Pavilhão do Brasil na COP29 em Baku, no Azerbaijão - Foto: Aziz Karimov / Reuters
“Só haverá ação climática justa e efetiva com a participação plena de comunidades locais, povos indígenas, afrodescendentes, mulheres e juventudes.” É o que diz trecho de um documento assinado por 20 organizações da sociedade civil de países da América Latina e do Caribe nesta semana.
O grupo lançou o manifesto ao fim de uma reunião ministerial preparatória para a COP30, a conferência do clima das Nações Unidas que ocorrerá em Belém em novembro. O encontro, realizado nos últimos dias na Cidade do México, reuniu representantes de governos da região.
“Da Patagônia ao rio Bravo, do Pacífico às Antilhas, a América Latina e o Caribe formam uma região decisiva no planeta diante da crise climática. Aqui se resguarda a maior biodiversidade do mundo e uma riqueza cultural sem igual”, afirma o texto.
“Essa inestimável riqueza regional tem sido resguardada pelos povos, incluindo indígenas, afrodescendentes e comunidades locais. Seus conhecimentos e práticas ancestrais sustentam a vida, as sociedades e as economias da região em um contexto de crescente vulnerabilidade climática.”
Entre as organizações que assinam o documento estão: Climate Action Network Latin America, Rede Indígena Bribri e Cabécar (Costa Rica), Casa Pueblo de Adjuntas (Porto Rico), Colectivo Madreselva (Guatemala), Congresso Geral da Juventude Guna (Panamá), Guardião Florestal (México) e Geledés – Instituto da Mulher Negra (Brasil).
As organizações pedem maior ambição e implementação das NDCs (contribuições nacionalmente determinadas), as metas climáticas de cada país dentro de Acordo de Paris.
O grupo demanda ainda a garantia de proteção de ecossistemas estratégicos por meio de zonas livres de combustíveis fósseis, o impulsionamento de mecanismos de financiamento climático direto e a implementação de planos de adaptação às mudanças no clima e de mitigação de gases que causam o aquecimento do planeta.
Para Leticia Leobet, assessora internacional da ONG Geledés, o encontro no México foi um passo importante na preparação para a COP30, especialmente por possibilitar uma interlocução mais próxima entre a sociedade civil e os chefes de Estado.
“Ao questionarmos o presidente da COP [o embaixador André Corrêa do Lago] sobre a estratégia regional para o reconhecimento da população afrodescendente nos documentos de negociação, ele afirmou que há consenso sobre o tema e que é uma das prioridades. Sendo assim, esperamos que esse consenso se expresse nas salas de negociação para garantir esse reconhecimento efetivo na COP30”, destacou.
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