História de superação de Marilene evidencia os benefícios da reabilitação em grupo - Foto: Assessoria
Superar uma lesão grave e recuperar a mobilidade é um processo que exige paciência, disciplina e, sobretudo, constância. A história de vida de Marilene Batista mudou após uma fratura na tíbia e fortes dores na região lombar. O quadro exigiu uma cirurgia que a deixou temporariamente dependente de cadeira de rodas e muletas por três meses.
“Para mim e para minha família foi uma frustração e tristeza passar por essa situação de reabilitação. Devido a esse tempo de aflição, adquiri ansiedade, passei a usar medicamentos para dormir e fazer acupuntura para ajudar na cura”, relata Marilene.
Tudo mudou no dia em que ela recebeu o encaminhamento para o projeto de fisioterapia em grupo da Hapvida. A iniciativa busca engajar os pacientes na reabilitação por meio da troca de experiências.
“A gente não fica dias sem fazer fisioterapia, o que ajuda muito. Em grupo eu já ganhei mais resistência do que nos outros anos em que vinha fazendo tratamento individual”, destaca a paciente.
Rotina de acompanhamento
O projeto foi desenhado para otimizar os atendimentos em turmas de até seis pacientes, garantindo supervisão e dinamismo nos protocolos. Acompanhando de perto a evolução das turmas, a fisioterapeuta Bruna Evely, da Hapvida, detalha como essa dinâmica se reflete no dia a dia dos pacientes e aponta os resultados práticos observados.
“Além de estar observando o paciente três vezes na semana, é realizada uma reavaliação a cada quatro semanas. É perceptível a consciência corporal que eles aprendem com os exercícios em grupo, a cada aula, com uma melhora e uma superação. Os próprios pacientes vêm até mim e falam o quanto estão melhores e mais resistentes”, aponta a especialista.
Sobre o projeto
Para participar do projeto de fisioterapia em equipe na rede Hapvida, o beneficiário precisa passar por uma consulta médica na rede e receber o encaminhamento específico para o tratamento. Em seguida, o paciente passa por uma avaliação individual detalhada com um fisioterapeuta, etapa que define o direcionamento para a turma mais adequada ao seu perfil clínico.
De acordo com a fisioterapeuta Danielle Aires, da Hapvida, o formato permite aliar a eficiência clínica à personalização necessária para cada caso. Além dos ganhos motores dentro do hospital, a especialista ressalta que o projeto transforma a postura do paciente fora do ambiente clínico, estimulando o autocuidado e a constância dos movimentos em casa.
“Mesmo em grupo, é possível ajustar cargas, amplitudes e intensidades para cada paciente, trabalhando força, equilíbrio, mobilidade, coordenação e resistência de forma integrada. O paciente passa a compreender que parte do tratamento depende da continuidade em casa”, destaca Danielle Aires.
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