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Vorcaro tinha aliados dentro da PF e ligação com jogo do bicho, diz documento

Martha Graeff e Daniel Vorcaro durante viagem em 2024 - Foto: Reprodução

A operação Compliance Zero apontou que integrantes da própria Polícia Federal (PF) tinham envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Eles atuavam para intimidar desafetos, obter informações sigilosas e monitorar adversários.

Os suspeitos eram membros do grupo chamado “A Turma”, que praticava ameaças, intimidações pessoais, coerções, levantamentos clandestinos, obtinham dados sigilosos e acessavam sistemas do governo.

As informações constam na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu início à sexta fase da Operação Compliance Zero, da PF, nesta quinta. O pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, foi preso, assim como sete outros alvos.

“A Turma” era comandada por Marilson Roseno da Silva, que era usado por Henrique para ordenar vantagens ilícitas. A investigação aponta Marilson como o operador financeiro dos pagamentos.

Os membros da PF investigados pela operação são:

  • Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado;

  • Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro;

  • Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada da PF;

  • Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado;

Valéria e Francisco eram os responsáveis por repassar informações sigilosas para Marilson Roseno a partir de consultas realizadas no sistema e-Pol, plataforma interna usada pela Polícia Federal.

Envolvimento com o jogo do bicho

O documento, obtido pelo Terra, também cita Manoel Mendes Rodrigues, considerado “empresário do jogo”, no Rio de Janeiro. Ele é apontado como líder de um braço local do grupo “A Turma”, chamado de “Os Meninos”. Manoel é o elo de toda a atividade ilegal do grupo com o jogo do bicho.

Para a PF, as ações apontam que houve uma infiltração do grupo em “circuitos informacionais sensíveis”, por meio de pessoas próximas e que eram habilitadas para circular dinheiro e dados sigilosos em benefício da organização criminosa.

Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi, em São Paulo – Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

A investigação aponta que “Os Meninos” tinham atuação tecnológica, e praticavam ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubavam perfis e monitoravam telefones ilegalmente.

Na época dos fatos, os dois grupos eram gerenciados por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que era chamado pelo apelido de “Sicário”, e que tinha como objetivo atender a comandos do “núcleo central da organização criminosa”. Sicário foi encontrado morto após ser preso, dentro da cela na carceragem da PF. Ele tirou a própria vida com uma camiseta.

Operação Compliance Zero

A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta quinta-feira, 14, a sexta fase da Operação Compliance Zero, que mira envolvidos no caso de corrupção do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Foram cumpridos sete mandados de prisão e 17 mandados de Busca e Apreensão, autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF.

Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, foi preso em Belo Horizonte (MG), durante a operação. Além dele, membros das chamadas milícias privadas “A Turma” e “Os Meninos” também foram alvos da operação. Entre os integrantes, estão ex-funcionários da PF e pessoas ligadas ao jogo do bicho.

A Operação Compliance Zero investiga fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Henrique Vorcaro era responsável por demandar serviços e efetuar os pagamentos dos integrantes dos núcleos criminosos, nos quais eram combinados os crimes de coação e vazamento de informações.

A organização criminosa é acusada de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos informáticos.

Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro afirmou que a prisão se baseia em fatos que ainda não estão no processo, leia a seguir:

“Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele.

O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer”.

Veja quem são os alvos dos mandados de prisão:

  • Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro;

  • David Henrique Alves;

  • Victor Lima Sedlmaier;

  • Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos;

  • Manoel Mendes Rodrigues;

  • Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro;

  • Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado.

Foram impostas medidas cautelares a:

  • Erlene Nonato Lacerda

  • Helder Alves de Lima

  • Katherine Venâncio Telles

  • Valéria Vieira Pereira da Silva

  • Francisco José Pereira da Silva

Também foi imposto o afastamento de função pública de Valéria da Silva e proibição de contato com servidores e policiais federais, da ativa ou aposentados, imposta a ela e a Francisco da Silva. Eles ficam proibidos de acessar as dependências da Polícia Federal. O STF também autorizou a inclusão de Marilson Roseno da Silva no Sistema Penitenciário Federal.

