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Parque Gigantes da Floresta recebe ação da prefeitura e garante alegria às famílias das zonas Norte e Leste

Parque Gigantes da Floresta recebe ação da prefeitura e garante alegria às famílias das zonas Norte e Leste - Foto: João Viana / Semcom

A Prefeitura de Manaus, por meio do Fundo Manaus Solidária (FMS), realizou, neste domingo, 29/3, a segunda edição do projeto “Páscoa na Floresta”, no parque Gigantes da Floresta, localizado na alameda Alphaville, no bairro Novo Aleixo. A ação reuniu famílias das zonas Leste e Norte da capital em um momento de lazer, integração e celebração da Páscoa.

Com uma programação voltada especialmente para o público infantil, o evento contou com circuito de brinquedos infláveis, apresentações culturais, além da presença do Coelhinho da Páscoa. O público também acompanhou o espetáculo “O Circo Chegou”, com o palhaço Lero-Lero, e o show da cantora Alexa Yngrid, encerrando a programação com música e animação.

A presidente do FMS, Viviana Lira, destacou a importância do evento como uma ação que vai além do entretenimento, promovendo também valores e reflexão sobre o verdadeiro significado da data.

“A zona Leste, zona Norte, recebeu a segunda edição do ‘Páscoa na Floresta’, um momento especial, um momento lindo para as famílias, que contaram com brincadeiras e muita diversão, além da distribuição do chocolate, assim como foi feita no ano passado. Para a gente, foi uma noite de gratidão, de comemoração, e também para falar o que a Páscoa representa, não só o chocolate, não só esse momento, mas também a ressurreição de Cristo. A Páscoa é Jesus”, afirmou Lira.

Durante o evento, a distribuição de chocolates garantiu ainda mais alegria para as crianças, reforçando o caráter social da ação. Para os moradores, a iniciativa representa uma oportunidade de lazer e convivência em família.

A costureira Aldelene Freitas de Souza ressaltou a importância da programação para as crianças. “Ah, é maravilhoso, é uma opção que as crianças não têm, de sair de casa para brincar, se divertir. Essa festa caiu muito bem para as crianças”, disse.

Quem também participou da ação e aprovou a iniciativa foi a autônoma Janne Carla Silva de Menezes, que destacou o impacto social do evento. “É bem legal, é bem gratificante. Não é a primeira vez que eu participo, ano passado nós também participamos. Nós estamos felizes, porque às vezes a gente não tem nem condição de dar um ovo sequer e ganhar assim gratuitamente é muito bom”, comentou.

A dona de casa Ayra Karoline Pereira dos Santos também celebrou o momento em família. “Está sendo maravilhoso, está sendo muito incrível estar aqui junto com meu marido. Muito bom mesmo”, afirmou.

O projeto “Páscoa na Floresta” foi realizado em diferentes zonas da cidade, e também na zona rural, reforçando o compromisso da Prefeitura de Manaus em levar grandes eventos às comunidades, promovendo inclusão social, lazer e o fortalecimento dos vínculos familiares. A iniciativa integra as políticas públicas da gestão municipal voltadas à melhoria da qualidade de vida da população, por meio de ações que incentivam a ocupação positiva dos espaços públicos e o bem-estar social.

Símbolo de Manaus, sauim-de-coleira é resgatado pelo Ipaam no bairro Nova Cidade

Também foram resgatados um periquitão-maracanã e dois jacarés-coroa em diferentes bairros de Manaus - Foto: Henrique Almeida / Ipaam

Um sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), espécie ameaçada de extinção e encontrada apenas na região de Manaus, foi resgatado pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) após ser localizado com ferimentos leves dentro de uma residência no conjunto João Paulo II, no bairro Nova Cidade, zona norte da capital. O animal foi acolhido pelos moradores, que acionaram o Instituto para o resgate.

Além do primata, outras ocorrências atendidas pelo Ipaam no mesmo dia resultaram no resgate de um periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus) e de dois jacarés-coroa (Paleosuchus trigonatus), em diferentes pontos da cidade. As ações foram conduzidas pela Gerência de Fauna (GFAU), responsável pelo atendimento a animais silvestres no estado, seguindo protocolos técnicos específicos para cada situação.

