A 14ª ecobarreira de Manaus já mostra, na prática, sua importância estratégica para a proteção do rio Negro uma semana depois de instalada. A primeira limpeza da estrutura foi realizada nesta sexta-feira, 20/2, pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), com a retirada de cerca de 40 toneladas de resíduos sólidos que deixaram de seguir para o principal rio da capital.
A ecobarreira foi implantada na última sexta-feira, 13 de fevereiro, em um ponto considerado crítico no bairro Educandos, zona Sul da cidade. O trecho recebe as águas do igarapé do 40, do igarapé do São Francisco e do igarapé do Mestre Chico, concentrando grande volume de lixo transportado pelas chuvas.
A estrutura funciona como uma barreira flutuante de contenção. Ela não reduz o lixo gerado nos igarapés, mas intercepta os resíduos carregados pela correnteza, impedindo que avancem até o rio Negro.
Após a retenção, o material é recolhido pelas equipes operacionais e encaminhado para destinação ambientalmente adequada no aterro sanitário municipal.
O secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, destacou que o resultado da primeira semana reforça a eficácia da política ambiental adotada pela prefeitura.
“Em apenas sete dias, 40 toneladas deixaram de chegar ao rio Negro. Isso mostra que a ecobarreira cumpre um papel fundamental como proteção ambiental. Estamos criando uma linha final de defesa para o nosso rio, especialmente no período de chuvas, quando o volume de resíduos aumenta significativamente”, afirmou.
Rede reteve 378 toneladas em janeiro
Com a nova instalação, Manaus passa a contar com 14 ecobarreiras distribuídas em pontos estratégicos da cidade. O sistema integra a política permanente de enfrentamento ao descarte irregular e de proteção dos cursos d’água urbanos.
Somente em janeiro, as ecobarreiras da capital retiveram 378 toneladas de resíduos sólidos levados pelas águas até os igarapés. Sem essas estruturas, todo esse volume teria avançado para o rio Negro.