*Com informações de Terra

‘A Zona Franca não é favor. É direito dos amazonenses’ reage Eduardo Braga à ação da Fiesp

Eduardo Braga afirma que o Polo Industrial de Manaus gera empregos, movimenta a economia nacional e se consolidou como uma alternativa sustentável para a região (Foto: Assessoria)

O senador Eduardo Braga afirmou nesta quinta-feira (15), que vai atuar firmemente contra a ação movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que tenta derrubar os mecanismos criados pela Reforma Tributária para preservar a competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM).

A ação questiona dispositivos da Lei Complementar nº 214/2025, regulamentada pelo Congresso Nacional após amplo debate técnico e político, e sustenta que os créditos presumidos destinados à Zona Franca representariam uma ampliação indevida dos incentivos do modelo amazônico.

Para Eduardo Braga, a tese apresentada pela Fiesp ignora a própria Constituição Federal.

“Mais uma vez São Paulo quer acabar com a Zona Franca de Manaus. A Fiesp, a federação das indústrias de São Paulo, entrou com uma ação na Justiça pedindo pra derrubar a proteção da Zona Franca na Reforma Tributária”, afirmou o senador.

Relator da regulamentação da Reforma Tributária no Senado, Braga destacou que a preservação da Zona Franca não representa privilégio, mas o cumprimento de uma determinação constitucional aprovada pelo Congresso Nacional.

“A Fiesp diz que o benefício é inconstitucional. Mas a própria Emenda 132, aprovada pelo Congresso Nacional com minha relatoria, determina no artigo 92-B a manutenção do diferencial competitivo da Zona Franca”, declarou.

Segundo o senador, a ação tenta transformar a Zona Franca em uma distorção econômica, desconsiderando que o modelo foi criado justamente para compensar desigualdades estruturais históricas da Amazônia, como distância dos grandes centros consumidores, custos logísticos elevados e limitações de infraestrutura.

“A Fiesp tenta tratar a Zona Franca como se fosse uma guerra fiscal comum entre estados. Não é. A ZFM é uma política constitucional de desenvolvimento regional, integração nacional e preservação ambiental”, afirmou.

Braga também rebateu o argumento de que os mecanismos aprovados na Reforma Tributária representariam vantagem artificial para o Amazonas e lembrou que o próprio estado de São Paulo mantém incentivos fiscais para determinados setores industriais.

“E sabe o que a Fiesp não conta? Que o próprio estado de São Paulo dá incentivo fiscal para indústria de informática desde 2007. Pelo Decreto 51.624, São Paulo reduziu impostos pra atrair fábricas. Lá pode. Aqui no Amazonas, não pode?”, questionou.

O senador afirmou ainda que a tese apresentada pela entidade paulista tenta reinterpretar judicialmente a Constituição para enfraquecer a Zona Franca na prática.

“Não é uma questão técnica. É o estado mais rico do Brasil tentando tirar o direito constitucional de um dos estados mais pobres, o estado que mais preserva floresta em pé. A Zona Franca é o que permite que o Amazonas gere emprego, renda e produza sem desmatar”, disse.

Histórico de ataques à Zona Franca

Eduardo Braga lembrou que não é a primeira vez que setores econômicos tentam restringir os incentivos da Zona Franca. Nos últimos anos, o Amazonas precisou recorrer diversas vezes ao Supremo Tribunal Federal para barrar medidas que retiravam competitividade do modelo, especialmente relacionadas ao IPI e aos créditos fiscais da ZFM.

O senador ressaltou que o Polo Industrial de Manaus gera milhares de empregos diretos e indiretos, movimenta a economia nacional e ajuda a preservar a floresta amazônica ao oferecer uma alternativa econômica sustentável para a região.

“A Zona Franca não é favor. É direito! E os amazonenses não vão ficar calados enquanto São Paulo tenta tirar o que é nosso. Não mexa com a Zona Franca”, concluiu.

Bairro Nossa Senhora das Graças recebe obras de esgoto neste sábado (16)

Intervenção ocorre na travessia da rua Curitiba com a avenida Maceió - Foto: Assessoria / Águas de Manaus

Neste sábado, 16 de maio, equipes da Águas de Manaus realizam uma intervenção de melhoria no sistema de esgotamento sanitário no bairro Nossa Senhora das Graças. A obra será realizada no período diurno – das 7h às 18h -, na travessia da rua Curitiba com a avenida Maceió. Durante o período um pequeno trecho da rua Curitiba será interditado.

