Forças de segurança, da PRF e da Força Nacional atuam no patrulhamento e no apoio aos resgates em Rio Grande do Sul - Foto: Pedro Ladeira / Folhapress

O governo autorizou o uso da Força Nacional de Segurança Pública no apoio ao policiamento ostensivo e preservação da ordem no Rio Grande do Sul por mais 30 dias.

A medida tem o objetivo de reforçar a segurança, ordem pública e preservação das pessoas e do patrimônio no estado, que viveu episódios de violência desde as enchentes que atingiram a região.

No início de maio, o governador do estado, Eduardo Leite (PSDB), pediu o apoio da Força Nacional ao Ministério da Justiça (MJ). O objetivo é que o efetivo no estado ultrapasse 400.

No entanto, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o Ministério da Justiça enviou apenas 181 policiais para somar-se a este contingente do Estado.

Desde o início das enchentes, mais de 27 mil integrantes das Forças de Segurança do Estado (Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto-Geral de Perícias) estão trabalhando na segurança da população.

Leite também cancelou férias e licenças de policiais, liberou horas extras e convocou militares da reserva para ampliar o patrulhamento nas cidades arrasadas pelos alagamentos.

A operação terá o apoio logístico do órgão que fez o pedido, dando a infraestrutura complementar necessária à Força Nacional.

Na manhã desta quinta-feira (20), um policial foi morto durante confronto com criminosos em uma tentativa de assalto em Caxias do Sul, na serra gaúcha. O caso é mais uma das cenas de violência testemunhadas no estado desde a tragédia.

Tragédia no Rio Grande do Sul já soma 176 mortos – Foto: Agência Brasil

A cidade tem sido um ponto estratégico para o estado devido ao seu aeroporto, já que o Salgado Filho, em Porto Alegre, segue interditado.

Saques, assaltos, além de abusos sexuais, estão entre as denúncias registradas no período pós enchentes. Também em maio deste ano, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, disse ter ouvido, durante reunião com representantes do Conselho Estadual de Mulheres do RS, relatos de abusos contra meninas e mulheres nos abrigos que recebem os afetados pelas enchentes no estado.

A falta de estrutura causada pela destruição também impacta na dificuldade de realizar e formalizar denúncias. Apesar dos estragos, a SSP informou também que apenas sete delegacias do estado foram afetadas pelas cheias.

Para lidar com a situação, além do reforço da Força Nacional, o governo federal também enviou agentes da Polícia Federal.

O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

*Com informações de Folha de São Paulo