Símbolo de Manaus desde 2005, o sauim-de-coleira é uma espécie de primata presente na capital amazonense e áreas do entorno. O animal é considerado um dos mais representativos da fauna local e tem sua população impactada, principalmente, pela perda de habitat causada pela expansão urbana.

Para o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a colaboração da população é essencial para que o atendimento ocorra de forma segura, protegendo tanto o animal quanto as pessoas envolvidas na ocorrência.

“Quando a população procura os canais corretos, o atendimento acontece de forma mais organizada e evita situações que poderiam trazer risco. Esse cuidado faz diferença em todo o processo, desde o primeiro contato até o encaminhamento do animal”, destacou.

O assessor ambiental da GFAU, Eduardo Marques, explicou que o atendimento teve início após o acionamento da equipe e seguiu todas as etapas técnicas, desde a identificação da espécie até o resgate e o encaminhamento do animal.

“O chamado foi iniciado ainda pela manhã, quando a moradora informou a presença de um primata em sua residência. A partir das imagens enviadas, foi possível identificar que se tratava de um sauim-de-coleira. O animal apresentava uma marca de corda na região da cintura e, após a verificação da situação, a equipe foi deslocada até o local para realizar o resgate e encaminhá-lo ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama”, explicou.

A autônoma Gleicy da Silva Costa foi quem acolheu o sauim-de-coleira após o animal aparecer ferido em sua residência, no bairro João Paulo II. Durante o período em que permaneceu sob os cuidados da família, o primata recebeu atenção e foi mantido em segurança até a chegada da equipe do Ipaam.

Equipe da Gerência de Fauna do Ipaam com o sauim-de-coleira – Foto: Henrique Almeida / Ipaam

“A gente achou esse macaquinho dentro de casa, ele estava machucado, molhado e com a barriguinha cortada. Eu, meu esposo e minha família cuidamos dele com todo cuidado. A gente sabe que ele precisa voltar para a natureza, porque não é certo prender um animal assim. Ele parecia ter sido maltratado. A gente teve paciência e se apegou ao animal nesses dias, mas fiquei aliviada quando acionei o órgão e soube que ele ia para um lugar melhor”, relatou Gleicy.

Outros resgates

Além do sauim-de-coleira, o Ipaam resgatou dois jacarés-coroa, sendo um no bairro Alvorada 1, na zona centro-oeste, e outro no bairro Colônia Terra Nova, na zona norte. Também foi resgatado um periquitão-maracanã no bairro Cachoeirinha, na zona sul.

O assessor ambiental da GFAU explicou que, durante o período chuvoso, é comum o aumento no aparecimento de jacarés em áreas urbanas de Manaus, em razão da elevação do nível dos igarapés e dos alagamentos, que facilitam o deslocamento desses animais para fora de seu habitat natural.

Após o resgate, o periquitão e o sauim-de-coleira foram encaminhados ao Cetas, do Ibama, onde passam por avaliação. Os jacarés foram devolvidos à natureza em áreas de igarapé compatíveis com seu habitat natural.

Como acionar o resgate

Em caso de necessidade, a população deve entrar em contato com a GFAU pelo WhatsApp (92) 98438-7964, enviando foto e localização do animal. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

O Ipaam orienta que o acionamento correto contribui para a proteção da fauna silvestre e a segurança da população.

Thiago Abrahim propõe lei para fortalecer atendimento a pacientes com AVC no Amazonas

Foto: Natália Sá / Assessoria de Comunicação

O deputado estadual Thiago Abrahim (União Brasil) apresentou na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o Projeto de Lei nº 74/2026, que estabelece diretrizes para orientar a linha de cuidado no atendimento às pessoas acometidas por Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A proposta tem como objetivo fortalecer a organização do atendimento, desde a prevenção e identificação precoce dos sintomas até o tratamento hospitalar e a reabilitação dos pacientes. O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil, e a rapidez no diagnóstico e no início do tratamento é determinante para reduzir sequelas e salvar vidas.

Para o parlamentar, a iniciativa busca contribuir para melhorar a articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde, garantindo mais eficiência no atendimento e maior qualidade no cuidado aos pacientes.

