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Bolívia virou santuário para narcos do Brasil, diz chefe da Segurança do país vizinho

O ministro do Governo da Bolívia, Marco Antonio Oviedo (de óculos, à frente), durante operação sobre o cultivo da coca no departamento de Cochabamba - Foto: Aizar Raldes / AFP

Chefe da segurança pública na Bolívia, Marco Antonio Oviedo afirma que a nação convive com o “grave problema” de ser retaguarda para narcotraficantes do Brasil.

“Muitos desses delinquentes fazem do país um santuário, um acampamento, e estamos começando a expulsá-los”, diz à reportagem. “Eles têm documentos falsos e tudo”, segue o ministro, sobre os criminosos que pertencem a grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Oviedo menciona o esquema para argumentar sobre a importância da colaboração entre as agências de segurança bolivianas e brasileiras. Durante visita do presidente boliviano, Rodrigo Paz, ao Brasil nesta semana, os dois países assinaram um acordo para fortalecer ações de cooperação e coordenação contra o crime organizado transnacional.

Questionado sobre a possibilidade de a Bolívia declarar o PCC e o CV organizações terroristas, diz que esse plano não está colocado. Pondera, no entanto: “O crime de tráfico de entorpecentes não vem sozinho, mas acompanhado de outros crimes, entre eles o terrorismo. O Equador é o exemplo mais claro.”

“O caso do Brasil também. Mas, no do Equador, fica ainda mais claro: era um país que, há 20 anos, não tinha plantações de coca [base da cocaína], nem narcotráfico, era um país tranquilo. Então chega o narcotráfico e começa o terrorismo, o assassinato de candidatos à eleição…”.

Oviedo tem sido um dos principais artífices do retorno da DEA, a agência antidrogas dos EUA, à Bolívia. A agência tem nove escritórios hoje na América do Sul (três no Brasil), nenhum deles na Bolívia.

Há 17 anos, Evo Morales, o primeiro líder indígena do país e hoje alvo de acusações criminais, expulsou a agência da Bolívia e o embaixador dos EUA. Desde então nenhum outro embaixador americano foi enviado ao país, e as relações comerciais sempre foram lideradas por encarregados de negócios —na linguagem diplomática, um evidente sinal de rusgas.

É tudo que o governo de Rodrigo Paz, que assumiu em novembro passado rompendo duas décadas de governo de esquerda no país, quer mudar. Oviedo diz que o país quer ampliar a cooperação bilateral com várias agências de inteligência, do Brasil inclusive. “Em particular, com a DEA, temos boa relação e queremos mais”, afirma.

Sobre a possibilidade da instalação de escritórios da agência americana em território boliviano, diz que cabe a Washington dizer como quer que a DEA esteja presente ali. “Da nossa parte, vamos facilitar o trabalho deles”.

A primeira ação emblemática da cooperação se deu há uma semana, quando a Bolívia deteve o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, 34, um dos mais procurados na América do Sul, após contar com apoio da DEA no compartilhamento de informações de inteligência.

Líder do Primeiro Cartel Uruguaio (ou PCU), Marset tem laços com o PCC brasileiro e com a máfia italiana ‘Ndrangheta. Nos EUA, para onde foi deportado, Marset é acusado de lavagem de dinheiro. Segundo o Departamento de Estado, ele movimentou recursos provenientes do tráfico de drogas por meio de instituições financeiras americanas.

Rodrigo Paz é mais um líder na América do Sul que tem demonstrado alinhamento às ações e ao discurso de Donald Trump nos EUA. Mas o fez de maneira mais comedida. Outros de seus pares autorizaram a instalação de bases militares conjuntas com Washington, como Daniel Noboa no Equador, e seguiram o discurso da Casa Branca e designaram PCC e CV como terroristas, caso de Santiago Peña, no Paraguai.

Ao menos até aqui, Paz, que na última semana pregou proximidade com o Brasil e agradou o governo Lula, de acordo com interlocutores, tem estado ao lado de Trump e demais autoridades americanas e facilitado a atuação da DEA —algo que, no mais, outros países já o faziam, dado que a agência historicamente teve escritórios de cooperação bilateral na América Latina.

O discurso antiterrorismo também esteve presente no governo do pai de Rodrigo Paz, o ex-presidente Jaime Paz Zamora (1989-1993), naquela época líder da esquerda intelectual e ligada às elites do país, bem diferente da vertente que nasceria anos depois com Evo Morales.

Foi no governo de Paz Zamora que foi desbaratado o EGTK (Exército Guerrilheiro Túpac Katari), grupo que realizava ações armadas no país inspirados em guerrilheiros mexicanos e pregava maior participação indígena. O governo os considerava terroristas.

O intelectual Álvaro Garcia Linera, que anos depois se tornaria vice de Evo, era membro do grupo, ficou preso por cinco anos e disse ter sido torturado. A Anistia Internacional apresentou denúncias sobre torturas contra os membros do grupo praticadas pelo Estado.

Oviedo era vice-ministro da Segurança naquela época e esteve à frente das ações. Agora, está de volta ao poder, com o “Paz filho”, e desta vez com problemas de ordem bem diferente para lidar.

*Com informações de Folha de São Paulo

No Nordeste, Flávio falará em Lula ultrapassado para tentar subir na região

Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução / Youtube / Conversa Timeline

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acredita que o resultado da eleição presidencial passa pelo sucesso ou fracasso dos seguintes fatores: diminuir a votação de Lula no Nordeste e aumentar a própria votação no Sudeste.

A avaliação da equipe é que não há margem para mudanças nas demais regiões. A expectativa é que Flávio e Lula alcancem votações semelhantes ao que Lula e Jair Bolsonaro obtiveram em 2022 no Centro-Oeste, Sul e Norte.

O esforço de Flávio para reduzir o colchão de votos de Lula no Nordeste começa amanhã. O candidato participa de um evento político em Natal na tarde de sábado. No domingo, estará em João Pessoa.

