Paulo Guedes não gostou da decisão em favor da ZFM (Foto: Evaristo Sá /afp)

O ministro acolheu o pedido do partido Solidariedade e os efeitos da suspensão ainda terão que ser confirmados pelo plenário do Supremo.

Bolsonaro e Moraes protagonizam a crise entre Executivo e Judiciário, que já se arrasta há alguns meses. Os embates mais recentes têm se dado em torno das decisões a respeito da conduta do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ).

A avaliação de um ministro que despacha no Palácio do Planalto é de que Moraes, agora com a decisão do IPI, extrapola os limites ao arbitrar em uma questão que envolve “promessas de campanha”. Outra fonte argumentou que se trata de uma decisão econômica de competência do Executivo. Após longo vaivém, no último dia 2, o governo cumpriu a promessa de ampliar o corte do IPI de 25% para 35%, sob a justificativa de estimular a economia e reduzir preços aos consumidores.

“Pelo amor de Deus. É inacreditável. (Moraes) tem que começar a governar logo”, disse um auxiliar do presidente. Outro interlocutor do Planalto repetiu que Moraes estaria “esticando a corda”.

A irritação não ficou apenas no Palácio do Planalto. Auxiliares do ministro Paulo Guedes também reagiram a suspensão da medida. “Salva a Amazônia e não se preocupa com a população. É uma decisão ‘Leonardo DiCaprio'”, disse uma fonte.

Em sua decisão, Moraes pediu que Bolsonaro fosse comunicado “com urgência” e deu um prazo de 10 dias para que ele preste esclarecimentos sobre as mudanças no IPI. Depois desse tempo, o Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da República terão cinco dias para se manifestar.

Bolsonaro e ator

Nesta semana, Bolsonaro interagiu com o ator Leonardo DiCaprio, que incentivou jovens brasileiros a tirarem o título de eleitor.

Usando a ferramenta de ‘quote’, que permite uma resposta que ainda contém o tweet original, Bolsonaro respondeu ao ator, em inglês, agradecendo pelo ‘apoio’ e declarando que “é muito importante que todos os brasileiros votem nas próximas eleições”.

O presidente também expôs seu posicionamento em relação à questão da Amazônia. “Nosso povo irá decidir se eles querem manter nossa soberania sobre a Amazônia ou ser governado por bandidos que servem interesses estrangeiros especiais”, escreveu Bolsonaro.

Com informações do Uol