O dólar abriu os negócios nesta terça-feira em baixa, enquanto a Bolsa tem pregão positivo, com o mercado influenciado pela Ata do Copom, texto em que o Banco Central reforçou a sinalização de que vai começar a cortar os juros em março.
Dólar opera em baixa. A moeda americana começa a sessão desta terça-feira cotada no comercial para a venda a R$ 5,235, queda de 0,43%. Ontem, divisa subiu 0,19%, retomando o patamar de R$ 5,25. A reação do dólar ocorre após a moeda recuar 4,4% em janeiro, a maior observada desde junho do ano passado (-4,98%).
Mercado reage à Ata do Compom. No documento, o Comitê de Política Monetária detalha os motivos que levaram o Banco Central a manter a taxa básica de juros em 15% na última reunião do colegiado.
Texto reforçou sinalização de corte de juros a partir de março. Diretores do Banco Central escreveram na Ata do Copom que planejam cortar os juros na próxima reunião do Copom, em março. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião”, diz o documento.
“A ata do Copom foi neutra em relação ao comunicado: deixa em aberto o ritmo e também o tamanho do ciclo, mas ressaltando que é unânime a avaliação da necessidade de uma Selic restritiva, o que é um limitante para debate de terminais mais baixas.” afirmou Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos.
“Em nossa avaliação, a ata de hoje é consistente com o nosso cenário de corte de 0,50 ponto percenrtuall na taxa Selic em março. Projetamos cinco cortes consecutivos desse tamanho, levando a Selic a 12,50%. Em termos reais, a taxa de juros ficaria em torno de 8,0%, acima do que consideramos o nível neutro, refletindo os desafios fiscais esperados para o próximo mandato presidencial.” disse Caio Megale, economista-chefe da XP, repercutindo a Ata do Copom.
Ouro volta a subir. Após correções que derrubaram o metal abaixo do patamar de US$ 5 mil, a commodity volta a subir. Por volta das 10h, segundo informação da ICE International Exchange, o contrato para 100 onças troy (31,1 gramas) para abril subia 6,6%, a US$ 4.959.
Perspectivas para o ouro continuam sustentadas pelas persistentes incertezas geopolíticas, econômicas e financeiras. Segundo analistas, o ambiente ficou mais volátil após a forte desvalorização da semana passada. “Os mercados da prata e do ouro continuam imprevisíveis. Depois da forte queda e uma queda como esta, ficam cicatrizes e será necessário tempo para que o mercado recupere a confiança”, comentou Chris Weston, da corretora Pepperston.