A direita sofreu uma derrota acachapante na região na última eleição. A vantagem petista no segundo turno compensou derrotas no restante do Brasil.

Votos em 2022:

  • Lula – 21,75 milhões de votos;

  • Bolsonaro – 8,78 milhões de votos;

  • Diferença no Nordeste – 12,97 milhões de votos.

Lula não é mais o mesmo

A direita escolheu três ex-ministros de Bolsonaro como estrategistas no Nordeste: João Roma, Marcelo Queiroga e Rogério Marinho, este último coordenador nacional da campanha de Flávio.

O trio acredita que Lula não é mais o mesmo. Marcelo Queiroga justifica que o presidente perdeu o apelo afetivo de outros tempos. O raciocínio é que o nordestino não quer um “painho”.

Para a oposição, o eleitor local entendeu que programas sociais não dependem de Lula. A ameaça de que o PSDB poderia acabar com o Bolsa Família complicou a candidatura de Geraldo Alckmin, então um tucano, anos atrás.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

A leitura é que Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) passaram, e o Bolsa Família ficou. Para a direita, este processo foi pedagógico para o eleitor perceber que se trata de uma política de Estado e não uma vontade do PT.

Queiroga defende uma segunda etapa: parar de importar discursos de São Paulo. O ex-ministro afirma que é necessária uma campanha “com sotaque nordestino”.

Ele fala em realçar questões regionais. Durante a campanha, Queiroga vai dizer que, mesmo com a covid-19, Bolsonaro entregou a transposição do rio São Francisco e criou o Auxílio Emergencial.

Interlocutores de Flávio contam que Lula será apresentado como “produto vencido”. Eles adiantam que, durante a campanha, o bolsonarismo baterá na tecla de que o Brasil vendido por Lula em 2022 não foi entregue.

O pré-candidato já testou este discurso. Empilhar críticas a Lula foi a fórmula usada por Flávio na manifestação na avenida Paulista no começo deste mês.

O esforço de desconstruir a mística de Lula no Nordeste não começou agora. O PL criou um roteiro de viagens pelo país chamado de Rota 22. A maioria dos destinos escolhidos eram cidades do Nordeste.

Apresentar soluções para problemas reais é outra tática a ser empregada. Líder da oposição na Câmara, o deputado Cabo Gilberto (PL) é paraibano e defende “propostas para o Brasil real”.

Ele diz que o nordestino não quer polarização, mas comida barata. O parlamentar argumenta que o mesmo vale para segurança pública e saúde. Assim como a equipe de Flávio, Cabo Gilberto considera que falar com eleitor de centro é chave para crescer na região.

Desafiando o domínio baiano

O sucesso da estratégia bolsonarista depende da Bahia. Estado mais populoso do Nordeste, ela deu 3,7 milhões de votos de vantagem para Lula em 2022.

  • 6.097.815 para Lula na Bahia;

  • 2.357.028 para Bolsonaro.

O ex-ministro João Roma é responsável pela tarefa e espera tirar 1,7 milhão de votos de Lula. O trabalho será embasado no discurso de o petista ser “produto vencido”, mas há fatores políticos associados.

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Roma conta com o apoio de ACM Neto (União Brasil). Nome forte do centrão, ele ficou neutro no segundo turno de 2022 e agora estará com Flávio. A aliança significa o acionamento de uma engrenagem política que inclui prefeitos, vereadores e militantes.

Outro fator é a falta de popularidade do governador local. Pesquisa Real Time Big Data de novembro do ano passado apontou que o petista Jerônimo Rodrigues tem 50% de desaprovação.

Na eleição passada, Lula se aproveitou do prestígio do então governador. Também petista, Rui Costa deu palanque a Lula ostentando 15% de avaliação ruim ou péssima.

Quebrando estigma

A inclinação ao centro por parte do bolsonarismo atraiu um nome forte no Nordeste. Líder de uma bancada poderosa no Senado nos últimos anos, Efraim Filho trocou o União Brasil pelo PL.

Ele será estrela do evento em João Pessoa no domingo. Político considerado equilibrado, Efraim vai disputar o governo da Paraíba apostando no centro.

A montagem da chapa foi uma sinalização nesta direção. Ele convidou para vice Juliana Cunha Lima, psicóloga especialista em doenças mentais e que trabalha com crianças com necessidades especiais.

Efraim disse que falar ao centro não significa esconder ser candidato da direita. “Minha candidatura vai desafiar estigmas”. O pré-candidato afirmou que a identidade visual terá o verde e amarelo estampando santinhos, posts e bunners nos quais vai aparecer ao lado de Flávio.

Flávio e Michelle Bolsonaro – Foto: Reprodução / Redes Sociais

O apelo a programas sociais não será ignorado. Efraim se apresenta como um nome sensível a importância de projetos como Vale Gás e o Pé-de-Meia.

A situação representa uma guinada. Vale Gás e Pé-de-Meia recebem críticas da militância bolsonarista e agora os caciques políticos da direita abraçam um candidato que reconhece o valor destes programas.

Ainda que exista o desejo de campanha com sotaque nordestinos, uma solução paulista está nos planos. Efraim pretende fazer acenos aos empreendedores, discurso que rendeu frutos eleitorais a Pablo Marçal na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2024.

O slogan já está pronto: “Mais rápido, mais simples e mais barato”. Efraim diz acreditar que desta maneira consegue se eleger e, por tabela, cumprir a meta que combinou com Flávio.

O objetivo é ganhar quase 7 pontos percentuais para o bolsonarismo:

  • 2022 – 33,38% dos paraibanos votaram em Jair Bolsonaro;

  • 2026 – meta de ter 40% votando em Flávio Bolsonaro.

O “efeito Michelle”

Os estrategistas também esperam dividendos do trabalho de Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama rodou os estados do Nordeste depois que assumiu a presidência do PL Mulher, em março de 2023. Ela esteve no lançamento da pré-candidatura de Efraim.

