A virada do ano na Flórida foi marcada por um fenômeno inusitado provocado por uma intensa frente fria de origem ártica: iguanas literalmente caindo das árvores. A queda abrupta das temperaturas na noite de Ano-Novo deixou os répteis, que são de sangue frio, temporariamente imóveis, resultando em cenas que rapidamente viralizaram nas redes sociais. As informações são do NY Post.
Em Fort Myers, no sudoeste do estado, o meteorologista Matt Devitt compartilhou a imagem de uma iguana verde estendida sobre a grama após despencar de uma árvore. Na região, os termômetros chegaram a registrar cerca de 4 °C (39 °F), valor suficiente para provocar o chamado “choque térmico” nesses animais.
Situação semelhante foi registrada em Miami, a centenas de quilômetros de distância. O meteorologista Dylan Federico divulgou vídeos enviados por telespectadores que mostravam uma iguana imóvel, pendurada de forma frouxa em um corrimão durante a madrugada gelada.
“Temos iguanas congeladas em Miami”, escreveu ele, ao relatar temperaturas na casa dos 40 °F em áreas do sul da Flórida.
Segundo especialistas, esse tipo de cena é comum durante ondas de frio no estado. Quando a temperatura cai abaixo do nível considerado confortável, as iguanas entram em um estado de letargia, perdendo temporariamente os movimentos e, muitas vezes, caindo de onde estavam apoiadas.
Autoridades ambientais alertam que, apesar da aparência, os animais geralmente não estão mortos. Com a elevação da temperatura e a exposição ao sol, muitas iguanas retomam os movimentos em poucas horas.
A frente fria que atingiu a Flórida é considerada uma das mais intensas dos últimos anos. O sistema avançou sobre o estado nos últimos dias de 2025, levando ar gelado até regiões que vinham enfrentando semanas de calor fora do padrão.
As previsões indicaram mínimas entre -3 °C e 4 °C (20s e 30s °F) no Norte e Centro da Flórida, enquanto o Sul registrou temperaturas na faixa dos 40 °F. O frio levou à emissão de alertas de geada, avisos de congelamento e recomendações de proteção em diversas cidades.
No sudoeste do estado, autoridades classificaram aquela como a noite de Ano-Novo mais fria em cerca de 25 anos. Já no centro da Flórida, os registros apontaram as menores temperaturas para o período em mais de duas décadas.
Os impactos do frio não se limitaram à fauna. Abrigos emergenciais foram abertos para pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto moradores receberam orientações para proteger plantas, levar animais domésticos para dentro de casa e acompanhar idosos.
O episódio também reacendeu um debate antigo na Flórida. As iguanas-verdes são consideradas uma espécie invasora, introduzida no estado há décadas por meio do comércio de animais exóticos. Atualmente, estão amplamente espalhadas, sobretudo no sul, onde são associadas a danos em calçadas, muros, redes de drenagem e áreas ajardinadas.
Por serem não nativas, as iguanas não contam com proteção ambiental específica no estado, exceto pelas leis contra maus-tratos. Mesmo assim, órgãos ambientais reforçam que a população não deve tocar ou recolher os animais durante episódios de frio.
Apesar de parecerem inofensivas, iguanas podem reagir de forma defensiva ao recuperarem a mobilidade, utilizando garras afiadas, dentes e caudas fortes. Além disso, a remoção ou relocação desses répteis é proibida por lei.
A recomendação das autoridades é clara: deixar os animais onde estão é a atitude mais segura, tanto para as pessoas quanto para a própria fauna.
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