Jeffrey Epstein e Donald Trump - Foto: Davidoff Studios / Getty Images

O presidente Donald Trump pediu aos americanos, nesta terça-feira, 3, que “virem a página” do escândalo Jeffrey Epstein. A divulgação de uma nova leva de documentos sobre o caso na semana passada provocou uma investigação contra um importante político britânico e dos pedidos de explicações sobre outras figuras importantes mencionadas nos arquivos.

O ex-embaixador do Reino Unido em Washington Peter Mandelson renunciou à Câmara dos Lordes do Parlamento britânico em meio a acusações de que teria facilitado informações confidenciais ao falecido criminoso sexual Epstein. Mais cedo no mesmo dia, a polícia britânica informou que investiga Mandelson por “crimes de má conduta no exercício de um cargo público”.

As consequências da recente divulgação de milhões de documentos relacionados ao caso Epstein também continuam nos Estados Unidos.

O ex-presidente americano Bill Clinton e sua mulher, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, vão depor no fim de fevereiro no Congresso dos EUA sobre seus laços com Epstein, anunciou o comitê que investiga o caso.

Ao ser questionado sobre o assunto, Trump insistiu que foi inocentado pelo último lote de arquivos divulgados. Um levantamento do The New York Times mostra que o presidente é citado em 5,3 mil arquivos.

“Não saiu nada sobre mim, exceto que foi uma conspiração contra mim, literalmente, por parte de Epstein e outras pessoas. Mas acho que já está na hora de o país, talvez, pensar em outra coisa, como a saúde, ou algo que importe às pessoas”, disse.

Ao falar sobre o casal Clinton, o republicano disse que “é uma pena”, mas acrescentou que “não é um problema dos republicanos, é um problema dos democratas”.

*Com informações de Terra