O objetivo do PL era Michelle diminuir a rejeição do eleitorado feminino. O bolsonarismo tem dificuldades com esta parcela da população por causa de falas machistas de Bolsonaro, como dizer que fraquejou e teve uma filha menina. Ela ainda não apareceu apoiando Flávio.

*Com informações de Uol

TCE-AM reúne ouvidorias do Amazonas em webinário e reforça papel da escuta cidadã na gestão pública

Foto: Filipe Jazz

A Ouvidoria do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) reuniu representantes de ouvidorias de diversos órgãos públicos do estado em um webinário realizado nesta sexta-feira (20), com foco no fortalecimento da participação cidadã, da transparência e da troca de experiências entre as instituições.

A iniciativa integrou as ações em alusão ao Dia do Ouvidor, celebrado em 16 de março, e foi realizada de forma online para ampliar a participação de municípios do interior, considerando as dificuldades logísticas da região. Ao todo, cerca de 100 participantes acompanharam a programação.

Durante o encontro, foram apresentados projetos desenvolvidos pela Ouvidoria do TCE-AM, além de um panorama das atividades do biênio 2024–2025. Entre as iniciativas destacadas estão ações voltadas à educação cidadã e ao fortalecimento do controle social, como o “Aluno Ouvidor”, o “Ouvidoria Mais Presente” e o “Ouvir Amazonas”, este último voltado ao apoio e aperfeiçoamento das ouvidorias municipais.

A conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, destacou que o evento reforça o papel institucional das ouvidorias como instrumentos de aproximação entre o poder público e a sociedade. “Essa é uma iniciativa que contribui para ampliar a transparência e incentivar a participação cidadã, ao promover a troca de experiências entre diferentes órgãos”, disse.

O conselheiro-ouvidor Mario de Mello ressaltou que a iniciativa está alinhada a esse objetivo. Para ele, fortalecer as ouvidorias significa qualificar a gestão pública. “As ouvidorias têm um papel estratégico porque são o canal direto de escuta da sociedade. Quando fortalecemos essas estruturas, ampliamos a capacidade do Estado de responder melhor às demandas do cidadão”, afirmou.

Um dos momentos centrais da programação foi a palestra do servidor do TCE-AM e doutor em Direito Constitucional, André Luiz Albuquerque Gomes da Silva Braga, que abordou a atuação das ouvidorias na governança pública. Durante a apresentação, ele ressaltou que a ouvidoria funciona como um canal direto entre o cidadão e a administração pública, contribuindo para a melhoria dos serviços a partir das demandas recebidas.

Também durante o webinário, a Ouvidoria do Tribunal lançou um levantamento para mapear a estrutura e o funcionamento das ouvidorias dos órgãos jurisdicionados no estado. A iniciativa deve subsidiar a execução do projeto “Ouvir Amazonas” no biênio 2026–2027, com foco na capacitação e no fortalecimento dessas unidades.

Na etapa final, o evento abriu espaço para a apresentação de boas práticas desenvolvidas por ouvidorias do Amazonas. Foram selecionadas quatro experiências, de Parintins, Hemoam, Barcelos e Sefaz-AM, que abordaram desde ações itinerantes em comunidades até o uso de tecnologia para aprimorar o atendimento ao cidadão.

Entre os destaques está o projeto “Cidadania em Movimento”, da Câmara Municipal de Parintins, que leva a ouvidoria até bairros, escolas e comunidades rurais, ampliando o acesso da população aos canais de escuta e contribuindo para a resolução de demandas sociais .

Outra iniciativa apresentada foi o “OUV360”, do Hemoam, que utiliza inteligência artificial e painéis de dados para monitorar manifestações em tempo real e melhorar a tomada de decisão na gestão hospitalar.

Instituições Nelly Falcão de Souza reforçam pioneirismo em educação ambiental com foco na preservação hídrica

Com quatro décadas de atuação sustentável, o grupo educacional utiliza tecnologia de reaproveitamento de água e projetos práticos para formar gerações conscientes em Manaus - Foto: Assessoria

O Dia Mundial da Água, nesse dia 22 de março, ganha um significado profundo nas Instituições Nelly Falcão de Souza (INFS). Compostas pelo Pinocchio Centro Educacional e o Colégio Martha Falcão, as unidades consolidam décadas de uma trajetória voltada à sustentabilidade, unindo infraestrutura inteligente e pedagogia aplicada. Mais do que uma data no calendário, a preservação dos recursos hídricos é tratada como um pilar estrutural que define a identidade das instituições, pioneiras no conceito de “Escola Sustentável” na região amazônica.

No Colégio Martha Falcão, a tecnologia trabalha silenciosamente em prol do meio ambiente. Sob o subsolo do playground, uma cisterna de grande porte atua como um reservatório estratégico para o armazenamento de água da chuva. O sistema, além de garantir o abastecimento para o sistema de combate a incêndios, utiliza bombas para direcionar o recurso para o uso em vasos sanitários e na manutenção de áreas verdes.

De acordo com a diretora executiva das INFS, Leilaine Saburi, o sistema possui uma função social e urbana que vai além dos muros da escola. “A cisterna coleta a água pluvial e a despeja na rede de esgoto de forma gradual. Esse mecanismo é fundamental em Manaus, pois evita que o volume de água saia do prédio em forma de enxurrada em dias de chuvas intensas, auxiliando na prevenção de alagamentos e reduzindo o impacto no sistema de drenagem da cidade”, explica a diretora.

Aliado à engenharia, o projeto pedagógico se estende ao Viveiro Martha Falcão, um espaço dedicado à produção de mudas frutíferas da Amazônia. Ali, os estudantes participam de experimentos com hortas verticais e caseiras, resgatando espécies nativas e compreendendo a interdependência entre a flora e o ciclo da água. O contato direto com a terra permite que as crianças visualizem como a vegetação protege o solo e mantém a umidade necessária para a vida no ecossistema local.

