Foto: Nicolas Ribas

A cantora e atriz amazonense Cella é destaque da edição de agosto da revista Caras. Em entrevista ao jornalista Felipe França, a artista revisita sua trajetória, fala sobre as experiências que moldaram sua identidade artística e revela o que a move nesta nessa nova fase da carreira, marcada pelo lançamento de seu primeiro álbum autoral, Efeito Borboleta.

Fotografada por Nicolas Ribas em um ensaio realizado no Amazonas, Cella aparece em meio à natureza exuberante da região, cenário que ajuda a traduzir visualmente algumas das principais referências que inspiram seu trabalho. Entre paisagens amazônicas e uma estética contemporânea, as imagens reforçam a conexão da artista com sua terra natal e com a identidade nortista presente em sua produção.

Lançado em maio, Efeito Borboleta representa um momento de transformação na carreira de Cella. Com dez faixas inéditas e selo da Urban Pop, o álbum une o pop contemporâneo a elementos e referências amazônicas para abordar temas como liberdade, transformação e renascimento. O conceito é inspirado na teoria do efeito borboleta e também na própria trajetória da artista, que deixou Manaus aos 16 anos para morar no Rio de Janeiro em busca do sonho de atuar e cantar e investindo na formação profissional.

O álbum também reúne participações de nomes da música amazonense, como Ana Mady, Doral, Miss Tacacá e Lofibbgirl. A identidade visual do projeto foi ampliada com videoclipes gravados em cenários emblemáticos de Manaus, entre eles, o Teatro Amazonas e o Rio Negro, aproximando a natureza amazônica do ambiente urbano que também faz parte do universo conceitual do disco.

O reconhecimento da Caras chega em um momento de aproximação ainda maior entre Cella e a publicação. Em junho, a artista foi escolhida como enviada especial da revista para o 59º Festival Folclórico de Parintins. Diretamente da Ilha Tupinambarana, Cella produziu conteúdos especiais para as redes sociais da Caras, mostrando os bastidores da festa, a emoção das torcidas de Garantido e Caprichoso, os figurinos, as curiosidades e os diferentes elementos que movimentam um dos maiores espetáculos culturais do mundo.

Festival Amazônia Pop

Agora, a artista se prepara para um novo desafio: transformar o universo de Efeito Borboleta em um grande espetáculo ao vivo. A estreia do show autoral está marcada para o dia 6 de dezembro, durante o Festival Amazônia Pop, no Centro Cultural Povos da Amazônia, em Manaus. Na mesma noite, o festival terá apresentações de Priscilla e Marina Sena.

Cella promete levar ao palco uma experiência que combina pop, referências nortistas e uma narrativa de atmosfera distópica e mística. O espetáculo terá direção artística elaborada especialmente para a apresentação, com figurinos, coreografias, elementos visuais e novos arranjos para as músicas do álbum.

“Estou muito animada, porque é a primeira vez que consigo levar o universo de Efeito Borboleta para o palco nessa dimensão. É o maior show autoral que já preparei e existe uma história acontecendo ali, do início ao fim. Quero que as pessoas entrem nesse universo comigo e sintam essa transformação”, destaca.

Para a cantora, a identidade nortista não é apenas uma referência estética, mas parte fundamental da narrativa que sustenta o espetáculo. Elementos da Amazônia estarão presentes na linguagem visual e musical, dialogando com uma sonoridade pop contemporânea.