O ministro da Defesa de Israel ameaçou nesta quarta-feira, 4, “eliminar” qualquer dirigente iraniano escolhido para suceder o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu no último sábado, 28, durante os ataques das forças israelenses e americanas contra Teerã.
“Qualquer dirigente eleito pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será um alvo de assassinato, não importa seu nome nem onde se esconda”, afirmou o ministro Israel Katz em uma mensagem publicada no X.
O Irã afirmou que tenta nomear rapidamente um novo líder supremo. “Estamos todos tentando”, disse Ahmad Khatami, integrante da Assembleia de Especialistas para a Liderança, responsável pela escolha do novo líder.
“Se Deus quiser, o líder será nomeado na primeira oportunidade. Estamos perto, mas a situação é de guerra”, disse Khatami à emissora estatal.
Citando autoridades que falaram sob condição de anonimato, o jornal The New York Times, afirmou que os clérigos estavam considerando anunciar que Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como sucessor do pai na manhã desta quarta-feira, mas que alguns expressaram reservas, temendo que isso pudesse expô-lo como alvo dos Estados Unidos e de Israel.
Na terça-feira os ataques contra o Irã foram ampliados com um bombardeio contra o prédio da Assembleia de Especialistas na cidade sagrada de Qom, onde 88 aiatolás deveriam se reunir para definir quem substituirá o líder supremo. Fontes iranianas disseram à agência Reuters que Mojtaba sobreviveu ao ataque.
Segundo filho mais velho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei tem 56 anos. Assim como o pai, ele é um aiatolá, ou seja, um clérigo de alto escalão dentro do islamismo xiita. Ele serviu o exército iraniano na Guerra Irã-Iraque, entre 1980 e 1988, e teria liderado a milícia paramilitar Basij na repressão aos protestos que ocorreram no país em 2009.