A vanguarda dessa consciência ambiental é personificada pelo Clube do Futuro Cientista, fundado há 40 anos pela patrona Martha Falcão. O clube promove atividades práticas, visitas técnicas e ações sociais, como o cultivo e a distribuição de mudas em bairros da periferia de Manaus. Essas ações integradas fortalecem a cultura de sustentabilidade entre colaboradores, alunos e famílias, criando uma rede de conscientização que ultrapassa o ambiente escolar.

A diretora geral das INFS, Nelly Falcão, reforça que a educação ambiental precisa ser tangível para ser eficaz. “Acreditamos que o contato com essas tecnologias e com o plantio seja uma forma de desenvolver a inteligência ambiental desde a infância. Ao verem a água da chuva sendo reaproveitada ou uma muda crescendo, os alunos promovem o senso de responsabilidade em relação ao planeta e entendem a urgência de preservar a biodiversidade e os recursos naturais”, destaca a educadora.

A prática do plantio, inclusive, é um dos temas centrais trabalhados com os estudantes durante os mutirões. A escola ensina que as árvores funcionam como mini-reservatórios naturais: as raízes facilitam a infiltração da chuva no solo, o que ajuda a recarregar os lençóis freáticos e proteger as nascentes. Essa abordagem técnica demonstra como a cobertura florestal é essencial para reduzir a temperatura local e prevenir a erosão que tanto afeta as margens dos nossos igarapés.

Maiara manda indireta sobre relacionamentos: ‘Homens fracos’

Famosa dupla de Maraisa, Maiara - Foto: Reprodução / Instagram / maiara

Maiara, da famosa dupla com Maraisa , voltou a ficar entre os assuntos mais comentados do momento, ao usar sua conta do Instagram para compartilhar uma suposta indireta. A sertaneja publicou uma reflexão que chamou a atenção de seus seguidores. Solteira, a cantora repostou uma mensagem que fazia críticas ao comportamento masculino.

Para quem não acompanhou, em uma das publicações, a compositora falou sobre a diferença entre força física e maturidade emocional.

“Mulheres fortes não perdem seu tempo com homens fracos, daqueles que pegam 200 kg na academia, mas não conseguem resolver sozinhos nenhum problema que aparece na sua vida”.

Ainda no mesmo dia, porém mais cedo, a sertaneja já havia publicado outra mensagem com um tom reflexivo sobre inveja e falta de apoio. O texto mencionava pessoas que não lidam bem com a felicidade, inteligência e conquistas de terceiros, mas que ainda assim continuam acompanhando a vida dos outros sem perder nenhum capítulo.

Declaração de amor

Para quem não vem acompanhando, a vida amorosa da cantora tem andado calma. Diferente dos anos anteriores, depois de viver um relacionamento marcado por idas e vindas com o cantor Fernando Zor, da dupla com Sorocaba, e de ter se envolvido com Matheus Gabriel e com o empresário Mohamed Nassar, a irmã de Maraisa parece estar vivendo uma época mais tranquila.

Contudo, no começo do mês, uma postagem especial para Gustavo Mioto repercutiu bastante nas redes sociais. A cantora surpreendeu os admiradores ao compartilhar um álbum de fotos ao lado do sertanejo durante uma viagem aos Estados Unidos.

Os registros foram feitos em Nashville, no Tennessee, onde os dois aparecem pescando juntos em um rio. A sertaneja publicou as imagens em seu perfil e fez uma longa declaração dedicada ao famoso, como forma de antecipar as felicitações pelo aniversário do músico.

Entretanto, o tipo de mensagem e o tom usado na publicação para descrever a relação de amizade entre os dois deixaram uma pulga atrás da orelha dos seguidores. Nas fotos em questão, Maiara e Gustavo Mioto aparecem sozinhos em uma lancha, segurando varas de pesca e concentrados na atividade. Em um dos registros, os dois surgem sorrindo enquanto conversam, em um momento relaxante e até mesmo íntimo durante o passeio.

“Eu tenho um melhor amigo que atende às minhas ligações no meio da noite e nós falamos por três horas por videochamada, com ele ouvindo todas as minhas reclamações, que são quase sempre as mesmas”, começou.

Em seguida, ela também falou sobre o crescimento profissional do compositor e a rotina puxada que ambos têm . “Mas esse meu amigo cresceu tanto que eu não sei se um dia vamos nos ver como nos víamos. Acho que o que ele está fazendo com sua vida vai fazer a diferença no mundo, e talvez não tenhamos tempo para tantas conversas mais”, acrescentou.

Na sequência, a sertaneja aproveitou para desejar parabéns ao amigo.

“Ainda não sei dizer te amo em outro idioma! Feliz aniversário bem adiantado! Porque eu já estava ansiosa para postar essas fotos”, Maiara.

Pouco tempo depois, Gustavo Mioto roubou a cena ao comentar na postagem da famosa. “E estarei lá para você toda vez que tocar… 20 anos não são 20 dias!”, afirmou.

*Com informações de IG

Dia Mundial da Água: organização leva soluções sustentáveis de abastecimento para comunidades da Amazônia

Foto: Michael Dantas

Garantir acesso à água potável em comunidades tradicionais da Amazônia é uma medida fundamental para promover saúde, dignidade e melhores condições de vida. No Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo, dia 22 de março, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) destaca iniciativas voltadas à ampliação do acesso à água de qualidade na região, como o programa “Água+Acesso”, que leva soluções hídricas sustentáveis a comunidades distantes, onde o abastecimento ainda é um desafio cotidiano.

O projeto é desenvolvido em parceria, desde 2017, com a Coca-Cola Foundation, Fundación Avina e Instituto Coca Cola Brasil. Ao longo desses anos, quase 7,2 mil pessoas em 46 comunidades, distribuídas em 16 municípios amazonenses, já foram diretamente beneficiadas.

O sistema funciona de forma integrada, realizando a captação, o tratamento, o armazenamento e a distribuição de água potável. A solução utiliza tecnologias adaptadas à realidade amazônica, combinando captação de água subterrânea e superficial, tratamento com o mineral Zeólita e funcionamento por meio de energia solar.

