Projeto financiado por emenda participativa leva ciência ao interior e rompe barreiras históricas - Foto: Assessoria

Uma semiesfera azul no meio da Amazônia agora abriga estrelas, planetas e os mistérios do universo. Em Coari, o Planetário do Médio Solimões já está em funcionamento e vem mudando o acesso à ciência na região, levando estudantes e moradores a uma experiência imersiva sobre o céu e os fenômenos astronômicos.

Instalado no Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (ISB/UFAM), o equipamento é o primeiro planetário permanente do Amazonas e o terceiro da Região Norte. Com capacidade para até 30 pessoas por sessão, o espaço já recebeu mais de 500 visitantes nas primeiras semanas de março, com sessões guiadas adaptadas para diferentes públicos.

Um novo modelo de emenda: a população decide

O planetário nasceu de um modelo ainda raro no Brasil: emendas parlamentares decididas pela população. O investimento de R$ 496.864,57 foi destinado pelo deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) por meio do 2º Edital Participativo de Emendas do Amazonas. A iniciativa pioneira foi selecionada no 2º Edital Participativo de Emendas Parlamentares do Amazonas, mecanismo pioneiro que permite que a população escolha quais projetos devem ser contemplados com recursos do orçamento federal através do voto popular, com votação aberta e transparente.

Nesse formato, instituições apresentam propostas e a população define, diretamente, quais iniciativas receberão recursos federais. O projeto do planetário foi um dos mais votados, refletindo uma demanda concreta por acesso à ciência no interior do estado.

A proposta rompe com a lógica tradicional de distribuição de emendas e coloca o cidadão no centro da decisão, ampliando transparência, controle social e legitimidade no uso do dinheiro público.

“Nosso mandato trabalha para que o orçamento público seja decidido junto com a população e aplicado em projetos que transformem vidas. A UFAM tem autonomia e responsabilidade legal para executar a compra e instalação do planetário, mas seguimos fiscalizando para que tudo seja entregue com qualidade e transparência, destacou o deputado Amom Mandel.

Ciência no coração da Amazônia

A instalação desse planetário representa um marco histórico para o Médio Solimões. O ISB/UFAM, criado em 2006 para democratizar o acesso ao ensino superior na região, atende diretamente municípios como Anamã, Anori, Alvarães, Beruri, Codajás, Tefé e Uarini, e forma professores nas áreas de Ciências, Matemática, Física, Biologia e Química.

No projeto apresentado ao 2º. Edital de emendas do Amom, a universidade informou que o planetário terá função lúdico-pedagógica, oferecendo oficinas, palestras e sessões de projeção astronômica, com público estimado de mais de 5.000 pessoas ao longo da sua execução. A ação está alinhada ao Plano de Desenvolvimento Institucional da UFAM (2016–2025) e ao Plano Nacional de Extensão, reforçando a missão da universidade de promover transformação social.

Foto: Assessoria

Mais do que um equipamento, o planetário representa uma mudança estrutural. Em uma região sem acesso permanente a espaços de astronomia, o local passa a oferecer atividades de ensino, pesquisa e extensão, além de formação de professores e eventos científicos.

O ISB/UFAM atende municípios como Tefé, Codajás, Anori, Anamã, Alvarães, Beruri e Uarini, consolidando-se como polo estratégico de educação na região. O planetário amplia esse alcance ao transformar ciência em experiência acessível, despertando o interesse de jovens e fortalecendo a educação pública.

Inauguração oficial

Mesmo já operando em plena capacidade, o Planetário do Médio Solimões terá sua inauguração oficial no dia 22 de maio de 2026, quando o deputado Amom Mandel estará em Coari para realizar a entrega formal do equipamento à população.