“O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no país. Quando o atendimento é rápido e organizado, as chances de sobrevivência aumentam e as sequelas podem ser reduzidas. Nosso objetivo é fortalecer essa linha de cuidado no Amazonas, orientando ações que vão desde a informação à população até a reabilitação do paciente”, afirmou Thiago.

A matéria prevê a realização de campanhas educativas para que a população reconheça os sinais do AVC e busque atendimento imediato, além da capacitação continuada de profissionais de saúde para o diagnóstico e manejo inicial da doença.

“É fundamental que a população saiba identificar os sinais de um AVC e procure atendimento imediatamente. Da mesma forma, precisamos fortalecer a capacitação dos profissionais de saúde para garantir respostas rápidas e eficazes dentro da rede pública”, destacou o parlamentar.

A proposta também incentiva a organização de fluxos assistenciais integrados entre a atenção básica, o atendimento pré-hospitalar, unidades hospitalares de referência e serviços de reabilitação, além da adoção de protocolos clínicos baseados em evidências científicas.

Outro ponto previsto no projeto é o estímulo ao uso de telessaúde e telemedicina, especialmente para apoiar unidades de menor complexidade no diagnóstico e no encaminhamento adequado dos pacientes.

Segundo Thiago Abrahim, a medida é especialmente relevante para o Amazonas, onde as grandes distâncias e as dificuldades logísticas podem impactar no acesso rápido a serviços especializados.

“No Amazonas, as distâncias e os desafios logísticos muitas vezes dificultam o acesso rápido a unidades de referência. Por isso, fortalecer a organização da rede de atendimento e incentivar o uso da telemedicina são medidas importantes para salvar vidas e reduzir sequelas”, ressaltou.

O projeto tem caráter orientador e respeita a autonomia técnico-administrativa do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo parâmetros para fortalecer as redes de atenção às doenças cerebrovasculares no estado.

“Estamos propondo diretrizes que podem contribuir para uma rede de atendimento mais integrada, eficiente e humana, garantindo mais qualidade no cuidado às pessoas acometidas por AVC em todo o Amazonas”, concluiu o deputado.

Fiocruz Amazônia produz livro sobre monitoramento da exposição mercurial em populações indígenas

Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) finalizou a produção do livro “Mercúrio na Amazônia – Aspectos Introdutórios sobre Vigilância e Monitoramento em Populações Indígenas Expostas e Potencialmente Expostas”. A obra é resultado do Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre Ministério Público do Trabalho, Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (FIOTEC) e foi utilizada como material didático do Curso de Capacitação Profissional em Vigilância e Monitoramento da Exposição Mercurial em Populações Indígenas, oferecido pela Fiocruz Amazônia, com a finalidade de instrumentalizar trabalhadores da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS) nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) Porto Velho e Vilhena, responsáveis por cuidados em saúde e socioambientais junto a indígenas dos estados do Amazonas, Rondônia e Mato Grosso, historicamente atingidos pela contaminação mercurial.

O livro é de autoria do pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia Jesem Orellana, com coautoria da pesquisadora da Universidade do Estado do Amazonas, Lihsieh Marrero, e do supervisor do Centro de Formação do Museu das Culturas Indígenas de São Paulo, Aly David Arturo Yamall Orellana.

Na apresentação da obra, o autor explica que o livro se propõe a discutir alguns aspectos introdutórios sobre a vigilância do mercúrio em terras indígenas na Amazônia, destacando que a poluição ambiental por contaminantes químicos se constitui, cada vez mais, como uma séria ameaça à saúde humana. “O mercúrio, em particular, está entre os três contaminantes mais importantes, sendo que a maior fonte de exposição na Amazônia a esse metal é o garimpo de ouro. Há mais de 50 anos, diferentes gerações de amazônidas têm testemunhado e sido fortemente impactadas pela extração predatória do ouro na região, especialmente ribeirinhos e povos indígenas”, relata.