A estrutura conta ainda com um reservatório com capacidade para 5 mil litros, garantindo o abastecimento necessário para o dia a dia das famílias. Além de reduzir impactos ambientais, o sistema contribui para melhorar as condições de saúde e a qualidade de vida das comunidades. Segundo a coordenadora de Gestão de Projetos da FAS, Jousanete Dias, o acesso seguro à água é um fator essencial para o bem-estar das populações da floresta.

“Muitas comunidades ainda utilizam água retirada diretamente dos rios ou coletada da chuva, o que pode representar riscos à saúde, especialmente em períodos de estiagem ou quando a água apresenta maior turbidez. A implantação de sistemas de tratamento e distribuição contribui para reduzir doenças de veiculação hídrica e melhorar as condições sanitárias. Além disso, garantir acesso à água potável fortalece a autonomia das comunidades e amplia sua capacidade de enfrentar desigualdades históricas e os impactos da crise climática”, explica.

Para Katielle Haffner, diretora de sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, apoiar iniciativas como essa é uma forma de contribuir com soluções conectadas às necessidades dos territórios amazônicos. “Acreditamos que ampliar o acesso à água potável é fundamental para melhorar a qualidade de vida e apoiar o desenvolvimento das comunidades da Amazônia. Em parceria com a FAS e outras organizações, apoiamos soluções adaptadas às realidades locais, que combinam acesso à água com tecnologias sustentáveis, como energia solar. Essa integração contribui para tornar os sistemas mais eficientes e fortalecer a autonomia das comunidades atendidas”, afirma.

Uma das comunidades atendidas pelo programa é a quilombola Tambor, localizada no município de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus), na região do Parque Nacional do Jaú. Desde meados do ano passado, o sistema de abastecimento passou a garantir acesso regular à água potável para 26 famílias, beneficiando cerca de 130 pessoas.

O reconhecimento ao impacto do programa foi formalizado quando a FAS recebeu o troféu “Unidos pelo País que Queremos”, concedido pela Coca-Cola Brasil para projetos que se destacam na promoção de soluções para desafios socioambientais no país.

Foto: Michael Dantas

Atualmente, o projeto segue em expansão, com implementação na comunidade Cuiuanã, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, no município de Anori (a 195 quilômetros da capital). Mais de 140 famílias serão impactadas, conforme destaca o líder comunitário Francisco Freitas.

“Estamos celebrando a ampliação do sistema de água tratada, que agora chega também às casas em terra, garantindo mais acesso e dignidade para todos. Somos uma das maiores comunidades da RDS Piagaçu-Purus, com famílias vivendo tanto em terra quanto em flutuantes, e essa melhoria vai beneficiar diretamente 145 famílias, além da escola e do posto de saúde. Como presidente da comunidade, deixo meu agradecimento à FAS, por todo o apoio. Seguimos muito felizes, porque água tratada é sinônimo de saúde, qualidade de vida e prevenção de doenças, especialmente para nossas crianças e idosos”, comentou.

“A meta agora é ampliar o alcance do programa, levando soluções sustentáveis de acesso à água potável a mais comunidades que ainda enfrentam desafios no abastecimento”, finaliza Jousanete.

Nova sede do Implurb reúne histórias e expectativas de um novo ciclo para o planejamento urbano de Manaus

Fotos – Clóvis Miranda/ Semcom e Divulgação

Mais do que uma mudança de endereço, a nova sede do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) carrega histórias, trajetórias e o sentimento coletivo de servidores que ajudaram a construir, ao longo de décadas, o planejamento urbano da Prefeitura de Manaus. Nessa quinta-feira, 19/3, o prefeito David Almeida inaugurou o edifício Arquiteto Claudemir Andrade, localizado na alameda Desembargador João Machado, nº 750, Parque Mosaico, bairro Tarumã, zona Oeste, a sede administrativa da autarquia.

Com profissionais que somam mais de 30 anos de atuação, o instituto vive um momento simbólico: a transição para um espaço mais moderno, estruturado e preparado para os desafios atuais da cidade, sem perder de vista o caminho percorrido até aqui.

A diretora de Operações, Jeane Rocha, que iniciou sua trajetória ainda como estagiária, em 2000, ressaltou o crescimento institucional e humano ao longo dos anos. “Eu percorri muitos setores, exerci cargos de confiança e fui acumulando experiências. Mas o principal aprendizado é a responsabilidade com o atendimento, de forma célere e séria. Sempre me coloco no lugar do requerente, que chega com urgência para resolver sua vida. Nosso papel é dar a melhor resposta, com seriedade e agilidade”, afirmou.

No bairro Compensa, a arquiteta mencionou que foram mais de 20 anos, adaptando instalações às necessidades e diante do crescimento do quadro de colaboradores. O edifício no Parque Mosaico vai permitir ampliar a equipe e os serviços oferecidos. Após mais de duas décadas na antiga sede, Jeane resumiu o sentimento da mudança em uma palavra: realização. “É um sonho de todos nós ter um espaço mais confortável, estruturado, tanto para os servidores quanto para a população”.

Com 23 anos de casa, a engenheira civil Angélica Gorayeb também relembrou os diferentes momentos vividos dentro do instituto, desde o edifício-garagem, onde trabalhava no setor de orçamento, até o futuro endereço. “Cada mudança traz desafios. Quando viemos para a Compensa, também foi um impacto. Agora não é diferente. Existe curiosidade, mas também um certo medo do novo. Só que a expectativa é de melhorias, tanto para quem trabalha quanto para quem busca atendimento”, disse.

Para ela, o maior aprendizado ao longo dos anos está no contato direto com a população. “Aprendemos a lidar com todo tipo de público, a entender as necessidades de cada um. Isso faz toda a diferença no serviço que prestamos diariamente”.

