
“Centenas” de soldados norte-coreanos foram mortos ou feridos em combates com o Exército ucraniano na região russa de Kursk, de acordo com informações divulgadas por um oficial americano nesta terça-feira (17). As tropas “nunca tinham lutado antes”, acrescentou o militar americano, o que poderia “explicar as perdas”.
O militar, que pediu para não ser identificado, acrescentou que a contagem incluía “de ferimentos leves a mortos em combate”.
O comandante do Exército ucraniano, Oleksandr Syrsky já havia declarado que há três dias “o ‘inimigo’ realiza operações ofensivas na região de Kursk, ao lado do Exército norte-coreano”.
A Ucrânia lançou uma ofensiva no início de agosto na região russa de Kursk – a maior em território russo desde a Segunda Guerra Mundial.
Milhares de soldados norte-coreanos foram enviados à Rússia nas últimas semanas para apoiar o Exército do país, mas essa informação nunca foi confirmada.
A Rússia e a Coreia do Norte assinaram um acordo de defesa que entrou em vigor no início de dezembro. O artigo 4º prevê “assistência militar imediata” em caso de agressão armada por outros países.
Apoio “perigoso”
O apoio “direto” da Coreia do Norte à Rússia no conflito contra a Ucrânia é perigoso, alertaram os Estados Unidos e seus aliados nesta segunda-feira (16).
Os Estados Unidos enviam armamento para Kiev desde o início da invasão russa em 2022. O país ainda tem US$ 5,6 bilhões disponíveis, mas os recursos não poderão ser gastos e enviados à Ucrânia antes da posse de Donald Trump, eleito em novembro.