De acordo com o pesquisador, nas últimas três décadas, as estratégias e maquinário usado para a extração ilegal de ouro têm amplificado os danos ambientais, especialmente em solos e corpos d ́água o que, consequentemente, agrava ainda mais a exposição de populações reconhecidamente vulneráveis aos efeitos negativos da poluição ambiental. “Exposições em quantidades acima do tolerável, segundo critérios da Organização Mundial da Saúde, podem resultar em danos aos sistemas nervoso central e periférico, renal, cardiovascular, digestivo, pulmonar, imunológico, endócrino e, até mesmo, à morte”, alerta. Estudos sugerem que a exposição pré-natal ao metilmercúrio pode estar relacionada com atrasos cognitivos, quadros de retardo mental leve e até mesmo danos na audição e visão, após o nascimento.

Com 68 páginas, o livro está dividido em cinco capítulos/seções: “Introdução à toxicologia do mercúrio e aspectos históricos”; “Ciclo do mercúrio no ambiente e atividades antrópicas”; “Exposição aguda e crônica ao mercúrio na Amazônia”; “Principais ameaças e riscos do mercúrio à saúde humana”, e “Desafios da vigilância do mercúrio em indígenas da Amazônia”. Jesem observa que o preocupante cenário põe em evidência a importância não apenas de monitorar os efeitos da contaminação mercurial em indivíduos expostos ou potencialmente expostos, como também de prevenir ou manejar da melhor maneira possível a exposição humana ao mercúrio, em particular no segmento materno-infantil indígena. “De um lado, pouco se sabe sobre o assunto e, de outro, permanecem substanciais desafios na atenção qualificada à saúde, o que inclui a formação profissional focada na contaminação/exposição ao mercúrio”, enfatiza. Segundo Orellana, a produção do livro esteve articulada ao planejamento e oferta de um curso de capacitação profissional, alinhado às prioridades do Ministério da Saúde, contribuindo à exploração do tema na região.

Cursos nos DEIs

Entre os últimos dias 17 e 25 de março, sob coordenação de Orellana, com o apoio da UEA, e dos docentes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Cristiano Lucas de Menezes Alves e Maurício Viana Gomes de Oliveira, bem como o apoio direto de técnicos designados pelos DSEIs Porto Velho e Vilhena, foi conduzido um curso de capacitação profissional nos municípios de Cacoal (RO) e Humaitá (AM) sobre os riscos associados à exposição mercurial, estratégias de vigilância, monitoramento e mitigação dos dados nas populações potencialmente expostas e expostas a contaminação mercurial. O curso, com duração de 20 horas, foi preparado para trabalhadores de saúde atuantes na APS dos dois DSEIs.

“Foi uma experiência que utilizou estratégias de ensino e aprendizagem, centradas em metodologias participativas, que potencializam a fixação de novos conhecimentos, a partir da articulação com os saberes e vivências dos profissionais participantes,” Destaca Lihsieh Marrero. Para Orellana, a pauta da exposição mercurial em populações indígenas ainda é pouco valorizada ou inexistente no processo formativo de trabalhadores de saúde, não apenas na região Amazônica, mas no Brasil como um todo. “O uso indiscriminado do mercúrio existe, há pelo menos 40 anos, em garimpos ilegais, acarreta não apenas a destruição e contaminação dos nossos solos e águas, como também gera uma variedade de efeitos negativos à saúde humana, deixando populações historicamente vulneráveis como os indígenas da Amazônia Legal, em risco ou ameaça ainda maior”, enfatizou Jesem.

David Almeida transforma área abandonada em complexo social na zona Norte de Manaus

Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom-Prefeito

O prefeito de Manaus, David Almeida, entregou, neste domingo, 29/3, a praça e a quadra poliesportiva do conjunto Mundo Novo, na avenida Max Teixeira, bairro Cidade Nova, zona Norte da capital, totalmente revitalizadas após mais de duas décadas de abandono. O espaço, que antes era tomado por mato e barro e representava risco para moradores, foi reestruturado e passa a funcionar como área de esporte, lazer e convivência social.

A intervenção dialoga com um problema recorrente nas cidades brasileiras: a degradação de espaços públicos em áreas periféricas, que acabam sendo ocupadas de forma irregular ou associadas à insegurança. Ao recuperar esses ambientes, a gestão municipal aposta na ocupação qualificada do espaço urbano como instrumento de inclusão social, prevenção e melhoria da qualidade de vida.

