O deputado André Janones (Rede-MG) afirmou que não tem nada a ensinar ao presidente Lula (PT) sobre comunicação e que o petista não precisa aprender a usar as redes sociais.
“As pessoas ficam muito assim: dá um toque nele, fala isso. Ninguém tem que dar um toque nele. O Lula é o maior comunicador da história desse país”, disse nesta terça (20), ao deixar o hospital em São Paulo, onde foi internado com arritmia cardíaca na madrugada de segunda-feira (19) após acompanhar o debate do petista contra Flávio Bolsonaro (PL).
Nem teria por que, a essa altura, cobrar desenvoltura digital do petista, insistiu o aliado. “Não é que ele não sabe se comunicar nas redes sociais, o Lula não sabe usar as redes sociais e não tem que saber usar. É um senhor de 81 anos de idade, que não tem que provar nada mais para ninguém.”
Para o deputado, cabe a Lula continuar explorando o próprio carisma, enquanto aliados mais jovens se encarregam de traduzir sua comunicação para o ambiente digital.
“O Lula simplesmente precisa da gente fazer o trabalho nas redes sociais enquanto ele brilha”, afirmou, comparando o presidente ao argentino Lionel Messi, que, mesmo genial, precisaria de jogadores mais jovens para correr por ele.
Janones é o criador do canal Exército do Lula, que reúne mais de 5,6 milhões de apoiadores no WhatsApp e se tornou a principal ferramenta de mobilização virtual da campanha pela reeleição. O deputado orienta os integrantes do grupo sobre como atuar nas redes, com ações coordenadas de engajamento e disseminação de mensagens favoráveis ao presidente.
Para Janones, Lula teve um dos melhores desempenhos de sua trajetória no debate contra Flávio. “Analisando as redes sociais, ele deu um show.” O parlamentar destaca a capacidade do presidente de produzir cortes que viralizam, recorrer ao humor e explorar o próprio carisma.
Como exemplo, citou o momento em que, após o adversário tentar encurralá-lo perguntando por que a maioria dos presidiários aptos a votar o escolheu nas urnas, o presidente afirmou querer o voto até do pai dele, Jair Bolsonaro (PL). A fala virou meme e ganhou traduções em vários idiomas.













