
Francielle Faria, 39, era servidora pública federal quando criou a marca American Cookies, em 2015. Vendia somente cookies congelados. O negócio só decolou de vez em 2017, com a entrada da empresa no iFood e a exigência de passar a vender cookies assados, já prontos para o consumidor. Em 2023, a empresa faturou R$ 39 milhões.
“Naquela época, você só encontrava pizza e hambúrguer nos apps de entrega aqui de Brasília. Fomos o primeiro doce disponível por delivery, e isso trouxe um boom muito grande de pedidos. Chegamos a faturar R$ 12 mil por mês vendendo cookies por aplicativos, com uma pequena produção em casa” disse Francielle Faria
Produção começou na cozinha da casa
Em 2010, Francielle começou a trabalhar no Ministério da Fazenda. Ocupava o cargo de analista técnica administrativa. Ela havia passado no concurso público em 2009.
Ela e o marido, Rafael, 32, se apaixonaram por cookies em 2012. Em vez de comprarem os biscoitos em lojas da cidade, eles optaram por prepará-los em casa. Para isso, pesquisaram a receita na internet e começaram a fabricar.
No início, a produção era caseira, para consumo próprio. Depois, o casal passou a vender os cookies para parentes, amigos e colegas de trabalho. Em três meses, decidiram alugar uma loja em um shopping da cidade, para vender os biscoitos congelados. O investimento no negócio foi de R$ 50 mil. A loja foi fechada em seis meses.
“Demos um passo maior que a perna. O aluguel era caro, o produto era pouco conhecido na época e nós éramos imaturos profissionalmente na gestão do negócio. Foi um erro.” afirmou Francielle Faria, fundadora e CEO da American Cookies
Em 2015, o casal decidiu retomar a produção dos cookies. Após uma consultoria do Sebrae, eles criaram oficialmente a marca American Cookies. Vendiam o produto congelado em um espaço na Mercearia Colaborativa, na Asa Norte, em Brasília. O investimento foi de R$ 1.000.
Em 2017, a American Cookies entrou no iFood. Mas, em vez de congelados, os cookies tinham que ser vendidos assados, já prontos para o consumidor. Ali, o negócio bombou. O faturamento mensal passou de R$ 2.000 para R$ 12 mil.
