O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) fez, nesta segunda-feira (5), seu primeiro pronunciamento após ser eleito deputado estadual pelo Amazonas e afirmou que levará para a Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM) a mesma postura de fiscalização, cobrança e enfrentamento que marcou seus cinco anos de atuação na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Eleito com 42.295 votos, sendo o 10.º candidato mais votado do pleito eleitoral no último domingo (4), Guedes declarou que chega à ALEAM com “muito orgulho, gratidão e honra” e destacou que sua votação não foi resultado de estrutura de governo, cargos ou apoio de máquinas públicas, mas da confiança de eleitores que acreditaram em sua atuação política.
“Uma das palavras que eu mais ouvi nessa campanha foi: ‘eu acredito em você’. Esses votos foram votos de convicção, de crença, de fé e de esperança. Foram votos da luta. Eu não tive a máquina pública, nem cargos ou alianças com prefeito ou governador; eu tive a confiança da população, que acredita que é possível fazer uma política independente e sem sujeira”, afirmou.
Ao falar sobre sua saída da Câmara Municipal, Guedes disse que a Casa infelizmente perderá um parlamentar que, desde o início do mandato, manteve uma postura de fiscalização e enfrentamento a projetos que considerava prejudiciais à população. Por outro lado, Guedes afirmou que a Assembleia Legislativa ganhará justamente aquilo que falta atualmente: fiscalização, cobrança e uma atuação verdadeira em defesa da população.
“Agora, a Assembleia Legislativa vai ganhar o que não tem. Vai ganhar fiscalização, vai ganhar cobrança, vai ganhar alguém que represente os anseios da população. O terror, o pesadelo dos deputados estaduais está chegando. Eu não estou indo lá brincar, não estou indo para ser mais um. Agora eles vão ter alguém que fiscalize, que fale, cobre e que denuncie. O pesadelo deles está chegando”, garantiu.
A primeira ação de Guedes ao assumir o mandato como deputado será protocolar um projeto de lei para acabar com o auxílio-saúde de R$ 4,1 mil mensais, aprovado pelos deputados estaduais, para custear seus planos de saúde particulares. Já seu segundo projeto será para restabelecer o mínimo de três sessões plenárias por semana na ALEAM. A medida é uma reação à mudança que reduziu de três para dois os dias de sessões ordinárias da Assembleia.