com o governo do Amazonas, realizou a limpeza da antiga cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro. O espaço deverá ser transformado em um centro de serviços sociais gerenciado pela Arquidiocese de Manaus.

A recuperação foi acertada também em fevereiro deste ano com o arcebispo de Manaus, dom Leonardo Steiner; o padre Danival Lopes; o secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis; e o secretário estadual de Cultura, Marcos Apolo.

Fiocruz oferece vagas para estágios com inscrições até o próximo dia 30/3

São quatro vagas para a Fiocruz Amazônia

Estão abertas até o próximo dia 30/3, as inscrições ao processo de seleção para o Programa de Estágio Curricular da Fundação Oswaldo Cruz, com um total de quatro vagas oferecidas pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). As vagas são para estudantes de nível superior (a partir do 6º período) dos cursos de Administração (2 vagas), Engenharia de Produção (1), Ciências da Computação (1). As inscrições devem ser feitas na página www.universidadepatativa.com.br. A carga horária é de seis horas diárias, totalizando 30 horas semanais, nos turnos da manhã e tarde. O valor da remuneração é de R$ 1.125,69. As bolsas são acrescidas de uma diária de auxílio-transporte no valor de dez reais.

O processo seletivo conta com três etapas: análise de pré-requisitos, análise curricular e documental, entrevista e prova. Os estudantes aprovados dentro do número de vagas serão convocados pelo agente integrado para procedimentos admissionais. O estágio só inicia após o envio da documentação completa e os temos assinados por todas as partes. Entre as atribuições para o candidato à vaga de Ciências da Computação, estão a de executar atividades de suporte aos usuários dos serviços de TI; instalação, configuração e atualização de hardware e software; suporte ao uso de e-mail, orientações gerais aos usuários e suporte no gerenciamento de redes.

Para a vaga de Engenharia da Produção, caberá executar atividades de suporte ao planejamento, projeto e controle de sistemas de gestão da qualidade, atividades de normalização, auditoria e certificação para a qualidade; acompanhamento de metas e indicadores; auxiliar na padronização de procedimentos e elaboração de documentos; fluxos de processo, procedimentos, check list e formulários.

Por fim, serão atribuições para o estágio de Administração executar atividades administrativas, elaborar planilhas, relatórios e correspondências, organizar documentos e arquivos, atender ao público, operar sistemas institucionais, realizar digitação e conferência de dados em sistemas, entre outras. Para as três áreas, é exigida como pré-requisito conhecimentos em informática básica (pacote office e internet).

Com informações da assessoria da ILMD/ Fiocruz Amazônia

Museu da Cidade de Manaus reabre com inauguração do memorial Moacir Andrade

Foto -João Viana / Semcom

A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), com apoio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), inaugurou, nesta quinta-feira, 17/3, o memorial Moacir Andrade, que conta com um acervo pessoal do artista plástico doado pela família. A solenidade marcou a reabertura do Museu da Cidade de Manaus (Muma), localizado no Paço da Liberdade, no Centro Histórico de Manaus (em frente à praça Dom Pedro II).

Para o diretor-presidente da Manauscult, Alonso Oliveira, a inauguração do memorial é um reconhecimento ao legado deixado por Moacir. “Quando a família teve a sensibilidade de nos procurar para realizar a doação dessas obras, levamos ao conhecimento do prefeito David Almeida que, prontamente, autorizou a cessão do espaço, que passou pela curadoria de Leonardo Novellino, gestor do Museu”, observou.

Ainda segundo Oliveira, a cerimônia é um importante marco para a reabertura do Muma que, em virtude da pandemia de Covid-19, esteve fechado para a visitação pública. “Hoje o Museu de Manaus, patrimônio de todos, volta a funcionar, mas, via agendamento prévio e com 50% da capacidade, em virtude de manutenção na ala tecnológica e reformas no espaço”, informou.

De acordo com o vice-presidente do Concultura, Neilo Batista, a gestão David Almeida compreende a importância de conhecer e preservar na memória, as raízes culturais da cidade de Manaus. “Eu estou muito feliz pela imersão que o espaço proporciona. Aqui você sente o cheiro, você nota a cor, você percebe os traços, você sente a alma e o espírito de Moacir Andrade”, comentou Neilo.

Realização

Conforme Gracimoema Andrade, filha do artista plástico, a vida de Moacir está retratada, fielmente, no espaço. “Isso aqui era a vida dele, era o ninho da águia. Hoje eu vi aqui um sonho sendo realizado e que está disponível para as gerações futuras. Eu aproveito para convidar a população de Manaus: não percam a oportunidade de visitar e conhecer esse lugar lindo, que conta com quadros, desenhos e um acervo completo”, concluiu.

A aposentada Raquel Marinho, de passagem por Manaus, conferiu o memorial, aproveitando o primeiro dia na capital. “Quando cheguei ontem de São Paulo, vi uma reportagem dizendo que o Museu reabriria hoje. Então comentei durante o city tour: ‘taí uma grande oportunidade para conhecer o espaço!’. E aqui estamos! Estou encantada com as belezas naturais de Manaus. Esse é o meu primeiro dia aqui na cidade e estou amando”, avaliou a turista.

Espaço

O espaço do memorial é dividido em duas salas e tem como conceito a família, o trabalho, e recebe, além do acervo de desenhos, objetos de coleção do próprio ateliê do pintor, como: sua mesa de pintura, banquetas, pincéis e paletas doadas pela família do artista.

Andrade, que, se vivo estivesse, nesta quinta-feira, 17, estaria completando 95 anos, iniciou na pintura como autodidata; tornou-se um membro de destaque do Clube da Madrugada, onde ajudou no processo de renovação das expressões artísticas locais; organizou exposições e cursos de pintura para os jovens interessados em aprender a pintar, atividades essas que foram realizadas em espaços públicos, para que a população tivesse acesso.

Como escritor, deixou importante contribuição para a literatura regional, com livros de ensaio sobre a cultura amazônica, poesia, memória e artes plásticas.

Muma

O Muma reabre de forma parcial, seguindo todos os protocolos sanitários contra a Covid-19. O museu funcionará somente por meio do agendamento prévio, realizado exclusivamente pelo e-mail: [email protected]. Os visitantes também deverão usar máscara durante toda a visitação, além de levar a sua própria garrafa de água, para evitar a proliferação do vírus.

Criado pela lei 1.616, pelo então prefeito João de Mendonça Furtado, em 17 de junho de 1982, o Museu da Cidade de Manaus é considerado um dos mais raríssimos prédios de arquitetura neoclássica no Brasil e que já serviu de sede governamental e residência dos presidentes da província.

Pertencente à Prefeitura de Manaus, o Museu da Cidade de Manaus é administrado pela Manauscult e tem como atual diretor Leonardo Novelino. Também chamado popularmente de Museu do Paço, o local é conhecido por ser palco do festival “Passo a Paço”.

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