A obra foi executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), em parceria com a Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), e integra o programa de revitalização de praças, campos e quadras em diversas zonas da cidade. O espaço passou por transformação completa e agora conta com quadra poliesportiva com piso em concreto, alambrado e área de convivência planejada para atender todas as faixas etárias.

“Esse espaço estava abandonado e hoje a gente devolve para a comunidade um local estruturado, seguro e preparado para ser um centro de convivência social. Quando você ocupa a cidade com esporte e lazer, você melhora a qualidade de vida e cria oportunidades para quem vive aqui”, afirmou o prefeito David Almeida.

O secretário municipal de Juventude, Esporte e Lazer, Joel Silva, destacou a escala da política pública. “Esse é o 27º complexo esportivo entregue na cidade de Manaus. Saímos de 2.500 pessoas em atividade esportiva para mais de oito mil. Isso mostra o compromisso da gestão em democratizar o acesso ao esporte”, disse.

Autor da emenda parlamentar que contribuiu para a obra, o vereador Kennedy Marques ressaltou o impacto da reocupação do espaço. “Esse local ficou mais de 20 anos abandonado. Quando o poder público não ocupa, a criminalidade ocupa. Hoje, a gente devolve esse espaço para as famílias, para o esporte e para a comunidade”, pontuou.

A presidente da Associação do Mundo Novo, Raíssa Juliana, enfatizou a transformação do local. “Esse espaço era ocioso e utilizado de forma irregular. Hoje é um ambiente digno, preparado para esporte, lazer e convivência familiar. É um momento histórico para o nosso bairro”, comentou.

A Semjel terá atuação permanente no local com atividades esportivas, projetos sociais e ações de inclusão, fortalecendo o vínculo da comunidade com o espaço público e incentivando o uso contínuo da estrutura.

Para os moradores da zona Norte, a entrega representa mais do que uma obra física, significa acesso a um ambiente seguro, iluminado e estruturado para prática esportiva, convivência e desenvolvimento social. Em um cenário nacional em que áreas públicas degradadas ainda são realidade, a requalificação desses espaços se consolida como uma política de impacto direto e replicável.

Roberto Cidade viabiliza alternativa logística para destravar entregas do comércio online no Amazonas

Foto: Herick Pereira

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), consolidou mais um avanço histórico na defesa do consumidor amazonense.

Com a sanção da Lei Ordinária nº 7.738/2025, de sua autoria, o parlamentar garante que o cidadão não seja mais prejudicado por falhas logísticas. Agora, o consumidor tem o direito garantido de retirar produtos adquiridos pela internet diretamente em centros de distribuição ou unidades de triagem, caso a entrega domiciliar não seja concluída.

A medida capitaneada por Cidade ataca diretamente um dos maiores gargalos do e-commerce no Estado, oferecendo uma solução prática para quem convive com atrasos ou dificuldades de localização por parte das transportadoras.

“Essa iniciativa nasce da escuta constante que fazemos à população. Nossa lei representa um passo decisivo para modernizar as relações de consumo no Amazonas, assegurando que o cliente tenha agilidade e segurança no acesso às suas encomendas, sem ficar refém de falhas operacionais”, afirmou o presidente.

Eficiência na capital e no interior

Para o deputado-presidente, a nova legislação é uma ferramenta de justiça social e eficiência econômica, alcançando tanto os moradores de áreas urbanas quanto aqueles que residem em zonas rurais ou áreas de difícil acesso, onde o serviço de entrega costuma enfrentar maiores obstáculos.

Ao propor o projeto, o parlamentar focou em suprir uma lacuna que gerava frustração e prejuízo financeiro.

“Nossa meta é fortalecer o comércio eletrônico no Estado, mas sempre com o consumidor em primeiro lugar. Essa alternativa de retirada direta reduz drasticamente o tempo de espera e evita o extravio de mercadorias, trazendo a tranquilidade que o cidadão merece ao realizar suas compras”, explicou.

Impacto direto no cotidiano

A partir da lei de Roberto Cidade, o Amazonas passa a contar com um ambiente de consumo mais robusto.

A lei obriga que as empresas ofereçam essa opção de retirada sempre que as tentativas de entrega em domicílio não obtiverem êxito, transformando o que antes era um transtorno em uma solução logística segura e prática.

