O leão, símbolo da Escola de Samba Estácio de Sá, vai se aventurar pela Floresta Amazônica no carnaval 2025. Ele, que não é natural daquela região, terá o auxílio de seres míticos, encantados, para realizar a empreitada.
Com o enredo “O Leão se engerou em encantado amazônico”, a agremiação do Morro do Estácio, região central do Rio de Janeiro, vai falar da cultura ancestral indígena, que exalta os encantados como protetores da floresta contra a ganância e o desmatamento. Entre os seres, um dos mais famosos do folclore brasileiro é o Curupira, que afasta os caçadores na mata.
Descendente direta da Deixa Falar, primeira escola de samba de que se tem notícia na história, a Estácio de Sá quer aproveitar a visibilidade da festa para reverenciar os saberes dos povos originários e a defesa da natureza.
Autor do enredo, o carnavalesco Marcus Paulo permanece na escola após realizar o carnaval de 2024 com um bom resultado, garantindo o terceiro lugar da Série Ouro. Agora, ele quer brigar por uma vaga no Grupo Especial.
Logo de saída, Marcus Paulo explica o significado de “engerar”, verbo que aparece no nome do enredo. Segundo ele, é uma palavra de origem indígena para indicar transformação.
“O leão não é conhecedor da Amazônia, então eu criei um ‘engeramento’ pra esse leão, ele é ‘engerado’ num ritual de pajelança e convocado para conhecer a Floresta Amazônica através dos olhares desses encantados”.
A ideia de se “engerar” segue a linha fundamental do enredo. Não só o leão vai se transformar em encantado: o felino, originário da África, entrará na avenida como o “Leão Guarini”, que em guarani significa “guerreiro”, “lutador”. E, como ele, todos serão convidados a mergulhar nesta aventura pela floresta.
A Estácio de Sá será a quinta escola a desfilar da Série Ouro na sexta-feira (28). No último carnaval, a escola ficou apenas três décimos abaixo da Unidos de Padre Miguel, a grande campeã do grupo.
Com informações da Agência Brasil