
A morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), após agressões atribuídas a adolescentes e apuradas pela Polícia Civil, virou símbolo de um problema que se repete no Brasil: violência contra animais, impunidade percebida pela população e ausência de regras nacionais mínimas para acolhimento e fiscalização de estruturas que recebem animais resgatados.
Orelha foi agredido em 4 de janeiro de 2026, socorrido e, devido à gravidade, submetido à eutanásia em 5 de janeiro; por serem menores de 18 anos, os suspeitos ficam sujeitos às medidas socioeducativas do ECA, o que também voltou a colocar na mesa a discussão sobre responsabilização e prevenção.
Diante da comoção e do alerta nacional, o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) reforça que já apresentou um conjunto de proposições para fechar brechas, padronizar cuidados, exigir fiscalização e endurecer a resposta do Estado quando há abandono e crueldade.
O que Amom Mandel propôs na Câmara para combater maus-tratos e abandono
Levantamento do Sistema de Informações Legislativas da Câmara registra quatro projetos do parlamentar, com foco em regras nacionais para resgate, acolhimento, estrutura de abrigos e responsabilização por abandono:
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PL 7147/2025 (22/12/2025): cria normas nacionais para acolhimento, tratamento, destinação e reabilitação de animais resgatados de abandono, maus-tratos ou desastre ambiental, com requisitos para os responsáveis pela guarda.
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PL 7151/2025 (22/12/2025): estabelece normas de funcionamento, bem-estar, capacidade máxima e fiscalização obrigatória para abrigos públicos e privados de custódia temporária ou permanente.
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PL 7149/2025 (22/12/2025): define diretrizes nacionais de infraestrutura, higiene, atendimento veterinário e segurança para organizações de proteção animal, canis, gatis e centros de acolhimento, manejo e cuidado.
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PL 3555/2025 (17/07/2025): altera a Lei 9.605/1998 para incluir expressamente o abandono e a proibição de guarda nos crimes ambientais contra animais.