Estudo identifica cocaína e analgésicos no sangue de tubarões das Bahamas

Tubarão-tigre em Tigerbeach, nas Bahamas - Foto: Divepic / Getty Images / iStockphoto

Tubarões da costa das Bahamas estão sendo contaminados com drogas como cocaína, cafeína e analgésicos, segundo estudo recente publicado na revista Environmental Pollution.

Equipe analisou sangue de 85 tubarões de cinco espécies capturados ao redor da Ilha Eleuthera, nas Bahamas. Vinte e oito deles apresentaram cafeína, analgésicos anti-inflamatórios ou outras drogas no sangue, sendo que alguns testaram positivo para múltiplas drogas. A cafeína foi a mais comum, seguida por acetaminofeno e diclofenaco, princípios ativos do Tylenol e do Voltaren.

Sangue contaminado revela dano que os humanos causam a ambientes oceânicos paradisíacos. “Estamos falando de uma ilha muito remota nas Bahamas”, diz Natascha Wosnick, bióloga da Universidade Federal do Paraná, no Brasil, autora principal do estudo.

Um deles, um filhote de tubarão-limão, testou positivo para cocaína. A quantidade foi muito menor do que a encontrada anteriormente em tubarões no Brasil durante um estudo realizado em 2024 —e que também teve Natascha Wosnick como parte da equipe.

Mergulhadores são responsáveis mais prováveis pela contaminação. Além disso, correntes podem levar traços de drogas de esgoto e outras fontes até o mar “É principalmente porque as pessoas vão até lá, urinam na água e despejam esgoto na água”, afirma a brasileira.

Produtos farmacêuticos e de higiene pessoal, incluindo anti-inflamatórios não esteroides, analgésicos e substâncias psicoativas, são cada vez mais reconhecidos como contaminantes emergentes em ambientes aquáticos, entrando nos ecossistemas marinhos principalmente por meio de efluentes de esgoto, escoamento agrícola e descargas urbanas Trecho da pesquisa

Tubarões contaminados mostraram mudanças em marcadores ligados a estresse e metabolismo. “O que torna este estudo notável não é apenas a detecção de fármacos e cocaína em tubarões próximos à costa, mas as alterações associadas nos marcadores metabólicos”, diz Tracy Fanara, oceanógrafa da Universidade da Flórida em Gainesville.

Pesquisadora brasileira diz que achados são preocupantes porque as Bahamas são vistas como um ‘paraíso intocado’. A contaminação encontrada nos tubarões mostra que a poluição química pode chegar até ecossistemas remotos via esgoto humano e turismo.

Um estudo de 2024 analisou 13 tubarões-bico-fino no mar do Rio de Janeiro e encontrou cocaína em todos os animais. A pesquisa foi a primeira no mundo a analisar tubarões que vivem em mar aberto com a intenção de detectar eventuais substâncias ilícitas em seu organismo.

*Com informações de Uol

Projeto propõe reconhecimento facial para reforçar segurança nas escolas municipais

A proposta busca trazer mais tranquilidade para as famílias. - Foto: Ana Calmont / Assessoria

O vereador Gilmar Nascimento (Avante) apresentou na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o Projeto de Lei nº 384/2026, que propõe a implantação de um sistema de reconhecimento facial para controlar o acesso e registrar a frequência de alunos nas escolas da rede municipal. A proposta tem como foco aumentar a segurança no ambiente escolar, facilitar o acompanhamento da presença dos estudantes pelas famílias e modernizar a gestão educacional do município.

De acordo com o projeto, o sistema funcionará por meio de câmeras de alta definição integradas a um software de inteligência artificial. Sempre que o aluno entrar ou sair da escola, o registro será feito automaticamente, e os pais ou responsáveis receberão uma notificação imediata no celular, seja por mensagem de texto, aplicativo oficial da Prefeitura ou plataformas de mensagens instantâneas.

O PL também prevê que o sistema poderá ser ampliado para professores, servidores e visitantes, conforme regulamentação do Poder Executivo, como medida complementar para reforçar a proteção nas unidades de ensino. A implantação deverá priorizar o uso da estrutura de monitoramento já existente nas escolas e a integração com o banco de dados de matrícula da rede municipal.

