China aconselhou seus cidadãos a deixarem o Irã em meio a escalada de tensões no Oriente Médio - Foto: AFP
Em um sinal de alerta para a escalada das tensões no Oriente Médio, a China aconselhou hoje que seus cidadãos deixem o Irã “o mais rápido possível”.
China orientou cidadãos a saírem do território iraniano e retornarem ao país ou buscarem outro lugar mais seguro. Além disso, o governo chinês também aconselhou a população a evitar viajar ao Irã por questões de segurança, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua.
Alerta ocorre em meio a tensões entre o Irã e os Estados Unidos. Nas últimas semanas, a tensão entre os dois países escalonou ao nível de Washington reforçar sua presença militar no Oriente Médio — em uma tentativa de forçar Teerã a desistir de seu programa nuclear.
Embaixada americana autorizou a saída de funcionários não essenciais de Israel. A medida, motivada por “riscos à segurança”, também recomenda que cidadãos norte-americanos saiam de Israel enquanto ainda há voos disponíveis. Para a imprensa local, essa medida está relacionada ao embate com Teerã.
Na segunda-feira, Trump já havia ordenado a retirada de parte de sua gestão da embaixada em Beirute, no Líbano. “Avaliamos continuamente o ambiente de segurança e, com base em nossa análise mais recente, determinamos que é prudente reduzir nossa presença ao pessoal essencial”, disse um alto funcionário do Departamento de Estado, falando sob condição de anonimato à Reuters.
Mobilizações
EUA fizeram maior mobilização militar em décadas no Oriente Médio. Ordenada pelo presidente Donald Trump, a Casa Branca enviou para a região o porta-aviões USS Abraham Lincoln, nove destróieres e outros três navios de guerra. Além disso, também enviou ao Mediterrâneo o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford.
Os governos iraniano e norte-americano têm se reunido em busca de consenso em Genebra, na Suíça. Teerã pediu a Washington que evite “exigências excessivas” para que os países possam alcançar um acordo mútuo e ressaltou que o “sucesso” para evitar conflito “exige seriedade e realismo” da Casa Branca.
Trump afirma que Teerã está próximo de desenvolver míssil capaz de alcançar o território dos EUA. Essa versão, porém, não é corroborada pelo próprio serviço de inteligência norte-americano, segundo a agência de notícias Reuters.
Irã está isolado no conflito com os EUA. Seus principais aliados são a China, a Rússia e a Coreia do Norte, além de outros países da região com menos poderio militar. Porém, nenhuma nação fez, até o momento, um gesto público e enfático de apoio à Teerã.
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