O Centro Estadual de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, localizado no bairro Cidade Nova, na zona Norte, recebe nesta sexta-feira (14), a partir das 18h, dois espetáculos gratuitos da 2ª Mostra de Teatro Águas de Manaus (MTAM). A programação completa está disponível no site www.mtam.art.
Às 18h, o público poderá acompanhar “Aaarrg! Piratas!”, montagem que combina teatro, circo e música ao vivo em uma aventura pelos “mares do Rio Negro”. Na sequência, às 20h, será apresentado “Luiz Lua Gonzaga”, do Grupo Magiluth, de Pernambuco, um dos principais coletivos do teatro brasileiro contemporâneo, em uma homenagem ao Rei do Baião.
A peça “Aaarrg! Piratas!” reúne acrobacias, música ao vivo, humor e personagens clássicos da pirataria em uma história ambientada nos “mares do Rio Negro”, abordando também questões como justiça, inclusão e desigualdade social.
Com dramaturgia e músicas autorais dos artistas amazonenses Iogan Montefusco e Emily Danali, o espetáculo acompanha a tripulação do navio Barril Rachado, que se rebela contra o Capitão Dente de Ouro, líder autoritário que concentra toda a riqueza da embarcação. Em busca de liberdade e justiça, os personagens enfrentam sereias, monstros marinhos, maldições e batalhas de espada em uma aventura marcada pela fantasia, pelo humor e por referências à cultura amazônica.
“Queremos aproximar cada vez mais o teatro das pessoas, levando ao público experiências gratuitas, acessíveis e capazes de despertar novas emoções. A apresentação de ‘Aaarrg! Piratas!’ é um convite para toda a família vivenciar uma aventura cheia de humor, música e criatividade, celebrando a força da cultura e dos artistas amazonenses”, destaca Oliver Tibeau, diretor cultural do Instituto Brasileiro de Teatro (iBT).
Homenagem
Às 20h, o público poderá conferir “Luiz Lua Gonzaga”, do Grupo Magiluth, de Pernambuco, reconhecido por sua atuação no teatro brasileiro contemporâneo. Inspirada no universo de Luiz Gonzaga, a montagem apresenta uma homenagem poética ao artista pernambucano e aborda temas como memória, identidade, pertencimento e cultura popular brasileira.
A peça se distancia do formato de uma biografia convencional e constrói sua narrativa por meio de uma sequência de cenas que evocam a trajetória e o universo cultural do Rei do Baião. Teatro, música e memória se encontram em uma montagem que também explora sentimentos como espera, saudade e esperança.
Em cena, personagens aguardam a chegada da chuva e o retorno simbólico de um rei enquanto compartilham músicas, lembranças e reflexões sobre os modos de vida do povo nordestino. A produção valoriza manifestações da cultura popular e estabelece conexões com elementos que fazem parte da identidade brasileira.













