Ministros de países árabes se reuniram nesta terça-feira (12) em Doha, no Catar, e criticaram a pressão para o documento final da COP28, em Dubai, incluir a promessa de uma eliminação gradual dos combustíveis fósseis.
O ministro do Petróleo do Kuwait, Saad al-Barrak, denunciou um “ataque agressivo” contra os países produtores e acusou o Ocidente de “querer dominar a economia global” por meio da energia renovável.
“Trata-se de uma luta por nossa liberdade e nossos valores”, afirmou Al-Barrak durante a conferência. Já o ministro do Petróleo do Iraque, Hayan Abdel-Ghani, declarou que “os combustíveis fósseis continuarão sendo a principal fonte de energia no mundo”.
“Não podemos eliminá-los gradualmente. Como países árabes, produzimos essa energia, mas não somos a origem das emissões”, salientou.
Por sua vez, o ministro do Petróleo e do Meio Ambiente do Bahrein, Mohamed bin Mubarak bin Daina, lembrou que a commodity é um “fator essencial das economias” árabes. “Precisamos preservar esse setor e consumir seus derivados de modo equilibrado”, disse.
O último rascunho de acordo na COP28 retirou a proposta de eliminação gradual dos combustíveis fósseis, medida criticada pela União Europeia e por países insulares ameaçados pelo aumento do nível do mar devido ao aquecimento global.
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