Entre as regras estabelecidas, o projeto determinará o cumprimento rigoroso da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), para garantir o sigilo e a segurança das informações biométricas coletadas. O uso do sistema dependerá do consentimento expresso dos pais ou responsáveis no momento da matrícula ou renovação, além de proibir qualquer utilização ou compartilhamento das imagens para fins comerciais ou que não estejam ligados à segurança e à gestão escolar. Segundo o vereador Gilmar Nascimento, a proposta busca trazer mais tranquilidade para as famílias e fortalecer o controle da frequência escolar.

“Estamos propondo uma ferramenta moderna que vai ajudar a proteger nossos alunos e dar mais segurança aos pais. Muitas famílias não conseguem acompanhar de perto a rotina escolar dos filhos. Com esse sistema, elas serão informadas em tempo real sobre a entrada e a saída dos estudantes. Além disso, a tecnologia pode contribuir no combate à evasão escolar e melhorar a organização da rede municipal de ensino”, afirmou o parlamentar.

Caso seja aprovado pela Câmara e sancionado pelo prefeito, o projeto entrará em vigor na data de sua publicação. A iniciativa pretende fortalecer a segurança nas escolas, ampliar a comunicação com as famílias e modernizar os serviços educacionais oferecidos à população.

Ensaio dos Bumbás marca início do Curral do Garantido com itens oficiais e sambódromo lotado

David Assayag e Israel Paulain comandaram parte do espetáculo que 'avermelhou' o Sambódromo no Ensaio dos Bumbás (Foto: Altemar Oliveira)

Agora é oficial. Começou a temporada bovina 2026 com a realização do Ensaio dos Bumbás e a abertura da agenda de eventos em Manaus comandada pelo Garantido e Caprichoso na escalada para o Festival de Parintins deste ano.

O evento da noite deste sábado (28), marcou a estreia do Curral do Boi Garantido, carro-chefe da agenda vermelha e branca em Manaus, reunindo milhares de torcedores no Sambódromo para uma noite de celebração, música e expectativa para o Festival de Parintins.

Organizado pelo Movimento Amigos do Garantido (MAG), o ensaio do boi da Baixa do São José em Manaus manteve a tradição de reunir itens oficiais, artistas e a galera encarnada em uma prévia do espetáculo que será apresentado no Bumbódromo, em Parintins.

Para a presidente do MAG, Cláudia Santos, a abertura marcou “apenas o começo de uma programação repleta de novidades e festas temáticas que farão desta temporada uma experiência inesquecível para os artistas e para os torcedores também”.

A opinião de Cláudia Santos é compartilhada pela vice-presidente do MAG, Ana Lúcia Holanda que anunciou “uma sequência de eventos ainda mais grandiosos ao longo da temporada. Queremos o campeonato também em 2026. E vamos trabalhar muito pra que isso seja realidade”.

O presidente do Garantido, Fred Góes, confirmou a expectativa da diretoria do MAG e celebrou o sucesso do início da temporada na capital. “O Garantido se prepara para ser bicampeão. E toda a nação vermelho e branca está emprenhada nesse propósito. Vamos encantar o Brasil”, afirmou Fred Góes.

Programação

A programação contou com dois momentos distintos de apresentações.

Na abertura, Luciano Araújo e Black Marialva abriram a noite, preparando o público para o show principal, que seguiu pela madrugada com um repertório que mesclou toadas clássicas e recentes, incluindo “Perrechê da Puraca”, “Boi do Povo, Boi do Povão”, “Perrecheologia” e “Rainha Encarnada” e reuniu o apresentador Israel Paulain, o levantador oficial David Assayag e a levantadora Márcia Siqueira, além da Batucada, do Comando Garantido, do Garantido Show e, claro, o astro principal da festa, o boi-bumbá Garantido.

A apresentação também levou ao palco os itens oficiais do boi, como o pajé Adriano Paketá e a rainha do folclore Lívia Christina.

A trilha da noite e os números coreográficos deram o tom do tema de 2026, “Portal do Encantamento”, que deve nortear as apresentações ao longo da temporada.