Ao longo de sua trajetória, Angélica lembrou os aprendizados, onde passou a atuar com o licenciamento de obras e a análise dos parâmetros urbanísticos. Ela aguarda com expectativa o ambiente no Parque Mosaico. “Acredito que as vantagens do novo espaço, como a novidade e a modernidade, vão proporcionar um ambiente de trabalho mais produtivo e agradável, contribuindo na busca por melhorias e soluções urbanas para Manaus”, enfatizou.

O subsecretário de Projetos, arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro, com mais de 15 anos de atuação efetiva no instituto, também acompanhou as transformações estruturais e conceituais ao longo do tempo. Para ele, cada mudança de sede representa avanço. “Toda mudança é bem-vinda quando você vai para um local melhor. No edifício-garagem, tínhamos uma vista bonita, mas a estrutura era muito precária, com goteiras e condições difíceis de trabalho. No Compensa, conseguimos mais conforto e organização. Agora, a nova sede chega justamente para permitir o crescimento do instituto, que precisa expandir seu corpo técnico e suas atividades”, afirmou.

Foto: Clóvis Miranda / Semcom

Pedro Paulo destacou que o Implurb evoluiu significativamente na forma de planejar a cidade. “Antes, trabalhávamos com projetos pontuais, como um prédio ou uma via. Hoje, pensamos em territórios inteiros. Projetos como o mirante Lúcia Almeida, o píer 355, o largo de São Vicente, o parque Gigantes da Floresta e o parque Amazonino Mendes mostram essa mudança de escala. São intervenções integradas, que transformam o território urbano”, explicou.

Ele também ressaltou o avanço na execução das propostas urbanísticas. “O Implurb sempre foi um grande banco de projetos, mas com pouca execução. Hoje, o que é planejado, de fato, sai do papel. Houve uma quebra de paradigma, e isso faz toda a diferença para o desenvolvimento”, pontuou.

Sobre os aprendizados ao longo da carreira, o arquiteto é direto. “O maior deles é o conhecimento. A faculdade dá a base, mas é na prática que você se desenvolve. O Implurb é uma verdadeira escola, porque lidamos com projetos, legislação e com a dinâmica de uma cidade que está sempre mudando. Manaus é um organismo vivo, e o planejamento precisa acompanhar essa transformação”.

Ao avaliar o momento atual, Pedro Paulo resumiu em uma palavra o sentimento em relação à nova sede e à trajetória do instituto: “Crescimento. Quando olhamos de onde saímos e onde estamos chegando, vemos um instituto mais robusto, com mais responsabilidades e com um futuro ainda mais promissor”.

Experiência

Servidor com mais de duas décadas de experiência, o assessor técnico da Presidência (Astec), Eraldo Bandeira, destacou que a evolução das sedes acompanha o crescimento do próprio Implurb e da capital amazonense.

“No edifício-garagem, enfrentávamos condições muito precárias, com goteiras e falta de estrutura. Depois, no bairro Compensa, tivemos um avanço. E, agora, damos mais um passo. O instituto cresceu, ganhou novas atribuições e, hoje, atua na transformação de territórios inteiros, não apenas projetos isolados”, explicou.

Ele também chama atenção para o impacto dos projetos urbanos desenvolvidos pelo instituto. “Hoje, o que é planejado é executado. Estamos falando de intervenções que mudam a cidade, como parques, mirantes e grandes áreas urbanas. Durante esse período, a maior lição tem sido como pensar a cidade, como melhorar a qualidade de vida das pessoas, como fazer Manaus ser mais agradável, mais utilizada em suas áreas públicas. Isso mostra o quanto evoluímos. O Implurb amadureceu, e essa nova sede representa exatamente isso”.

Arilayne Simões entrou na autarquia em 2011, saindo do Distrito Industrial para uma nova realidade, passando por setores técnicos e de fiscalização, atuando hoje no atendimento. “O maior desafio foi o de relacionamento interpessoal e para ser funcionária pública, porque era uma realidade diferente da que estava acostumada na iniciativa privada. Aqui, precisamos entender o lado do requerente, o sistema, a burocracia. Hoje, temos a expectativa de contar com mais agilidade e um atendimento melhor, que será ampliado na nova sede”.

Lany, como é mais conhecida dentro do Implurb, afirmou que a gerência faz um bom trabalho, mas a estrutura do edifício no Parque Mosaico permitirá avançar ainda mais. “A expectativa é de mais agilidade, mais integração entre as equipes e melhores condições para atender a população. Uma boa instituição, tanto pública quanto privada, só funciona com funcionários felizes de estar ali”, destacou. Ela resume o momento como uma mistura de sentimentos: “Ansiedade e expectativa”.

Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom-Prefeito

Com 34 anos de dedicação ao serviço público, a arquiteta e urbanista Maria Aparecida Froz, gerente da Divisão de Controle (Dicon), carrega na memória momentos marcantes, como quando o antigo prédio da Urbam alagava durante a cheia do rio. “Os processos precisavam ser retirados às pressas. Era um esforço coletivo para salvar o trabalho de todos. Isso nos ensinou muito sobre união”, relembrou.

Para ela, o maior aprendizado vai além da técnica. “A gente aprende a ser humana. No atendimento, você vira psicóloga, assistente social, porque lida com a realidade das pessoas. O trabalho é coletivo, é pela cidade”.

Sobre a nova fase, Maria Aparecida fala com gratidão e esperança. “Estou pronta para continuar contribuindo. O sentimento é de inovação, oportunidade e agradecimento. Contamos com o prefeito David Almeida, responsável pela gestão municipal, e uma equipe composta por um presidente, Carlos Valente, um vice-presidente e diversas diretorias, gerências e divisões. Ao longo dos anos, acumulamos conhecimento que compartilhamos com os contribuintes, os cidadãos, os servidores e os usuários, independentemente de sua classe social. Sinto que tenho me dedicado ao máximo. Minha missão é servir, e continuarei a fazê-lo enquanto Deus me permitir”, declarou a arquiteta.