Ao todo, serão implantados aproximadamente 100 metros de rede coletora de esgoto. Durante o serviço, será utilizado o Método Não Destrutivo (MND), tecnologia que permite a implantação de tubulações subterrâneas sem a necessidade de grandes escavações ao longo das vias.

De acordo com o gerente de Projetos da Águas de Manaus, Waldiney Lima, a nova estrutura permitirá que o esgoto coletado na região seja transportado até a Estação Elevatória de Esgoto localizada no bairro São Jorge. De lá, ele será bombeado até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Educandos, onde passará por um tratamento adequado.

“Essa área já possui o serviço de coleta de esgoto. Essa melhoria tem como finalidade otimizar a operação do sistema. Apesar de usarmos o Método Não Destrutivo, optamos por realizar a obra no final de semana, onde temos o menor fluxo de veículos no local”, destaca o gerente.

Roberto Cidade fortalece setor primário de Humaitá com mais de R$ 1,8 milhão em investimentos

Ações realizadas durante as comemorações pelos 157 anos do município incluem entrega de implementos agrícolas, crédito rural, equipamentos e apoio à agricultura familiar - Foto: Tiago Corrêa / Secom

Como parte das comemorações pelos 157 anos de Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus), celebrado nesta sexta-feira (15/05), o governador do Amazonas, Roberto Cidade, realizou uma série de entregas voltadas ao fortalecimento do setor primário no município. As ações somam mais de R$ 1,8 milhão em investimentos destinados à agricultura familiar, pesca, produção rural e incentivo ao empreendedorismo no campo.

O governador destacou que os investimentos representam oportunidades para fortalecer a economia do Sul do Amazonas, garantindo mais renda e condições de trabalho aos produtores rurais da região.

“Nós entregamos aqui equipamentos, motor-rabeta, lancha, equipamentos de aeradores, muita coisa que com certeza vai ajudar o produtor rural a produzir, gerar emprego, que é a oportunidade para essa população. Vamos continuar incentivando essas atividades principalmente no interior”, afirmou o governador Roberto Cidade.

Participaram das entregas a primeira-dama do Amazonas, Thaisa Cidade; o deputado federal Fausto Santos Jr.; os deputados estaduais Cabo Maciel, João Luiz, Joana Darc e Professora Jacqueline; o prefeito de Humaitá, Dedei Lobo; o ex-governador Wilson Lima, entre outras autoridades.

Por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), o Governo do Amazonas realizou entregas de implementos agrícolas voltados ao fortalecimento da agricultura familiar e ao aumento da produção rural no município. Entre os itens entregues estão motocultivadores, pulverizadores, triciclos, veículos e embarcações, beneficiando diretamente trabalhadores do campo com equipamentos que contribuem para melhorar as condições de trabalho e o escoamento da produção.

Agricultora familiar no Ramal Buriti, Sandra de Jesus, de 38 anos, destacou a importância dos equipamentos entregues para fortalecer o trabalho desenvolvido pela associação rural da comunidade. Ela recebeu um triciclo e um motocultivador que serão usados na produção da associação.

“Esse material vai ajudar muito a minha associação. A gente tem dificuldade na escoação da nossa linha e através do triciclo a gente vai ter mais facilidade para retirar os nossos produtos de dentro do ramal. Isso vai ser de suma importância”, declarou.

A Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) também realizou investimentos por meio de programas voltados aos trabalhadores rurais do município. A ação incluiu a assinatura de contrato do programa Promove, com aporte superior a R$ 726 mil, além da entrega de duas toneladas de produtos regionais adquiridos de agricultores de Humaitá por meio do Programa de Assistência Familiar (PAF). Entre os alimentos entregues às instituições sociais do município estão mamão, macaxeira e bananas prata e pacovã.

Foto: Tiago Corrêa / Secom

Em parceria com a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), a ADS realizou ainda o repasse de cheque do programa +Crédito Amazonas Feirantes, no valor de R$ 21 mil, incentivando a comercialização de produtos regionais no município. A programação contou também com a entrega de dois aeradores e kits seringueiros.

Além disso, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) entregou Cartões do Produtor Primário (CPP) e Cadastros da Agricultura Familiar (CAF), garantindo acesso dos trabalhadores rurais às políticas públicas voltadas ao setor. Já a Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepa) entregou 20 filtros e 10 kits de pesca para associações locais, fortalecendo a atividade pesqueira no município.

O Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS) também realizou a entrega de equipamentos agrícolas permanentes para a Associação da Agricultura Familiar da Comunidade Uxi Igarapé Beem (Assaf), no valor de R$ 180 mil, além de cheque de R$ 199 mil destinado à Associação Valor Amazônico (AVA).

Outras entregas

Além das ações voltadas ao setor primário, o governador Roberto Cidade também realizou entregas na área social, com ações de inclusão, incentivo ao empreendedorismo feminino e assistência às famílias em situação de vulnerabilidade. A programação incluiu ainda a entrega de cadeiras de rodas, kits para mototaxistas e ações do programa de Dignidade Menstrual.

Durante a agenda no município, Roberto Cidade também acompanhou a inauguração da Escola Municipal Rosa de Saron e realizou a entrega de equipamentos hospitalares para reforçar a rede de saúde de Humaitá. O governador também participou da inauguração da nova Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, revitalizada por meio de convênio com o Governo do Amazonas, preservando a arquitetura original do prédio histórico construído em 1905.

Nova lei garante apoio psicológico a vítimas e familiares de acidentes de trânsito no Amazonas

Foto: Natália Sá

Foi sancionada a Lei nº 8.186/2026, de autoria do deputado estadual Thiago Abrahim (MDB), que dispõe sobre o atendimento psicológico e assistencial às famílias e aos sobreviventes vítimas de acidentes de trânsito no Estado do Amazonas.

A medida busca ampliar o acolhimento e oferecer suporte emocional às pessoas impactadas por ocorrências de trânsito, tanto na rede pública quanto por meio de ações integradas de assistência.

A lei prevê atendimento humanizado às vítimas sobreviventes e aos familiares, considerando os impactos emocionais, sociais e psicológicos causados pelos acidentes. A proposta também incentiva ações de orientação, acompanhamento psicossocial e encaminhamento para serviços especializados.

Segundo Thiago Abrahim, a iniciativa busca oferecer suporte às famílias em um momento de extrema fragilidade.

“Os acidentes de trânsito deixam marcas profundas não apenas nas vítimas, mas também em seus familiares. Muitas pessoas enfrentam traumas, ansiedade, depressão e dificuldades emocionais após essas ocorrências. Nosso objetivo é garantir acolhimento e assistência adequada para quem passa por esse tipo de situação”, destacou o parlamentar.

O deputado ressaltou ainda que o cuidado com a saúde mental deve fazer parte das políticas públicas de trânsito e saúde no estado.

“Precisamos olhar para além das estatísticas. Existe um impacto humano muito grande por trás de cada acidente. Essa lei reforça a importância do atendimento psicológico e do suporte social como parte da recuperação das vítimas e de suas famílias”, concluiu.

Emenda de Amom leva a realidade da Amazônia ao debate nacional sobre o fim da escala 6×1

Foto: Jessé Gomes 

Em meio ao debate nacional sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil, o deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) apresenta emenda à PEC 221/2019 para assegurar proteção especial aos trabalhadores que vivem em localidades remotas, rurais, ribeirinhas ou de difícil acesso. A proposta busca garantir que a mudança na jornada não fique restrita à lógica dos grandes centros urbanos e alcance, de forma concreta, quem enfrenta longos deslocamentos, transporte precário, isolamento geográfico e limitações permanentes de mobilidade.

A emenda de Amom é apresentada em um momento decisivo da tramitação na Câmara. A PEC 221/2019 está em debate na Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6×1, ao lado da PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, que propõe a redução da jornada para quatro dias por semana, e em meio à discussão do Projeto de Lei 1838/2026, enviado pelo Poder Executivo, que prevê jornada semanal de 40 horas, dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial.

Caberá ao relator da Comissão Especial, deputado Leo Prates, apresentar o parecer que poderá consolidar o texto a ser votado no colegiado e, posteriormente, levado ao Plenário. Nesse contexto, a emenda de Amom Mandel busca contribuir para que o relatório final incorpore uma proteção específica aos trabalhadores de áreas remotas, rurais, ribeirinhas e de difícil acesso, evitando que a nova regra nacional sobre jornada ignore as desigualdades territoriais do país.

A emenda de Amom acrescenta ao texto dessa PEC principal a previsão de que uma lei complementar estabeleça regras específicas de proteção para trabalhadores residentes em localidades remotas ou de difícil acesso. O texto menciona expressamente aspectos como o tempo de deslocamento entre residência e local de trabalho, os períodos mínimos de descanso físico e mental, a organização diferenciada de escalas, a convivência familiar e comunitária, a segurança no deslocamento e a garantia de transporte, hospedagem e alimentação dignos quando necessários ao exercício da atividade laboral.