O pajé Adriano Paketá ressaltou que os ensaios funcionam como um espaço de testes para o que será levado à arena. “Cada apresentação é uma preparação, um laboratório. A gente leva essa energia até os três dias de festival”, afirmou.

Já a rainha do folclore, Lívia Christina, destacou o ritmo intenso de preparação ao longo do ano e a expectativa pelo bicampeonato. “A gente trabalha o ano todo para isso. Estamos empenhados em trazer mais um título para a Baixa de São José”, disse.

Para o diretor de eventos do MAG, Rivaldo Pereira, o sucesso do Curral do Garantido é resultado de um trabalho coletivo consolidado ao longo de décadas. “Manaus é a grande vitrine do espetáculo de Parintins, e há 30 anos o MAG mantém essa tradição viva”, destacou.

No próximo sábado (4) será a vez do “Curral do Garantido”, que celebrará os “30 anos do MAG”, e terá a 1ª eliminatória do concurso Morena Bela e o lançamento da feijoada 2026.

Patrocinadores e apoiadores

O Boi Garantido conta com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Coca-Cola Brasil, Petrobras, Bradesco, Assaí Atacadista, Tokio Marine Seguradora, Eneva, Natura, Mercado Livre, Prefeitura de Parintins, Bemol, Super Terminais e Samel Planos de Saúde. Conta ainda com apoio de Info Store, Rodrigues Colchões e MANÁ Produções, além de patrocínio local de Bemol, Mondele Brasil, Rodrigues Colchões, Super Terminais, Uninorte, Ambev, Amazonas Shopping, Coca-Cola Brasil, Doritos, Tutiplast, Parintins Riofest, Wizard, V.V. Refeições, Bonna Vitta, Lima Navegações e Brasil Show. O Apoio local é de Dr. da Barba, Roberto Dinamite, Coração Encarnado e Força Sindical. O apoio institucional é da Amazonastur, com emissoras oficiais A Crítica e Rádio FM O Dia, e realização da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Governo do Estado.

Por Márcia Costa Rosa com assessoria do MAG

EUA avaliam enquadrar PCC e CV como grupos terroristas por pressão de filhos de Bolsonaro, diz jornal

Desde que voltou ao poder, no começo do ano passado, Donald Trump já incluiu 25 organizações estrangeiras como terroristas em sua lista - Foto: Agência Brasil

Os Estados Unidos estão considerando classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas por pressão da família Bolsonaro, segundo uma reportagem do jornal “The New York Times”.

Segundo o jornal, a possibilidade tem sido discutida pelo Departamento de Estado norte-americano nas últimas semanas, após contatos dos filhos do ex-presidente brasileiro, Flávio e Eduardo – o primeiro pré-candidato a presidente do Brasil, e o segundo morando nos EUA depois de ter o mandato de deputado cassado.

Desde que voltou ao poder, no começo do ano passado, Donald Trump já incluiu 25 organizações estrangeiras como terroristas em sua lista. Parte delas, são latino-americanas, como o venezuelano Tren de Aragua e o Cartel de los Soles, além de norte-americanas, como seis cartéis mexicanos.

No início deste mês, durante uma cúpula com líderes da América Latina aliados ao governo Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, comunicou ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que Washington planejava incluir as facções brasileiras na lista de grupos terroristas.

A Casa Branca argumenta que a designação é feita a grupos criminosos que impõem riscos à segurança interna norte-americana. No caso da Venezuela, no entanto, a designação foi usada como pretexto para que Washington ordenasse uma operação militar, que culminou na captura de Nicolás Maduro.

Mas, na prática, o que a medida muda?

Em primeiro lugar se aplicam algumas sanções econômicas mais rigorosas a integrantes dos grupos, tais como:

  • Bloqueio de ativos financeiros que estão no exterior;

  • Deportação de faccionados e vistos negados;

  • Isolamento do grupo internacionalmente;

  • Além da dificuldade de receber treinamento, comprar armas e até contratar serviços.

Além disso, conforme o governo americano, essa designação facilitaria a cooperação internacional no combate ao crime organizado.

A medida imposta por Trump também poderia autorizar o uso de força militar contra as facções em território americano, além de permitir o uso de inteligência e capacidades militares do Departamento de Defesa para atacá-los.

*Com informações de Terra

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