
A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) realizou o 40º Encontro de Lideranças dos Territórios de Atuação. Iniciada na última segunda-feira (15), a programação reúniu, na sede da instituição, em Manaus, cerca de 60 lideranças indígenas, ribeirinhas e quilombolas, além de representantes de associações comunitárias de diferentes municípios do Amazonas.
Realizado quando a FAS completa 18 anos, o encontro promove um momento de escuta, integração e construção coletiva. O objetivo é ampliar o protagonismo das lideranças na gestão e no desenvolvimento sustentável dos territórios, além de fortalecer a relação entre associações comunitárias, instituições públicas, parceiros e a Fundação.
Ao longo de cinco dias, os participantes discutiram temas relacionados à gestão territorial, sociobioeconomia, geração de renda, acesso à energia, educação, saúde, mudanças climáticas e fortalecimento das organizações comunitárias. As atividades foram desenvolvidas por meio de mesas de diálogo, oficinas, rodas de conversa e metodologias de escuta territorial.
Para Valcléia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS, a iniciativa é um momento importante de troca de saberes e transformação. “O Encontro de Lideranças é fundamental porque cria um espaço de escuta direta e construção conjunta com quem conhece profundamente a realidade dos territórios. É a partir desse diálogo que conseguimos compreender as prioridades das comunidades, fortalecer o protagonismo das lideranças e transformar demandas em ações e projetos capazes de gerar resultados concretos para as famílias”, declarou.
Os conhecimentos adquiridos durante a programação também poderão ser compartilhados pelos participantes em suas comunidades. Para Edvar Bezerra, liderança da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Cujubim, localizada no município de Jutaí (a 750 km de distância de Manaus), a participação no evento proporciona novos aprendizados.
“Esse encontro está sendo muito positivo. Estou aprendendo muitas coisas, e a ideia é levar esse conhecimento de volta para o meu território”, afirmou.
A programação ainda resgata a trajetória da FAS e os principais avanços construídos em conjunto com as comunidades ao longo dos últimos 18 anos. Também abre espaço para que as lideranças compartilhem os desafios enfrentados nos territórios. Entre os assuntos abordados estão os impactos das secas e cheias extremas, as alterações no regime das chuvas, as dificuldades de deslocamento e os efeitos das mudanças climáticas sobre a produção, a saúde e o acesso a serviços essenciais.
Além disso, as discussões valorizam as estratégias desenvolvidas pelas próprias comunidades para enfrentar esses desafios ambientais, conservar seus territórios e proteger seus modos de vida. A partir dos relatos e das contribuições apresentadas, são construídas prioridades e propostas para orientar os próximos passos da atuação conjunta entre a FAS, as associações e os parceiros.