Na prática, a proposta chama atenção para uma realidade que costuma ficar fora dos debates nacionais sobre jornada de trabalho. Em muitas regiões do país, especialmente na Amazônia, o trabalhador não pega apenas ônibus, metrô ou trem para chegar ao serviço. Ele pega barco, voadeira, estrada de terra, ramal, balsa. Às vezes, sai de casa ainda de madrugada. Em outros casos, passa dias longe da família porque o local de trabalho fica distante demais para permitir retorno diário.

O ponto central da emenda é simples e forte: reduzir a jornada semanal será um avanço importante, mas esse avanço pode não se traduzir em descanso real se o país ignorar o tempo gasto no deslocamento, as condições de transporte, a segurança da viagem e a possibilidade de convivência familiar. A própria justificativa da emenda afirma que, no interior do Amazonas, há trabalhadores que dependem de deslocamentos fluviais extensos, muitas vezes por trajetos que consomem várias horas ou até dias entre a residência e o local de trabalho.

A proposta também prevê que o tempo de deslocamento extraordinário, quando decorrente das peculiaridades geográficas e logísticas, possa receber disciplina específica por lei ou negociação coletiva. Mas a emenda impõe uma trava de proteção: essa regulamentação não poderá suprimir períodos mínimos de descanso, ampliar indiretamente a jornada máxima semanal, reduzir remuneração direta ou indiretamente, nem causar prejuízo à saúde, à segurança e à convivência familiar do trabalhador.

O debate sobre o fim da escala 6×1 tem mobilizado trabalhadores, entidades sindicais, empresas, especialistas e parlamentares em todo o país. No Brasil, sete em cada dez trabalhadores brasileiros cumprem 44 horas semanais, muitas vezes em escalas que deixam apenas um dia de descanso, realidade mais pesada entre pessoas com menor escolaridade e menores salários.

Nesse cenário, a emenda de Amom amplia o alcance social da discussão. Em vez de tratar a jornada apenas como uma conta semanal de horas, a proposta coloca no centro do debate a saúde do trabalhador, o tempo perdido no caminho, o cansaço acumulado, o risco do deslocamento e o direito básico de voltar para casa com dignidade.

Para o deputado, a redução da jornada precisa considerar as desigualdades territoriais do Brasil. Uma regra pensada apenas para capitais e regiões metropolitanas pode deixar desprotegido justamente o trabalhador que vive onde o Estado chega com mais dificuldade. A emenda busca corrigir essa lacuna ao reconhecer que a Amazônia Legal e outras áreas remotas do país exigem soluções compatíveis com suas características geográficas, econômicas e sociais.

A proposta também preserva espaço para regulamentação posterior por lei complementar e negociação coletiva, o que permite adaptar as regras às diferentes atividades econômicas realizadas em regiões isoladas. Ao mesmo tempo, estabelece que deve prevalecer a norma mais favorável ao trabalhador residente em localidade remota, rural, ribeirinha ou de difícil acesso.

Com a emenda, Amom Mandel defende que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal sejam discutidos não apenas como uma mudança trabalhista, mas como uma política de justiça social e redução das desigualdades regionais. O objetivo é impedir que trabalhadores de áreas distantes fiquem, mais uma vez, no rodapé da legislação brasileira.

A Comissão Especial da Câmara tem o cronograma de votar o parecer final no dia 27 de maio, com a meta de enviar o texto ao plenário no dia seguinte. O governo articula para concluir a aprovação na Câmara e no Senado ainda neste semestre.

Solar Community Hub da Dell expande conectividade e conservação na Amazônia

Foto: Rodolfo Pongelupe

A Dell Technologies, em colaboração com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), a Computer Aid e a Fundação Banco do Brasil, está aprofundando o projeto Solar Community Hub na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Amapá, em Manicoré, no Amazonas. A iniciativa integra energia solar, conectividade e monitoramento ambiental com uso de inteligência artificial para fortalecer comunidades locais e apoiar o desenvolvimento sustentável.

