Megaoperação policial na Penha e no Alemão mirou o Comando Vermelho - Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Elevando o tom no combate ao crime organizado e resolvendo relações diplomáticas com os Estados Unidos (EUA), o governo brasileiro dá passo estratégico nesta sexta-feira (10). O anúncio nesta manhã, às 11h30 no Ministério da Fazenda, do Projeto Mutual Interdiction Team (MIT), em Brasília, formaliza a parceria técnica entre a Receita Federal do Brasil (RFB) com o Customs and Border Protection (CBP) – agência Federal de segurança nos EUA, focada em um ponto onde o crime é mais vulnerável: a logística em fronteiras.
A estratégia no xadrez diplomático dos dois países é liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, por se tratar de ações onde o fisco é principal responsável – controle aduaneiro. Segundo o governo, aintegração da inteligência nacional com a americana nas fronteiras vai “asfixiar” a atuação transnacional do Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), principais organizações criminosas que estão no radar de Washington e sua atuação nas fronteiras.
Segundo o ministro, a Polícia Federal (PF), Receita Federal, sob tutela no Ministério da Fazenda, vão integrar a parceria com EUA, atuando em portos e aeroportos na busca de drogas, armas e outros materiais ilegais.
“Tanto vamos dar informações e dados sobre atividades dessas organizações nas nossas fronteiras e em contrapartida os EUA também concederá dados dessas atividades” disse Durigan
Durigan informou ainda que na próxima semana irá a Washington (EUA) para estreitar a cooperação entre os dois países.
O secretário especial da Receita, Robinson Sakiyama Barreirinhas, disse que mais de uma tonelada e meia de armas vêm dos EUA para municiamento dessas facções e foram interceptadas em fronteiras.
Ele pontuou ainda que drogas sintéticas e haxixe são as principais substâncias ilícitas que são apreendidas pelo órgão em fronteiras e portos.
No Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, por exemplo, as apreensões saltaram de 89 quilos em 2024 para 1,5 tonelada apenas nos três primeiros meses de 2026, com mudança no perfil das operações criminosas.
O projeto
A medida faz parte do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, dentro de uma agenda mais ampla de cooperação bilateral.
As tratativas começaram em janeiro deste ano, após uma visita técnica a Foz do Iguaçu, com atenção especial à região da Tríplice Fronteira, considerada estratégica no combate ao crime organizado.
Um dos principais pilares do acordo é o Programa DESARMA, sistema da Receita Federal voltado ao rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. A ferramenta permite o compartilhamento, em tempo real, de informações sobre apreensões feitas nos dois países.
O sistema reúne dados como tipo de material, origem declarada, logística da carga e números de série, o que facilita a identificação de rotas e redes ilegais. Também possibilita o envio de alertas às autoridades do país de origem das mercadorias, ampliando a capacidade de atuação ainda na fonte do problema.
Segundo o governo, o modelo segue acordos internacionais e garante sigilo e segurança no tratamento das informações.
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