Sobre a mudança, ela torce por transformações para Manaus e progresso e espera inovação, mais oportunidades, além de agradecer por toda sua trajetória.

Entre memórias do passado e expectativas para o futuro, a nova sede do Implurb se consolida como um marco não apenas estrutural, mas também humano — reunindo histórias de quem construiu o instituto e agora se prepara para uma nova etapa, com mais capacidade, integração e qualidade no planejamento urbano de Manaus.

Ator Juca de Oliveira morre aos 91 anos em São Paulo

Juca de Oliveira está internado com estado de saúde delicado - Foto: Reprodução / Instagram

O ator e dramaturgo Juca de Oliveira faleceu aos 91 anos na madrugada deste sábado (21) em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde 13 de março, tratando uma pneumonia e problemas cardíacos.

Nascido José Juca de Oliveira Santos em 16 de março de 1935, em São Roque, interior paulista, Juca iniciou a carreira no teatro na década de 1950. Ao longo de mais de seis décadas, consolidou-se como referência nas artes cênicas brasileiras.

O artista participou de mais de 30 novelas e minisséries, além de integrar o elenco de mais de dez filmes. No teatro, trabalhou em cerca de 60 peças, muitas das quais também como autor. Juca de Oliveira era reconhecido pela versatilidade e pelo impacto duradouro de seu trabalho na cultura nacional.

Estado de saúde era crítico

O ator Juca de Oliveira, de 91 anos, esteve internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele deu entrada na unidade de saúde na sexta-feira (13).

A informação foi confirmada por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa do ator à Folha de São Paulo. No texto, o estado de saúde do artista foi descrito como delicado.

“O ator, autor e diretor Juca de Oliveira, membro da Academia Paulista de Letras, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês desde sexta-feira passada. Com 91 anos de idade, Juca de Oliveira celebrou seu aniversário na segunda-feira e, infelizmente, encontra-se em estado delicado de saúde, ocasionado por uma pneumonia e condição cardiológica”.

Carreira e vida pessoal

Juca de Oliveira nasceu em 16 de março de 1935, na cidade de São Roque, no interior de São Paulo. Ele é considerado um dos maiores atores da televisão brasileira, mas em sua carreira, também atuou como diretor, escritor, dramaturgo e pecuarista.

Ele se formou em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Após passar por um teste vocacional, ele descobriu sua inclinação para ser ator e deu entrada na Escola de Arte Dramática de São Paulo.

Juca passou a atuar no teatro, estrelando peças como “O Semente”, “O Pagador de Promessas”, “A Morte do Caixeiro Viajante”, “Eles Não Usam Black Tie” e “O Filho do Cão”.

Militante de esquerda comunista, precisou se exilar na Bolívia durante a Ditadura Militar do Brasil. Quando voltou ao país, fez trabalhos na extinta TV Tupi, como: “Essa noite se improvisa”, “Em moeda corrente do país”, e a novela “Nino, o Italianinho”.

Na Globo, ele recebeu consagração nacional como um dos maiores atores do Brasil, com personagens marcantes como João Gibão, em “Saramandaia”, o Doutor Augusto Albieri, na novela “O Clone”, Santiago Moreira, em “Avenida Brasil”, Samuel Schneider, em “Flor do Caribe”, e o diabólico e renomado advogado Natanael na novela “O Outro Lado do Paraíso”.

Com mais de 40 anos na teledramaturgia brasileira, Juca de Oliveira também é membro da Academia Paulista de Letras.

*Com informações de IG

Preços do petróleo caem após Netanyahu afirmar que o Irã está prestes a ser ‘dizimado’

Binyamin Netanyahu - Foto: Picture alliance / GettyImages

Os preços do petróleo caíram mais de 2% no início do pregão asiático nesta sexta-feira, 20, após o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmar que o Irã estava prestes a ser “dizimado” e que a guerra terminaria “mais rápido” do que o esperado.

O petróleo Brent, referência internacional, caiu 2,55%, para US$ 105,88 o barril, por volta das 2h40 GMT (23h40 da quinta, 19, em Brasília). No dia anterior, havia subido para quase US$ 120 antes de moderar seus ganhos. O West Texas Intermediate (WTI), também caiu, recuando 2,46%, o que fez o barril chegar a US$ 93,20.

“As declarações de Netanyahu tranquilizaram os mercados”, escreveu Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, em nota.

Segundo o premiê, o Irã está sendo “dizimado” e Israel “está vencendo a guerra”. A declaração foi feita em uma coletiva de imprensa nesta quinta. “Esta guerra terminará muito mais rápido do que as pessoas imaginam”, afirmou sem estipular um prazo.

Para Innes, a fala de Netanyahu “é importante porque reduz a duração percebida da crise de abastecimento”, embora tenha alertado que, mesmo que o conflito “termine antes do esperado, o sistema energético não se reinicia simplesmente por vontade própria”.

Os mercados de ações asiáticos refletiram essa incerteza na sexta-feira, com os investidores aguardando desdobramentos positivos no conflito, que agora entra em sua quarta semana.

Por volta das 2h40 GMT em Hong Kong, o índice Hang Seng estava em queda de 0,66%, a 25.332,39 pontos, e o Shanghai Composite recuava 0,20%, para 3.998,43. Em Seul, no entanto, o índice de referência Kospi subia 0,53%, para 5.794,02.

*Com informações de Terra

Assembleia Legislativa do Amazonas destaca ação de conscientização no ‘Dia Internacional da Síndrome de Down’

Foto: Danilo Mello / Aleam

O Dia Mundial da Síndrome de Down, comemorado neste 21 de março, é uma data de conscientização global para celebrar a vida das pessoas com a síndrome e garantir que elas tenham as mesmas liberdades e oportunidades que todas as demais. É oficialmente reconhecido pelas Nações Unidas desde 2012. A data escolhida representa a triplicação (trissomia) do 21º cromossomo, que causa a síndrome.