Em regiões remotas da Amazônia, o acesso à energia, à internet e a serviços ainda é limitado, o que reduz oportunidades educacionais, geração de renda e participação social para milhares de famílias. O Solar Community Hub responde a desafios críticos relacionados ao isolamento geográfico e à exclusão digital. O projeto oferece uma solução abrangente ao combinar energia limpa, conectividade, formação profissional, telessaúde e monitoramento ambiental em um único espaço comunitário. Atualmente, o Hub apoia 13 comunidades e tem como objetivo ampliar seu alcance para pelo menos 15 comunidades ainda este ano, beneficiando cerca de 2.600 pessoas.

Além disso, o programa está introduzindo a integração da inteligência artificial (IA) ao monitoramento socioambiental, transformando os sinais da natureza em informações aplicáveis para apoiar decisões de conservação. Essa abordagem respeita os conhecimentos tradicionais e fortalece as comunidades para dialogar com autoridades públicas e fóruns internacionais, como a COP30. Por meio da formação de jovens monitores socioambientais e da realização de visitas extensivas de monitoramento, o projeto amplia a participação comunitária e promove práticas sustentáveis de uso da terra.

Solar Community Hub: um modelo de conectividade e conservação

O Solar Community Hub atua como um polo regional de educação, formação e saúde, oferecendo cursos de letramento digital, agroecologia e inteligência artificial, ao mesmo tempo em que fortalece a relação entre educação e segurança alimentar por meio de hortas comunitárias como ferramentas de aprendizagem. Na área da saúde, o Hub enfrenta desafios estruturais ao oferecer consultas de telessaúde e promover oficinas sobre hábitos alimentares e segurança alimentar.

Complementando esses esforços, o Sistema Curupira, desenvolvido em colaboração com a Universidade do Estado do Amazonas, utiliza inteligência artificial para monitorar a fauna e apoiar a conservação ambiental. Por meio de sensores acústicos que registram padrões sonoros de espécies monitoradas, o sistema constrói uma base de dados que subsidia estratégias de conservação. Notebooks e servidores Dell Rugged desempenham um papel fundamental na organização e gestão desses dados, garantindo um monitoramento eficiente no território.

Perspectivas

Fabiana Cunha, gerente do Programa de Educação para a Sustentabilidade da FAS, afirma: “O Solar Community Hub demonstra que, quando cuidamos das pessoas que cuidam da floresta, o resultado é uma Amazônia mais conectada, resiliente e melhor preparada para enfrentar a crise climática com seu próprio protagonismo.”

Raimundo Cláudio Souza Gomes, coordenador do Sistema Curupira na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), comenta: “O Sistema Curupira é uma iniciativa tecnológica voltada ao desenvolvimento de soluções de IA para o monitoramento ambiental. A recepção da comunidade tem sido muito positiva durante esta fase de testes, e seguimos trabalhando no aprimoramento da solução para novas implementações.”

Diego Puerta, presidente da Dell Brasil, menciona que “o programa Solar Community Hub da Dell Technologies mostra o que é possível quando a tecnologia é aplicada com propósito. Ao colaborar com parceiros e oferecer tecnologia, educação, conhecimento especializado e conectividade, estamos ajudando comunidades amazônicas a fortalecer sua resiliência a partir de suas próprias realidades.”

Ao oferecer energia limpa, inclusão digital e monitoramento socioambiental, o Hub fortalece as comunidades locais para que se envolvam em práticas sustentáveis e influenciem políticas públicas voltadas à conservação da floresta – Foto: Rodolfo Pongelupe

Ícaro Nascimento Lima, analista de projetos da FAS, acrescenta: “Quando a comunidade se apropria dos dados e da tecnologia, ela se fortalece para dialogar em igualdade de condições com gestores públicos e tomadores de decisão. Os jovens monitores do Solar Community Hub estão gerando informações essenciais para o planejamento produtivo, a prevenção de incêndios e a conservação da floresta.”

Ao integrar tecnologia e conhecimento tradicional, o Solar Community Hub apoia comunidades amazônicas no avanço do desenvolvimento sustentável e da conservação, demonstrando como programas globais, construídos a partir de parcerias com raízes locais, podem fortalecer a resiliência em territórios remotos.

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, melhorar a qualidade de vida das populações amazônicas e promover a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 17 anos de atuação, a instituição alcançou resultados significativos, como o aumento de 202% na renda média de milhares de famílias beneficiárias e a redução de 39% no desmatamento nas áreas onde atua.

