Decrin, em Salvador (BA) - Foto: Ascom PCBA

Uma turista, natural do Rio Grande do Sul, foi presa em flagrante por injúria racial contra uma comerciante no Pelourinho, em Salvador (BA). Segundo informações preliminares da Polícia Civil da Bahia (PCBA), ela teria proferido ofensas de cunho racial e chegou a cuspir na vítima.

Durante um evento em um dos principais cartões postais de Salvador, na última quinta-feira (22), uma mulher, de 50 anos, agiu de forma discriminatória com uma trabalhadora do local. Conforme a PCBA, a vítima relatou que foi chamada de “lixo” pela suspeita.

Ainda de acordo com o relato da comerciante, a turista alegou que era branca e falou que o Pelourinho “não era lugar para ela”. Na ocasião, a gaúcha foi encaminhada pela Polícia Militar para a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin).

Na unidade, segundo a PCBA, ela continuou a adotar conduta discriminatória, solicitando atendimento exclusivo por um delegado de pele branca. Após a oitiva, e a suspeita seguiu sob custodiada, ficando à disposição do Poder Judiciário.

O que é injúria racial?

Classificada como crime, a injúria racial acontece a partir de ofenças a dignidade ou o decoro de uma pessoa específica mediante palavras, gestos ou ações que exploram elementos como raça, cor, etnia, religião ou origem.

Previsto no artigo 140, § 3º, do Código Penal brasileiro, o crime de injúria tem pena de 2 a 5 anos de prisão, com impossibilidade de fiança em alguns casos.

*Com informações de IG