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em sintonia com as políticas públicas voltadas ao tema da Síndrome de Down, realiza, nesta sexta-feira, (20/3), uma ação de conscientização no hall de entrada, com a distribuição de folhetos, em referência ao Dia Internacional da Síndrome de Down.

O diretor de Saúde da Aleam, o médico Arnoldo Andrade, destacou a importância do Dia Internacional da Síndrome de Down e da campanha de conscientização realizada na manhã desta sexta-feira, no hall de entrada da Aleam.

“Essa conscientização faz com que as pessoas reflitam: uma pessoa com deficiência não deve ficar isolada ou escondida, mas buscar oportunidades por meio de tratamentos especializados. Tratamentos esses que, graças ao deputado Roberto Cidade, conseguimos oferecer em um centro com profissionais altamente qualificados para auxiliar no desenvolvimento dessas pessoas”, afirmou.

O médico também falou da ação e sobre o Centro de Inclusão Sensorial Dr. Hamilton Cidade, que atualmente atende 91 crianças na faixa etária de nove a 14 anos.

“Nós temos um Centro de Inclusão Sensorial com várias pessoas com Síndrome de Down. Como somos uma Assembleia Legislativa inclusiva, estamos aqui conscientizando a sociedade de que o dia 21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down. Existe uma enorme necessidade de promovermos inclusão”, disse.

Para o servidor da Aleam, da diretoria de serviços gerais, Denival Leite, é importante divulgar e apoiar a campanha de conscientização.

“O que pudermos fazer para ajudar na campanha de conscientização sobre a Síndrome de Down, nós vamos fazer. Aqui no hall é um local de grande circulação de pessoas. Achei muito importante essa ação de hoje para mim e para os colegas. Ainda temos um Centro de Inclusão Sensorial, e tudo que for positivo para os colegas é louvável”, destacou.

Foto: Danilo Mello / Aleam

A Aleam também apresenta leis ordinárias e projetos de lei para beneficiar a população amazonense em tratamento da síndrome. Além disso, foi inaugurado, em dezembro de 2025, o Centro de Inclusão Sensorial Dr. Hamilton Cidade, um dos maiores espaços da região Norte especializados no atendimento a pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA), Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Síndrome de Down e outros transtornos neurodivergentes. O espaço funciona nas dependências da Aleam.

O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), afirmou que falar sobre a Síndrome de Down é, acima de tudo, reafirmar o compromisso com a inclusão, o respeito e a valorização das diferenças.

“Na Assembleia Legislativa do Amazonas, temos trabalhado para promover ações de conscientização que combatam o preconceito e ampliem oportunidades, porque acreditamos em uma sociedade mais justa, onde todos tenham voz, espaço e dignidade”, destacou.

Leis ordinárias

Entre os destaques das matérias produzidas na Aleam está a Lei Ordinária nº 6.496/2023, proveniente do Projeto de Lei (PL) nº 176/2023, de autoria do deputado Felipe Souza (PRD), que dispõe sobre as diretrizes de diagnóstico precoce e atendimento multiprofissional para pessoas com Síndrome de Down (T21).

A proposta define, em seu artigo 1º, que a rede de unidades integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS) prestará atenção integral ao diagnóstico precoce e ao atendimento terapêutico multiprofissional de pessoas com Síndrome de Down (T21) no Estado do Amazonas.

“Dessa forma, o diagnóstico nos primeiros dias de vida traz benefícios ao bebê e à família, além de ser de suma importância para a saúde pública. Ao lado disso, são extremamente relevantes as diretrizes mencionadas na redação desta lei, haja vista a possibilidade de diagnóstico precoce da síndrome e o tratamento apropriado”, justificou o parlamentar.

Cadastro único

Já a Lei nº 6.177/2023, oriunda do PL nº 393/2021, de autoria da deputada licenciada Joana Darc (União Brasil), institui o Cadastro Único Estadual das Pessoas com Síndrome de Down.

“As pessoas com Síndrome de Down não devem ser vistas de modo diferente, mas como pessoas que têm necessidades adicionais. É muito importante que essa mensagem seja enfatizada para todos que trabalham com crianças e adultos com a síndrome. Eles realmente têm necessidades específicas, que precisam ser atendidas com cuidado e orientação eficaz na área da saúde, sem que sejam excluídos do aprendizado comum e das oportunidades sociais que beneficiam a todos”, afirmou.

Centro de Inclusão Sensorial

O Centro de Inclusão Sensorial Dr. Hamilton Cidade foi inaugurado no dia 2 de dezembro de 2025, em solenidade conduzida pelo presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (União Brasil), com a presença dos deputados da 20ª Legislatura.

Foto: Herick Pereira

O espaço, localizado na sede do Poder Legislativo Estadual, tem capacidade para atender até 250 crianças e representa um marco na política de inclusão do Estado, ao garantir suporte especializado e acolhimento a pessoas com TEA, TDAH, Síndrome de Down e outros transtornos neurodivergentes.

Roberto Cidade destacou a importância do centro e afirmou que um dos maiores orgulhos de sua trajetória pública é ter idealizado, construído e entregue o espaço.

“É dessa forma que fazemos política: olhando para as pessoas e transformando vidas. O nosso centro foi pensado para oferecer atendimento especializado a crianças com TEA, TDAH, Síndrome de Down e outros transtornos neurodivergentes. Esse é apenas o começo de um trabalho que vai crescer, evoluir e fazer a diferença na vida de muitas famílias”, afirmou.

Estrutura e atendimentos

O Centro de Inclusão Sensorial contará com cerca de 24 profissionais especializados no atendimento de crianças de até 14 anos, em áreas como clínica geral, psicologia, terapia ocupacional, atendimento terapêutico, serviço social, nutrição e odontologia.

Neste primeiro momento, estão sendo ofertadas 250 vagas, distribuídas entre crianças com TEA, TDAH e Síndrome de Down. Os atendimentos ocorrerão de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

O novo espaço integra a Diretoria de Saúde da Aleam, ampliando os serviços já realizados no Centro de Saúde Carlos Avelino.

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