Sobre a Computer Aid

A Computer Aid International é uma organização sem fins lucrativos com 25 anos de experiência no apoio ao ensino a distância e na promoção do acesso à tecnologia em áreas remotas e em desenvolvimento ao redor do mundo. A organização também é pioneira em sua abordagem de economia circular, oferecendo serviços de descarte de ativos de TI e sanitização de dados para empresas e organizações globalmente.

‘Não tenho que justificar nada para ninguém’, diz Flávio Bolsonaro sobre conversas com Vorcaro

Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução / Youtube / Conversa Timeline

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que não tinha obrigação de avisar antecipadamente seus aliados sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e a cobrança por valores destinados, segundo ele, ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não tem absolutamente nada de errado. Não tenho que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás que eu busquei um investidor, quando Vorcaro circulava por todas as rodas, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, circulava entre autoridades. Era uma pessoa até cortejada em todo o Brasil. Foi nessa época que ele topou fazer um investimento privado num filme privado. Não tem nada além disso”, afirmou o senador.

A declaração foi dada no quartel-general da Polícia Militar do Rio de Janeiro, onde o senador realizou a entrega de armamentos e viaturas adquiridas por emenda parlamentar de sua autoria.

Flávio disse não considerar o aporte de Vorcaro um tema sensível.

“Sensível por quê? Foram investimentos privados. Você comprou um carro, tem que falar para todo mundo? Você investiu um rendimento no seu banco tem que falar para todo mundo?”, disse.

Como mostrou a Folha, o fato de ele ter dito publicamente e reservadamente, em março, que não conhecia Vorcaro levou a uma quebra de confiança entre aliados e integrantes da direita.

O problema, avaliam seus aliados, foi Flávio mentir para os próprios correligionários e também publicamente sobre não ter nenhuma relação com Vorcaro. O áudio revelado mostra o pré-candidato chamando o dono do Master de “irmão”. Mensagens também demonstram proximidade, inclusive conversa sobre um jantar na casa do ex-banqueiro.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, afirmou considerar a omissão da informação um tema superado. Ele acompanhou o evento de Flávio na PM.

“Eu fui um dos que perguntei a ele. Ele falou assim: ‘Sóstenes, você já tinha me perguntado sobre isso antes?’ Eu falei: ‘Não’. Então, assim… ‘E eu tinha uma cláusula de confidencialidade, então eu preventivamente não falei, porque ninguém me perguntou’. Então foi simples assim. Entendemos que já é um assunto superado”, disse o deputado.

*Com informações de Folha de São Paulo

TCE-AM promove formação para nova fase do programa voltado à melhoria da educação no Amazonas

Foto: Joel Arthus

Avançando nas etapas do Programa de Apoio à Melhoria da Qualidade da Educação no Amazonas, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) realizou, nesta quinta-feira (14), mais uma formação voltada aos pontos focais das redes municipais de ensino. A iniciativa, inédita no país, alia rigor técnico, cooperação institucional e foco em resultados concretos na educação básica.

Em sintonia com o Plano Nacional de Educação (PNE), com as diretrizes do Ministério da Educação (MEC) e com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 4 da Organização das Nações Unidas (ONU), o programa foi criado para apoiar as redes municipais no enfrentamento de desafios históricos da educação no Amazonas, entre eles os baixos indicadores de desempenho, as desigualdades regionais e as dificuldades logísticas. A iniciativa conta com adesão de 58 municípios amazonenses.

A formação realizada nesta quinta-feira reuniu os pontos focais das redes municipais para orientar a execução das próximas etapas do método PDCA, ferramenta de gestão aplicada para fortalecer os indicadores educacionais das escolas públicas.

Durante o encontro, os participantes receberam formação sobre as etapas “D”, “C” e “A” do método. A etapa “D” corresponde à execução das ações previstas nos Planos de Ação das escolas. Já a etapa “C” envolve o acompanhamento dos indicadores educacionais e o monitoramento das metas estabelecidas. Por fim, a etapa “A” orienta a adoção de medidas corretivas e a padronização das práticas que apresentarem melhores resultados.

“Estamos entrando em uma nova fase do programa, em que o planejamento construído pelas escolas começa a se transformar em ações práticas dentro das redes municipais”, afirmou a conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins.

