Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela, se reúne com executivos da Shell em Caracas - Foto: Palácio Miraflores / via Reuters

A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reuniu nessa com executivos da britânica Shell para avaliar “projetos de gás”, informou a presidência em meio a uma abertura petrolífera supervisionada pelos Estados Unidos.

A Venezuela tenta novamente atrair investimentos estrangeiros para recuperar sua deteriorada indústria petrolífera sob o comando de Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma interina após a captura do ditador Nicolás Maduro em uma invasão militar norte-americana em 3 de janeiro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirma estar no comando da Venezuela e de seu petróleo. Sob sua pressão, o Parlamento da Venezuela aprovou uma reforma petrolífera que reduz a estatização da indústria e abre as portas ao investimento privado, especialmente estrangeiro.

Paralelamente, o Tesouro dos EUA começou a emitir licenças que permitem certas transações relacionadas ao petróleo venezuelano, embargado desde 2019. A Shell e outras cinco multinacionais receberam autorizações.

“(Delcy) realizou uma reunião de trabalho com representantes da empresa britânica de hidrocarbonetos Shell (…) para avaliar projetos de gás”, informou um comunicado do regime venezuelano. Semanas atrás, ela já havia se reunido com a espanhola Repsol e a francesa Maurel & Prom.

Delcy também recebeu uma visita histórica do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, com quem percorreu campos petrolíferos da Chevron na Venezuela.

A Shell mantém uma relação centenária com a Venezuela, mas sua presença diminuiu durante o período em que Hugo Chávez e Nicolás Maduro estavam no poder. Em 2019, havia vendido todos os seus ativos no país.

Nos últimos anos, recebeu uma licença da Venezuela para operar no enorme campo de gás Dragón, localizado próximo à fronteira marítima com Trinidad e Tobago, que também participava do projeto.

As operações foram suspensas em outubro, quando Maduro rompeu todos os acordos energéticos com Trinidad e Tobago por seu apoio ao deslocamento militar dos Estados Unidos no Caribe. Ainda não se sabe se serão retomadas.

*Com informações de Folha de São Paulo