
Com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o Coletivo Arte Ocupa concluiu a segunda edição do Colore Mossoró, iniciativa cultural que transformou a Comunidade Mossoró, no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus, por meio de formação artística, intervenções visuais e ações de integração comunitária.
Realizado com apoio do Edital Público Aldir Blanc, com apoio do Governo do Amazonas, Conselho Estadual de Cultura, Secretaria de Cultura e Governo Federal, o projeto reafirmou a força da arte nas periferias e o papel indispensável das comunidades na construção de políticas culturais de base popular.
O projeto foi realizado entre julho e novembro de 2025, e mobilizou mais de 300 moradores, gerando mais de 60 oportunidades de renda dentro do próprio bairro e remunerando 30 profissionais amazonenses, consolidando-se como uma ação de arte, educação e fortalecimento territorial.
Durante quatro meses, o Colore Mossoró II ofertou uma programação formativa que reuniu mais de 80 participantes em oficinas de dança urbana, artes manuais, instrumentos musicais, vogue, expressão corporal e saúde emocional. As atividades, conduzidas de forma prática e conectada à realidade do bairro, estimularam autonomia, criatividade e cuidado coletivo — princípios centrais da metodologia do Arte Ocupa.
Nas artes visuais, o projeto deixou marcas permanentes na paisagem local: quatro murais assinados por artistas do Amazonas transformaram fachadas de casas em espaços de memória, identidade e visibilidade periférica. Além disso, um grande mutirão comunitário revitalizou dez residências, reunindo moradores em um processo colaborativo que levou cor, movimento e autoestima para o Mossoró.
A mobilização comunitária também ganhou força por meio de ações especiais. O Dia das Crianças reuniu cerca de 100 famílias; o bingo comunitário engajou adultos com 20 premiações; e o campeonato de papagaio integrou mais de 20 jovens do bairro. Houve ainda a distribuição de 100 kits para famílias, a produção de 20 livros de colorir temáticos sobre a comunidade e uma série de atividades culturais que fortaleceram vínculos e aqueceram a economia local.
Mais de 90% da equipe do projeto é formada por moradores de periferias de Manaus, entre eles, 17 profissionais negros e 14 pessoas LGBTQIA+. O recorte reforça o compromisso do Colore Mossoró com diversidade, representatividade e inclusão, não apenas como discurso, mas como prática concreta.
Para Sarah Campelo, gestora do Colore Mossoró II, o protagonismo comunitário é o que sustenta a potência da iniciativa. “Transformar o Mossoró é transformar Manaus. Uma cidade que precisa olhar seus territórios. A periferia é criadora gênesis de cultura, é só estudar a história do nosso país. Quando a periferia produz cultura, ela produz futuro”, afirmou.