Além da formação sobre o método, os pontos focais receberam orientações sobre o cronograma bimestral de coleta dos indicadores educacionais acompanhados pelo programa e sobre a forma correta de envio das informações na Plataforma de Gestão.

Os participantes também conheceram novas funcionalidades da plataforma e receberam treinamento sobre uma ferramenta complementar de acompanhamento curricular, criada para auxiliar redes municipais que ainda não realizam o monitoramento sistemático dos componentes curriculares.

O programa envolve diferentes setores do Tribunal e conta com apoio direto da presidência e da Corregedoria, consolidando uma atuação que alia fiscalização, orientação e formação continuada.

Para o conselheiro-corregedor Fabian Barbosa, “o método PDCA fortalece o planejamento e permite que as redes municipais acompanhem de forma mais eficiente os resultados alcançados pelas escolas”.

Os pontos focais são servidores das redes municipais responsáveis por multiplicar a metodologia dentro dos municípios e apoiar gestores escolares na implementação das ações nas escolas que atendem os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental.

Ao longo dos primeiros meses do programa, os participantes passaram por formações voltadas à etapa “P” do método PDCA, relacionada ao planejamento. Nesse período, aprenderam a identificar problemas, definir metas e construir planos de ação voltados à melhoria dos indicadores educacionais.

A última grande entrega dessa etapa foi justamente a elaboração dos Planos de Ação pelas escolas municipais. O documento consolida o planejamento realizado até aqui e orienta as ações que serão executadas ao longo do ano letivo.

Depois das formações promovidas pelo Tribunal, os pontos focais disseminam a metodologia nos municípios e auxiliam gestores escolares na implementação do PDCA dentro das escolas.

Homem é preso no Japão após ameaçar explodir a sede da Nintendo em Kyoto

Foto: Reprodução

Um homem foi preso no Japão após enviar ameaças afirmando que iria explodir a sede da Nintendo, localizada em Kyoto. O caso chamou atenção das autoridades e da indústria de games por envolver uma das empresas mais conhecidas e respeitadas do país. A prisão foi confirmada pela polícia local nesta semana.

Ameaças foram enviadas por carta

De acordo com a investigação, o suspeito enviou cartas diretamente para a sede da Nintendo contendo mensagens graves. Entre as frases, ele afirmava que iria “explodir todo mundo” e alegava ter plantado múltiplas bombas no prédio da empresa. As mensagens também indicavam que seus planos não poderiam ser impedidos.

Após receber a correspondência, a Nintendo notificou imediatamente as autoridades.

Polícia fez varredura e não encontrou explosivos

A polícia de Kyoto realizou buscas completas no edifício e nas áreas ao redor, mas nenhum explosivo foi encontrado. Apesar disso, o caso foi tratado com extrema seriedade por representar uma ameaça direta à segurança de funcionários e visitantes.

As ameaças também causaram interrupções nas operações da empresa enquanto as averiguações eram realizadas.

Suspeito confessou o envio das ameaças

O homem, de 27 anos, desempregado e morador da província de Aichi, foi identificado após investigações conduzidas ao longo de semanas. Ele foi detido no dia 12 de maio sob suspeita de obstrução de atividades comerciais, o que inclui ameaças e atos que prejudicam o funcionamento de empresas. Segundo a polícia, ele admitiu ter enviado as cartas.

Até o momento, o motivo não foi esclarecido e segue sob apuração.

Nintendo já foi alvo de ameaças antes

Este não é um caso isolado. Nos últimos anos, a Nintendo já teve eventos cancelados ou transferidos após ameaças semelhantes. Em 2023 e 2024, torneios e eventos presenciais foram afetados por mensagens ameaçando funcionários e participantes, o que levou a reforços de segurança e prisões posteriores.

As autoridades afirmam que continuam tratando qualquer ameaça contra a empresa como potencialmente real.

Caso reforça atenção à segurança corporativa

Embora nenhum artefato tenha sido localizado, o episódio evidencia como ameaças desse tipo são levadas a sério no Japão, especialmente após ataques violentos ocorridos no país nos últimos anos. A investigação segue em andamento para entender as intenções do suspeito e evitar novos incidentes.

A Nintendo não comentou o caso publicamente, mas afirmou colaborar com as autoridades.

O episódio encerra mais um capítulo delicado para a gigante dos games, que segue reforçando protocolos de segurança para proteger seus funcionários, parceiros e o público.

*Com informações de Nerdizmo

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